Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

Relatório de Execução do Processo de Bolonha 2008-2009


1 - Introdução

Este relatório resulta, em primeiro lugar, da necessidade de corresponder ao disposto no artº 66º - A do Decreto-lei nº 107/2008 de 25 de Junho, que determina a obrigação dos estabelecimentos de ensino superior elaborarem, anualmente, um relatório acerca da concretização dos objectivos do Processo de Bolonha.

Neste âmbito, procurou-se corresponder ao que é solicitado no referido diploma legal, nomeadamente no que respeita à descrição das mudanças concretizadas em termos curriculares e pedagógicos e em função dos grandes eixos de desenvolvimento do Modelo de Bolonha:

Reconhece-se, para além disso, que este Relatório pode implicar um processo de balanço crítico sobre o trabalho desenvolvido, que permite identificar problemas, inspirar a reflexão sobre a sua solução, suscitar o aparecimento de diferentes respostas alternativas e fundamentar o seu debate. Neste âmbito, o presente relatório adquire um sentido que ultrapassa a mera resposta a uma solicitação externa, podendo vir a justificar propostas de reestruturação curricular ou de mudanças ao nível do funcionamento pedagógico.

A pressão decorrente da necessidade de se responder de forma adequada nos prazos impostos pela legislação e em função das opções estratégicas da escola, a profundidade e o âmbito alargado das transformações, poderá ter implicado algumas incorrecções e insuficiências o que justifica uma perspectiva de auto-avaliação, que é indissociável da possibilidade de melhorar os currículos e os modelos de funcionamento dos cursos.

Neste processo de transformação, realçam-se os planos de transição e equivalências entre os antigos e novos planos de estudos e o novo Regulamento de Frequência e Avaliação, que enquanto documentos reguladores do processo de adaptação a Bolonha, na sua concepção e na sua execução, revelaram algumas falhas e a necessidade de sucessivas alterações.

Há ainda necessidade de avaliar o dispositivo de apoio tutorial dos estudantes – o Sistema Tutorial da ESE (SISTESE) – enquanto meio de uma maior integração escolar dos estudantes e de uma maior e mais adequada resposta da escola às necessidades do seu percurso académico.

A mesma necessidade de avaliação é justificável noutros contextos de aprendizagem, como acontece com a “Carteira de Literacias”, a “Carteira de Competências” ou os diferentes percursos opcionais em cada um dos cursos: estas unidades curriculares visam, conforme o caso, o desenvolvimento de competências gerais, específicas ou profissionalizantes em contexto curricular ou extracurricular.

Este relatório procura apresentar uma reflexão sobre o segundo ano lectivo de funcionamento dos novos planos de estudos dos cursos adequados ao Modelo de Bolonha e que são os seguintes:

Para além dos cursos que foram objecto de um processo de adequação, integrou-se neste Relatório a avaliação de um “novo” curso:

O trabalho que conduziu à elaboração deste relatório iniciou-se a partir de um conjunto de linhas orientadoras propostas pela Unidade para a Avaliação e a Qualidade do Instituto Politécnico de Setúbal (UNIQUA). A estrutura deste relatório e as metodologias de recolha dos contributos críticos dos estudantes e dos docentes de cada um dos cursos foram resultantes da concertação entre os intervenientes na referida reunião, sendo determinadas em larga medida pela exiguidade do tempo disponível para a sua elaboração.

2 - Apresentação da ESE/IPS

A Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, inicialmente, centrou a sua actividade na formação de professores e na intervenção no Sistema Educativo. Ao longo das duas décadas da sua curta história a ESE/IPS formou milhares de Educadores de Infância e de Professores do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico das mais diferentes áreas do saber e em diferentes modalidades.

É também de destacar a importância atribuída aos projectos de intervenção e de investigação no Sistema Educativo e à formação contínua de professores. Neste âmbito, a intensa actividade que temos desenvolvido reflecte a preocupação com a qualidade da educação e com a qualificação de educadores e professores.

Se a relação com a região de Setúbal é privilegiada, temos também correspondido aos desafios colocados por outros espaços, nomeadamente nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e nos Países de Língua Portuguesa. Devido às suas actividades de intercâmbio e aos projectos desenvolvidos em diferentes países europeus e africanos, a escola tornou-se num espaço multicultural, gerando-se atitudes positivas de abertura ao mundo, de cooperação e tolerância relativamente às diferenças sociais e culturais.

A necessidade de responder às expectativas de formação identificadas na região, o desenvolvimento de competências em diferentes domínios pelo nosso corpo docente, a redução da empregabilidade e da procura dos cursos de formação de professores conduziu a ESE a um processo progressivo de viragem para outras áreas científico-profissionais e para a consequente abertura de novos cursos: Comunicação Social (1993), Tradução e Interpretação (1996), Tradução e Interpretação em Língua Gestual Portuguesa (1997), Desporto (2002), Animação e Intervenção Sociocultural (2004) e Promoção Artística e Património (2005). Para além da formação de professores, estas novas áreas constituem-se hoje como centrais no desenvolvimento da escola.

Temos apostado na qualificação dos docentes e funcionários não docentes, dispondo hoje de um número de Doutorados e Mestres que é capaz de sustentar e desenvolver os níveis de qualidade que pretendemos para as nossas actividades.

Ocupamos um edifício marcante, Prémio Nacional de Arquitectura em 1993, projectado pelo Arquitecto Siza Vieira, que já faz parte do que somos como comunidade e como escola, atenta à qualidade das relações entre alunos, professores e funcionários e como factor da qualidade das aprendizagens.

Todas estas actividades concretizam a nossa missão enquanto Instituição do Ensino Superior, que define três eixos centrais de intervenção: a formação terciária, a investigação e a prestação de serviços à comunidade envolvente.

Apresentam-se a seguir alguns dados que permitem uma melhor caracterização da escola e das suas actividades.

