Parte Preliminar - SÍNTESE E PROPOSTAS DE ACÇÕES DE MELHORIA
Nesta secção é apresentada uma síntese das propostas de alteração a introduzir no curso em função dos resultados da análise que foi efectuada no presente relatório. Com este propósito, afigura-se pertinente destacar os seguintes aspectos:1- No ano lectivo 2008/09 a maior parte das vagas existentes foram preenchidas por estudantes residentes no concelho de Setúbal ou em concelhos limítrofes, o que constitui um indicador positivo relativamente ao posicionamento do curso no mercado de oferta e de procura nesta área de formação.
2- As estatísticas relativas à ocupação das vagas existentes, à hierarquia das opções de escolha e à distribuição das notas de acesso são bastante encorajadoras, mostrando uma evolução favorável na transição do ano lectivo 2007/08 para o ano de 2008/09.
3- No que se refere à mobilidade internacional, os resultados alcançados no ano lectivo 2008/09 constituem um aspecto negativo a evidenciar. No ano lectivo 2008/09 não houve mobilidade de estudantes a nível internacional, contrariamente à situação verificada no ano de 2007/08 e em anos lectivos anteriores.
4- Atendendo a que a componente de mobilidade internacional é um dos aspectos mais valorizados no Processo de Bolonha, afigura-se necessário delinear uma estratégia de acção, com vista à intensificação dos programas de mobilidade em anos futuros. Alguns aspectos a considerar, nos próximos anos lectivos, são:
- selecção de acordos bilaterais adequados, que possibilitem o intercâmbio de estudantes de cursos com o mesmo perfil de saídas profissionais e com uma estrutura curricular semelhante. Este aspecto afigura-se crucial, na medida em que facilita grandemente o reconhecimento académico das valências de formação realizadas na ESE e nas instituições estrangeiras.
- aumentar o trabalho em equipa, melhorando os canais de comunicação entre o CIMOB e o Coordenador da Mobilidade e entre o Coordenador da Mobilidade e os vários Coordenadores de Curso.
- aumentar o tempo de permanência do Coordenador da Mobilidade no exercício do cargo, por forma a optimizar a experiência acumulada;
- definição de estratégias com vista à motivação dos estudantes e à melhoria da divulgação de informação junto dos estudantes;
- definição de estratégias para ultrapassar as dificuldades de comunicação dos estudantes estrangeiros que vêm para a ESE.
5- Relativamente à caracterização das mudanças nas abordagens pedagógicas, foi constatado um perfil de estabilidade nas práticas dos docentes. É de salientar, no entanto, que este perfil de estabilidade não significa um resultado menos positivo. Os resultados dos inquéritos aos docentes mostraram a utilização de um conjunto bastante diversificado de actividades e de práticas de avaliação, apesar de não ter havido uma mudança significativa em resultado da aplicação do modelo de Bolonha. Provavelmente, algumas das práticas que seriam esperadas com um carácter de "novidade", já eram utilizadas pelos docentes na situação anterior a Bolonha.
6- No sentido de promover um reforço da mudança ao nível das abordagens pedagógicas, em consonância com a filosofia e os princípios de Bolonha, sugere-se:
- a opção por uma estruturação dos programas assente no conceito de "competências", abandonando, em definitivo, uma formulação baseada no enunciado de objectivos conotados com a mera aquisição de conhecimentos;
- o reforço de algumas actividades que "nunca foram utilizadas" por alguns docentes, nomeadamente os trabalhos práticos/laboratoriais;
- o reforço de algumas actividades que "passaram a ser utilizadas" por alguns docentes, nomeadamente os exercícios de aplicação, o trabalho de campo, as visitas de estudo e a participação em seminários/conferências.
7- No que se refere à avaliação dos resultados do modelo de ensino, é de referir que foram observados indicadores bastante favoráveis no ano lectivo 2008/09, em termos de taxas de "avaliações/inscrições", "aprovações/inscrições" e "aprovações/avaliações". Além disso, o número de diplomados também cresceu em relação ao ano lectivo anterior.
8- Por último, é de referir que 81% dos diplomados no ano lectivo 2008/09 estão a exercer uma actividade profissional em áreas relacionadas com o objecto do curso. Os diplomados que não se encontram nesta situação, optaram por dedicar integralmente o seu tempo à frequência de cursos de 2º ciclo, para efeitos de prosseguimento de estudos.
Parte A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS
O presente relatório surge da necessidade de dar resposta aos requisitos do Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho, que determina a obrigação dos estabelecimentos de ensino superior elaborarem, anualmente, um relatório para avaliar a concretização dos objectivos do Processo de Bolonha.De entre os objectivos e princípios fundamentais que suportam o desenvolvimento do Processo de Bolonha, destacam-se, pela sua natureza e importância: (1) a implementação de um modelo de formação assente e orientado basicamente para o desenvolvimento de competências; (2) a diversificação dos processos de trabalho, tendo em conta a sua adequação face às competências a desenvolver nos estudantes.
Sendo assim, o conceito de "competência" constitui um dos eixos estruturadores da mudança de paradigma de formação operada pelo modelo de Bolonha.
O plano do curso de Licenciatura em Desporto, estruturado de acordo com o modelo de Bolonha, organiza-se em função de um conjunto de competências previamente definidas, contemplando competências de carácter geral, competências específicas e competências profissionais.
As competências gerais, sendo transversais a todos os cursos da escola, são orientadas para o desenvolvimento de competências nos domínios científico, cultural, tecnológico, instrumental e pessoal. As competências específicas apresentam-se directamente relacionadas com as áreas disciplinares que caracterizam e fundamentam o objecto de estudo do curso. As competências profissionais visam a integração e a aplicação, em diferentes contextos profissionais, dos conhecimentos e competências adquiridas no domínio da formação específica.
Parte B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO
Esta parte do relatório tem por finalidade fazer a caracterização genérica do curso, nomeadamente no que se refere ao modelo adoptado em termos de estrutura curricular, à caracterização dos estudantes no momento de ingresso no curso e à caracterização dos estudantes que frequentam os vários anos do curso.
Parte B1 - Caracterização da estrutura do curso
A estrutura curricular do curso organizou-se em torno de diferentes níveis de competências a desenvolver nos estudantes, adoptando uma matriz semelhante à organização dos diferentes cursos da escola identificados com o modelo de Bolonha.
Numa primeira fase do trabalho, com vista ao delineamento da estrutura curricular do curso, procedeu-se à identificação e à definição de níveis diferenciados de competências, constituindo o ponto de partida para a organização da estrutura curricular do curso. Na sequência deste trabalho, foram delineadas três componentes de formação distintas a integrar no curso, estabelecidas em função do âmbito e da natureza das competências a desenvolver nos estudantes: uma componente de formação geral, uma componente de formação específica e uma componente de formação profissionalizante.
