Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

Relatório de Execução do Processo de Bolonha 2009-2010

Licenciatura em Educação Básica

RESUMO

ÂMBITO E INTENCIONALIDADES

Em conformidade com o artigo 66-A do Decreto-Lei no 107 de 2008, as instituições de Ensino Superior deverão elaborar anualmente um relatório sobre a concretização dos objectivos do Processo de Bolonha, a partir dos contributos dos seus intervenientes mais directos, ou seja, estudantes e docentes.

Este documento deverá fornecer informação relevante que permita analisar as eventuais insuficiências no funcionamento da licenciatura e os processos de melhoria que decorrem dessa análise.

CONSTRANGIMENTOS E LIMITAÇÕES

São diversos os constrangimentos que, no entendimento da coordenação desta licenciatura, limitam o alcance do presente relatório, nomeadamente aspectos de natureza metodológica e organizacional.

As opções adoptadas do ponto de vista metodológico, no que diz respeito aos inquéritos aos docentes e aos estudantes, fundamentam-se em paradigmas distintos, o que implica a utilização de instrumentos de recolha de informação respectivamente de índole predominantemente quantitativa e qualitativa.

No que diz respeito ao inquérito aos docentes, a estratégia adoptada, comum a todas as escolas do IPS, procurou ser abrangente e aplicável de forma estandardizada em todas as unidades orgânicas do IPS, o que não permitiu ter em consideração a especificidade de algumas licenciaturas, tais como a Licenciatura em Educação Básica. Consideramos que as informações recolhidas e tratadas não são as mais pertinentes para uma análise compreensiva do funcionamento do curso — uma licenciatura recente, construída no âmbito do processo de Bolonha e de uma legislação específica, com componentes de formação e Unidades Curriculares novas. Por outro lado, o procedimento adoptado para o tratamento dos dados qualitativos do inquérito aos docentes, decidido a nível organizacional, não forneceu elementos que permitam fazer uma leitura qualitativa por curso — os dados foram tratados de uma forma agregada para todas as licenciaturas desenvolvidas na mesma unidade orgânica.

SÍNTESE e PROPOSTAS DE MELHORIA

A coordenação do curso de Licenciatura em Educação Básica, cumpridos os três anos experimentais de funcionamento deste curso, apresentou ao Conselho Técnico Cientifico da ESE/IPS uma proposta de reestruturação do plano de estudos desta licenciatura O momento em que esta proposta foi apresentada decorre do facto do referido Conselho considerar que eventuais alterações aos planos de estudos do cursos, deveriam ser apresentadas no final do triénio correspondente ao período experimental e decorrer de uma leitura global e coerente do funcionamento dos cursos assente na avaliação realizada quer por estudantes quer por docentes. Da análise dos contributos dos estudantes e docentes, explicitados sob a forma de propostas/sugestões, a coordenação da Licenciatura em Educação Básica propôs alterações ao Plano de Estudos do curso tendo por objectivo a construção de um Plano mais coerente e equilibrado. A proposta apresentada consistiu em: - incluir nas opções da Unidade Curricular “Valências” do 2º ano, a Unidade Curricular “Oficina da Língua”; - acabar com a Unidade Curricular “Valências” do 3º ano (que contabilizava 5 créditos na área de Iniciação à Prática Profissional); - acabar com a Unidade Curricular “Prática Pedagógica” do 3º ano (que contabilizava 6 créditos na área de Iniciação à Prática Profissional) - criar uma nova Unidade Curricular, anual, denominada “Pedagogia e Prática Pedagógica” (com a atribuição de 11 créditos na área de Iniciação à Prática Profissional). Esta alteração foi aprovada pelo Conselho Técnico Cientifico da ESE/IPS com efeitos a partir do ano letivo 2010/2011. Foram ainda apresentadas outras sugestões/propostas para um melhor funcionamento do curso, nomeadamente: - a redução do número de estudantes por turma; - a diminuição de produtos/pedidos de avaliação por Unidade Curricular, solicitados pelos docentes.

PARTE A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS

No âmbito da legislação específica que enquadra a Licenciatura em Educação Básica (um curso de formação de Professores abrangido pelo Regime Jurídico da Habilitação para a Docência, Decreto-Lei n.o 43/200) e tendo em conta as determinações legais, a ESE/IPS determinou que o modelo de construção curricular adoptado fosse comum a todos os cursos. Assim, embora se tivesse considerado pertinente integrar as competências gerais da ESE na estruturação curricular deste curso, as competências específicas consideradas foram as definidas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário (Decreto- Lei n.o 240/2001 de 30 de Agosto).

PARTE B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO

Parte B1 - Estrutura do curso

O enquadramento legal da licenciatura em Educação Básica, já referido, conduziu a um reajustamento da matriz curricular adoptada para todos os cursos da escola, mas, procurou-se manter a máxima fidelidade possível ao modelo comum, sem se deixar de cumprir rigorosamente todos os preceitos legais.

Assim, a articulação entre as componentes de formação que decorrem da legislação (Formação Educacional Geral, Didácticas específicas, Iniciação à Prática Profissional, Formação cultural, social e ética, Formação em metodologias de investigação educacional, Formação na área de docência) e as opções curriculares adoptadas nesta escola, desenvolvem-se de acordo com o esquema que se apresenta no quadro seguinte.

Matriz Curricular para a Formação de Professores

Créditos / ano

Componentes de Formação/ Nº Créditos ECTS

Formação geral C/ opções A

Formação específica c/opções B

Formação profissionalizante c/opções C

Formação Educacional Geral

20 CRÉDITOS

Didácticas específicas

20 CRÉDITOS

Formação na área da docência

120 CRÉDITOS

Iniciação à Prática Profissional*

20 CRÉDITOS

60

4

-

56

-

60

13

-

43

4

60

3

20

21

16

Componente ESE
10 Créditos



Nesta matriz curricular:

• Procurou-se enquadrar as componentes definidas no Decreto-lei que regulamenta os domínios da formação de educadores e professores dentro da matriz aprovada para os cursos da ESE, contabilizando-se o número de créditos mínimos para todas as componentes obrigatórias de acordo com esta medida legislativa.

• A formação específica corresponde claramente à formação nas áreas de docência e às didácticas e inclui as UC que configuram estas componentes.

• A formação profissionalizante propõe um arranjo tão próximo quanto possível da definida pela ESE, integrando os princípios enunciados na referida medida legislativa.

• A opção por usar o número mínimo de créditos possível em cada uma das componentes de formação, contidas no ante-projecto, tem como objectivo “reservar” um número de créditos (10 créditos no 1o ciclo de Bolonha/Licenciatura) para uma Componente ESE. Esta componente permitiu integrar nos planos de estudos algumas opções, que são UC comuns a outros cursos, que constituem vertentes a escolher pelos alunos, imprimindo não só uma marca da instituição como proporcionando alguma flexibilidade dos percursos escolares dos alunos desta licenciatura em Ensino Básico.

O Plano de estudos prevê igualmente uma UC designada por Carteira de Competências 4, a funcionar ao longo de todo o curso, e que permite valorizar e creditar participações em actividades académicas, científicas (encontros ou seminários) ou sociais (voluntariado) desenvolvidos ao longo do curso e oferecidos / desenvolvidos em situações não lectivas, pela escola, por associações e organizações científicas e profissionais, etc. Esta UC, para além de exigir a existência de um dispositivo de orientação tutória dos estudantes exigirá, em particular:

a) a definição prévia de uma carteira de competências a adquirir /desenvolver através de envolvimento em actividades exteriores à ESE / ao curso;

b) a divulgação de actividades, eventos, colaborações e participações "solicitadas" pela sociedade civil e/ou por organizações com actividade no âmbito de cada curso ;

c) a possibilidade de observar e/ou participar em eventos que ocorrem fora do calendário escolar (por exemplo, nos meses de verão);

d) um processo de validação prévia (legitimação) da intenção de adquirir 1 ou 2 créditos através de um determinado envolvimento numa actividade concreta;

e) a existência de tutores de grupo / percurso de grupo para a validação prévia e a análise do relatório / validação da aquisição do(s) créditos;

f) a aquisição de um mínimo de 1 crédito em cada ano e um total de 5 nos três anos, que podem ser associados a uma diversificação do tipo de actividades, papéis desempenhados, etc.

