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Estágio em Educação de Infância II

Informações

    As horas de Tutoria ocorrem em horário a estabelecer com o(s) docente(s) da UC.


Ano letivo: 2019/2020 - 2S

Código: MPE10022    Sigla: EEI2
Áreas Científicas: Prática de Ensino Supervisionada
Secção/Departamento: Ciências da Comunicação e da Linguagem

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular ECTS Horas Contacto Horas Totais
MPE 22 Plano de Estudos_15_16 12,0 314 324,0

Nº de semanas letivas: 15

Responsável

DocenteResponsabilidade
Sofia Gago da Silva Corrêa FigueiraResponsável
Maria Manuela de Sousa MatosResponsável
Sofia Gago da Silva Corrêa FigueiraResponsável

Carga horária

Horas/semana T TP P PL L TC E OT OT/PL TPL O S
Tipologia de aulas

Corpo docente

Tipo Docente Turmas Horas
Horas de Contacto Totais 1 15,00
Ana Luísa Gaspar Costa   2,60
António Vasconcelos   2,60
José Freitas   2,60
Maria de Fátima Mendes   2,60
Maria Manuela de Sousa Matos   4,60

Língua de Ensino

Português

Objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Este estágio desenvolve-se em contexto de jardim-de-infância, assumindo-se como fundamental para o exercício da profissão de um educador de infância, o desenvolvimento de competências fundamentais à ação educativa (Ser, Saber-ser, Saber-fazer) promotoras de um comprometimento com a profissão, da construção de sentido e de referências que fundamentem a sua prática. Estas competências são imprescindíveis para a construção do conhecimento das dinâmicas do contexto educativo para a segunda infância, bem como para a apropriação do conhecimento sobre os processos de desenvolvimento /aprendizagem das crianças entre os três e os seis anos de idade.

Pretende-se que os estudantes desenvolvam a capacidade de análise integrada e holística dos fenómenos pedagógicos, procurando-se estabelecer relações e articulações com outros domínios do saber, outras experiências e respostas com relevância no campo da Pedagogia da Infância, ao mesmo tempo que se pretende que os estudantes compreendam e incorporem a função do educador de infância e a sua importância como pessoas capazes de corresponder às necessidades das crianças e às expectativas das famílias.
Pretende-se criar espaços de formação em contexto de estágio e em situações de reflexão quer nas sessões de reflexão cooperada no estágio, quer nas sessões presenciais na ESE/IPS, que permitam que cada estudante desenvolva competências nas diferentes áreas transversais da intervenção pedagógica.

Conteúdos programáticos

Os conteúdos programáticos desta UC estão organizados em torno de áreas transversais ao agir do educador de infância em contexto de jardim-de-infância, nomeadamente:

- A identidade do educador de infância no desempenho das suas funções em instituições com diferentes regimes jurídicos (Agrupamentos de escolas e Instituições Privadas com e sem fins lucrativos).

- A intervenção pedagógica do educador no jardim-de-infância: pensar, construir e agir integrando os múltiplos saberes das áreas científicas que informam as práticas pedagógicas.

- Problematização da intervenção pedagógica numa perspetiva investigativa.


Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC

Os conteúdos programáticos da UC correspondem aos instrumentos necessários à intervenção de um educador de infância. Procura-se que os estudantes compreendam que a especificidade da intervenção pedagógica de um educador de infância no contexto da educação pré-escolar.

Os objetivos articulam-se com os conteúdos programáticos estabelecidos na medida em que permitem que os estudantes aprendem a profissão do educador de infância através dos múltiplos saberes das áreas científicas que informam as práticas pedagógicas.

Através das suas experiências em contextos reais, os estudantes, desenvolvem as suas competências pré-profissionais e discutem-nas com os profissionais em exercício, integrando e articulando as diferentes áreas dos saberes ao longo da sua intervenção.

Metodologias de ensino

As metodologias centram-se em sessões de análise e interpretação dos contextos e das situações pedagógicas, promovendo a reflexão sobre a intervenção pedagógica, num modelo de alternância instituições cooperantes - ESE. Ao longo do estágio, o docente orientador faz visitas de apoio e de acompanhamento dos estudantes (no mínimo duas).

Espera-se que cada estudante analise e discuta as situações dilemáticas; execute os produtos de avaliação em estreita relação com o/a orientador/a cooperante e o/a docente que apoia e acompanha o seu estágio.


Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da UC

Os estudantes permanecem 2 semanas, de 2ª a 6ª feira e 11 semanas de 2ª a 4ª feira, em contexto de jardim-de-infância. Esta componente de prática de ensino supervisionada concretiza-se através da sua intervenção em atividades diferenciadas nos contextos, sempre com supervisão de um educador de infância cooperante e com o apoio e acompanhamento dos docentes que integram esta UC. De referir que esta equipa é multidisciplinar com o intuito de integrar as diferentes áreas do conhecimento.
A supervisão assume duas vertentes: a supervisão nos contextos onde se desenvolve o estágio e a reflexão semanal na ESE. Tendo os docentes um importante papel no processo de formação a supervisão realizada em contexto assume um carácter essencialmente problematizador, pois considera-se que é na interação dialogante entre todos que se constrói o conhecimento.
Estas metodologias implicam um modelo de alternância educativa que se consubstancia numa formação alternada entre as situações de formação e as situações do exercício profissional, visando ligar pela pedagogia quatro dimensões: a dimensão institucional de parceria com responsabilidades partilhadas; a dimensão didática de estratégia de ensino-aprendizagem; a dimensão pedagógica de tutoria e de saber partilhado e a dimensão pessoal de aprendizagem pela produção de saber.
As metodologias contemplam espaços de partilha e reflexão, nas sessões presenciais, mas também nos contextos de estágio em reuniões entre os docentes orientadores, os estudantes e os educadores de infância cooperantes. Estas reuniões promovem a diversificação da produção do conhecimento, criando a possibilidade de todos os intervenientes compreenderem quer a natureza dos processos, quer os diferentes tipos de conhecimentos produzidos.
Porque aprender a ensinar é um processo que se inicia na formação inicial que continua ao longo da carreira docente, pretende-se preparar os futuros profissionais de educação na arte de ensinar, pelo que o processo de supervisão é realizado numa perspetiva construtivista em que os todos se envolvem no processo de construção de saberes. O grupo turma confronta-se com diferentes modos de organização pedagógica nos contextos de estágio.
A metodologia proposta favorece a reflexão acerca da congruência entre os estilos singulares de aprendizagem e as estratégias utilizadas. Os educadores de infância cooperantes, enquanto profissionais com experiência permitem o confronto sistemático com as suas práticas através do diálogo e da reflexão. Este diálogo constante permite quer a reflexão sobre a praxis educativa, quer a troca de informações, a discussão de ideias, a partilha de situações dilemáticas, permite, em última análise, a construção do saber.

NOTA: Devido às alterações no normal funcionamento do ano lectivo, e da vida académica derivadas ao COVID-19, as estudantes não podendo realizar as 10 semanas de estágio obrigatório no período que estava determinado ficam com as aulas suspensas até que seja possível a realização do estágio. As aulas de reflexão do estágio, reflexão retrospectiva, serão realizadas quando se iniciar o período de estágio.

Metodologia e provas de avaliação

A avaliação da UC incide sobre a intervenção e desempenho em contexto de jardim-de-infância e as produções académicas realizadas ao longo do semestre, respeitando as seguintes ponderações:
(1) Avaliação da intervenção e desempenho do/a estudante (direta e indireta) no contexto de jardim-de-infância (ver documento Orientador de Estágio e Parecer do Educador de Infância Cooperante) - 60%.

(2) Realização de produções académicas diversas baseadas na intervenção nos contextos de estágio (ver documento orientador de produções académicas a desenvolver ao longo do estágio) – 40%.

Saliente-se que:
- um estudante que tenha insuficiente na componente de intervenção e desempenho no estágio será considerado não aprovado;
- a entrega de todas as produções académicas é obrigatória;
- Esta UC não pode ser realizada por exame.

Regime de assiduidade

Cada estudante tem que estar presente, em pelo menos, 75% das sessões presenciais na ESE/IPS, com exceção dos estudantes com estatuto especial.

Bibliografia

Afonso, N. (2008). Políticas Públicas da Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos. Em T. Gaspar (Org.), Actas do Seminário “A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos. Lisboa: CNE, pp. 91-109.

Cagliari, P. (2013). A participação, fundamento de direitos. Edição Especial: Infância na Europa - Explorando os temas, celebrando a diversidade. APEI, Publicação conjunta de uma rede de revistas europeias, Nº 24, 8-9.

Freire, P. (1997). Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Cardona, M. J (1997). Pensar o currículo em Educação Pré-Escolar. Em APEI (Org.), Actas do VII Encontro Nacional da APEI (Abril 1997). Lisboa: APEI, pp. 7-16.
Cardona, M. J. (2006). Educação de Infância – Formação e Desenvolvimento Profissional. Chamusca: Edições Cosmos.
Cardona, M. J. (2011). Educação pré-escolar ou pedagogia da educação de infância? Fundamentos e conceções subjacentes. Nuances: estudos sobre Educação, Ano XVII, v. 20, n.º 21, set./dez., 144-162.

Dewey, J. (2005). A Conceção Democrática da Educação. Viseu: Livraria Pretexto.

Lopes da Silva, I. (coord.); Marques, L.; Mata, L.; Rosa, M. (2016). (2016) Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar. Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação (DGE). Obtido a 14 de setembro de 2016 em http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Noticias_Imagens/ocepe_abril2016.pdf

Perrenoud, Ph. (2005). Escola e cidadania: o papel da escola na formação para a democracia. Porto Alegre: Artmed.

Rosa, M. D., & Lopes da Silva, I. (2010). Por dentro de uma prática de jardim-de-infância. A organização do ambiente educativo. Da investigação às práticas - Estudos de natureza educacional, Vol. X. N.º 1, 43-63.

Vasconcelos, T. (1997). Ao redor da Mesa Grande – A Prática Educativa de Ana. Porto: Porto Editora.
Vasconcelos, T. (2000). Das Orientações Curriculares à prática pessoal: o Educador como gestor do currículo. Cadernos de Educação de Infância, 55, 37- 45.
Vasconcelos, T. (2000). Educação de Infância em Portugal: perspectivas de desenvolvimento num quadro de posmodernidade. Revista Iberoamericana de Educación, 22, OEI. Recuperado em 2012, Setembro 25, de http://www.campus-oei.org/revista/rie22a05.htm.
Vasconcelos, T. (2001). Exame Temático da OCDE sobre a educação e cuidados para a infância. Relatório Comparativo Internacional: Da construção do Edifício ao Lançamento de Pontes para o Futuro. In: Infância e Educação – Investigação e Práticas. Revista GEDEI nº 3. Porto: Porto Editora, pp. 7-24.
Vasconcelos, T. (2004), A educação de infância é uma ocupação ética. In: Revista Portuguesa de Pedagogia Ano 38, nº 1, 2, 3. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, pp. 109-125.

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