A componente de formação geral visa o desenvolvimento de competências transversais que são comuns aos diferentes cursos de formação da ESE. As unidades curriculares, no âmbito da formação geral, visam consolidar e/ou aprofundar formações anteriores, reforçando aprendizagens desenvolvidas previamente ao ingresso no curso, nomeadamente nos domínios científico, tecnológico e linguístico. Esta componente de formação inclui unidades curriculares obrigatórias e de carácter opcional, assumindo um maior significado no 1º ano curricular.
A componente de formação específica é orientada, em particular, para o desenvolvimento de competências relacionadas com o objecto de estudo do curso. Inclui uma formação diversificada em várias áreas disciplinares, com a finalidade de promover o desenvolvimento de competências específicas nos domínios científico e técnico. Trata-se de uma componente que apresenta uma estrutura relativamente estável ao longo dos vários anos curriculares que integram o curso.
Finalmente, a formação profissionalizante pretende dar resposta ao desenvolvimento de competências relacionadas com o perfil das saídas profissionais do curso. Esta dimensão inclui uma formação profissionalizante e uma componente de prática profissional. Trata-se de uma formação que adquire uma visibilidade e importância crescentes ao longo do curso, numa aproximação progressiva ao exercício da futura actividade profissional.
Cada unidade curricular organiza-se segundo diversos processos de trabalho, em função das competências a desenvolver nos estudantes. São exemplos de processos de trabalho a implementar: o ensino teórico, o ensino teórico-prático, o ensino prático e laboratorial, o trabalho de campo, estágios, seminários e a orientação tutória. A distribuição do peso relativo das diferentes componentes de trabalho é apresentada, para cada uma das unidades curriculares, na Tabela 1.
Tabela 1 - Distribuição de horas de trabalho
| UC | Tipo de Aula | Horas Contacto | Semestre | ECTS | Horas Totais | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| T | TP | L | TC | S | OT | E | O | |||||
| DESP20001 - Actividade Física Adaptada | - | 75 | - | - | - | - | - | - | 75 | S | 5 | 135 |
| DESP20007 - Análise de Sistemas de Desporto | 25 | 26 | - | 38 | - | 18 | - | - | 107 | S | 6 | 162 |
| DESP10004 - Anatomofisiologia | 60 | 13 | - | 9 | - | - | - | - | 82 | S | 5 | 135 |
| DESP10011 - Biomecânica | - | 68 | - | - | - | - | - | - | 68 | S | 4 | 108 |
| DESP30011 - Carteira de Competências | - | - | - | 20 | - | 30 | - | - | 50 | S | 5 | 135 |
| DESP20011 - Ciências Sociais | 30 | 30 | - | - | - | 7 | - | 4 | 71 | S | 5 | 135 |
| DESP10001 - Comunicação e Património Literário | 40 | 20 | - | 10 | - | 10 | - | - | 80 | S | 5 | 135 |
| DESP30006 - Comunicação Empresarial e Marketing | 26 | 26 | - | - | - | 9 | - | - | 61 | S | 5 | 135 |
| DESP30003 - Concepção de Produtos Desportivos | 15 | 30 | - | 15 | - | 15 | - | - | 75 | S | 7 | 189 |
| DESP20008 - Condição Física e Prescrição do Exercício | 40 | 26 | - | 15 | - | - | - | - | 81 | S | 5 | 135 |
| DESP10010 - Desenvolvimento e Aprendizagem Motora | 60 | 13 | - | 9 | - | - | - | - | 82 | S | 4 | 108 |
| DESP20013 - Desporto de Recreação e Terceira Idade | 30 | 40 | - | 15 | - | 20 | - | - | 105 | S | 5 | 135 |
| DESP30002 - Desporto para Populações Específicas | 60 | 13 | - | 15 | - | - | - | - | 88 | S | 6 | 162 |
| DESP30010 - Desporto, Turismo e Saúde | 40 | 40 | - | 20 | - | - | - | - | 100 | S | 6 | 162 |
| DESP20002 - Desportos e Metodologias de Intervenção | - | 89 | - | - | - | 16 | - | - | 105 | S | 5 | 135 |
| DESP10005 - Desportos I | - | 172 | - | - | - | - | - | - | 172 | S | 7 | 189 |
| DESP10007 - Desportos II | - | 150 | - | - | - | - | - | - | 150 | S | 6 | 162 |
| DESP20004 - Desportos III | - | 157 | - | - | - | - | - | - | 157 | S | 7 | 189 |
| DESP20005 - Desportos IV | - | 157 | - | - | - | - | - | - | 157 | S | 7 | 189 |
| DESP20003 - Economia, Gestão e Empreendedorismo | 30 | 30 | - | - | - | 10 | - | 2 | 72 | S | 5 | 135 |
| DESP20012 - Espaço, Culturas e Desenvolvimento | 30 | 30 | - | - | - | 7 | - | 4 | 71 | S | 5 | 135 |
| DESP20015 - Ética e Deontologia Profissional | 40 | 26 | - | - | - | 9 | - | - | 75 | S | 5 | 135 |
| DESP10009 - Fisiologia do Exercício | 50 | 10 | - | 9 | - | - | - | - | 69 | S | 4 | 108 |
| DESP20006 - Gestão de Projectos de Desporto | 30 | 26 | - | 15 | - | 10 | - | - | 81 | S | 5 | 135 |
| DESP30001 - Metodologia da Investigação em Desporto | 18 | 20 | - | 15 | 12 | 12 | - | - | 77 | S | 4 | 108 |
| DESP10008 - Metodologia do Treino Desportivo | 30 | 35 | - | 20 | - | - | - | - | 85 | S | 5 | 135 |
| DESP30004 - Motivações, Emoções e Prestação Desportiva | - | 105 | - | - | - | - | - | - | 105 | S | 5 | 135 |
| DESP20009 - Organização de Dados e Análise Estatística | 25 | 35 | - | 6 | - | 35 | - | - | 101 | S | 5 | 135 |
| DESP30009 - Organização de Eventos Desportivos | 20 | 25 | - | 30 | - | 20 | - | - | 95 | S | 6 | 162 |
| DESP20010 - Produção de Conteúdos para a Web | 15 | - | 65 | - | - | 10 | - | - | 90 | S | 5 | 135 |
| DESP30005 - Projecto de Intervenção I | - | 22 | - | - | - | - | 90 | - | 112 | S | 6 | 162 |
| DESP30007 - Projecto de Intervenção II | - | 28 | - | - | 16 | 12 | 70 | - | 126 | S | 6 | 162 |
| DESP10003 - Relações Interpessoais e Gestão de Grupos | 47 | - | - | - | - | 40 | - | - | 87 | S | 5 | 135 |
| DESP30008 - Seminário de Investigação em Desporto | - | 14 | - | - | 22 | 40 | - | - | 76 | S | 4 | 108 |
| DESP10002 - Teoria do Desporto | 35 | 26 | - | - | 10 | 10 | - | - | 81 | S | 5 | 135 |
| DESP20014 - Traumatologia e Primeiros Socorros | 35 | 35 | - | 15 | - | - | - | - | 85 | S | 5 | 135 |
Tabela 2 - Áreas científicas do curso
| Área Científica | Unidade Curricular |
|---|---|
| Matemática | 2 |
| Matemática | 1 |
| Ciências do desporto | 42 |
| Ciências Sociais | 2 |
| Ciências da Comunicação | 2 |
| Tecnologias de Informação e Comunicação | 1 |
| Ciências do Desporto | 64 |
| Línguas e Literatura | 1 |
| Ciências Sociais | 4 |
| Ciências da Comunicação | 1 |
Parte B2 - Caracterização dos estudantes à entrada
A caracterização dos estudantes à entrada do curso foi efectuada com base na análise dos seguintes indicadores: proveniência geográfica, taxa de ocupação de vagas, relação do número de estudantes que escolheram o curso em 1ª opção face ao número de estudantes admitidos, nota mínima de acesso, distribuição das notas de acesso e modalidades de ingresso.No ano lectivo 2008/2009 os estudantes que ingressaram no curso são, na sua maioria, provenientes de concelhos situados na proximidade geográfica da escola, designadamente os concelhos de Setúbal, Barreiro, Lisboa, Palmela, Seixal e Montijo. Esta situação não divergiu grandemente da que foi verificada no ano lectivo anterior, apesar de se observar uma maior concentração de estudantes residentes em concelhos limítrofes do concelho de Setúbal (Tabela 3).
