This Page in English  

Saltar para: Menu Principal, Conteúdo, Opções, Login.

Ajuda Contextual  
home
Início > Cursos > Disciplinas > EDB20043
Menu Principal
Autenticação





Esqueceu a sua senha de acesso?

Sociologia da Educação e das Organizações Educativas

Informações

    As horas de Tutoria ocorrem em horário a estabelecer com o(s) docente(s) da UC.


Ano letivo: 2023/2024 - 1S

Código: EDB20043    Sigla: SEOE
Áreas Científicas: Formação Educacional Geral
Secção/Departamento: Ciências Sociais e Pedagogia

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular ECTS Horas Contacto Horas Totais
LEB 73 Plano de Estudos 2015_16 4,0 48 108,0

Nº de semanas letivas: 15

Responsável

DocenteResponsabilidade
Cristina Maria Gomes da SilvaResponsável

Carga horária

Horas/semana T TP P PL L TC E OT OT/PL TPL O S
Tipologia de aulas

Corpo docente

Tipo Docente Turmas Horas
Horas de Contacto Totais 2 6,40
Cristina Roldão   3,20
Cristina Gomes da Silva   3,20

Língua de Ensino

Português

Objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Com esta UC pretende-se atingir dois objectivos principais: por um lado, fornecer aos estudantes instrumentos teóricos que lhes permitam reflectir de forma mais objectiva sobre a realidade educativa actual. Por outro lado, alargar o âmbito de reflexão sobre essa mesma realidade apelando à ‘história da educação’ e à associação entre as transformações sociais e as transformações verificadas no sistema educativo. A análise das organizações educativas – das culturas de escola aos modelos de organização e gestão, do (auto-)conhecimento aos projectos de inovação e mudança – bem como a análise da situação profissional dos professores, para além de constituírem conteúdos programáticos, assumem também uma dimensão instrumental importante.

Conteúdos programáticos

1. Da escola como produto à escola como processo
1.1 Escola e contexto social: transformações sociais e sistema educativo em Portugal, nos últimos 40 anos
1.2 A escola como instrumento de mudança ou de reprodução social
1.3 A escola para todos e a escola igual para todos: igualdade de oportunidades e desigualdade de realizações
2. A escola como objecto de estudo: alguns contributos para uma análise dos estabelecimentos de ensino
2.1 As relações sociais na escola ou a interacção entre os agentes: actores e estratégias na instituição educativa
2.2 Culturas de escola e eficácia escolar: o efeito de escola
2.3 O clima das organizações escolares
2.4 Escola e territórios: o caso das periferias urbanas
3. O projecto educativo de escola
3.1 Autonomia, participação e projecto educativo
3.2 A escola enquanto comunidade educativa
3.3 A escola e os seus parceiros: famílias e comunidade educativa
3.4 Auto-avaliação dos estabelecimentos de ensino: um instrumento de regulação
4. A profissão de professor e a construção da sua identidade profissional
4.1 Identidades colectivas e estratégias identitárias nos estabelecimentos de ensino
4.2 Ser professor numa sociedade em mudança: que saberes? Que competências?
4.3 O papel do professor na escola democrática
4.4 O trabalho de projecto ou a outra forma de ensinar/aprender


Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC

A UC de Sociologia da Educação e das Organizações Educativas (SEOE) faz parte de um corpo de disciplinas da área das Ciências Sociais e da Pedagogia que está presente ao longo dos três anos da Licenciatura em Educação Básica. Embora a formação em domínios específicos da leccionação seja imprescindível, é hoje inquestionável a necessidade da presença das ciências sociais e da educação na formação de futuros educadores e professores. O alargamento do campo de observação e acção dos professores faz parte dos actuais desafios da escola e dos educadores e professores. A sala de aula já não é o contexto único de aprendizagens e o entendimento da educação em sentido lato implica, por parte dos educadores e professores, o desenvolvimento de outras competências para além das especificamente relativas aos conhecimentos disciplinares.