Relativamente às UC optativas, os Planos de Estudos prevêem:

a) um conjunto de 6 Opções para o conjunto dos três anos do curso - 2 opções gerais (FG), 2 opções específicas (FE) e 2 opções profissionalizantes (FP);

b) que em cada ano curricular os estudantes tenham sempre de escolher 2 opções;

c) que as opções gerais ESE possam ser comuns a todos os cursos da ESE e sejam definidas anualmente pelo C. Técnico Cientifico;

d) que as opções específicas e as profissionalizantes, previstas desde já no Plano de Estudos, embora não sejam comuns possam ser partilhadas por outros cursos;

e) que no 2o e 3o ano os estudantes possam escolher uma opção especializada e uma opção profissionalizante em cada um dos anos e de entre elencos de opções possíveis definidos previamente no plano de estudos.

Na tabela 1 figuram informações relativas à distribuição das horas de trabalho por UC, tipo de aulas, ao tipo de UC (semestral) e ainda ao número créditos atribuidos a cada UC.


B1.1 - Tabela 1 - Distribuição das horas de trabalho

UCTipo de Aula Horas ContactoSemestreECTSHoras Totais
TTPLTCSOTEO
EDB20006 - Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem 30 - - - 30 15 - - 75S5135
EDB30009 - Carteira de Competências 6 9 - - - 12 - - 27S5135
EDB10011 - Ciência, Tecnologia e Sociedade 20 30 - - 12 8 - - 70S5135
EDB20005 - Ciências da Terra e da Vida 25 25 20 10 - 5 - - 85S5135
EDB10012 - Ciências Sociais 30 30 - - - 7 - 4 71S5135
EDB10013 - Conceitos Fundamentais de Matemática 30 54 - - - 5 - - 89S5135
EDB20009 - Contextos Educativos e Prática Pedagógica - 35 - - 10 10 - - 55S4108
EDB10009 - Contextos Multiculturais e Educação 30 15 - 10 5 8 - - 68S4108
EDB10002 - Desenvolvimento Dramático e Musical 20 60 - - - - - - 80S5135
EDB10001 - Desenvolvimento Gráfico e Motor 20 60 - - - - - - 80S5135
EDB20007 - Diversidade Cultural e Comunicação Linguística 30 20 - - 20 15 - - 85S5135
EDB20008 - Estatística e Probabilidades 20 27 8 4 - 6 - - 65S4108
EDB20002 - Expressões e Tecnologias - 40 - - - 10 - - 50S4108
EDB10003 - Física e Química 25 25 - - - 10 - - 80S5135
EDB10004 - Geografia 25 30 - 5 - 7 - - 4s5135
EDB10004 - Geografia 25 30 - 5 - 7 - - 67S5135
EDB20003 - Geometria e Medida 30 44 10 - - 5 - - 89S5135
EDB30003 - Globalização das Expressões 10 42 50 - - - - - 102S6162
EDB10008 - História 30 25 - 5 - 7 - 4 71S5135
EDB30004 - Introdução à Didática da Matemática 25 35 - - - 7 - - 67S4108
EDB30005 - Introdução à Didática do Estudo do Meio 15 30 20 - - 7 - - 72S4108
EDB30006 - Introdução à Didática do Português 20 20 - - 15 10 - - 65S4108
EDB10006 - Introdução à Literatura Comparada 40 20 - 10 - 10 - - 80S5135
EDB30007 - Introdução às Didáticas das Expressões Física e Artística 20 40 - - - 10 - - 70S4108
EDB10010 - Língua e Linguística Portuguesa 30 20 - - 20 10 - - 80S5135
EDB30008 - Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação - 30 - - 30 20 - - 80S5135
EDB30012 - Literatura para a Infância 40 30 - 10 - 10 - - 90S5135
EDB10007 - Matemática, Cultura e Realidade 20 40 - - - 15 - - 75S5135
EDB10014 - Materiais na Experiencia Matemática 30 30 17 - - 7 - - 84S5135
EDB10005 - Números e Operações 35 55 10 - - 6 - - 106S6162
EDB30002 - Padrões e Álgebra 30 44 10 - - 5 - - 89S5135
EDB30001 - Prática Pedagógica - 45 - - 10 10 15 - 80S6162
EDB20001 - Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem 20 - - - 10 15 - - 45S4108
EDB30011 - Seminário de Investigação Educacional 20 9 - 10 4 8 - - 51S381
EDB20010 - Sociologia da Educação e das Organizações Educativas 25 18 - - 6 8 - - 57S4108
EDB20011 - Técnicas e Processos em Expressão Dramática e Musical 20 60 - - - - - - 80S5135
EDB20004 - Técnicas e Processos em Expressão Gráfica e Motora 20 60 - - - - - - 80S5135
EDB30010 - Teoria e Gestão do Currículo 25 30 - - - 5 - - 60S4108

Fonte: Portaria N.º 1532/2007 de 4 de Dezembro (DR nº 233 - Série I)

Parte B2 - Estudantes à entrada

As vagas e modalidades de ingresso no curso, bem como a caracterização dos estudantes no mesmo, são apresentadas na tabela 2 a 6 e no gráfico 1, incluidos nesta secção do relatório. Os dados e tabelas aqui apresentados são um output automático do sistema automático do IPS, elaborados com base nos dados administrativos presentes no registod de matricula e de iongresso dos estudantes:

a) Tabela 2 - Vagas

Vagas200920082007
Concurso Nacional de Acesso (CNA)657070
Concursos/Regimes Especiais (CRE)151610
Total de Vagas9010189

b)Tabela 3 - Estudantes provenientes do Concurso Nacional de Acesso (CNA)

Indicadores200920082007
Candidatos CNA / Vagas CNA569%123%114%
Candidatos 1º opção CNA / Vagas CNA95%97%9%
Colocados CNA / Vagas CNA118%123%114%
Colocados 1º opção CNA / Colocados CNA81%79%8%

c) Tabela 4 - Estudantes provenientes de Concursos/Regimes Especiais (CRE)

Indicadores200920082007
Nº de colocados + 23 anos000
Nº de colocados CETs000
Nº de colocados Outros CRE152118
Total de colocados CRE152118
Colocados CE/ Total de Vagas17%21%20%

d) Ocupação total de vagas

Gráfico 1 - Notas de acesso

e) Proveniência dos estudantes admitidos

Tabela 5 - Proveniência dos estudantes por Concelho (CNA)

CONCELHONúmero de Admitido (CNA)
200920082007
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Tabela 6 - Proveniência dos estudantes por Distrito (CNA)

DISTRITONúmero de Admitido (CNA)
200920082007
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Parte B3 - Estudantes inscritos

A tabela de estudantes inscritos e por género é apresentada na tabela 7 e no gráfico 2 desta secção.

A primeira, permite-nos, de certo modo, expressar a existência de uma baixa taxa de retenção no curso pois, entre 2007 e 2009 os estudantes passaram sucessivamente de 70 (1º ano) para 66 (2º ano) e 71 (3º ano). Alguns dados mais actualizados e ajustados à abordagem desta problemática são apresentados amis adiante na parte D deste Relatório.

