This Page in English  

Saltar para: Menu Principal, Conteúdo, Opções, Login.

Ajuda Contextual  
home
Início > Cursos > Disciplinas > LGP20011
Menu Principal
Autenticação





Esqueceu a sua senha de acesso?
Mapa da ESE Setúbal
Mapa interactivo do campus. Clique num determinado edifício.

Antropologia Cultural

Informações

    As horas de Tutoria ocorrem em horário a estabelecer com o(s) docente(s) da UC.


Ano letivo: 2021/2022 - 1S

Código: LGP20011    Sigla: AC
Áreas Científicas: Ciências Sociais
Secção/Departamento: Ciências Sociais e Pedagogia

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular ECTS Horas Contacto Horas Totais
LGP 14 Plano de Estudos 5,0 60 135,0

Nº de semanas letivas: 15

Responsável

DocenteResponsabilidade
Luís Carlos Rodrigues dos SantosResponsável

Carga horária

Horas/semana T TP P PL L TC E OT OT/PL TPL O S
Tipologia de aulas

Corpo docente

Tipo Docente Turmas Horas
Horas de Contacto Totais 1
Luís Santos   0,00

Língua de Ensino

Português

Objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

- Conhecer os conceitos operatórios do saber antropológico.
- Compreender a complexidade holística do Homem no quadro da sua diversidade cultural.
- Analisar mecanismos geracionais de enculturação conducentes à apropriação do património (material e imaterial) e da herança sociocultural em diferentes comunidades.
- Compreender valores e saberes de outras culturas, relativizando as diferenças.
- Equacionar processos de reconfiguração das identidades, marcados por modos de organização social periféricos.
- Participar em actividades de iniciação à investigação antropológica através de uma prática etnográfica de trabalho de campo: recolher, analisar e interpretar dados empíricos e artefactos culturais, no contexto da cultura popular portuguesa; discutir implicações sociais e metodológicas.
- Gerir o saber antropológico como uma fonte de conhecimento relevante para a sua área profissional.

Conteúdos programáticos

1. Introdução à Antropologia
- A Antropologia Cultural no contexto das ciências sociais
- Etnografia, Etnologia e Antropologia. A evolução do pensamento antropológico
- A diversidade, razão de ser da Antropologia. Os domínios da Antropologia
- Noções de Cultura. O fenómeno social total
- Uma ciência “du dehors” que se torna uma ciência “du dedans”
- As especificidades metodológicas da investigação antropológica

2. Sociabilidades e Identidades Culturais
- Indivíduo e Sociedade: Padrões de Cultura
- Das noções de pertença às folclorizações
- Identidade e alteridade. As identidades híbridas
- Diversidade cultural e relativismo cultural
- Etnocentrismo, Racismo e Xenofobia

3. Globalização, Cultura e Cidadania
- A Mundialização da cultura e a erosão das culturas singulares
- Memória e Esquecimento: Património Cultural e Imaterial da Humanidade
- Antropologia da multiculturalidade. Do colonialismo à pós-independência
- A pluralidade étnico-cultural na sobremodernidade
- Imigração, minorias étnicas e os processos de integração/exclusão
- A crescente heterogeneidade étnico-cultural da sociedade portuguesa
- Turismo e os processos de monumentalização

4. Etnografias Urbanas e Diversidades
- Etnografias Urbanas em Portugal
- Os laboratórios do global: as cidades
- Rituais da contemporaneidade urbana


Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC

Um forte constrangimento da UC reside no percurso académico dos estudantes pois a Antropologia não esteve presente na sua formação geral no Ensino Secundário. Assim sendo, parte significativa da UC é dedicada aos conceitos operatórios, especificidade metodológica e evolução histórica desta ciência.
Procura-se que os estudantes desenvolvam a compreensão das grandes transformações, das últimas décadas, fruto de avanços científicos e tecnológicos num mundo cada vez mais globalizado, onde as distâncias (geográficas e culturais) se vão esbatendo e as desigualdades (económicas e sociais) acentuando.
Daí, conhecer os povos que têm tornado as nossas sociedades mais multiculturais; nelas se entrecruzam populações com diferentes costumes e estilos de vida. Tal traduz-se na emergência de novas realidades: p.e., as relacionadas com a (re)configuração de identidades étnico-culturais.
Apropriação dos dispositivos metodológicas da Antropologia implica a prática do trabalho de campo, pelo que os estudantes realizam actividades de observação participante, de preferência, em contextos da sua futura área profissional.