Tabela 1 - Nº de alunos

Estudantes a Frequentar
2007/2008
2008/2009
Licenciaturas
Animação e Intervenção Sociocultural
91
91
Comunicação Social
129
121
Desporto
65
73
Educação Básica
79
152
Promoção Artística e Património
61
70
Tradução e Interpretação de Língua Gestual Portuguesa
32
41
Mestrados
Ensino de Educação Musical no Ensino Básico
-
26
Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico
-
24


Estudantes Diplomados
2007/2008
2008/2009
Licenciaturas
Animação e Intervenção Sociocultural
16
46
Comunicação Social
39
54
Desporto
9
23
Educação Básica
-
-
Promoção Artística e Património
18
21
Tradução e Interpretação da Língua Gestual Portuguesa
4
9
Mestrados
Mestrado em Educação Musical no Ensino Básico
-
-
Mestrado em Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico 
-
-

Tabela 2 - Nº de docentes

2006/2007
2007/2008
2008/2009
Professor Coordenador c/ Agregação
0
0
0
Professor Coordenador
9
9
10
Equiparado Professor Coordenador
0
0
0
Professor Adjunto
36
36
33
Equiparado professor Adjunto
7,4
6,4
6,4
Equiparado Assistente 1º Tri énio
4,8
3,8
9,4
Equiparado Assistente 2º Tri énio
10
10
7,4
Professores Requisitados 
4
4
2

  (Nota: em equivalentes a tempo integral)

 


Tabela 3 - Nº de funcionários

2006/2007
2007/2008
2008/2009
Técnios Superiores
1
1
1
Encarregados Trabalho
0
1
1
Técnicos e Téc.Inf.
4
4
4
Téc.Profissionais
6
6
6
Administrativos
10
10
9
Outros
9
9
8

Tabela 4 - Nº de cursos

2008/2009
Licenciaturas Mestrados
Animação e Intervenção Sociocultural Educação Musical no Ensino Básico
Comunicação Social Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico
Desporto  
Educação Básica  
Promoção Artística e Património  
Tradução e Interpretação da Língua Gestual Portuguesa  

Tabela 5 - Origem dos alunos

Tabela 6 - Mobilidade

Estudantes em Mobilidade
OUTGOING
 
2006/2007
2007/2008
2008/2009
Educação de Infância
7
0
0
Ensino Básico
3
1
5
Comunicação Social
0
12
1
Animação e Intervenção Sociocultural
0
2
7
Desporto
0
1
0
TOTAL
10
16
13
INCOMING
 
2006/2007
2007/2008
2008/2009
Primary School Education
8
10
3
Secondary School
2
0
0
Pre-School Teacher
2
0
0
Comunicação Social
0
3
0
Educação Física
0
1
0
TOTAL
12
14
3

3 - Mudanças operadas e medidas introduzidas

3.1 - Da construção dos novos planos de estudos

3.1.1 - A definição dos perfis de competências

O conceito de competência, sugerido como um dos eixos estruturadores das mudanças em curso no ensino superior europeu, foi considerado por nós como o catalisador do processo de adequação dos nossos cursos ao modelo de Bolonha.

Embora a organização da formação por competências fosse já um conceito organizador da formação desenvolvida na escola, nomeadamente em componentes parcelares de alguns dos cursos, a sua consagração legal no âmbito do processo de Bolonha significou a possibilidade e a necessidade da sua generalização à globalidade dos cursos oferecidos pela escola.

Esta perspectiva reflectiu-se no facto de termos iniciado este processo de adequação com a definição prévia das competências gerais comuns a todos os alunos da escola, independentemente das especificidades dos cursos e dos respectivos perfis profissionais (1) .

Estas Competências Gerais foram discutidas e aprovadas no Conselho Científico e foram o ponto de partida que permitiu a elaboração dos perfis de competências próprios de cada curso.

Assim, os planos de estudos organizaram-se em função de um conjunto de competências previamente definido, que se estruturam em competências gerais, comuns a todos os alunos desta escola, e em competências específicas, directamente relacionadas com os perfis profissionais a desenvolver próprios de cada um dos cursos.

O PERFIL DE COMPETÊNCIAS DA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO BÁSICA

A legislação específica que enquadra a Licenciatura em Educação Básica (2) determinou que o modelo de construção curricular adoptado na escola e que se pretendia fosse comum a todos os cursos, tivesse que ser devidamente adaptado, em função das determinações legais.

Assim, embora se tivesse considerado pertinente integrar as competências gerais da ESE na estruturação curricular deste curso, as competências específicas consideradas foram as definidas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário (Decreto-Lei n.º 240/2001 de 30 de Agosto).

1) Esta discussão interna surge no seguimento e da operacionalização de um trabalho desenvolvido por docentes de todas as escolas do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que consistiu na construção de um perfil de competências transversais comuns a todos os alunos do Instituto, a partir dos documentos resultantes do Projecto Tuning. Deste trabalho resultou um documento que despoletou o processo de adequação em todas as escolas do IPS: Cortés, Victoria (Coord.) - Estratégia institucional: Eixo a – Criação de um espaço europeu de ensino superior - Relatório de compatibilização - 2005. Acessível na Escola Superior de Educação, Setúbal, Portugal.

2) Sendo um curso de formação de Professores está abrangido pelo Regime Jurídico da Habilitação para a Docência: Decreto-Lei n.º 43/2007.

3.1.2 - A matriz curricular dos cursos da ESE

Seguidamente, estas diferentes competências, que se pretendiam organizadoras dos planos de estudos e da construção das unidades curriculares, traduziram-se numa “matriz curricular” que organizava a formação de modo diferenciado (formação geral, formação em áreas disciplinares e formação profissionalizante) e evolutivamente ao longo dos 3 anos do ciclo de estudos como é descrito no quadro apresentado a seguir.

Nesta matriz curricular, adopta-se uma estrutura semelhante à do Projecto Tuning, em que as componentes de formação geral, mais significativas no 1º ano de formação, se vão esbatendo ao longo dos três anos. Se as componentes de formação em áreas disciplinares apresentam alguma permanência na estrutura curricular, a formação de carácter profissionalizante adquire uma dimensão crescente, numa aproximação sucessiva às realidades profissionais.