A distribuição segundo o género (gráfico 2) mostar a fortissima feminização do curso, perto dos 100%, e que se mantém estável.

a) Tabela 7 - Distribuição por anos curriculares

Ano Curricular200920082007
1º Ano8434,01%9459,49%70100%
2º Ano9237,25%6440,51%00%
3º Ano7128,74%00%00%
Total24715870

b) Distribuição por género

Gráfico 2 - Distribuição dos estudantes inscritos por género

Parte B4 - Mobilidade e Internacionalização

A tabela abaixo, embora referida ao ano de 2007/2008, permite estimular um trabalho que urge fazer na sensibilização dos estudantes deste curso para a possibilidade de aceso a programas de mobilidade internacional.

B4.1 - Tabela 8 - Mobilidade

Não existem dados disponíveis! Não foi possível encontrar dados que satisfaçam os criterios especificados. Reformule os criterios

B4.2 - Tabela 9 - Internacionalização

200920082007
Estudantes Estrangeiros322
Docentes Estrangeiros---------
Diplomados Estrangeiros000

B4.3 - Parcerias internacionais

PARTE C - CARACTERIZAÇÃO DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS

De acordo com as orientações da Unidade para a Avaliação e a Qualidade do Instituto Politécnico de Setúbal (UNIQUA-IPS), e dada ausência de informação mais actualizada, este relatório reproduz integralmente , nas tabelas 10 a 13 e no texto que as elucida, a informação pública já apresentada há um ano, no anterior relatório.

a) Tabela 10 - Elementos que integram o programa da unidade curricular

Sim
Não
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Número de créditos (ECTS)
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
100%
Número total de horas
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
Nº horas de contacto por tipo de trabalho
36
97,3%
1
2,7%
0
0,0%
37
Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho
33
89,2%
3
8,1%
1
2,7%
37
Aprendizagens esperadas
36
97,3%
0
0,0%
1
2,7%
37
Avaliação
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
Bibliografia
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
Competências a desenvolver
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
Conteúdos
37
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
37
Introdução
35
94,6%
0
0,0%
2
5,4%
37
Metodologia
34
91,9%
3
8,1%
0
0,0%
37
Objectivos
27
73,0%
9
24,3%
1
2,7%
37
Competências Formação geral/transversal
28
75,7%
8
21,6%
1
2,7%
37
Competências Formação específica
30
81,1%
4
10,8%
3
8,1%
37
Competências Formação profissionalizante
16
43,2%
15
40,5%
6
16,2%
37



As dimensões apresentadas foram referidas pela totalidade dos respondentes (37) como elementos constituintes dos programas das UC pelas quais são responsáveis: nº total de créditos, nº total de horas, avaliação, bibliografia, competências a desenvolver, conteúdos.

97.3% dos responsáveis das UC refere indicar o nº de horas de contacto por tipo de trabalho e as aprendizagens esperadas (36), enquanto que 94.6% (35) referem indicar introdução, 91.9% (34)a metodologia, e 89.2% (33) o nº de horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho.

As competências da formação profissionalizante constituem o elemento menos explicitado nos programas das UC´s, visto que apenas 16 responsáveis das UC (43.2%) as referem.


b) Tabela 11 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
2
5,4%
17
45,9%
0
0,0%
0
0,0%
18
48,6%
37
100%
Aulas expositivas c/ temas para debate
4
10,8%
15
40,5%
0
0,0%
0
0,0%
18
48,6%
37
Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
2
5,4%
17
45,9%
0
0,0%
1
2,7%
17
45,9%
37
Aulas expositivas dos conteúdos
5
13,5%
14
37,8%
0
0,0%
1
2,7%
17
45,9%
37
Aulas expositivas interact c/estudantes
2
5,4%
17
45,9%
0
0,0%
0
0,0%
18
48,6%
37
Comunic c/prof/colegas-Correio Elec
0
0,0%
15
40,5%
0
0,0%
4
10,8%
18
48,6%
37
Comunicação oral dos estudantes
0
0,0%
19
51,4%
0
0,0%
1
2,7%
17
45,9%
37
Discussão orientada temas c/análise doc.
2
5,4%
18
48,6%
0
0,0%
0
0,0%
17
45,9%
37
Estudos de caso
14
37,8%
1
2,7%
0
0,0%
0
0,0%
22
59,5%
37
Exercícios de aplicação
3
8,1%
12
32,4%
0
0,0%
0
0,0%
22
59,5%
37
Interv fóruns discussão on-line/chats
12
32,4%
2
5,4%
0
0,0%
1
2,7%
22
59,5%
37
Orientação tutória
0
0,0%
15
40,5%
0
0,0%
4
10,8%
18
48,6%
37
Participação em Seminários /Conferências
12
32,4%
4
10,8%
0
0,0%
1
2,7%
20
54,1%
37
Pesquisa/recolha de informação on-line
0
0,0%
16
43,2%
0
0,0%
3
8,1%
18
48,6%
37
Prática simulada
9
24,3%
6
16,2%
0
0,0%
0
0,0%
22
59,5%
37
Realização activ Estágio pelos estudantes
12
32,4%
1
2,7%
2
5,4%
0
0,0%
22
59,5%
37
Realiz.projectos de investigação/acção
13
35,1%
3
8,1%
0
0,0%
0
0,0%
21
56,8%
37
Resolução de problemas
6
16,2%
10
27,0%
0
0,0%
0
0,0%
21
56,8%
37
Supervisão activ Estágio pelo docente
12
32,4%
0
0,0%
2
5,4%
0
0,0%
23
62,2%
37
Trabalho de campo
7
18,9%
7
18,9%
0
0,0%
2
5,4%
21
56,8%
37
Trabalho de Projecto
7
18,9%
12
32,4%
0
0,0%
0
0,0%
18
48,6%
37
Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod
6
16,2%
12
32,4%
0
0,0%
0
0,0%
19
51,4%
37
Visitas de estudo
8
21,6%
7
18,9%
1
2,7%
1
2,7%
20
54,1%
37



Comparando as actividades pedagógicas que os responsáveis das UC desenvolvem com aquelas que utilizavam antes de Bolonha, observa-se que as mudanças são praticamente inexistentes, visto que apenas três responsáveis de UC referem ter deixado de utilizar as seguintes actividades: dois (5.4%) deixaram de utilizar Actividades de Estágio e Supervisão de Actividades de Estágio e um (2.7%) Visitas de Estudo. No que diz respeito à utilização de novas actividades, a Comunicação com professores e colegas – Correio electrónico e a Orientação Tutória foram referidos por 4 responsáveis (10.8%), seguidas de Trabalho de Campo, referido por dois (5.4%) e Visitas de Estudo, por um (2.7%).

Mais de 50% dos responsáveis não respondem a 12 dos 23 ítens que compõe esta questão e os restantes 11 ítens não foram respondidos por mais de 45% dos respondentes.