Metodologias de ensino

Espera-se uma participação activa dos estudantes no desenrolar de todas actividades (lectivas e não lectivas, incluindo a avaliação da UC), designadamente através de uma presença assídua nas aulas, nos encontros de orientação tutória e na moodle; esta plataforma informática será um meio privilegiado para, em particular os trabalhadores-estudantes, acompanharem as actividades da UC.

As diferentes temáticas serão organizadas pelo docente em aulas teóricas e teórico-práticas com utilização de meios multimédia. As metodologias utilizadas contemplarão designadamente:

- Leitura comentada de textos antropológicos de referência.
- Reflexão crítica a partir de visionamento de vídeo-documentários e de outro material audiovisual.
- Prática etnográfica de trabalho de campo, com apoio tutorial: iniciação aos processos de observação participante.
- Realização de visitas de estudo a museus etnográficos, etnológicos e/ou antropológicos.
- Dinamização de eventos com individualidades, da comunidade antropológica, exteriores à ESE.
- Exercícios escritos (genograma, histórias de vida, resumo crítico, relatório etnográfico).

Os estudantes serão incentivados a desenvolver actividades de cooperação com entidades/personalidades científico-profissionais, exteriores à escola, ligadas à Antropologia.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da UC

As metodologias de ensino procuram, em primeiro lugar, levar os estudantes a um contacto directo com o saber antropológico, quer pela visita a museus etnográficos quer pela leitura e análise de monografias antropológicas produzidas, principalmente, por investigadores nacionais em contexto europeu ou, ainda, pela aproximação às instituições/personalidades relevantes desta comunidade científica. Em segundo lugar, incentiva-se os estudantes a uma prática etnográfica de trabalho de campo, em interacção directa com as culturas locais e/ou contextos profissionais ligados à sua área profissional. A apropriação dos métodos próprios desta ciência social tem, naturalmente, pelos constrangimentos temporais, um carácter introdutório. Daí que as sessões de tutoria tenham especial enfoque na preparação e acompanhamento dos trabalhos de campo e da observação participante.
Procura-se igualmente incentivar o trabalho de equipa e a partilha de conhecimentos inter-pares pelo que a parte nuclear dos trabalhos de avaliação é realizada em pequenos grupos (excepto para os trabalhadores-estudantes, se assim o desejarem). Tal não invalida a concretização de actividades individuais: tanto as ligadas à elaboração de genogramas/ histórias de vida como as que questionam os processos de construção de identidade(s) do sujeito.
No sentido de uma continuidade de trabalho e de uma partilha permanente e actual de recursos educativos, o uso da plataforma informática moodle é um instrumento imprescindível.

Metodologia e provas de avaliação

Os estudantes serão sujeitos a um processo de avaliação contínua.
A classificação final terá em conta os seguintes parâmetros: (i) Assiduidade e relevância da participação em aula, mais realização de três actividades práticas – 50%: qualidade das apresentações e intervenções na aula e realização de três actividades escritas (genograma, história de vida /identidades culturais, descrição etnográfica de um objecto museológico); (ii) Trabalho etnográfico – 50%: iniciação à prática de trabalho de campo (aldeia, bairro, associação de imigrantes, etc.); conhecimentos adquiridos; domínio e aplicação dos conceitos; capacidade de pesquisa, análise e interpretação dos dados empíricos; clareza, rigor e precisão na linguagem (argumentação articulada e coerente; distinção entre essencial e acessório).