Na elaboração dos perfis de competências gerais e específicos atendeu-se à necessidade de contemplar o domínio dos conhecimentos disponíveis em cada área e, de forma articulada, a sua aplicação a fenómenos e a contextos que se aproximam do mundo profissional relacionado com o objecto do ciclo de estudos. Para cada competência identificam-se dimensões de aprendizagem que se referem distintamente aos conhecimentos disciplinares, à sua articulação e integração e à sua aplicação tendo como referências os contextos profissionais.

A definição prévia das competências, permitiu que as propostas de Unidades Curriculares por parte das diferentes áreas científicas da escola se legitimassem em função das competências que pretendiam desenvolver e dos processos de trabalho que privilegiavam, no sentido mais adequado aos objectivos de formação de cada curso.

Há ainda que referir que se entende a formação no âmbito do Ensino Superior como um desenvolvimento e aprofundamento das formações anteriores. Esta perspectiva pode-se evidenciar na especialização dos saberes trabalhados nas várias UC, na sua integração e aplicação ao campo profissional, em resposta às competências a desenvolver neste ciclo de estudos.

A relação com as formações anteriores, operacionaliza-se ainda na UC designada por Carteira de Literacias do 1º ano, na qual se pretende concretizar o desígnio de Bolonha de consolidar e/ou aprofundar literacias básicas, nos domínios científico, tecnológico e linguístico. Assim, os alunos deverão frequentar uma das quatro UC (Língua Estrangeira, Matemática, Cultura e Realidade, Ciência, Tecnologia e Sociedade e Tecnologia e Comunicação) que deverá corresponder à área onde possuem menos competências.

A concretização adequada desta UC pressupõe a realização de um diagnóstico da situação de cada aluno relativamente a essas literacias básicas, o que constituirá uma área de intervenção do dispositivo de orientação tutória dos estudantes (SISTESE) e a que se atribui a maior importância para a concretização do espírito de Bolonha.

Os Planos de estudos prevêem igualmente uma UC designada por Carteira de Competências , a “funcionar” ao longo de todo o curso, e que permite valorizar e creditar participações em actividades académicas, científicas (encontros ou seminários) ou sociais (voluntariado) desenvolvidos ao longo do curso e "oferecidos" / desenvolvidos em situações não lectivas, pela escola, por associações e organizações científicas e profissionais, etc. Esta UC, para além de exigir a existência de um dispositivo de orientação tutória dos estudantes exigirá, em particular:

Relativamente às UC optativas, os Planos de Estudos prevêem:

  • A MATRIZ CURRICULAR DA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO BÁSICA

    O enquadramento legal da licenciatura em Educação Básica, já referido, conduziu a um reajustamento da matriz curricular adoptada para todos os cursos da escola, mas, procurou-se manter a máxima fidelidade possível ao modelo comum, sem se deixar de cumprir rigorosamente todos os preceitos legais.

    Assim, a articulação entre as componentes de formação que decorrem da legislação (Formação Educacional Geral, Didácticas específicas, Iniciação à Prática Profissional, Formação cultural, social e ética, Formação em metodologias de investigação educacional, Formação na área de docência) e as opções curriculares adoptadas nesta escola, desenvolvem-se de acordo com o esquema que se apresenta no quadro seguinte.

    Tabela 7 - Matriz Curricular


    Ano / Créditos
    Componentes de formação por curso

    1º ano

    A<B>C

    A+B+C= 60

    Formação geral

    C/ opções A

    25 ECTS

    Formação em áreas disciplinares

    c/opções B

    30 ECTS

    Formação profissionalizante

    c/opções C

    5 ECTS

    2º ano

    A<B>C

    A+B+C= 60

    Formação geral

    C/ opções A

    10 ECTS

    Formação em áreas disciplinares

    c/opções B

    35 ECTS

    Formação profissionalizante

    c/opções C

    15 ECTS

    3º ano

    A<B<C

    A+B+C= 60

    Formação geral

    C/ opções A

    5 ECTS

    Formação em áreas disciplinares

    c/opções B

    30 ECTS

    Formação profissionalizante

    + prática prof C/P

    25 ECTS (15 +10)


    Tabela 8 - Matriz Curricular para a Formação de Professores


    Créditos / ano

    Componentes de Formação/ Nº Créditos ECTS

    Formação geral C/ opções A

    Formação específica c/opções B

    Formação profissionalizante c/opções C

    Formação Educacional Geral

    20 CRÉDITOS

    Didácticas específicas

    20 CRÉDITOS

    Formação na área da docência

    120 CRÉDITOS

    Iniciação à Prática Profissional*

    20 CRÉDITOS

    60

    4

    -

    56

    -

    60

    13

    -

    43

    4

    60

    3

    20

    21

    16

     

    Componente ESE

    10 Créditos


    3.1.3 - Processos de trabalho, créditos ECTS e quantidade de trabalho dos alunos

    Na procura de soluções globais e articuladas que suportassem as propostas de adequação / novos cursos apresentados por esta instituição, o Conselho Científico elaborou, discutiu e aprovou uma matriz curricular para todos os cursos, que estabelece as bases da organização dos planos de estudos, designadamente os limites ao número de unidades curriculares (UC) e de créditos por unidade curricular. Assim, foi decidido que os planos de estudos não tivessem mais do que 12 unidades curriculares em cada ano escolar e, cada UC deve situar-se entre os 4 e 6 créditos, já que cada unidade de crédito ECTS equivale a 27 horas de trabalho do aluno.

    Neste âmbito, reconhecemos o papel central que o novo conceito de Crédito assume nas transformações que se estão a desenvolver no Ensino Superior Europeu. De facto, ao centrar-se a creditação da formação na quantidade de trabalho que é pedida aos alunos em cada Unidade Curricular, a gestão e desenvolvimento do currículo organiza-se em função dos processos de trabalho dos alunos, considerados como os melhores meios de aquisição das competências definidas no âmbito de cada unidade curricular.