Tabela 3 - Proveniência dos estudantes por Concelho
| CONCELHO | Número de Admitido (CNA) | ||
|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2006 | |
| Outros | - | - | - |
CNA - Cuncurso Nacional de Acesso
Situação semelhante foi constatada para a proveniência dos estudantes por distrito, verificando-se uma predominância de alunos do distrito de Setúbal no ano lectivo 2008/09. Segue-se, por ordem decrescente de importância, o distrito de Lisboa, de onde provém uma quarta parte dos estudantes. Estes resultados acompanham os indicadores observados no ano lectivo 2007/08 (Tabela 4).
Tabela 4 - Proveniência dos estudantes por Distrito
| DISTRITO | Número de Admitido (CNA) | ||
|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2006 | |
| Outros | - | - | - |
CNA - Cuncurso Nacional de Acesso
Relativamente à taxa de ocupação de vagas no ano lectivo 2008/09, o maior contributo situou-se ao nível do contingente geral, em particular, pelo acesso através da 1ª fase do regime geral. Seguiu-se, por ordem decrescente de importância, os candidatos "maiores de 23", a 2ª fase do regime geral de acesso e, por último, as mudanças de curso e as transferências com igual número de vagas preenchidas. No ano lectivo 2008/09 a repartição das vagas foi homóloga ao ano lectivo 2007/08, verificando-se, em ambos os casos, o preenchimento integral das vagas existentes (Tabela 5).
Tabela 5 - Ocupação de vagas, por fase do regime geral e por regime
| Regime de ingresso | Ano lectivo | Nº de alunos matriculados | % | CE | 2008/09 | 0 | 0 |
|---|---|---|---|---|
| 2007/08 | 1 | 3.23 | ||
| 2006/07 | 0 | 0 | CEA | 2008/09 | 0 | 0 |
| 2007/08 | 1 | 3.23 | ||
| 2006/07 | 0 | 0 | CEM23 | 2008/09 | 5 | 13.89 |
| 2007/08 | 5 | 16.13 | ||
| 2006/07 | 0 | 0 | COG | 2008/09 | Fase 1 | 24 | 66,67 |
| Fase 2 | 4 | 11,11 | ||
| Fase 3 | 0 | 0 | Fase Ind. | 0 | 0.0 |
| 2007/08 | Fase 1 | 24 | 77,42 | |
| Fase 2 | 2 | 6,45 | ||
| Fase 3 | 0 | 0 | Fase Ind. | -2 | -6.45 |
| 2006/07 | 0 | 0 | MC | 2008/09 | 1 | 2.78 |
| 2007/08 | 0 | 0 | ||
| 2006/07 | 0 | 0 | T | 2008/09 | 2 | 5.56 |
| 2007/08 | 0 | 0 | ||
| 2006/07 | 0 | 0 | ||
Tabela 6 - Estatísticas de ingresso
Content-type: text/html; charset=ISO-8859-15 Set-Cookie: TESTE=Teste; path=/; Set-Cookie: IPS_ESEHTTP_SESSION=176519784; path=/;
|
|
Página não disponível
|
|
A taxa "estudantes em 1ª opção/estudantes admitidos" evoluiu positivamente na transição do ano lectivo 2007/08 para o ano lectivo 2008/09 (Gráfico 1). Com efeito, verificou-se uma evolução nitidamente favorável deste indicador, mostrando que o número de estudantes que escolheu o curso em 1ª opção e que foi admitido para ingresso aumentou de forma muito significativa no ano 2008/09. Esta evolução também foi visível e acentuada para a escolha do curso em 2ª opção, verificando-se ainda uma tendência ascendente para os estudantes que escolheram o curso em 3ª opção.
Gráfico 1 - Ocupação de vagas e 1ª Opção
Tabela 7 - Evolução da distribuição das notas de acesso
| Medias | Numero De Candidatos | ||
|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2006 | |
Tabela 8 - Modalidades de ingresso
| Regime de ingresso | Ano lectivo | Nº de estudantes matriculados | % |
|---|---|---|---|
| CE | 2008/09 | 0 | 0 |
| 2007/08 | 1 | 20.0 | |
| 2006/07 | 0 | 0 | |
| GIES | 2008/09 | 28 | 560.0 |
| 2007/08 | 25 | 500.0 | |
| 2006/07 | 0 | 0 | |
| MC+T | 2008/09 | 3 | 60.0 |
| 2007/08 | 0 | 0 | |
| 2006/07 | 0 | 0 |
Legenda:
CE - Concursos Especiais (Bachareis, Titulares de cursos superiores, médios e pós-secundarios, Estudantes de sistemas de ensino superior estrangeiro(não se inclui ERASMUS))
GIES - Regimes de ingresso via GIES (Gabinete de ingresso no ensino superior)
MC+T- Mudanças de curso e Transferências
Gráfico 2 - Modalidades de ingresso
Parte B3 - Caracterização genérica dos estudantes
No ano lectivo 2008/09 estavam inscritos no curso 98 estudantes, distribuídos pelos vários anos curriculares. O 2º ano do curso foi o que registou um maior peso relativo de estudantes inscritos. Por falta de dados estatísticos disponíveis, não foi possível analisar a evolução do número total de estudantes e do número de estudantes inscritos, por ano curricular, nos anos lectivos 2007/08 e 2008/09.