Metodologias de ensino

Estratégias de gestão do programa

Na gestão deste programa serão promovidos os seguintes tipos de actividade:
a) Sessões de discussão em plenário e/ou pequenos grupos a partir da informação fornecida directamente pelo professor ou com recurso à utilização de textos e outros materiais.
b) Leitura, discussão e análise de textos teóricos fundamentais disponibilizados pelos professores
c) Elaboração e apresentação de trabalhos práticos, nomeadamente a análise de projectos educativos de escola, legislação variada, regulamentos, etc.

Acompanhamento tutorial

Os estudantes beneficiarão, presencialmente e a distância, do apoio que solicitarem para o desenvolvimento dos seus trabalhos. Para além disso serão promovidas sessões tutoriais específicas e relativas às temáticas/problemáticas que os estudantes queiram abordar nos respectivos trabalhos.

Participação dos estudantes

Os estudantes devem procurar estar presentes nas aulas e realizar os trabalhos individuais e de grupo previstos no programa da disciplina.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da UC

Espera-se que no final desta UC, os estudantes consigam evidenciar competências adquiridas nos seguintes domínios: (a) organização e gestão da informação, evidenciando a apropriação e a utilização de conceitos diferenciados e pertinentes para as problemáticas em causa; (b) produção de textos de dimensões e problemáticas variáveis; (c) apresentação pública de trabalhos; d) contextualização das aprendizagens propostas pela UC no curso e no desempenho do seu papel profissional.
Deste modo e perante os resultados esperados pretende-se que as metodologias de ensino sejam coerentes com os objetivos de aprendizagem visados.

Metodologia e provas de avaliação

1. AVALIAÇÃO CONTÍNUA

Os estudantes serão avaliados a partir de um conjunto de atividades desenvolvidas ao longo do semestre. Essas atividades serão organizadas de modo a contemplar momentos de exposição oral e de prestações escritas, bem como de modalidades individuais e de grupo. A classificação final da disciplina é o resultado da média ponderada da classificação atribuída a cada uma das componentes de trabalho bem como à participação nas aulas. Considera-se aprovado na avaliação contínua o estudante que apresente uma classificação final maior ou igual a 10 valores e que, cumulativamente, tenha obtido em cada produto de avaliação uma classificação superior a 7 valores.

A opção pela modalidade de avaliação contínua pressupõe a aceitação de algumas condições:
1.1. obrigatoriedade de realizar todas as componentes de trabalho abaixo referidas
1.2. assiduidade na frequência às aulas
1.3. intervenção pertinente nas aulas
1.4. obtenção de uma classificação superior a 8 valores em cada momento/produto de avaliação

Componentes de trabalho:

i. Recensão crítica (individual) – 40% - sobre um livro, um artigo, ou um documentário indicado/aprovado pela docente sob proposta dos estudantes.
ii. Projecto final de grupo (trabalho escrito e apresentação) 50% - a realizar ao longo do semestre e sobre temáticas apresentadas nas aulas teóricas. (ver calendarização)
iii. Participação: 10%

2. EXAME FINAL

A opção pelo exame final poderá ser feita desde início, constituir recurso para quem não conclua com sucesso uma trajetória de avaliação contínua, ou ainda, para quem pretenda fazer "melhoria de nota" (ver diferentes épocas de exame).