Das actividades anteriormente utilizadas e que os responsáveis das UC referem continuar a utilizar, destacam-se, com 51.4%, a Comunicação oral dos estudantes 48.6% discussão orientada de temas com análise documental. Seguem-se com 45.9% de respostas: Aulas Expositivas com elementos da realidade, Aulas Expositivas com meios audiovisuais, Aulas Expositivas interactivas com estudantes e com 43.2% a Pesquisa e Recolha de informação on-line.


c) Tabela 12 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
1
5,0%
15
75,0%
0
0,0%
1
5,0%
3
15,0%
20
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
8
40,0%
8
40,0%
0
0,0%
1
5,0%
3
15,0%
20
Avaliação inter-pares
9
45,0%
5
25,0%
0
0,0%
1
5,0%
5
25,0%
20
Desempenho activ práticas
4
20,0%
13
65,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
15,0%
20
Particip estudantes activ aulas
0
0,0%
18
90,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
10,0%
20
Produção materiais modelos objectos
7
35,0%
8
40,0%
0
0,0%
0
0,0%
5
25,0%
20
Produções escritas
3
15,0%
13
65,0%
0
0,0%
2
10,0%
2
10,0%
20
Projectos de Investigação/Acção
12
60,0%
2
10,0%
0
0,0%
0
0,0%
6
30,0%
20
Relatórios activ exper/práticas
7
35,0%
8
40,0%
0
0,0%
1
5,0%
4
20,0%
20
Relatórios de estágio
12
60,0%
1
5,0%
0
0,0%
0
0,0%
7
35,0%
20
Testes avaliação de conhecimentos
6
30,0%
11
55,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
15,0%
20
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
6
30,0%
9
45,0%
0
0,0%
0
0,0%
5
25,0%
20



Comparando as estratégias de avaliação que os responsáveis pelas UC desenvolvem com aquelas que utilizavam antes de Bolonha, observa-se que as mudanças são quase inexistentes: apenas 10% refere ter passado a utilizar como elemento de avaliação as produções escritas e apenas 5% refere ter passado a utilizar auto-avaliação dos estudantes, a avaliação inter-pares e os relatórios de actividades experimentais / práticas.

Dos elementos de avaliação anteriormente utilizados e que os responsáveis das UC referem continuar a utilizar, destacam-se a participação dos estudantes nas aulas (90%), a apresentação oral de trabalhos (75%), as produções escritas (65%), o desempenho em actividades práticas (65%) e os testes de avaliação de conhecimentos (55%).

De acordo com as respostas dos responsáveis das UC inquiridos, não houve nenhum elemento de avaliação individual que deixasse de ser utilizado. Apenas um docente (5%) refere utilizar os Relatórios de Estágio, o que seria de esperar, visto que apenas uma UC nos dois anos de curso em análise tem uma componente de prática pedagógica.

A percentagem de não respostas a esta questão parece-nos significativa.


d) Tabela 13 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
1
5,0%
15
75,0%
0
0,0%
1
5,0%
3
15,0%
20
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
7
35,0%
6
30,0%
1
5,0%
1
5,0%
5
25,0%
20
Avaliação inter-pares
8
40,0%
5
25,0%
0
0,0%
1
5,0%
6
30,0%
20
Desempenho activ práticas
1
5,0%
14
70,0%
0
0,0%
0
0,0%
5
25,0%
20
Particip estudantes activ aulas
1
5,0%
17
85,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
10,0%
20
Particip activ"a distância"
3
15,0%
9
45,0%
0
0,0%
2
10,0%
6
30,0%
20
Produções escritas
6
30,0%
10
50,0%
0
0,0%
1
5,0%
3
15,0%
20
Projectos de Investigação/Acção
10
50,0%
3
15,0%
0
0,0%
0
0,0%
7
35,0%
20
Relatórios activ exper/práticas
7
35,0%
7
35,0%
0
0,0%
1
5,0%
5
25,0%
20
Relatórios de estágio
10
50,0%
2
10,0%
0
0,0%
0
0,0%
8
40,0%
20
Testes avaliação de conhecimentos
11
55,0%
2
10,0%
0
0,0%
0
0,0%
7
35,0%
20
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
10
50,0%
4
20,0%
0
0,0%
0
0,0%
6
30,0%
20
Produção materiais modelos objectos
6
30,0%
9
45,0%
0
0,0%
0
0,0%
5
25,0%
20



No que diz respeito às mudanças nos elementos de avaliação em grupo, a tendência encontrada é idêntica à anterior: as mudanças são quase inexistentes — apenas 10% refere ter passado a utilizar como elemento de avaliação a participação “a distancia” e apenas 5% refere ter passado a utilizar a apresentação oral de trabalhos, a auto-avaliação dos estudantes, a avaliação inter-pares e os relatórios de actividades experimentais / práticas. Houve apenas um elemento de avaliação que deixou de ser utilizado por 5% dos responsáveis, que foi a auto-avaliação pelos estudantes.

A percentagem de não respostas aumentou relativamente à questão anterior.


PARTE D - ANÁLISE GLOBAL DOS RESULTADOS

Os resultados escolares, nomeadamente as taxas de sucesso por UC`s e ano curricular, e as taxas de retenção e abandono escolar são apresentadas nas tabelas 14 a 19 incluidas nesta secção do relatório. Refira-se ainda que para uma informação mais fina relativamente ao sucesso escolar, foram calculadas as seguintes taxas: nº de estudantes avaliados sobre nº de inscritos (Av/In), nº de aprovados sobre nº de inscritos (Ap/In) e nº de aprovados sobre nº avaliados (Ap/Av). Os dados e quadros aqui apresentados são um output automático do sistema informático do IPS, elaborados com base nos dados administrativos presentes nos registos dos resultados escolares nas diferentes UC`s e anos curriculares que os estudantes frequentam.

Os dados apresentados permitem-nos verificar que:

Parte D1 - Resultados Académicos

a) Indicadores de sucesso global por ano lectivo, por ano curricular e por UC/Módulo

Tabela 14 - 1º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Geografia 8490.4880.9589.47 9284.7880.4394.87 79100.084.8184.81
Língua e Linguística Portuguesa 8191.3688.8997.3 9088.8984.4495.0 7891.0383.3391.55
História 93100.081.7281.72 9384.9565.5977.22 7998.7383.5484.62
Contextos Multiculturais e Educação 8091.2591.25100.0 8787.3685.0697.37 7798.792.2193.42
Física e Química 9492.5575.5381.61 10379.6169.987.8 79100.060.7660.76
Ciências Sociais 2676.9276.92100.0 3275.065.6387.5 3090.080.088.89
Números e Operações 8980.965.1780.56 9879.5970.4188.46 7998.7369.6270.51
Introdução à Literatura Comparada 8290.2479.2787.84 8987.6483.1594.87 79100.088.6188.61
Ciência, Tecnologia e Sociedade 6093.3380.085.71 6283.8780.6596.15 4987.7677.5588.37
Conceitos Fundamentais de Matemática 7188.7356.3463.49 7279.1763.8980.7 57100.064.9164.91
Matemática, Cultura e Realidade 8390.3679.5288.0 9484.0480.8596.2 7993.6783.5489.19
Desenvolvimento Gráfico e Motor 8491.6788.196.1 9086.6780.092.31 78100.089.7489.74
Desenvolvimento Dramático e Musical 7998.7389.8791.03 8898.8685.2386.21 7891.0389.7498.59
Materiais na Experiencia Matemática 2281.8277.2794.44 2588.084.095.45 19100.094.7494.74
1º ano 102891.0579.6787.5 111585.277.2290.63 94396.7181.2383.99