Tabela 9 - Estudantes inscritos
| Ano Curricular | 2008 | 2007 | 2006 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º Ano | 32 | 32,65% | 27 | 100% | 0 | 0% |
| 2º Ano | 30 | 30,61% | 0 | 0% | 0 | 0% |
| 3º Ano | 36 | 36,73% | 0 | 0% | 0 | 0% |
| Total | 98 | 27 | 0 | |||
Parte B4 - Caracterização da Mobilidade Internacional
Esta secção tem por finalidade caracterizar a mobilidade internacional no ano lectivo 2008/09. No decurso deste ano lectivo, não houve mobilidade de estudantes e de docentes do curso de Licenciatura em Desporto a nível internacional. Foi implementado, apenas, um programa de mobilidade a nível nacional, envolvendo um estudante que frequentou o 2º semestre lectivo na ESE da Guarda, ao abrigo do programa "Vasco da Gama". Este programa foi organizado a pedido do estudante, o qual, sendo residente na Guarda, pretendia pedir transferência para o IPS da Guarda, situação que veio a confirmar-se no final do ano lectivo 2008/09.Apesar de não ter havido nenhum programa de mobilidade de estudantes a nível internacional, os alunos do curso participaram nas actividades da 2ª Semana Internacional do IPS de Setúbal. De entre estas actividades, é de referir a participação dos esudantes numa sessão de formação organizada por um docente austríaco que se deslocou à ESE de Setúbal. Esta aula "aberta" teve a duração de duas horas e incidiu sobre a temática "Body coaching - movement and healthiness for teachers".
Por sua vez, no ano lectivo 2007/08 foi implementado um programa de mobilidade internacional, envolvendo a deslocação de um estudante da ESE de Setúbal à Universidade Católica de Valência "San Vicente Mártir" e também o acolhimento de um estudante na escola, de nacionalidade belga, proveniente do Instituto KH Kempen. Inicialmente estava prevista a deslocação de dois estudantes da Licenciatura em Desporto para Valência, mas um eles desistiu do programa de intercâmbio por motivos de ordem pessoal.
Parte C - CARACTERIZAÇÃO DAS MUDANÇAS INTRODUZIDAS A NÍVEL DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS
Para avaliar as mudanças introduzidas a nível das abordagens pedagógicas, foi aplicado um inquérito aos docentes sobre as práticas lectivas que foram implementadas no ano lectivo 2008/09. Este inquérito é apresentado numa secção posterior do presente relatório (cf. Anexos).A amostra inquirida compreendeu todos os docentes que leccionaram unidades curriculares (UCs), ao curso de Licenciatura em Desporto, no ano lectivo 2008/09. Cada docente respondeu a um inquérito, por cada unidade curricular leccionada, e o preenchimento do inquérito foi efectuado através do portal da escola. Os dados recolhidos indicaram que houve 64% de respondentes ao inquérito (Tabela 11). Este valor significa que foi recolhida informação sobre aproximadamente 64% das unidades curriculares do curso.
Tabela 11 - Resposta ao inquérito aos docentes
2006 / 2007 |
2007 / 2008 |
2008 / 2009 |
|
Respostas ao Inquérito |
0 |
0 |
64% |
Em relação à discriminação de diferentes níveis de competências de formação, a grande maioria dos docentes explicitou nos seus programas competências específicas e competências gerais ou transversais. A percentagem de programas que faz referência às competências de formação profissionalizante é significativament inferior, o que já era previsível, em certa medida, atendendo a que uma grande parte das UCs do curso não integra esta componente da formação.
De destacar ainda, que 68.8% dos docentes referencia objectivos nos seus programas, percentagem semelhante à que é assinalada para a discriminação das competências de formação específica e geral. Isto significa que uma boa parte dos docentes incluiu nos programas das UCs, simultaneamente, objectivos e competências de formação.
Tabela 12 - Elementos que integram o programa da unidade curricular
Sim |
Não |
Ñ Resp |
Total |
|||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Aprendizagens esperadas | 31 |
96,9% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
32 |
100% |
| Avaliação | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Bibliografia | 31 |
96,9% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Competências a desenvolver | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Conteúdos | 31 |
96,9% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Introdução | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Metodologia | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Número de créditos (ECTS) | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Nº horas de contacto por tipo de trabalho | 31 |
96,9% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho | 29 |
90,6% |
3 |
9,4% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Número total de horas | 32 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
32 |
|
| Objectivos | 22 |
68,8% |
8 |
25,0% |
2 |
6,3% |
32 |
|
| Competências Formação específica | 23 |
71,9% |
6 |
18,8% |
3 |
9,4% |
32 |
|
| Competências Formação geral/transversal | 20 |
62,5% |
11 |
34,4% |
1 |
3,1% |
32 |
|
| Competências Formação profissionalizante | 9 |
28,1% |
17 |
53,1% |
6 |
18,8% |
32 |
|
Além disso, para a grande maioria das actividades, as respostas predominantes dos inquiridos recaíram na categoria "continuei a usar", seguida da categoria "nunca usei", o que denota um perfil relativamente estável das práticas dos docentes antes e após a aplicação do modelo de Bolonha.
As actividades que registaram maior percentagem de respostas na categoria "nunca usei" foram: (1) estudo de caso; (2) prática simulada; (3) realização de actividades de estágio pelos estudantes; (4) supervisão de actividades de estágio pelo docente; (5) realização de projectos de investigação/acção; (6) trabalhos práticos/laboratoriais; (7) participação em seminários/conferências; (8) visitas de estudo.
Por outro lado, as únicas actividades onde foram observadas mudanças relacionadas com as práticas dos docentes, foram: (1) aulas expositivas com temas para debate; (2) exercícios de aplicação; (3) trabalho de campo; (4) participação em seminários/conferências; (5) visitas de estudo. Nestas actividades foram assinaladas respostas na categoria "passei a usar", apesar de terem sido registadas percentagens relativamente baixas em cada uma delas.
Por último, é de assinalar uma percentagem elevada de não respondentes em todas as categorias de actividades. Uma das explicações plausíveis poderá residir no facto dos docentes nunca terem leccionado uma unidade curricular semelhante ou equivalente, motivo pelo qual não puderam manifestar-se relativamente à alteração das suas práticas depois de Bolonha.