Bibliografia

ABRANTES, Pedro (2003), Os sentidos da escola – Identidades juvenis e dinâmicas de escolaridade, Oeiras, Celta
ABRANTES, Pedro e Cristina Roldão (2019). "The (mis)education of African descendants in Portugal: Towards vocational traps?" Portuguese Journal of Social Science, 18 (1), pp. 27-55
ARAÚJO, Marta; Maeso, Silvia (2010), "Explorando o eurocentrismo nos manuais portugueses de História", Estudos de Sociologia (UNESP, Brazil), 15, 28, p. 239-270.
ARENDT, Hanna (1961), “A crise na educação”, in Revista de Educação, vol.V n°2, Lisboa, DE/FCUL, 1996, pp.124-134
BARROSO, João (2003) (org.), A escola pública: Regulação, Desregulação, Privatização, Porto, Ed. ASA
BETTENCOURT, Ana Maria; SILVA, Cristina Gomes; MATIAS, Nelson; GASPAR, Teresa (2006), Desencontros educativos, in Noesis nº 67, Lisboa
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude (s.d.) A Reprodução, Lisboa, Editorial Vega.
CANÁRIO, Rui (1992) (org.), Inovação e projecto educativo de escola, Lisboa, Educa,
CARDOSO, C. (1996) Educação Multicultural - percursos para práticas reflexivas, Lisboa: Texto Editora
CARVALHO, Rómulo de (1986) História do Ensino em Portugal, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian,
CONBOY, Joseph, et al (2013), "Práticas e consequências da retenção escolar: Alguns dados do PISA" Sucesso escolar: Da compreensão do fenómeno às estratégias para o alcançar, Lisboa, Mundos Sociais.
CORTESÃO, L., PACHECO, N. (1991) O conceito de educação intercultural Interculturalismo e realidade portuguesa", Inovação, vol.4, 2-3, IIE, 33-44
DEWEY, John (2002), A escola e a sociedade e a criança e o currículo, Lisboa: Relógio d'Água.
DUBET, François, (dir.), (1997), École, familles: le malentendu, Paris, Textuel
DURKHEIM, Émile (2007), Educação e Sociologia. Lisboa: Edições 70.
DURUT-BELLAT, Marie, HENRIOT-van ZANTEN, Agnès, (1992) Sociologie de l'école, Paris, Armand Colin
FORMOSINHO, João (1992), O Dilema Organizacional da Escola de Massas, in Revista Portuguesa da Educação, Universidade do Minho, 5 (3), pp. 23-24.
GASPAR, Teresa, (2003), Políticas curriculares e democratização do ensino, Lisboa, ME
LELEUX, Claudine, (2006) Educar para a Cidadania, Vila Nova de Gaia, Edições Gailivro
MONTANDON, Cléopâtre; PERRENOUD, Philippe, (2001), Entre pais e professores. Um diálogo impossível? Oeiras, Celta
NÓVOA, António (1992) (org.), As organizações escolares em análise, Lisboa, D. Quixote,
PERRENOUD, Philippe, (2002), A escola e a aprendizagem da democracia, Porto, Ed. ASA
QUARESMA, Maria Luísa; Abrantes, Pedro e Lopes João Teixeira (2012), "Mundos à parte? Os sentidos da escola em meios sociais contrastantes." Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 70, 25-43.
RESENDE, José Manuel; CAETANO, Pedro, (2007), A escola à prova das promessas da cidadania, in http://jeunesetsociétés.cereq.fr/RJS3/textes PDF/E2
RODRIGUES, David, (2003), Perspectivas sobre a inclusão – Da Educação à Sociedade, Porto, Porto Editora
SANCHES, Maria de Fátima Chorão (et alli, Org.), (2007), Cidadania e liderança escolar, Porto, Porto Editora
SCHIPPLING, Anne, Pedro Abrantes e João Miguel Teixeira Lopes (2020). “Educação de elites e a dimensão da internacionalização em Portugal”, Sociologia, Problemas e Práticas, nº 94, pp. 119-137.
SEBASTIÃO, João; Correia, Sónia (2007), "A democratização do ensino em Portugal" in Instituições e Política, n.º 1, 107-136.
SÉRGIO, António, (2008), Ensaios sobre educação, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda
SILVA, Cristina Gomes da (1999); Escolhas escolares, heranças sociais, Oeiras, Celta editora
SILVA, Cristina Gomes da, (2001) “Um caso de sucesso numa periferia pouco sucedida”, in Noesis nº60
YOUNG, Michael, (1961), "A meritocracia: 1870-2033", in MÓNICA, Maria Filomena (1981), Escola e classes sociais, Lisboa, Ed. Presença, 97-112
VIEIRA, Maria Manuel (et alli) (orgs.) (2002), Democratização, escolar, intenções e apropriações, Lisboa, CIE/FC-UL, pp.11-63

Opções
Página gerada em: 2024-06-13 às 01:21:11 Última actualização: 2010-07-19