Tabela 15 - 2º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem 7491.8990.5498.53 6093.3393.33100.0 --- --- --- ---
Ciências da Terra e da Vida 7694.7476.3280.56 6198.3691.893.33 --- --- --- ---
Oficina de Investigações Experimentais 2596.088.091.67 7100.0100.0100.0 --- --- --- ---
Língua Caboverdeana 10.00.00.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Expressões e Tecnologias 7291.6791.67100.0 6198.3698.36100.0 --- --- --- ---
Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem 7692.1190.7998.57 6398.4190.4891.94 --- --- --- ---
Diversidade Cultural e Comunicação Linguística 7394.5291.7897.1 6298.3996.7798.36 --- --- --- ---
Problemas Sociais Contemporâneos 1593.3393.33100.0 13100.092.3192.31 --- --- --- ---
Técnicas e Processos em Expressão Dramática e Musical 7197.1897.18100.0 6198.3698.36100.0 --- --- --- ---
Saúde e Sociedade 3396.9796.97100.0 3997.4497.44100.0 --- --- --- ---
Animação Bibliotecas e Espaços Museológicos 4100.075.075.0 7100.0100.0100.0 --- --- --- ---
Culturas Populares 5100.0100.0100.0 2100.0100.0100.0 --- --- --- ---
Produção de Conteúdos para a WEB 2100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Pedagogia e Educação ao longo da vida 16100.087.587.5 2277.2772.7394.12 --- --- --- ---
Redes, Solidariedade e Coesão Social 1492.8692.86100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Artes e Património 425.025.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Técnicas e Processos em Expressão Gráfica e Motora 74100.089.1989.19 62100.095.1695.16 --- --- --- ---
Estatística e Probabilidades 8088.7570.078.87 6193.4485.2591.23 --- --- --- ---
Sociologia da Educação e das Organizações Educativas 7991.1491.14100.0 6396.8385.7188.52 --- --- --- ---
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativa 6100.083.3383.33 --- --- --- --- --- --- --- ---
Estudos Ambientais 1100.00.00.0 3100.066.6766.67 --- --- --- ---
Economia, Gestão e Empreendedorismo 10.00.00.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução à Língua Gestual Portuguesa 16100.0100.0100.0 25100.096.096.0 --- --- --- ---
Produção de Conteúdos Multimédia 30.00.00.0 4100.0100.0100.0 --- --- --- ---
Geometria e Medida 7993.6782.2887.84 6298.3987.188.52 --- --- --- ---
Contextos Educativos e Prática Pedagógica 7294.4493.0698.53 6298.3998.39100.0 --- --- --- ---
Língua Estrangeira - Inglês B1 2100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
2º ano 97493.3387.3793.62 80397.1492.6595.38 --- --- --- ---

Tabela 16 - 3º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Língua Caboverdeana 1989.4789.47100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Culturas Populares 5100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Produção de Conteúdos para a WEB 4100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução à Didática do Estudo do Meio 5996.6188.1491.23 --- --- --- --- --- --- --- ---
Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação 59100.093.2293.22 --- --- --- --- --- --- --- ---
Carteira de Competências 5988.1486.4498.08 --- --- --- --- --- --- --- ---
Prática Pedagógica 5896.5596.55100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Seminário de Investigação Educacional 6095.091.6796.49 --- --- --- --- --- --- --- ---
Redes, Solidariedade e Coesão Social 8100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Língua Estrangeira - Inglês B2 2100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução à Didática do Português 58100.096.5596.55 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução às Didáticas das Expressões Física e Artística 5998.3194.9296.55 --- --- --- --- --- --- --- ---
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativa 6100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Educação Postural e Actividade Profissional 10100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Economia, Gestão e Empreendedorismo 1100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução à Língua Gestual Portuguesa 2100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Padrões e Álgebra 5896.5593.196.43 --- --- --- --- --- --- --- ---
Teoria e Gestão do Currículo 5896.5596.55100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Língua Estrangeira - Inglês B1 250.050.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Globalização das Expressões 59100.096.6196.61 --- --- --- --- --- --- --- ---
Introdução à Didática da Matemática 5994.9286.4491.07 --- --- --- --- --- --- --- ---
Literatura para a Infância 59100.094.9294.92 --- --- --- --- --- --- --- ---
3º ano 76496.7393.0696.21 --- --- --- --- --- --- --- ---

Tabela 17 - Global

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Global 276693.4286.0892.14 191890.283.6892.77 94396.7181.2383.99

b) Tabela 18 - Retenções e abandono escolar

200920082007
Retenção no 1º ano66,9%55,32%33,66%
Abandono Escolar125,38%2113,04%1720,24%

c) Tabela 19 - Indicadores de eficácia global

Indicadores200920082007
Total de Diplomados14000
Diplomados em < N anos/Total de Diplomados (1) 1%-2 0 0
Diplomados em N anos/Total de Diplomados 99%-138 0 0
Diplomados em N + 1 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
Diplomados em N + 2 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
Diplomados em > N + 2 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
(1)Estudantes que concluiram a licenciatura em menos que N anos, derivado de processos de equivalência.

PARTE E - MEDIDAS DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR

Constatamos a necessidade de apoiar com maior sistematicidade os estudantes que encontram dificuldades no seu percurso académico, nomeadamente pelo reforço do papel dos tutores, o que requer um significativo reconhecimento das horas de trabalho que esta função exige; pela redução do número de estudantes por turma; pelo reequacionar das horas de contacto e das horas de trabalho autónomo, o que pressupõe uma eventual reestruturação dos programas das UC.


PARTE F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES

A UC Carteira de Competências, que faz parte do plano de estudos da LEB (ver ponto B1), tem como finalidade a aquisição de competências extra-curriculares, a desenvolver em contextos não-formais e informais (actividades de âmbito profissional, científico, social, etc.), ao longo dos três anos da licenciatura, permitindo adquirir 5 créditos no âmbito do plano de estudos.


PARTE G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE

Os estudantes que iniciaram os estudos no primeiro ano de funcionamento desta licenciatura encontram-se actualmente a frequentar o 3º ano, pelo que não existem elementos para caracterizar este ponto do Relatório.


PARTE H - INQUÉRITO AOS ESTUDANTES

Os dados e consequentes análises e interpretações que se seguem e que dizem respeito aos inquéritos aos estudantes foram apresentados aquando do relatório 2008/2009. A actual equipa de coordenação decidiu introduzi-los neste relatório sem proceder a nenhuma alteração ou adequação, na medida em que não dispõe de elementos que permitam fazê-lo. No entanto, alerta para as conclusões para que eles apontavam podssam estar, em alguns aspectos, desadequadas daquelas que corresponderiam a uma nova interpelação aos estudantes, sabendo que o terceiro ano já completou a sua licenciatura e amis duas turmas do 1º ano ingressaram no curso.


A) Metodologia

1. Recolha de informação

O inquérito aos estudantes foi concebido com vista a dar resposta às exigências decorrentes do processo de Bolonha, em cujo enquadramento (Dec.-Lei 74/2006 de 24 Março) são identificadas três dimensões do trabalho a desenvolver nas instituições de ensino superior: “Identificar as competências, desenvolver as metodologias adequadas à sua concretização, colocar o novo modelo de ensino em prática, são os desafios com que se confrontam as instituições de ensino superior”. Assim, o inquérito é constituído por sete dimensões: i - situações de aprendizagem; ii - acompanhamento tutorial (no âmbito das uc’s); iii – avaliação; iv – autonomia; v – sistema tutorial ; vi – coordenação do curso; vii - avaliação global.

As quatro primeiras dimensões contêm um conjunto de questões fechadas e abertas, enquanto que as três últimas dimensões envolvem apenas questões abertas. Cada um das questões fechadas que compõem as quatro primeiras dimensões é constituída por quatro respostas, de entre as quais as estudantes foram convidadas a escolher uma. Estas quatro respostas incidem sobre os aspectos supramencionados do funcionamento das Unidades Curriculares e exprimem opiniões que manifestam graus de satisfação distintos relativamente a cada aspecto, tal como é ilustrado pelo seguinte exemplo relativo à quarta dimensão em estudo: “Consideramos que, na totalidade / maioria / minoria / nenhuma das UC’s, as condições de autonomia dos estudantes são asseguradas” .

Cada uma destas questões fechadas é seguida por duas questões abertas em que as estudantes são convidadas a fornecer exemplos concretos relativamente a: a) aspectos bem conseguidos e b) menos bem conseguidos de cada uma das dimensões em avaliação.

Nas últimas três dimensões as estudantes são inquiridas unicamente através de duas questões abertas em que são chamadas a apreciar: a) aspectos favoráveis e b) aspectos desfavoráveis do funcionamento do curso contemplados nessas mesmas dimensões.