Tabela 13 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Aulas expositivas c/ exemplos da realidade | 0 |
0,0% |
14 |
43,8% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
56,3% |
32 |
100% |
| Aulas expositivas c/ temas para debate | 2 |
6,3% |
10 |
31,3% |
0 |
0,0% |
2 |
6,3% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Aulas expositivas c/ meios audiovisuais | 0 |
0,0% |
13 |
40,6% |
0 |
0,0% |
1 |
3,1% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Aulas expositivas dos conteúdos | 4 |
12,5% |
10 |
31,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Aulas expositivas interact c/estudantes | 0 |
0,0% |
14 |
43,8% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Comunic c/prof/colegas-Correio Elec | 0 |
0,0% |
11 |
34,4% |
0 |
0,0% |
2 |
6,3% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Comunicação oral dos estudantes | 0 |
0,0% |
13 |
40,6% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Discussão orientada temas c/análise doc. | 3 |
9,4% |
11 |
34,4% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Estudos de caso | 9 |
28,1% |
2 |
6,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
21 |
65,6% |
32 |
|
| Exercícios de aplicação | 1 |
3,1% |
10 |
31,3% |
0 |
0,0% |
2 |
6,3% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Interv fóruns discussão on-line/chats | 5 |
15,6% |
5 |
15,6% |
0 |
0,0% |
1 |
3,1% |
21 |
65,6% |
32 |
|
| Orientação tutória | 0 |
0,0% |
8 |
25,0% |
0 |
0,0% |
5 |
15,6% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Participação em Seminários /Conferências | 6 |
18,8% |
3 |
9,4% |
0 |
0,0% |
2 |
6,3% |
21 |
65,6% |
32 |
|
| Pesquisa/recolha de informação on-line | 1 |
3,1% |
11 |
34,4% |
0 |
0,0% |
1 |
3,1% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Prática simulada | 9 |
28,1% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
22 |
68,8% |
32 |
|
| Realização activ Estágio pelos estudantes | 9 |
28,1% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
23 |
71,9% |
32 |
|
| Realiz.projectos de investigação/acção | 7 |
21,9% |
4 |
12,5% |
1 |
3,1% |
0 |
0,0% |
20 |
62,5% |
32 |
|
| Resolução de problemas | 4 |
12,5% |
7 |
21,9% |
0 |
0,0% |
1 |
3,1% |
20 |
62,5% |
32 |
|
| Supervisão activ Estágio pelo docente | 9 |
28,1% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
23 |
71,9% |
32 |
|
| Trabalho de campo | 5 |
15,6% |
6 |
18,8% |
0 |
0,0% |
2 |
6,3% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Trabalho de Projecto | 3 |
9,4% |
9 |
28,1% |
0 |
0,0% |
1 |
3,1% |
19 |
59,4% |
32 |
|
| Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod | 6 |
18,8% |
8 |
25,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
56,3% |
32 |
|
| Visitas de estudo | 6 |
18,8% |
4 |
12,5% |
1 |
3,1% |
2 |
6,3% |
19 |
59,4% |
32 |
|
Após a aplicação do modelo de Bolonha, a maioria dos docentes continuou a utilizar, como elementos de avaliação individual dos estudantes: (1) a apresentação oral de trabalhos; (2) a participação dos estudantes nas actividades das aulas; (3) o desempenho em actividades práticas; (4) as produções escritas; (5) os testes de avaliação de conhecimentos; (6) a produção de materiais, modelos, etc. Estes resultados mostram um perfil de estabilidade na utilização de elementos de avaliação por parte dos docentes.
Além disso, uma elevada percentagem de docentes refere que nunca utilizou, como elementos de avaliação, as seguintes categorias: (1) relatórios de estágios; (2) projectos de investigação/acção; (3) relatórios de actividades experimentais/práticas; (4) avaliação inter-pares; (5) auto-avaliação pelos estudantes.
As únicas categorias em que se verificaram alterações a nível das práticas dos docentes, apesar da percentagem de respondentes ter sido diminuta, foram: (1) auto-avaliação pelos estudantes; (2) avaliação inter-pares; (3) testes de avaliação de conhecimentos e sua aplicação; (4) produções escritas. As reduzidas percentagens que foram observadas nestas categorias indicam que as mudanças pós-Bolonha, no sentido da alteração das práticas de avaliação dos docentes, tiveram pouca expressão ou significado. Provavelmente, isto aconteceu porque a maioria dos docentes já utilizava um conjunto diversificado de elementos de avaliação antes de Bolonha, a avaliar pela elevada percentagem de respostas que foram assinaladas para muitos itens na categoria "continuei a utilizar".
Por outro lado, é de assinalar ainda que a única categoria que alguns docentes deixaram de utilizar foi "testes de avaliação de conhecimentos", optando, em alternativa, pela realização de outro tipo de testes ou pela utilização de outros elementos de avaliação.
A percentagem de não respondentes foi relativamente baixa, contrariamente aos resultados observados para as actividades que foram desenvolvidas nas várias unidades curriculares.
Tabela 14 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Apresentação oral de trabalhos | 1 |
8,3% |
11 |
91,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
100% |
| Auto-avaliação pelos estudantes | 5 |
41,7% |
4 |
33,3% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
1 |
8,3% |
12 |
|
| Avaliação inter-pares | 6 |
50,0% |
2 |
16,7% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Desempenho activ práticas | 3 |
25,0% |
9 |
75,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
|
| Particip estudantes activ aulas | 1 |
8,3% |
11 |
91,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
|
| Produção materiais modelos objectos | 4 |
33,3% |
6 |
50,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Produções escritas | 2 |
16,7% |
8 |
66,7% |
0 |
0,0% |
1 |
8,3% |
1 |
8,3% |
12 |
|
| Projectos de Investigação/Acção | 7 |
58,3% |
3 |
25,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Relatórios activ exper/práticas | 6 |
50,0% |
4 |
33,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Relatórios de estágio | 9 |
75,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
3 |
25,0% |
12 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos | 3 |
25,0% |
7 |
58,3% |
1 |
8,3% |
0 |
0,0% |
1 |
8,3% |
12 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação | 4 |
33,3% |
5 |
41,7% |
0 |
0,0% |
1 |
8,3% |
2 |
16,7% |
12 |
|
Os resultados indicaram que cerca de metade dos docentes inquiridos afirma nunca ter utilizado os seguintes elementos de avaliação: (1) relatórios de estágios; (2) relatórios de actividades experimentais/práticas; (3) projectos investigação/acção; (4) testes de avaliação de conhecimentos; (5) testes de avaliação de conhecimentos e sua aplicação; (6) auto-avaliação pelos estudantes; (7) avaliação inter-pares.
Além disso, nenhuma das práticas de avaliação que era utilizada na situação anterior a Bolonha deixou de ser usada pelos docentes. Estes resultados reforçam a grande estabilidade que foi observada para as práticas de avaliação antes e após Bolonha.
De entre as várias categorias de elementos de avaliação que continuaram a ser usados, assumiram particular relevância: (1) a participação dos estudantes nas aulas; (2) a apresentação oral de trabalhos; (3) o desempenho em actividades práticas; (4) as produções escritas; (5) a produção de materiais, modelos, etc; (6) a participação em actividades desenvolvidas a distância.
Uma percentagem relativamente reduzida de docentes passou a utilizar novos elementos de avaliação, após a aplicação do modelo de Bolonha, nomeadamente: (1) a participação em actividades desenvolvidas a distância; (2) a auto-avaliação de estudantes; (3) a avaliação inter-pares; (4) as produções escritas.
Tabela 15 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Apresentação oral de trabalhos | 1 |
8,3% |
10 |
83,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
1 |
8,3% |
12 |
100% |
| Auto-avaliação pelos estudantes | 5 |
41,7% |
4 |
33,3% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
1 |
8,3% |
12 |
|
| Avaliação inter-pares | 5 |
41,7% |
3 |
25,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Desempenho activ práticas | 4 |
33,3% |
6 |
50,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Particip estudantes activ aulas | 1 |
8,3% |
11 |
91,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
|
| Particip activ"a distância" | 3 |
25,0% |
5 |
41,7% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Produções escritas | 3 |
25,0% |
6 |
50,0% |
0 |
0,0% |
1 |
8,3% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Projectos de Investigação/Acção | 7 |
58,3% |
3 |
25,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Relatórios activ exper/práticas | 7 |
58,3% |
2 |
16,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
3 |
25,0% |
12 |
|
| Relatórios de estágio | 9 |
75,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
3 |
25,0% |
12 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos | 6 |
50,0% |
4 |
33,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação | 6 |
50,0% |
4 |
33,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
| Produção materiais modelos objectos | 4 |
33,3% |
6 |
50,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
16,7% |
12 |
|
Parte D - ANÁLISE DOS RESULTADOS DO MODELO DE ENSINO
Nesta secção são apresentados alguns indicadores para a avaliação dos resultados do modelo de ensino que foi implementado no ano lectivo 2008/09. Complementarmente, é feita uma análise comparativa do comportamento destes indicadores nos anos lectivos 2007/08 e 2008/09.De entre as variáveis consideradas, para avaliar os resultados do modelo de ensino, é de realçar os seguintes indicadores: (1) taxa de avaliações/inscrições, por ano curricular e ano lectivo; (2) taxa de aprovações/avaliações, por ano curricular e ano lectivo; (3) taxa de aprovações/inscrições, por ano curricular e ano lectivo; (4) identificação das unidades curriculares com melhores indicadores em cada ano lectivo; (5) identificação das unidades curriculares com piores indicadores em cada ano lectivo; (6) número total de diplomados por ano lectivo.
A taxa de aprovações/inscrições refere-se à relação existente entre o número total de estudantes aprovados e o número total de estudantes inscritos. No ano lectivo 2008/09 este indicador registou uma taxa global de 75.5%, reflectindo a taxa de curso calculada em todas as unidades curriculares, valor que pode ser considerado como bastante positivo (Tabela 16).
O indicador aprovações/avaliações traduz a relação existente entre o número de estudantes aprovados e o número de estudantes avaliados. No ano de 2008/09 a taxa global cifrou-se em 91.1%, valor que se mostra claramente favorável. Este parece ser o indicador mais interessante para avaliar os resultados do modelo de ensino. No entanto, é de salientar que é necessária alguma cautela na sua interpretação. Com efeito, a variação da taxa de aprovações/avaliações pode dever-se a um conjunto de factores de vária ordem, actuando de forma isolada ou em interacção, tais como: o nível de entrada dos alunos (nível de pré-requisito), a quantidade de trabalhos que é solicitada aos alunos e sua relação com o tempo efectivo que os estudantes dispõem para realizar essas produções, o nível de dificuldade dos testes e dos exames, a adequação dos processos de trabalho privilegiados pelos docentes face às competências visadas na formação, a correlação existente entre as notas atribuídas e o nível de competências alcançado pelos estudantes , etc.
O indicador avaliações/inscrições refere-se à taxa de estudantes avaliados relativamente à totalidade dos estudantes inscritos. O comportamento deste indicador permite conhecer o número de estudantes que, encontrando-se inscritos no curso, foram submetidos a um processo de avaliação. No ano de 2008/09 foi observada uma taxa global de 82.91%, valor da mesma ordm de grandeza dos verificados para as restantes taxas globais de curso.
A análise da evolução destes indicadores mostra que todas as taxas globais evoluíram favoravelmente na transição do ano lectivo 2007/08 para o ano lectivo 2008/09, à excepção da taxa global de avaliações/inscrições que permaneceu relativamente estável. Estes resultados constituem indicadores de sucesso educativo no ano lectivo 2008/09.
Tabela 16 - Indicadores de sucesso
| Ano lectivo | Rácio (%) | Anos do curso | Média Global | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1º ano | 2º ano | 3º ano | |||
| 2008/09 | aprov/inscr | 69.1 | 81.1 | 80.4 | 75.3 |
| aprov/aval | 85.7 | 96.2 | 93.8 | 91 | |
| aval/inscr | 80.7 | 84.3 | 85.7 | 17.2 | |
| 2007/08 | aprov/inscr | 75.1 | 64.1 | 69.6 | 70.5 |
| aprov/aval | 91.1 | 78.5 | 77.3 | 84.4 | |
| aval/inscr | 82.4 | 81.7 | 90.1 | 16.4 | |
| 2006/07 | aprov/inscr | - | - | - | - |
| aprov/aval | - | - | - | - | |
| aval/inscr | - | - | - | - | |
Os dados estatísticos mostram que as UCs com melhores valores para a taxa avaliações/inscrições e para a taxa aprovações/inscrições no ano lectivo 2008/09, exibiram rácios superiores à taxa global de curso. Contudo, é de ressalvar que a interpretação dos indicadores avaliações/inscrições e aprovações/inscrições mostra-se difícil, sem o conhecimento prévio do número efectivo de estudantes que se encontravam inscritos em cada unidade curricular. Se este número for reduzido, como parece ser o caso generalizado das UCs de opção, ele influencia tendenciosamente os resultados observados para estes indicadores.
Por último, é de referir que todas as UCs com melhor taxa de aprovações/avaliações no ano lectivo 2008/09, evidenciaram um rácio de 100%, verificando-se a aprovação integral de todos os alunos que foram submetidos a um processo de avaliação.
Tabela 17 - Avaliações/Inscrições (valor mais alto)
|
|
Tabela 18 - Aprovações/Avaliações (valor mais alto)
|
|
Tabela 19 - Aprovações/Inscrições (valor mais alto)
|
|
Os resultados da taxa de avaliações/inscrições e aprovações/inscrições, por unidade curricular, devem ser interpretados com cautela, porque é possível obter valores muito elevados e muito baixos deste indicador, quando o número de alunos inscritos é diminuto.
As UCs identificadas no grupo das que obtiveram piores resultados para o indicador aprovações/avaliações no ano lectivo 2008/09, exibiram valores inferiores à taxa global de curso. É de destacar, no entanto, que as taxas de avaliações/inscrições e aprovações/inscrições são idênticas para algumas opções da UC "Carteira de Literacias", à semelhança do que se verifica para a UC "Seminário de Investigação em Desporto". Isto significa que nestas UCs todos os alunos que foram avaliados, conseguiram obter aprovação. Na opção "Matemática, Cultura e Realidade" não houve nenhum aluno inscrito e, por conseguinte, não houve nenhum aluno avaliado, nem aprovado.
Além disso, é de realçar que foram incluídas neste grupo UCs que obtiveram taxas de aprovação/avaliação relativamente próximas da taxa global de curso, evidenciando, por este motivo, resultados que são susceptíveis de serem considerados como bastante aceitáveis, ou até mesmo positivos, na medida em que se assemelham ao valor médio que foi encontrado para todas as UCs do curso. Também para este indicador, verificou-se que nenhuma das UCs com resultados menos positivos no ano lectivo 2008/09 é referenciada no grupo das UCs com piores resultados no ano lectivo 2007/08.