Regime de assiduidade

Aconselha-se a consulta do Regulamento das Actividades Académicas e Linhas Orientadoras de Avaliação de Desempenho Escolar dos Estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal
https://www.ips.pt/ips_si/web_base.gera_pagina?P_pagina=30328.

Bibliografia

A.A.V.V. (1997) O que é a Raça? Um Debate entre Antropologia e Biologia. Lisboa: Espaço OIKOS. #
ALMEIDA, Miguel Vale de (2004) Outros Destinos. Ensaios de Antropologia e Cidadania. Porto: Campo das Letras/ Campo das Ciências, nº 13.
BATALHA, Luís (2005) Antropologia Holística. Lisboa: ISCSP-UTL. #
BOLLER, Boris & BIHR, Sibylle (coord.) Anthropologie et Journalisme. Tsantsa 15/2010. Revue de la Société Suisse d’Ethnologie [curso CS]. #
FONSECA, Branquinho da (1984) As Grandes Viagens Portuguesas. Manuscrito Editores.
CORDEIRO, Graça I.; BAPTISTA, Luís V. e COSTA, António F. (orgs.) (2003) Etnografias Urbanas. Oeiras: Celta.
GUSMÃO, Neusa (2004) Os filhos de África em Portugal - Antropologia, multiculturalidade e educação. Lisboa: ICS.
LEAL, João (2006) Antropologia em Portugal, Mestres, Percursos, Tradições. Lisboa: Livros Horizonte/ Primitivos & Modernos, nº 1.
LÉVI-STRAUSS, Claude (1996) Raça e História. Lisboa: Editorial Presença, 5ª edição.
LIMA, Mesquitela; MARTINEZ, Benito, FILHO, João Lopes (1991) Introdução à Antropologia Cultural. Lisboa: Presença, 9ª edição.
MARQUES, Rui (2005) Uma Mesa com Lugar para Todos. Lisboa: Instituto Pe. António Vieira.
O'NEILL, Brian Juan (2006) Antropologia Social: sociedades complexas. Lisboa: Universidade Aberta. #
POIRIER, Jean (out.) (1995) Histórias de Vida. Oeiras: Celta Editora.
SANTOS, Armindo (2006) Antropologia do Parentesco e da Família: teorias e investigação. Lisboa: Instituto Piaget/ Epistemologia e Sociedade, nº 241.
SILVA, Augusto Santos & PINTO, José Madureira (orgs.) (1986) Metodologia das Ciências Sociais. Porto: Edições Afrontamento.
SOUTA, Luís (1997) Multiculturalidade e Educação. Porto: Profedições [esg]; em particular o cap. XIII “Antropologia da multiculturalidade”
http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/6183
TITIEV, Mischa (1959) Introdução à Antropologia Cultural. Lisboa: F.C. Gulbenkian/ Serviços de Educação, 8ª edição, 2000. #
VERDE, Filipe (2008) O Homem Livre: Mito, Moral e Carácter numa Sociedade Ameríndia. Coimbra: Angelus Novus/ Fronteiras da Cultura.
VIEIRA, Ricardo (2011) Educação e Diversidade Cultural. Notas de Antropologia da Educação. Porto: Afrontamento-CIID-IPL/ Textos /87. #
WARNIER, Jean-Pierre (2002) A Mundialização da Cultura. Lisboa: Editorial Notícias, 2ª edição.

Opções
Últimas Notícias
Atualização do Plano de Contigência COVID-19 ESE/IPS
Seminário | Carteira de Competências
Eleições Conselho Técnico-Científico ESE/IPS 2022|2025
Eleições Conselho de Representantes ESE/IPS 2022/2025
Provas públicas para apreciação do relatório do projeto de investigação
Página gerada em: 2021-12-06 às 09:15:42 Última actualização: 2010-07-19