A informação foi obtida durante o mês de Dezembro de 2009, junto das estudantes que frequentaram as duas turmas do 1º ano e as duas turmas do 2º ano da LEB do ano lectivo transacto. Durante duas reuniões plenárias de avaliação convocadas pela coordenação, as participantes foram convidados a responder ao inquérito a partir da sua experiência discente. As estudantes responderam ao inquérito em pequenos grupos de escolha livre, e a coordenação do curso apoiou-as sempre que era solicitado o esclarecimento de dúvidas na compreensão de algumas dimensões. O anonimato foi garantido, na medida em que cada grupo de estudantes recebeu instruções para indicar apenas o número de participantes.

2. Participantes

Os participantes que responderam ao inquérito foram 81 estudantes – 49 do 2º ano (27 da turma A e 22 da turma B) e 32 do 3º ano (8 da turma A e 24 da turma B). As 81 estudantes dos dois anos formando 22 grupos para responder ao inquérito. As 49 estudantes organizaram-se em 14 grupos (7 em cada uma das turmas). Por seu lado, as 32 estudantes do 3º ano formaram 8 grupos (2 da turma A e 6 da turma B). O número de estudantes por grupo variou entre 2 e 5 estudantes.

3. Análise descritiva e interpretativa das respostas ao inquérito

As respostas às questões fechadas foram objecto de uma quantificação sumária, ou seja, para cada dimensão, foi efectuado o cálculo das percentagens de respostas incidentes em cada um dos quatro níveis expressão de satisfação / insatisfação (totalidade / maioria / minoria / nenhuma das UC’s, cf. supra, 1. Recolha de informação). Em seguida foram calculadas as percentagens globais para cada ano, o que permitiu colocar em paralelo os dois grupos de estudantes (do 2º ano e do 3º ano), fazendo-se assim emergir as orientações convergentes e divergentes das respostas produzidas pelas estudantes desses dois grupos. Este aspecto descritivo foi por fim desenvolvido através do cálculo das percentagens integrais das respostas fornecidas pela totalidade das estudantes do curso, procedimento que fez surgir um conjunto de orientações genéricas que deram azo a interpretações que são encaradas com a necessária parcimónia.

A interpretação das respostas às três últimas questões do inquérito (questões abertas) revelou-se um trabalho cujos resultados são forçosamente versões possíveis, que devem ser encaradas com extrema parcimónia, uma vez que as informações recolhidas são muitas vezes imprecisas e por vezes com alguma ambiguidade, prestando-se assim a múltiplas interpretações. Este trabalho consistiu então numa procura de interpretações orientada segundo um duplo critério de verosimilhança e de plausibilidade.

B) Apresentação e análise dos resultados

A apresentação dos resultados encontra-se estruturada de acordo com as dimensões que constituem o inquérito, a saber: situações de aprendizagem – conhecimento e adequação das competências a desenvolver nas UC’s, adequação das componentes teórica, teórico-prática e prática, informações postas à disposição das estudantes, bibliografia e o material de apoio postos à disposição das estudantes, adequação dos conteúdos programáticos das UC’s, adequação das cargas horárias das UC’s –, acompanhamento tutorial (no âmbito das uc’s), avaliação, autonomia, sistema tutorial, coordenação do curso, avaliação global.


SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

Conhecimento e adequação das competências a desenvolver nas UC’s.

Uma maioria muito significativa das estudantes do 2º ano (81.6 % - 40 de um total de 49) refere ter conhecimento das competências a desenvolver nas UC´s e, para 63.2 % destas estudantes (31), apenas numa minoria de UC´s as situações de aprendizagem se encontram adequadas ao desenvolvimento das competências desejáveis expressas nos programas, enquanto que 18 (36.7 %), pelo contrário, pensam que essas situações de aprendizagem são adequadas numa maioria de UC’s. Por seu lado, uma percentagem ainda mais acentuada de estudantes do 3º ano (84.3 % - 27 de um total de 32) assinala conhecer as competências a desenvolver nas diferentes UC’s. Por outro lado, 19 estudantes (59.3 %) referem que as situações de aprendizagem são adequadas relativamente às competências a desenvolver nas UC´s enquanto que 13 (40.6 %), indicam que apenas numa minoria de UC´s as situações de aprendizagem se encontram adequadas ao desenvolvimento das competências desejáveis expressas nos programas.

Adequação das componentes teórica, teórico-prática e prática

No que diz respeito à adequação das componentes teórica, teórico-prática e prática, a maioria das estudantes do 2º ano (36 – 73.4 %) considera que a adequação desejável apenas se verifica numa minoria de UC´s. As respostas das estudantes do 3º Ano relativamente a esta mesma adequação, distribuem-se do seguinte modo: 40.6 % (13) das estudantes considera que a adequação desejável se verifica na maioria das UC´s, enquanto que 59.3% (19) expressa uma opinião parcialmente desfavorável indicando que uma tal adequação se observa na minoria das UC’s.

Informações postas à disposição das estudantes

Quanto às informações postas à sua disposição, 21 estudantes do 2º ano (42.8 %) considera que apenas numa minoria de UC´s estas são adequadas, enquanto que para 20 estudantes (40.8 %) o são na maioria das UC´s. Apenas 6 estudantes (12.2 %) consideram que as informações são adequadas na totalidade das UC´s e 2 (4%) em nenhuma. As respostas das estudantes do 3º ano são significativamente mais auspiciosas, uma vez que 26 estudantes (81.1 %) indicam que essas informações são adequadas na maioria das Uc’s e 6 estudantes (18.7 %) expressam a opinião de que tais informações são adequadas na totalidade das UC’s.

Bibliografia e o material de apoio postos à disposição das estudantes

A bibliografia e o material de apoio postos à disposição são considerados adequados na maioria das UC´s por uma ampla maioria das estudantes do 2º ano (37 – 75.5 %), enquanto que para 6 estudantes (12.2 %) este aspecto se verifica na totalidade das UC´s, sendo apenas 6 (12.2 %) as estudantes que indicam existir adequação apenas numa minoria de UC´s. Por seu lado, as estudantes do 3º ano expressam igualmente uma opinião favorável significativamente mais expressiva na indicação de que esse material de apoio é adequado na totalidade das UC’s (19 respostas – 59.3 % ) e mais mitigada no que se refere à respostas indicadoras de que essa adequação dos materiais se verifica na maioria das UC’s (13 respostas – 40.6 %); nenhuma estudante expressou a opinião segundo a qual apenas numa minoria das UC’s esses materiais seriam adequados.

Adequação dos conteúdos programáticos das UC’s

No que se refere às opiniões sobre a adequação dos conteúdos programáticos das UC’s, as opiniões das estudantes do 2º ano divergem de forma acentuada, uma vez que 24 (48.9 %) consideram que essa adequação é uma característica de uma maioria de UC’s, enquanto que 23 (46.9 %), pelo contrário pensam que tal adequação só contempla uma minoria de UC’s. Apenas 2 estudantes (4.0 %) indicam que a adequação dos conteúdos caracteriza a totalidade das UC’s. Por seu lado, as respostas das estudantes do 3º ano têm uma orientação não tão contrastada: 18 (56.2 %) consideram os conteúdos adequados na maioria das UC’s, enquanto que 10 (31.2 %) referem que essa adequação apenas existe numa minoria das UC’s; 4 estudantes deste ano (12.5 %) não responderam a esta questão.

Adequação das cargas horárias das UC’s

No que respeita à adequação das cargas horárias das UC’s, as opiniões das estudantes do 2º ano são consideravelmente divergentes: 22 (44.8 %) referem que as cargas horárias são adequadas apenas numa minoria das UC’s, enquanto que 12 outras (24.4%) consideram-nas adequadas numa maioria das UC’s; por outro lado, 3 estudantes (6.1%) expressam uma satisfação plena relativamente a esta adequação, indicando que ela é efectiva na totalidade das UC’s. Em sentido inverso, 9 estudantes (18.3 %), expressam a opinião de que essa adequação horária não existe em nenhuma UC. Por outro lado, 3 estudantes deste ano não responderam à questão. As respostas das estudantes do 3º ano são menos diversificadas, tendo apenas duas orientações : por um lado, 18 estudantes do 3º ano (56.2 %) consideram que apenas numa minoria das unidades curriculares existe essa adequação, por outro lado, 14 outras estudantes (43.7 %) indicam que tal adequação está presente numa maioria das UC’s.