Tabela 20 - Avaliações/Inscrições (valor mais baixo)
|
|
Tabela 21 - Aprovações/Avaliações (valor mais baixo)
|
|
Tabela 22 - Aprovações/Inscrições (valor mais baixo)
|
|
Tabela 23 - Indicadores globais (Pré Bolonha)
| Ano lectivo | Conclusões | Desistências |
|---|---|---|
| 2006/07 | 9 | 0 |
Tabela 24 - Indicadores globais (Pós Bolonha)
| Ano lectivo | Conclusões | Desistências |
|---|---|---|
| 2008/09 | 21 | 11 |
| 2007/08 | 9 | 4 |
Parte E - MEDIDAS EM CURSO E/OU PLANEADAS PARA O ANO LECTIVO SEGUINTE, DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR
No ano lectivo 2008/09 foram implementadas várias medidas de apoio ao sucesso escolar. Uma grande parte destas medidas já tinha sido implementada no ano lectivo 2007/08, para dar resposta às exigências da formação que caracterizam o Processo de Bolonha. De entre estas medidas, destacam-se: (1) o maior peso relativo atribuído ao ensino teórico-prático e ao trabalho prático/aplicado; (2) a procura de uma maior interligação entre os aspectos teóricos da formação e a intervenção no "terreno" que caracteriza o exercício da actividade profissional; (3) o maior peso atribuído à componente de trabalho de projecto; (4) a utilização da plataforma "moodle", como meio privilegiado de divulgação da informação e de apoio às actividades lectivas; (5) a diversificação dos processos de trabalho, tanto na forma de trabalho presencial, como ao nível do trabalho que é desenvolvido autonomamente pelos estudantes; (6) a inclusão de formas alternativas de trabalho de pesquisa, através da consulta de bases de dados disponíveis na internet e, em particular, através da B-on; (7) a intensificação da orientação tutória realizada em cada uma das unidades curriculares.A par dos aspectos referenciados, no ano lectivo 2008/09 foi dada continuidade à aplicação de um conjunto de procedimentos, que já constituíam uma prática comum em anos lectivos anteriores, com o intuito de favorecer a integração dos estudantes na vida académica e de promover o sucesso escolar. De assinalar, como aspectos mais relevantes: (1) a cedência de textos e de material de apoio aos estudantes; (2) a elaboração de documentos orientadores para apoiar os trabalhos e as tarefas a realizar pelos estudantes; (3) o apoio aos alunos com o estatuto de trabalhador-estudante, através da substituição de algumas componentes de trabalho presencial por outros processos de trabalho alternativos, com valor formativo equivalente; (4) a diversificação dos meios e dos instrumentos utilizados no processo de avaliação contínua.
Por último, é de referir que no ano lectivo 2008/09 também foram planeadas medidas de apoio ao sucesso escolar, a implementar no curso do ano lectivo 2009/2010. Neste domínio, é de salientar a atribuição de horas, nos horários dos alunos e na distribuição do serviço dos docentes, especificamente vocacionadas para o apoio tutorial a desenvolver em cada uma das unidades curriculares. Esta componente lectiva tem como finalidades principais o acompanhamento do trabalho autónomo dos alunos, o esclarecimento de dúvidas sobre as actividades desenvolvidas nas aulas, o estudo orientado, o esclarecimento de dúvidas sobre os conteúdos disciplinares, etc. Trata-se de um trabalho que pode ser realizado individualmente ou em grupo, de forma presencial e/ou a distância, por forma a dar resposta às principais necessidades e dificuldades sentidas pelos estudantes.
Parte F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES
No prosseguimento do trabalho que foi iniciado no ano lectivo 2007/08, foi atribuída especial relevância à UC "Carteira de Competências" no ano lectivo 2008/09.Trata-se de uma UC que visa, fundamentalmente, promover o desenvolvimento de competências extra-curriculares, através da participação dos alunos num conjunto diversificado de actividades, que são realizadas de forma progressiva ao longo de todo o percurso de formação académica.
Neste domínio são privilegiadas diversas aprendizagens e vivências por parte dos estudantes, com particular destaque para a organização de eventos, a implementação de iniciativas ligadas à prática desportiva, a participação em estágios e cursos de curta duração, a identificação de problemas pertinentes relacionados com a inserção na vida profissional, o contacto com personalidades com reconhecido mérito e/ou experiência profissional e a participação em seminários, colóquios, congressos e outras acções de formação.
A selecção das actividades e das competências a desenvolver solicita um empenhamento activo por parte dos estudantes, sendo operada com base nas motivações pessoais e nas expectativas dos alunos para o desenvolvimento da futura carreira profissional.
Parte G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE
Com o propósito de acompanhar a inserção na vida activa dos diplomados no ano lectivo 2008/09, foi efectuado um inquérito aos estudantes do 3º ano que concluíram o curso até Dezembro de 2009. De um total de 12 estudantes nestas condições, foi possível recolher dados relativos a 11 diplomados.Os resultados do inquérito indicaram que existem quatro diplomados a frequentar um curso de 2º ciclo, para efeitos de prosseguimento de estudos, na Faculdade de Motricidade Humana. Os cursos mencionados são o Mestrado em Gestão do Desporto, na especialidade de Organizações Desportivas, e o Mestrado em Treino Desportivo. Além disso, existe um diplomado que está a frequentar o Curso de Treinadores de Nível 3 na Federação Portuguesa de Taekwondo, equivalente ao curso mais graduado que é ministrado por esta instituição. Este diplomado já tinha frequentado o Curso de Treinadores de Nível 2 no ano lectivo 2008/09, no âmbito da unidade curricular "Carteira de Competências".
Por outro lado, os resultados do inquérito mostram que todos os diplomados estão a exercer uma actividade profissional, à excepção de dois elementos que estão a realizar cursos de Mestrado na Faculdade de Motricidade Humana.
De entre os diplomados que estão a exercer uma actividade profissional (n=9), há a considerar várias categorias distintas. Sete diplomados exercem uma actividade profissional a tempo integral, sendo que um deles acumula esta actividade com o trabalho a tempo parcial em dois locais distintos. Por outro lado, foram identificados dois diplomados que afirmam estar a trabalhar em mais de dois locais a tempo parcial. Nesta última categoria foi incluído o diplomado que frequenta o Curso de Treinadores de Nível 3 na Federação Portuguesa de Taekwondo.
As áreas predominantes de intervenção são: (1) aulas de enriquecimento curricular em escolas do 1º Ciclo do EB (actividades físico-motoras); (2) técnicos desportivos em ginásios ou academias e na área do Desporto Escolar; (3) área do comércio ligado ao Desporto e área comercial em ginásios; (4) intervenção na área do lazer e recreação; (5) actividade profissional em autarquias; (6) intervenção em Jardins de Infância (actividades físico-motoras); (7) área de formação profissional.