    Ao mesmo tempo, tornam-se visíveis e valorizam-se diferentes formas de trabalho, nomeadamente as que ocorrem fora das horas de contacto entre professores e alunos, que são frequentemente esquecidas como trabalho escolar. A visibilidade adquirida por estes outros processos de trabalho supõe a sua integração na função de enquadramento desenvolvida pelos professores, nomeadamente através dos regimes de tutoria.

    A explicitação dos processos de trabalho, a que estas novas disposições obrigam, reforça a necessidade de se assumir uma diversidade de meios para atingir os objectivos da formação, num sentido adequado às competências que se pretendem desenvolver e às características dos alunos.

    A organização curricular baseada em unidades de crédito associadas à quantidade de trabalho dos alunos e nas competências a adquirir, permite critérios claros e comparáveis para efectivar os sistemas de mobilidade dos estudantes a nível europeu.

    Assim, a necessidade de integrar as quantidades de trabalho que os alunos despendem nas diferentes actividades escolares, exigiu o desenvolvimento de um processo de inquérito a alunos e professores, o que aliás é sugerido pela legislação.

    Deste modo, por iniciativa do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico, criou-se um grupo de trabalho que integrava membros destes dois órgãos de gestão, com a função de organizar e realizar o inquérito sobre os processos de trabalho e sobre a quantificação do trabalho dos alunos.

    Os trabalhos deste grupo iniciaram-se com a inventariação dos diferentes processos de trabalho utilizados nas diferentes áreas científicas, seguindo-se a fase de elaboração do questionário.

    Face à grande diversidade de actividades que resultou da consulta às diferentes áreas científicas houve necessidade de as organizar em grandes grupos para clarificar o seu significado e para facilitar a resposta às questões e a posterior leitura dos resultados. Apresentam-se a seguir as designações dos grupos de questões:

    Reconhecendo-se a dificuldade de inquirir sobre o tempo dispendido em diversas actividades de formação, independentemente de uma disciplina particular e tendo em conta as especificidades de cada curso, teve-se um grande cuidado na máxima objectivação na elaboração das questões, de modo a ser possível quantificar da forma menos ambígua e menos abstracta possível os tempos de trabalho despendidos pelos alunos. Por isso, nalguns casos, houve necessidade de se proceder à decomposição de algumas actividades nas suas diferentes componentes.

    O questionário foi previamente testado pelos professores da Comissão Coordenadora do Conselho Científico e por um grupo de alunos escolhido pelo Conselho Pedagógico, de que resultou a necessidade de se fazer algumas alterações.

    Se na generalidade conseguimos elaborar as questões de uma forma adequada à medida dos tempos de trabalho, nalgumas actividades essa formulação foi mais difícil de ser conseguida. O que sugere que nas futuras verificações da correcção das medidas agora encontradas, se tenha que reformular parcialmente o questionário e referi-lo à experiência concreta do funcionamento das Unidades Curriculares dos novos planos de estudos.

    Este inquérito decorreu no mês de Maio de 2006, tendo-se obtido 30 respostas dos docentes e 87 respostas dos alunos. A opção por uma resposta on-line em sessões organizadas para o efeito nos nossos laboratórios de informática prejudicou uma maior participação dos alunos, devido à circunstância de muitos alunos se encontrarem em estágio fora da escola. Esta situação não foi eficazmente ultrapassada pelos mecanismos de contacto a distância com esses alunos. Embora correspondam a 25.9% do nº de alunos seleccionados considerámos os resultados obtidos válidos, já que a percentagem de respostas corresponde a uma amostra aceitável face às características descritivas dos objectivos desta recolha de informação.

    As respostas aos questionários foram analisadas com o Programa “Statistica”, o que nos permitiu dispor dos resultados da respectiva análise estatística, sob a forma de quadros de distribuição de frequências e de diversas medidas estatísticas de tendência central e de dispersão. Da sua análise resultaram as seguintes conclusões:

    Para cada processo de trabalho, e em geral, a indicação dos valores de tempo de trabalho dos alunos apresentavam uma relativa concentração em valores próximos da respectiva média.

    As respostas dos professores e alunos, analisadas comparativamente, apresentavam bastantes semelhanças.

    Registou-se um número significativo de respostas em valores extremos acima ou abaixo da média.

    Em consequência destas conclusões decidiu-se considerar a consistência destes resultados e que poderiam constituir a referência para a medida dos tempos de trabalho dos alunos na construção dos novos planos de estudos.

    No entanto, houve alguma ponderação na decisão sobre a ou as medidas estatísticas que iriam constituir o valor de referência para a atribuição da quantidade de trabalho dos alunos: a existência de muitas respostas em valores extremos implicava uma significativa instabilidade da Média que desaconselhava a sua utilização como valor de referência.

    Por isso, decidiu-se considerar a Mediana como o valor de referência para a atribuição de tempos de trabalho dos alunos às diferentes actividades. A necessidade de considerar este parâmetro com alguma flexibilidade que admitisse uma melhor adequação às especificidades de cada Unidade Curricular, levou o grupo de trabalho a considerar um valor de referência mínimo e um valor máximo, correspondendo respectivamente ao Percentil 25 e ao Percentil 75.

    A fase seguinte da adequação dos nossos cursos ao processo de Bolonha, consistiu na definição da oferta de unidades curriculares pelas diferentes áreas científicas integradas nos Departamentos da escola, tendo em conta a prévia definição das competências a desenvolver nos alunos em cada curso. Os valores de referência para a atribuição dos créditos ECTS, resultado do inquérito a alunos e professores, integrou as propostas de Unidades Curriculares que foram apresentadas e vieram a figurar nos planos de estudos.

    No processo de preparação do relatório referente ao ano lectivo de 2008/2009, tivemos a oportunidade de verificar as mudanças efectivamente ocorridas em consequência das alterações decorrentes da adaptação dos nossos cursos ao Modelo de Bolonha.