ACOMPANHAMENTO TUTORIAL

Para a maioria das estudantes do 2º ano, o acompanhamento tutorial é percepcionado de uma forma globalmente positiva: para 32 estudantes, este é adequado na maioria das UC´s (65.3%), enquanto que para 12 (24.4%) é-o para a totalidade das UC´s; sendo que para apenas para 5 estudantes (10.2%) a inadequação do acompanhamento tutorial se verifica numa minoria de UC´s.

Já as estudantes do 3º ano expressam uma opinião globalmente desfavorável no que respeita à adequação do acompanhamento tutorial das UC’s: 22 (68.7 %) indicam que apenas numa minoria das UC’s este acompanhamento é adequado, 4 estudantes (12.5 %) indicam que tal adequação não existe em nenhuma UC e 6 estudantes (18.7 %) pensam que o acompanhamento tutorial se verifica numa maioria das UC’s.


AVALIAÇÃO

No que diz respeito às modalidades e procedimentos de avaliação, as estudantes do 2º ano têm uma percepção positiva sobre a sua adequação: 29 estudantes (59.1 %) consideram que estes são adequados para a maioria das UC´s, enquanto que 16 (32.6 %) consideram que o são apenas para uma minoria de UC´s. No entanto, para 4 (8.1 %) estudantes, estes são considerados adequados para a totalidade de UC´s, enquanto que 5 pensam que tal não ocorre em nenhuma UC.

A apreciação que as estudantes do 3º ano fazem das modalidades e procedimentos de avaliação é expressa por respostas que se distribuem da seguinte forma: 17 estudantes (53.1 %) consideram que a avaliação é adequada na maioria das UC’s, enquanto que outras 15 (46.8 %) pensam que essa adequação só existe numa minoria das UC’s.


AUTONOMIA

Relativamente às condições para o desenvolvimento da sua autonomia, as estudantes do 2º ano manifestam uma opinião globalmente divergente: 21 estudantes (42.8 %) consideram que essas condições são asseguradas para a maioria das UC´s, enquanto que para 20 (40.8 %) as condições para o desenvolvimento da sua autonomia apenas são adequadas numa minoria de UC´s. Paradoxalmente, para 5 (10.2 %) estudantes não se verificam essas condições em nenhuma das UC ´s enquanto que para 3 (6.1 %) estas condições se verificam na totalidade das UC´s.

Em conformidade com este modo de percepção, as estudantes do 3º ano também o fazem de uma forma muito divergente: 3 estudantes (9.3 %) consideram que as condições para a autonomia estão acauteladas na totalidade das UC’s; 12 estudantes (37.5%) indicam que essas condições estão asseguradas numa maioria das UC’s e um mesmo número refere que essas mesmas condições apenas estão garantidas numa minoria das UC’s; por outro lado, 5 estudantes (15.6%) mencionam que tais condições não estão asseguradas em nenhuma UC.


SÍNTESE PARCELAR – análise comparativa das respostas das estudantes do 2º ano e do 3º ano

Ao colocarmos em paralelo as respostas das estudantes do 2º ano e do 3º ano, e se considerarmos globalmente os aspectos favoráveis (totalidade e maioria das UC’s) e os desfavoráveis (minoria e nenhuma UC) podemos constatar a existência de tendências convergentes e divergentes das opiniões dos dois grupos de estudantes relativamente às diferentes dimensões do funcionamento consideradas no inquérito. Estas tendências globais referem-se às 81 estudantes que responderam ao inquérito divididas em dois grupos (49 estudantes do 2º ano 2 e 32 do 3º ano). Em nove das onze dimensões em análise, as estudantes expressaram percepções convergentes; de entre essas noves dimensões em que observa convergência de opiniões, 5 são objecto de uma apreciação globalmente favorável: 1. Conhecimento das competências (100% de respostas favoráveis em ambos os grupos); 2. Informações (53% e 81.1% de respostas favoráveis das participantes do 2º ano e 3º ano respectivamente; Bibliografia e material de apoio (87.4% e 100% respectivamente 2º ano e 3º ano); 4. Adequação dos conteúdos (52.9% e 56.2, idem); 5. Avaliação (67.2% e 53.1%, idem. Foram 3 as outras dimensões em que também houve convergência nas respostas das estudantes dos dois anos, mas nas quais, em sentido inverso, foram expressas percepções desfavoráveis: 1. Adequação das componentes teórica, teórico-prática e prática (73.4% e 59.3%, respostas desfavoráveis do 2º ano e do 3º ano respectivamente); 2. Adequação das cargas horárias (63.1% e 56.2%, idem); 3. Autonomia (51% e 53.1%, idem).

Foram duas dimensões do funcionamento do curso sobre as quais as estudantes dos dois grupos se expressaram de modo divergente: 1. Adequação das situações de aprendizagem (63.2% de respostas desfavoráveis das estudantes do 2º ano versus 59.3% de respostas favoráveis das estudantes do 3º ano). 2. Acompanhamento tutorial (89.7% de respostas favoráveis das estudantes do 2º ano contra 81.2% de respostas desfavoráveis das estudantes do 3º ano.

Deste procedimento que consistiu pôr em paralelo as opiniões expressas pelos dois grupos de estudantes, podemos constatar duas tendências globais que podem ser enunciadas do seguinte modo: observamos a coexistência de dois sentidos inversos que parecem complementar-se – uma primeira tendência que aponta para uma maior acentuação do descontentamento das estudantes do 2º ano relativamente ao descontentamento expresso pelas suas colegas do 3º ano e uma segunda tendência que expressa um contentamento mais marcado das estudantes do 3º ano comparativamente às suas colegas do 2º ano.

No que se refere à primeira tendência, enquanto que as estudantes do 2º ano expressaram opiniões globalmente desfavoráveis relativamente a 4 das 11 dimensões em análise, as suas colegas do 3º ano expressaram opiniões com o mesmo sentido apenas em 3 dessas dimensões. No que respeita à segunda tendência, constata-se que relativamente a duas das dimensões em que as percepções das participantes dos dois grupos convergiram com um sentido globalmente favorável, as estudantes do 3º ano parecem expressar uma maior contentamento, manifestando-se de uma forma significativamente mais expressiva do que as suas colegas do 2º ano: a) Informações (81.1% de respostas favoráveis do 3º ano contra 53% do 2º ano); b) Bibliografia e material de apoio (100% de respostas favoráveis do 3º ano versus 87.4%. do 2º ano); c) Adequação dos conteúdos (56.2% e 52.9% do 3º ano e 2º ano respectivamente). Numa única dimensão se inverteu esta enunciação mais expressiva de contentamento das estudantes do 3º ano relativamente às suas colegas do ano anterior: Avaliação (67.2% do 2º ano contra 53.1% do 3º ano).