Parte Final - CONCLUSÕES
Nesta secção apresentamos as principais conclusões do relatório de execução do Processo de Bolonha referente ao ano lectivo 2008/09. As conclusões são apresentadas, de forma sucinta, para cada uma das partes principais que integram o relatório.1. Caracterização Genérica do Curso:
- A maioria dos estudantes é proveniente do distrito de Setúbal e reside no concelho de Setúbal ou em concelhos limítrofes (e.g., Barreiro, Lisboa, Palmela, Seixal e Montijo);
- O número de candidatos colocados no curso foi semelhante nos anos lectivos 2007/08 e 2008/09, verificando-se, em ambos os casos, o preenchimento integral das vagas abertas no curso;
- A média global de candidatura foi semelhante nos anos lectivos 2007/08 e 2008/09, apesar de se verificar uma percentagem bastante mais elevada de estudantes admitidos com notas iguais ou superiores a 14 valores no ano de 2008/09;
- A taxa "estudantes em 1ª opção/estudantes admitidos" aumentou de forma significativa na transição de 2007/08 para 2008/09, à semelhança da tendência que foi observada para a escolha do curso em 2ª opção e em 3ª opção;
- Em relação às modalidades de acesso ao curso, verificou-se um predomínio de candidatos que ingressaram através do contingente geral, seguindo-se os candidatos aos concursos especiais e, por último, os candidatos aos regimes de mudança de curso/transferência. Esta distribuição foi idêntica nos anos lectivos 2007/08 e 2008/09.
- No ano lectivo 2008/09 inscreveram-se 98 estudantes no curso, distribuídos pelos vários anos curriculares;
- No ano lectivo 2008/09 não houve mobilidade de estudantes e de docentes a nível internacional, tendo sido implementada, apenas, uma acção de intercâmbio a nível nacional ao abrigo do programa "Vasco da Gama".
2. Caracterização das Mudanças ao Nível das Abordagens Pedagógicas:
- Foi observado um perfil relativamente estável nas práticas dos docentes, antes e após a aplicação do modelo de Bolonha, ao nível das actividades realizadas nas diferentes unidades curriculares e dos elementos utilizados na avaliação dos estudantes.
- Estes resultados são corroborados por uma elevada percentagem de respondentes na categoria "continuei a usar", evidenciada quer para um conjunto diversificado de actividades, quer para um conjunto alargado de instrumentos de avaliação dos estudantes.
- As principais mudanças observadas para as actividades relativamente à situação anterior a Bolonha, incidiram nas seguintes categorias: (1) aulas expositivas com temas para debate; (2) exercícios de aplicação; (3) trabalho de campo; (4) participação em seminários/conferências; (5) visitas de estudo. Contudo, é de referir que nestas actividades a percentagem de respondentes na categoria "passei a usar" foi claramente inferior aos valores registados para a categoria "continuei a usar".
- As principais mudanças, em termos de elementos de avaliação individual dos estudantes, foram observadas para: (1) auto-avaliação; (2) avaliação inter-pares; (3) testes de avaliação de conhecimentos e sua aplicação; (4) produções escritas. De salientar, no entanto, que a maior parte dos docentes já utilizava as "produções escritas" e os "testes de avaliação de conhecimentos e sua aplicação" antes de Bolonha. Além disso, foram sempre observadas percentagens reduzidas de respostas na categoria "passei a usar".
- As mudanças nos elementos de avaliação em grupo foram constatadas para: (1) participação em actividades desenvolvidas a distância; (2) auto-avaliação; (3) avaliação inter-pares; (4) produções escritas. É de assinalar, no entanto, que a percentagem de respostas na categoria "passei a usar" foi reduzida e significativamente inferior à percentagem de respondentes que "continuaram a usar" estas formas de avaliação.
3. Análise dos Resultados do Modelo de Ensino:
- No ano lectivo 2008/09 foram registados valores relativamente elevados para todas as taxas globais de curso, ou seja, em termos de avaliações/inscrições, aprovações/inscrições e aprovações/avaliações. Esta situação foi extensível aos resultados observados para os vários anos curriculares.
- Todas as taxas globais de curso evoluíram positivamente na transição do ano lectivo 2007/08 para o ano lectivo 2008/09, à excepção da taxa global avaliações/inscrições que permaneceu relativamente estável.
- No ano lectivo 2008/09 o número de diplomados foi significativamente superior ao verificado em 2007/08. Não obstante, no ano lectivo 2008/09 foi observado um maior número de desistências do que no ano lectivo anterior.
4. Medidas em Curso de Apoio ao Sucesso Escolar:
- Procura de uma maior interligação entre os aspectos teóricos da formação e as práticas profissionais subjacentes (i.e., a intervenção no "terreno" que caracteriza o exercício da actividade profissional em todas as suas vertentes);
- Diversificação dos processos de trabalho, tanto na forma de trabalho presencial, como relativamente ao trabalho a desenvolver autonomamente pelos estudantes;
- Utilização da plataforma "moodle", como meio de divulgação da informação e de apoio às actividades lectivas;
- Inclusão de formas alternativas de trabalho de pesquisa através da consulta de bases de dados disponíveis na internet;
- Intensificação da orientação tutória realizada em cada uma das unidades curriculares, efectuada de forma presencial e/ou a distância, por forma a dar resposta às principais necessidades e dificuldades sentidas pelos alunos;
- Diversificação dos instrumentos utilizados no processo de avaliação contínua;
- Apoio aos alunos com o estatuto de trabalhador-estudante, através da substituição de algumas componentes de trabalho presencial por outros processos de trabalho alternativos, com valor formativo equivalente;
- Elaboração de documentos orientadores para apoiar os trabalhos e as tarefas a realizar pelos estudantes.
5. Acções de Apoio ao Desenvolvimento de Competências Extracurriculares:
- Neste domínio é de destacar a relevância da unidade curricular "Carteira de Competências", especificamente vocacionada para o desenvolvimento de competências extracurriculares, através da participação dos alunos num conjunto diversificado de actividades realizadas ao longo de todo o percurso de formação académica;
- Esta unidade curricular pretende contribuir para a valorização da formação académica, profissional e pessoal dos estudantes;
- São realizadas diversas actividades, tendo por base as motivações e as expectativas dos estudantes para o desenvolvimento da sua carreira profissional, com particular destaque para a participação em inciativas ligadas à prática desportiva, a organização de eventos, a realização de estágios de curta duração e a participação em cursos breves, seminários, colóquios, etc.
6. Inserção na Vida Activa e Empregabilidade:
- Os resultados do inquérito aos estudantes que concluíram o curso no ano lectivo 2008/09, indicaram que 81.8% dos diplomados estão a exercer uma actividade profissional em áreas relacionadas com o objecto do curso;
- De entre os diplomados que exercem actividade profissional, há dois elementos que também frequentam cursos de Mestrado na Faculdade de Motricidade Humana e um elemento que está a frequentar o Curso de Treinadores de Nível 3 na Federação Portuguesa de Taekwondo;
- Todos os diplomados que, no momento, não se encontram a exercer uma actividade profissional, estão a frequentar cursos de Mestrado na Faculdade de Motricidade Humana para efeito de prosseguimento de estudos;
- Do total de respondentes que afirmam estar a exercer uma actividade profissional, 77.8% exerce esta actividade a tempo integral; os restantes diplomados encontram-se a trabalhar em mais de dois locais a tempo parcial.
Teresa Teixeira de Figueiredo
Coordenadora da Licenciatura em Desporto
Anexos - Inquérito aos Docentes