    De facto, o desenvolvimento de um processo de inquérito aos docentes da escola, comum a todas as escolas do IPS e desenvolvido no âmbito da UNIQUA (Unidade para a Avaliação e Qualidade), permitiu identificar como é que as práticas dos docentes integraram as mudanças pretendidas com o novo modelo de organização e funcionamento curricular.

    A adopção do novo modelo por um número significativo de docentes evidencia-se desde logo na tabela 10 que descreve os elementos informativos presentes nos programas das Unidades Curriculares (UC). Uma maioria significativa de professores refere a presença nos programas dos elementos que melhor caracterizam o Modelo de Bolonha: nº de créditos, nº de horas de contacto e de trabalho autónomo dos estudantes por tipo de trabalho, as competências a desenvolver e as aprendizagens esperadas. no entanto, nota-se uma menor atenção à referência às horas esperadas para o trabalho autónomo dos alunos e de forma ainda mais significativa, a explicitação discriminada dos diferentes tipos de competências.

    É interessante verificar uma redução significativa das referências aos "objectivos", conceito central no modelo Pré-Bolonha.

    A análise da Tabela 11 permite-nos concluir de uma generalizada adopção de processos de trabalho diversificados. A maioria dos diferentes processos de trabalho são utilizados por um número muito significativo de professores, com a excepção de alguns processos de trabalho muito específicos e muito associados a uma minoria de uc também muito específicas (actividades de estágio,projectos de investigação/acção, prática simulada ou estudos de caso).

    Para além da diversidade de métodos de trabalho pode também verificar-se a utilização significativa de actividades práticas realizadas pelos estudantes.

    De qualquer modo, a exposição de conteúdos, embora se organize de forma diversificada, continua a ser mais frequente que outros processos de trabalho com um maior protagonismo dos estudantes.

    Relativamente a formas de trabalho a distância, a comunicação assíncrona entre estudantes e professores é muito mais comum que a comunicação síncrona.

    A tabela 12 evidencia que é residual o reconhecimento da adopção de determinados processos de trabalho induzida pela generalização do modelo de Bolonha. De facto, na maioria dos casos os professores continuaram a usar métodos de trabalho que já utilizavam no contexto anterior a Bolonha. Esta constatação já era esperada, na medida em que esta escola já aderiu há muitos anos atrás a modelos de trabalho centrados nos alunos e nas suas tarefas de aprendizagem.

    Ainda relativamente à tabela 12, embora 35.8% dos docentes refiram que continuaram a fazer acompanhamento tutorial dos alunos, 10.8% referem que passaram a utilizar esta modalidade de trabalho no contexto da aplicação do modelo de Bolonha.

    Uma percentagem significativa de professores não responderam às questões do Inquérito que deram origem aos dados apresentados neste último quadro.

    As mesmas tendências são verificadas nos quadros 15 e 16 que se referem às modalidades de avaliação. Embora os testes de avaliação de conhecimentos continuam a ser utilizados por 25,3% dos professores, articulam-se com uma diversidade significativa de outros procedimentos de avaliação que os professores continuaram a usar após Bolonha, incluindo a avaliação de actividades práticas e experimentais, produções escritas diversas, a participação dos estudantes nas actividades desenvolvidas nas aulas, a apresentação oral de trabalhos e a produção de materiais, modelos e objectos.A integração de modalidades de trabalho prático e experimental no processo de avaliação dos estudantes indica a sua valorização e o seu lugar central nos processos de ensino-aprendizagem.

    Nos quadros anteriores já se tinha evidenciado a importância da Orientação Tutória, quer ao nível da sua utilização frequente pelos vários professores, quer pelo aumento da sua utilização por professores que não a usavam antes de Bolonha. A integração da Orientação Tutória nas modalidades de trabalho a considerar nos planos de estudos e a criação do SISTESE-sistema Tutorial da ESE, deram visibilidade e condições de funcionamento a esta modalidade de trabalho, o que implicou a sua constituição como um elemento que evidencia as transformações nas práticas pedagógicas decorrentes do Processo de Bolonha nesta escola.

    No quadro 17 assinalam-se as modalidades de ocorrência da orientação Tutória, que é dominantemente prestada pelos professores aos estudantes individualmente e em grupo. O acompanhamento tutorial abrange todas as áreas de intervanção no ãmbito académico, sendo menos frequente no aconselhamento relativamente a questões pessoais.

    Tabela 9 - Número de alunos por turma

    Nº de Alunos por turma
    Valor
    F
    f(%)
    Até 10
    11
    6,8%
    De 11 a 20
    31
    19,1%
    De 21 a 35
    82
    50,6%
    De 36 a 50
    25
    15,4%
    Mais de 50
    8
    4,9%
    Ñ Resp
    5
    3,1%
    Total
    162
    100,0%

    Tabela 10 - Elementos que integram o programa da unidade curricular

    Elementos que integram o programa da unidade curricular
     
    Sim
    Não
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Número de créditos (ECTS)
    162
    100,0%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    162
    100%
    Número total de horas
    156
    96,3%
    6
    3,7%
    0
    0,0%
    162
    Nº horas de contacto por tipo de trabalho
    153
    94,4%
    6
    3,7%
    3
    1,9%
    162
    Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho
    143
    88,3%
    10
    6,2%
    9
    5,6%
    162
    Aprendizagens esperadas
    152
    93,8%
    6
    3,7%
    4
    2,5%
    162
    Avaliação
    162
    100,0%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    162
    Bibliografia
    157
    96,9%
    5
    3,1%
    0
    0,0%
    162
    Competências a desenvolver
    158
    97,5%
    2
    1,2%
    2
    1,2%
    162
    Conteúdos
    161
    99,4%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    162
    Introdução
    155
    95,7%
    5
    3,1%
    2
    1,2%
    162
    Metodologia
    160
    98,8%
    2
    1,2%
    0
    0,0%
    162
    Objectivos
    99
    61,1%
    49
    30,2%
    14
    8,6%
    162
    Competências Formação geral/transversal
    94
    58,0%
    43
    26,5%
    25
    15,4%
    162
    Competências Formação específica
    111
    68,5%
    21
    13,0%
    30
    18,5%
    162
    Competências Formação profissionalizante
    98
    60,5%
    47
    29,0%
    17
    10,5%
    162

    Tabela 11 - Actividades utilizadas em 2008/2009 na Unidade Curricular

    Actividades utilizadas em 2008/2009 na Unidade Curricular
     
    Sim
    Não
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Aulas expositivas dos conteúdos
    95
    58,6%
    51
    31,5%
    16
    9,9%
    162
    100,0%
    Aulas expositivas interactivas (c/estudantes)
    139
    85,8%
    12
    7,4%
    11
    6,8%
    162
    Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
    148
    91,4%
    7
    4,3%
    7
    4,3%
    162
    Aulas expositivas c/ temas para debate
    128
    79,0%
    22
    13,6%
    12
    7,4%
    162
    Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
    152
    93,8%
    3
    1,9%
    7
    4,3%
    162
    Utiliz. 2008/09: Discussão orientada temas c/análise docs.
    135
    83,3%
    17
    10,5%
    10
    6,2%
    162
    Comunicação oral dos estudantes
    153
    94,4%
    7
    4,3%
    2
    1,2%
    162
    Exercícios de aplicação
    88
    54,3%
    49
    30,2%
    25
    15,4%
    162
    Resolução de problemas
    72
    44,4%
    63
    38,9%
    27
    16,7%
    162
    Trabalho de Projecto
    86
    53,1%
    48
    29,6%
    28
    17,3%
    162
    Trabalhos Práticos/Laborat/Const. Produtos
    100
    61,7%
    50
    30,9%
    12
    7,4%
    162
    Visitas de estudo
    62
    38,3%
    72
    44,4%
    28
    17,3%
    162
    Trabalho de campo
    82
    50,6%
    55
    34,0%
    25
    15,4%
    162
    Realiz. projectos de investigação/acção
    46
    28,4%
    67
    41,4%
    49
    30,2%
    162
    Orientação tutória
    143
    88,3%
    5
    3,1%
    14
    8,6%
    162
    Realização act. Estágio pelos estudantes
    15
    9,3%
    110
    67,9%
    37
    22,8%
    162
    Supervisão activ Estágio pelo docente
    10
    6,2%
    113
    69,8%
    39
    24,1%
    162
    Participação em Seminários /Conferências
    78
    48,1%
    59
    36,4%
    25
    15,4%
    162
    Comunic. c/prof/colegas - Correio Elect
    145
    89,5%
    8
    4,9%
    9
    5,6%
    162
    Interv fóruns discussão on-line/chats
    33
    20,4%
    96
    59,3%
    33
    20,4%
    162
    Pesquisa e recolha de informação on-line
    148
    91,4%
    6
    3,7%
    8
    4,9%
    162
    Prática simulada
    37
    22,8%
    88
    54,3%
    37
    22,8%
    162
    Estudos de Caso
    36
    22,2%
    92
    56,8%
    34
    21,0%
    162

    Tabela 12 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha

    Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha
     
    Nunca usei
    ContUsar
    DeixUsar
    PassUsar
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Aulas expositivas dos conteúdos
    14
    8,6%
    61
    37,7%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    86
    53,1%
    162
    100,0%
    Aulas expositivas interact c/estudantes
    4
    2,5%
    73
    45,1%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    85
    52,5%
    162
    Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
    2
    1,2%
    74
    45,7%
    0
    0,0%
    2
    1,2%
    84
    51,9%
    162
    Aulas expositivas c/ temas para debate
    5
    3,1%
    70
    43,2%
    0
    0,0%
    3
    1,9%
    84
    51,9%
    162
    Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
    2
    1,2%
    75
    46,3%
    0
    0,0%
    3
    1,9%
    82
    50,6%
    162
    Discussão orientada temas c/análise doc.
    4
    2,5%
    73
    45,1%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    84
    51,9%
    162
    Comunicação oral dos estudantes
    1
    0,6%
    77
    47,5%
    0
    0,0%
    2
    1,2%
    82
    50,6%
    162
    Exercícios de aplicação
    13
    8,0%
    52
    32,1%
    0
    0,0%
    2
    1,2%
    95
    58,6%
    162
    Resolução de problemas
    24
    14,8%
    43
    26,5%
    0
    0,0%
    1
    0,6%
    94
    58,0%
    162
    Trabalho de Projecto
    25
    15,4%
    37
    22,8%
    2
    1,2%
    3
    1,9%
    95
    58,6%
    162
    Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod
    26
    16,0%
    45
    27,8%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    91
    56,2%
    162
    Visitas de estudo
    29
    17,9%
    32
    19,8%
    3
    1,9%
    4
    2,5%
    94
    58,0%
    162
    Trabalho de campo
    21
    13,0%
    41
    25,3%
    0
    0,0%
    3
    1,9%
    97
    59,9%
    162
    Realiz.projectos de investigação/acção
    32
    19,8%
    28
    17,3%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    101
    62,3%
    162
    Orientação tutória
    3
    1,9%
    58
    35,8%
    0
    0,0%
    17
    10,5%
    84
    51,9%
    162
    Realização activ Estágio pelos estudantes
    39
    24,1%
    9
    5,6%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    113
    69,8%
    162
    Supervisão activ Estágio pelo docente
    41
    25,3%
    7
    4,3%
    2
    1,2%
    0
    0,0%
    112
    69,1%
    162
    Participação em Seminários /Conferências
    25
    15,4%
    40
    24,7%
    0
    0,0%
    3
    1,9%
    94
    58,0%
    162
    Comunic c/prof/colegas-Correio Elec
    0
    0,0%
    70
    43,2%
    0
    0,0%
    9
    5,6%
    83
    51,2%
    162
    Interv fóruns discussão on-line/chats
    37
    22,8%
    16
    9,9%
    1
    0,6%
    2
    1,2%
    106
    65,4%
    162
    Pesquisa/recolha de informação on-line
    3
    1,9%
    70
    43,2%
    0
    0,0%
    4
    2,5%
    85
    52,5%
    162
    Prática simulada
    37
    22,8%
    23
    14,2%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    101
    62,3%
    162
    Estudos de caso
    42
    25,9%
    17
    10,5%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    102
    63,0%
    162

    Tabela 13 - Elementos de avaliação individual utilizados na UC em 2008-09

    Elementos de avaliação individual utilizados na UC em 2008-09
     
    Sim
    Não
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Testes avaliação de conhecimentos
    58
    35,8%
    71
    43,8%
    33
    20,4%
    162
    100%
    Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
    57
    35,2%
    64
    39,5%
    41
    25,3%
    162
    Desempenho activ práticas
    76
    46,9%
    61
    37,7%
    25
    15,4%
    162
    Relatórios activ exper/práticas
    63
    38,9%
    63
    38,9%
    36
    22,2%
    162
    Produções escritas
    82
    50,6%
    57
    35,2%
    23
    14,2%
    162
    Relatórios de estágio
    13
    8,0%
    101
    62,3%
    48
    29,6%
    162
    Projectos de Investigação/Acção
    21
    13,0%
    95
    58,6%
    46
    28,4%
    162
    Particip activ"a distância"
    53
    32,7%
    71
    43,8%
    38
    23,5%
    162
    Particip estudantes activ aulas
    140
    86,4%
    8
    4,9%
    14
    8,6%
    162
    Apresentação oral de trabalhos
    96
    59,3%
    49
    30,2%
    17
    10,5%
    162
    Produção materiais modelos objectos
    49
    30,2%
    82
    50,6%
    31
    19,1%
    162
    Auto-avaliação pelos estudantes
    47
    29,0%
    82
    50,6%
    33
    20,4%
    162
    Avaliação inter-pares
    27
    16,7%
    90
    55,6%
    45
    27,8%
    162

    Tabela 14 - Elementos de avaliação em grupo utilizados na UC em 2008-09

    Elementos de avaliação em grupo utilizados na UC em 2008-09
     
    Sim
    Não
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Testes avaliação de conhecimentos
    20
    12,3%
    89
    54,9%
    53
    32,7%
    162
    100%
    Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
    13
    8,0%
    97
    59,9%
    52
    32,1%
    162
    Desempenho activ práticas
    87
    53,7%
    40
    24,7%
    35
    21,6%
    162
    Relatórios activ exper/práticas
    60
    37,0%
    60
    37,0%
    42
    25,9%
    162
    Produções escritas
    71
    43,8%
    57
    35,2%
    34
    21,0%
    162
    Relatórios de estágio
    6
    3,7%
    104
    64,2%
    52
    32,1%
    162
    Projectos de Investigação/Acção
    30
    18,5%
    86
    53,1%
    46
    28,4%
    162
    Particip activ"a distância"
    39
    24,1%
    78
    48,1%
    45
    27,8%
    162
    Particip estudantes activ aulas
    124
    76,5%
    10
    6,2%
    28
    17,3%
    162
    Apresentação oral de trabalhos
    120
    74,1%
    22
    13,6%
    20
    12,3%
    162
    Produção materiais modelos objectos
    58
    35,8%
    73
    45,1%
    31
    19,1%
    162
    Auto-avaliação pelos estudantes
    59
    36,4%
    66
    40,7%
    37
    22,8%
    162
    Avaliação inter-pares
    30
    18,5%
    83
    51,2%
    49
    30,2%
    162

    Tabela 15 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha

    Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha
     
    Nunca usei
    ContUsar
    DeixUsar
    PassUsar
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Testes avaliação de conhecimentos
    19
    11,7%
    41
    25,3%
    6
    3,7%
    1
    0,6%
    95
    58,6%
    162
    100,0%
    Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
    24
    14,8%
    31
    19,1%
    0
    0,0%
    4
    2,5%
    103
    63,6%
    162
    Desempenho activ práticas
    13
    8,0%
    54
    33,3%
    0
    0,0%
    1
    0,6%
    94
    58,0%
    162
    Relatórios activ exper/práticas
    25
    15,4%
    34
    21,0%
    1
    0,6%
    1
    0,6%
    101
    62,3%
    162
    Produções escritas
    12
    7,4%
    55
    34,0%
    0
    0,0%
    1
    0,6%
    94
    58,0%
    162
    Relatórios de estágio
    39
    24,1%
    10
    6,2%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    113
    69,8%
    162
    Projectos de Investigação/Acção
    30
    18,5%
    20
    12,3%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    112
    69,1%
    162
    Particip estudantes activ aulas
    1
    0,6%
    69
    42,6%
    0
    0,0%
    1
    0,6%
    91
    56,2%
    162
    Apresentação oral de trabalhos
    5
    3,1%
    60
    37,0%
    4
    2,5%
    1
    0,6%
    92
    56,8%
    162
    Produção materiais modelos objectos
    25
    15,4%
    35
    21,6%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    101
    62,3%
    162
    Auto-avaliação pelos estudantes
    30
    18,5%
    29
    17,9%
    2
    1,2%
    1
    0,6%
    100
    61,7%
    162
    Avaliação inter-pares
    33
    20,4%
    15
    9,3%
    2
    1,2%
    1
    0,6%
    111
    68,5%
    162

    Tabela 16 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha

    Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha
     
    Nunca usei
    ContUsar
    DeixUsar
    PassUsar
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Testes avaliação de conhecimentos
    32
    19,8%
    18
    11,1%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    112
    69,1%
    162
    100,0%
    Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
    33
    20,4%
    16
    9,9%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    113
    69,8%
    162
    Desempenho activ práticas
    12
    7,4%
    52
    32,1%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    98
    60,5%
    162
    Relatórios activ exper/práticas
    25
    15,4%
    31
    19,1%
    0
    0,0%
    2
    1,2%
    104
    64,2%
    162
    Produções escritas
    18
    11,1%
    46
    28,4%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    98
    60,5%
    162
    Relatórios de estágio
    37
    22,8%
    7
    4,3%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    117
    72,2%
    162
    Projectos de Investigação/Acção
    33
    20,4%
    14
    8,6%
    0
    0,0%
    0
    0,0%
    115
    71,0%
    162
    Particip estudantes activ aulas
    3
    1,9%
    64
    39,5%
    0
    0,0%
    1
    0,6%
    94
    58,0%
    162
    Particip activ"a distância"
    25
    15,4%
    22
    13,6%
    0
    0,0%
    6
    3,7%
    109
    67,3%
    162
    Apresentação oral de trabalhos
    4
    2,5%
    58
    35,8%
    3
    1,9%
    1
    0,6%
    96
    59,3%
    162
    Produção materiais modelos objectos
    23
    14,2%
    39
    24,1%
    1
    0,6%
    0
    0,0%
    99
    61,1%
    162
    Auto-avaliação pelos estudantes
    29
    17,9%
    27
    16,7%
    3
    1,9%
    1
    0,6%
    102
    63,0%
    162
    Avaliação inter-pares
    31
    19,1%
    16
    9,9%
    2
    1,2%
    1
    0,6%
    112
    69,1%
    162

    Tabela 17 - Modalidades da orientação tutória no âmbito da UC

    Modalidades da orientação tutória no âmbito da UC
     
    Individual
    Em Grupo
    Ind/Grupo
    Ñaplicável
    Ñ Resp
    Total
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    F
    f(%)
    Inform s/ funcionamento da disciplina
    10
    6,2%
    18
    11,1%
    99
    61,1%
    12
    7,4%
    23
    14,2%
    162
    100,0%
    Inform s/ avaliação da disciplina
    9
    5,6%
    17
    10,5%
    102
    63,0%
    10
    6,2%
    24
    14,8%
    162
    Esclarecimentos s/ conteúdos disc
    4
    2,5%
    17
    10,5%
    118
    72,8%
    3
    1,9%
    20
    12,3%
    162
    Apoio complem activ autonom alunos
    12
    7,4%
    12
    7,4%
    121
    74,7%
    1
    0,6%
    15
    9,3%
    162
    Apoio metodol activ autonom alunos
    9
    5,6%
    16
    9,9%
    120
    74,1%
    4
    2,5%
    13
    8,0%
    162
    Enquad teórico activ autonom alunos
    8
    4,9%
    9
    5,6%
    89
    54,9%
    35
    21,6%
    21
    13,0%
    162
    Aconselhamento s/ métodos trabalho
    9
    5,6%
    17
    10,5%
    113
    69,8%
    9
    5,6%
    14
    8,6%
    162
    Aconselhamento - questões pessoais
    42
    25,9%
    0
    0,0%
    36
    22,2%
    53
    32,7%
    31
    19,1%
    162

    Tabela 18 - Modalidade orientação tutória

    Modalidade orientação tutória
    Valor
    F
    f(%)
    Presenc
    59
    36,4%
    ADistânc
    2
    1,2%
    Pres/Dis
    95
    58,6%
    Ñ resp
    6
    3,7%
    Total
    162
    100,0%

    3.2 - Medidas introduzidas no ano lectivo 2008/2009

    Em função de alguns problemas de funcionamento que tinham sido identificados no ano lectivo anterior, primeiro ano de funcionamento dos cursos organizados de acordo com o Modelo de Bolonha, na preparação do ano lectivo de 2008/2009 adoptaram-se algumas medidas que procuraram responder a esses problemas.

    É de assinalar que este ano lectivo inicia-se pouco tempo depois da mudança do Conselho Directivo e num contexto em que os cursos sentiam de forma significativa a instabilidade provocada por um número significativo de alunos abrangidos pelos regimes de transição. De facto, a transição impunha um aumento anormal de estudantes em determindas UC, o que implicou a necessidade do seu desdobramento em duas turmas.

    Estes condicionalismos justificaram que se tentasse articular da forma o mais adequada possível as necessidades de funcionamento dos cursos com as disponibilidades dos recursos docentes, num quadro de alguma novidade decorrente dos novos planos de estudos e da complexidade decorrente dos regimes de transição. Procurava-se evitar que a distribuição do serviço docente a partir dos Departamentos implicasse o desequilibrio entre as UC do 1º e do 2º semestre nos horários dos estudantes, problema muito sentido por estes já que degradava significativamente as suas condições de trabalho. A reunião de Coordenadores de Curso e de Departamento foi a estratégia adoptada para se procurar conseguir uma distribuição equilibrada entre as UC do 1º e do 2º semestre nos diferentes cursos sem desequilibrar a distribuição semestral do serviço dos docentes, conseguindo-se minimizar este problema.

    Outras medidas que foram tomadas relacionaram-se com a gestão da escolha das opções. Estas correspondem a uma característica da estrutura curricular dos nossos cursos que se reforçou com o processo de Bolonha e que adquiriu contornos particulares.

    Assim, neste âmbito adoptou-se o seguinte:

    É também de referir a eliminação da obrigatoriedade dos estudantes se inscreverem para exame nas UC em que reprovam na Avaliação Contínua. Nestes casos, os estudantes passaram a poder realizar os exames sem necessitarem de proceder a qualquer acto administrativo. O calendário de exames é pré-definido e abrange todas as UC dos diferentes cursos, permitindo aumentar o tempo entre a sua divulgação e a realização dos exames.

    Durante este ano lectivo manteve-se a preocupação de identificar os problemas do funcionamento dos cursos, de modo a suscitar, no fim do seu primeiro ciclo de funcionamento, uma reflexão sobre as opções curriculares que foram feitas, para se encontrarem soluções mais adequadas à aquisição das competências pelos estudantes e que gerem mais sucesso escolar.

    4 - Relatórios dos Cursos e Relatório IPS

    Relatórios 2008/2009

    Licenciaturas

    Mestrados


    Relatório de Bolonha do IPS - 2008/2009