SÍNTESE GLOBAL – análise das respostas das estudantes do 2º ano e do 3º ano

Se considerarmos globalmente as respostas das estudantes do 2º ano e do 3º ano, constatamos que foram 4 as dimensões relativamente às quais uma maioria das 81 estudantes expressou opiniões desfavoráveis que em seguida figuram por ordem crescente de percentagens: a) Autonomia (51.8%); b) Adequação das situações de aprendizagem (54.3%); c) Adequação das cargas horárias (60.4%) e d) Adequação das componentes teórica, teórico-prática e prática (67.9%). Por seu lado, a maioria das 81 estudantes expressou-se favoravelmente relativamente a 6 das dimensões em análise: a) Adequação dos conteúdos (54.3%); b) Acompanhamento tutorial (61.7%); c) Avaliação (igualmente 61.7%); d) Informações (71.6%); e) Bibliografia e material de apoio (92.5%); f) Conhecimento das competências (100%). Se quisermos explorar estes resultados em termos de um balanço holístico, deveremos realçar em primeiro lugar, o menor número de dimensões relativamente às quais as 81 inquiridas se pronunciam desfavoravelmente (4) comparativamente ao número de dimensões percepcionadas favoravelmente por estas mesmas estudantes (6); em segundo lugar, podemos igualmente sublinhar, que as percentagens de respostas atribuídas às dimensões percepcionadas favoravelmente (54.3%; 61.7%; 61.7%; 71.6%; 92.5%; 100%) são expressivamente mais acentuadas do que as percentagens de respostas relativas às dimensões percepcionadas de forma desfavorável (51.8%; 54.3%; 60.4%; 67.9%).

Não obstante este quadro globalmente favorável que foi possível fazer emergir a partir da fusão das respostas das estudantes do 2º ano e do 3º ano, os resultados devem ser igualmente encarados segundo outros critérios, ou seja, os resultados devem ser interpretados à luz da natureza e da posição das dimensões anteriormente analisadas no que se refere ao carácter mais ou menos decisivo, de maior ou menor efectividade e centralidade dessas dimensões para o funcionamento do curso. Na verdade, se atentarmos à natureza e posição mais ou menos importante, mais ou menos central das dimensões relativamente às quais as estudantes se pronunciam favorável e desfavoravelmente, esta nova perspectiva desoculta um cenário que recomenda parcimónia na interpretação. Se considerarmos as dimensões desfavoravelmente percepcionadas (Adequação situações de aprendizagem; Adequação componentes teórica, etc.; Adequação das cargas horárias e Autonomia) e favoravelmente percepcionadas pelas estudantes (Conhecimento competências; Informações; Bibliografia material apoio; Adequação dos conteúdos; Acompanhamento tutorial e Avaliação), constatamos que as primeiras são mais centrais e decisivas para o funcionamento do curso do que as segundas. Noutros termos, enquanto que as dimensões relativamente às quais a maioria das inquiridas expressaram opiniões globalmente favoráveis, apesar de imprescindíveis, têm uma posição periférica relativamente ao processo de aprendizagem e de desenvolvimento de competências; pelo contrário, as dimensões sobre as quais a maioria das estudantes se pronunciou de forma globalmente desfavorável são absolutamente centrais nesse mesmo processo. Por outro lado, as dimensões percepcionadas de forma globalmente desfavorável pelas estudantes são aquelas que mais caracterizam o novo paradigma de modelos de formação construídos em torno do desenvolvimento de competências, dimensões relativamente às quais os docentes presumivelmente sentem mais dificuldades para responder ao desafio dessa modificação paradigmática. Ao invés, as dimensões consideradas favoravelmente pelas estudantes são aquelas relativamente às quais os docentes não encontram as mesmas dificuldades, uma vez que estão relacionadas com o seu modo de pensar e com as suas práticas habituais (leia-se tradicionais). Tudo leva a crer que os docentes se apropriaram sobretudo das designações que sustentam as novas concepções de formação, mas que não adequaram efectivamente as suas intervenções que deveriam ser o corolário dessas concepções. A partir da análise das respostas das estudantes, dir-se-ia então que as modificações ocorridas incidem mais nos aspectos formais e superficiais da formação do que nas suas vertente mais profundas. Nesse caso poder-se-á acrescentar que, no entender das estudantes, o essencial do modelo preconizado no Decreto lei 74/2006 de 24 Março está em grande parte por realizar, ou seja, presumivelmente, ainda não deverá ser considerado um facto adquirido essa “transição de um sistema de ensino baseado na transmissão de conhecimentos para um sistema baseado no desenvolvimento de competências” (DL 74/2006).


SISTEMA TUTORIAL

As estudantes do 2º ano avaliam globalmente o sistema tutorial de uma forma positiva. De entre os aspectos valorizados positivamente, destacam o apoio e a disponibilidade dos tutores, a flexibilidade na entrega de relatórios e o bom acompanhamento dos mesmos. Os aspectos negativos são referidos pontualmente, tais como a dificuldade de alguns tutores em manter contacto directo, os níveis de exigência variáveis e a dificuldade de estabelecer contacto por email.

Ao invés, as estudantes do 3º ano expressam uma opinião globalmente negativa. As suas críticas incidem sobretudo na UC Carteira de Competências, designadamente nos seguintes pontos: a) Falta de apoio relativamente às indicações para a realização, redacção e reformulação do relatório sobre as actividades desenvolvidas no âmbito da UC Carteira de Competências; b) Falta de sintonia entre os tutores quer no que respeita aos critérios de aceitação das actividades a realizar, quer no que se refere aos prazos de entrega dos relatórios, quer ainda nos critérios de avaliação desses mesmos relatórios, o que na sua opinião gera situações de injustiça; c) Número insuficiente de reuniões de acompanhamento das actividades desenvolvidas pelas estudantes; d) Escassas sugestões para a diversificação das actividades a realizar no âmbito dessa mesma UC. As estudantes também se pronunciaram desfavoravelmente no que se refere a aspectos mais globais do trabalho dos tutores, tais como: a) não responderem às mensagens de correio electrónico; b) indisponibilidade de alguns tutores. Este quadro de apreciações globalmente negativas é reforçado se tivermos em conta que quatro estudantes do 3º ano não referiram nenhum aspecto favorável relativamente ao trabalho dos tutores.

As referências a aspectos positivos são escassas quando comparadas com as críticas e compreendem considerações elogiosas da disponibilidade, da empatia, da solicitude de alguns tutores.


COORDENAÇÃO

A coordenação do curso é avaliada positivamente pelas estudantes do 2º ano, que destacam o respeito dos coordenadores pelas estudantes, o interesse e a disponibilidade em responder às suas questões e anseios, a procura das melhores condições, a defesa dos seus direitos e interesses. Foi referido como aspecto negativo por dois grupos, o facto dos coordenadores por vezes não responderem aos emails.

Tal como as suas colegas do 2º ano, as estudantes do 3º ano tecem considerações muito positivas relativamente à coordenação do curso, enfatizando o empenho, a disponibilidade, o interesse, o apoio, a prontidão e solicitude dos coordenadores. Neste mesmo sentido favorável, as estudantes do 3º ano sublinham o comprometimento dos coordenadores relativamente à defesa dos direitos das estudantes. Por outro lado, as inquiridas destacam ainda o facto dos coordenadores velarem pelo bom funcionamento do curso, expressando um expressivo reconhecimento do trabalho por eles desenvolvido percepcionado como um compromisso autenticamente assumido.

No entanto, um grupo de estudantes do 3º ano manifestam o seu descontentamento relativamente à “pouca transmissão de informação sobre o curso e sobre as saídas profissionais”. Essas mesmas estudantes foram omissas relativamente a aspectos favoráveis do trabalho desenvolvido pela coordenação do curso.


AVALIAÇÃO GLOBAL

Numa avaliação global do funcionamento do curso, as estudantes do 2º ano identificam a existência de um conjunto de aspectos desfavoráveis — do domínio curricular, pedagógico, organizativo, (...) — que passamos a destacar:

Tal como as suas colegas do 2º ano, as estudantes do 3º ano apenas focaram aspectos desfavoráveis relativos a atitudes de alguns professores que consideram inadequadas, ao plano de estudos e ao funcionamento do curso, que se seguidamente se enunciam: