Parte Preliminar - SÍNTESE E PROPOSTAS DE ACÇÕES DE MELHORIA

O presente relatório pretende fornecer informações que permitam avaliar os processos concretizados em termos curriculares e pedagógicos no Mestrado em Ensino em Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico, no âmbito da concretização dos objectivos do Processo de Bolonha, dando assim resposta ao disposto no art. 66º-A do D.L. nº107/2008 de 25 de Junho.
Este relatório incide sobre o ano lectivo de 2008/09 e o funcionamento do ciclo de estudos elaborado de acordo com o Processo de Bolonha, nomeadamente no que se refere a questões de organização e funcionamento.
A estrutura geral do mestrado em Ensino da Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico, através da sua repartição pelas componentes de formação educacional geral, formação na área de docência, formação em didáctica específica e iniciação à prática profissional é um indicador de um sistema baseado no desenvolvimento de competências e a adequação permanente dos métodos de ensino/aprendizagem ao desenvolvimento dessas competências, especificamente relacionadas com o perfil desejável do professor de Educação Visual e Tecnológica nos três ciclos do Ensino Básico.
Relativamente a propostas de acções de melhoria, e de acordo com as opiniões expressas pelos mestrandos, regista-se a necessidade de (i) proceder a alguns ajustes no plano de estudos, concretamente incluir a UC "Oficina de Artes Integradas" no 1º semestre e avaliar a possibilidade de incluir a UC "Arte pensamento e educação" no 2º Semestre em vez de ser leccionada no 3º Semestre; (ii) adequar os conteúdos de algumas U.C. ao perfil de competências traçado e às exigências dos desempenhos profissionais e (iii) reflectir sobre processos de trabalho que permitam um melhor desempenho e valorização dos mestrandos.

Parte A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS

O curso de Mestrado em Ensino em Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico, adaptado ao modelo de Bolonha, iniciou o seu funcionamento, em 2008, como ciclo de estudos conducente ao grau de mestre na especialidade de Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico (Despacho n.º 11 655/2008 de 23 de Abril, DR nº 80 - Série II).
O curso de Mestrado em ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico assume-se, assim, com a finalidade múltipla de:
- Formar novos profissionais para o ensino da Educação Visual e Tecnológica nos três Ciclos do Ensino Básico;
- Requalificar profissionais no activo para os três ciclos do ensino básico;
- Qualificar academicamente profissionais de Educação Visual e Tecnológica no activo e outros profissionais nas áreas das artes visuais e design .
O plano de estudos em vigor organiza-se em função de um referencial de competências previamente definido, que se estrutura em competências gerais, comuns a todos os estudantes desta escola, e em competências específicas, directamente relacionadas com o perfil específico de desempenho profissional do professor de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico, e integra as dimensões enunciadas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário nas quatro dimensões que ele descreve:
(1) Dimensão profissional, social e ética;
(2) Dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem;
(3) Dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade;
(4) Dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida.

Parte B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO

O plano de estudos do mestrado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico surge de forma articulada com as propostas de mestrado nos domínios 1, 3 e 4 apresentados pela ESE e em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, de acordo com o número 10 do Artigo 16.º do decreto-lei 43/2007, onde se refere que, sempre que uma instituição assegure qualificação para mais de um domínio, a formação nas componentes de Formação educacional geral, Formação cultural, social e ética e Formação em metodologias de investigação educacional e em parte da Iniciação à prática profissional, se destine simultaneamente a estudantes de diferentes domínios de habilitação para a docência, promovendo-se o cruzamento de conhecimentos e práticas de trabalho em colaboração, úteis no desempenho profissional posterior. Para além desta articulação, foram ainda previstos outros cruzamentos em unidades curriculares das restantes áreas de formação, tendo em conta que os dois cursos são de áreas artísticas.
Como objectivos gerais de formação para o público destinado, pretende-se:
-Formar professores de Educação Visual e Tecnológica para os 3 ciclos do ensino básico com competência científica, artística e pedagógica;
-Formar profissionais com competências comunicativas e relacionais capazes de trabalhar com diferentes públicos e em diferentes contextos;
-Formar profissionais com espírito empreendedor e com capacidade de implementar e desenvolver projectos originais na escola e na comunidade;
-Formar profissionais com competências de trabalho autónomo e de autoformação capazes de integrar equipas diversificadas de trabalho;
-Formar profissionais com competências investigativas e de reflexão crítica, com vista à constante melhoria dos seus desempenhos e das suas práticas.

Parte B1 - Caracterização da estrutura do curso

A organização deste ciclo de estudos de Mestrado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico decorre da aplicação da legislação em vigor. Os conteúdos da formação estão expressos no Decreto-Lei n.º 43/2007. No entanto, a organização específica e as linhas orientadoras que a suportam, foram estabelecidas de acordo com os princípios já aprovados e a experiência acumulada desta escola.

Neste plano de estudos foram tidas em conta as orientações legais bem como as recomendações do Conselho Científico, nomeadamente pela utilização do número mínimo de créditos exigidos, quer ao nível global (90 créditos), quer ao nível da maioria das componentes de formação. Considerou-se que a área de docência deveria merecer um pequeno reforço, dada a necessidade de oferecer aos mestrandos não só uma actualização ao nível das técnicas e tecnologias artísticas, como também um contacto com culturas visuais diversificadas, de forma a colmatar formações anteriores pouco ecléticas.

Tendo sido estipulado que a maioria dos créditos da formação profissionalizante deveria ser reservada para o 3º semestre, com vista ao estágio final e à elaboração do relatório, a matriz curricular resultou na acumulação de 22 ECTS para a Prática Profissional a decorrer neste.
Para cada um dos semestres foi escolhido um tema aglutinador de formação e análise, que estruturou a definição do elenco de unidades curriculares bem como a sua principal orientação. Essas temáticas foram inspiradas pelas dimensões enunciadas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário: (1) Dimensão profissional, social e ética, (2) Dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, (3) Dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade e (4) Dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida.

A formação cultural, social e ética, exigida também pelo Decreto-Lei n.º 43/2007, foi contemplada nas UC’s de Formação Educacional Geral, Didáctica Específica e Prática profissional, mas também na própria área de docência – Educação Visual e Tecnológica – já que constitui por natureza um território de formação cultural.

Formação educacional geral No que respeita aos diferentes domínios nas componentes de formação educacional geral, formação cultural, social e ética, formação em metodologias de investigação educacional, foram incluídas nos mestrado as seguintes UC’s de formação educacional geral: Fundamentos da Acção Pedagógica; Dimensões Socio-históricas da Educação e As TIC em contexto educativo.

Foram também incluídas as seguintes UC's: Seminário de Investigação Educacional; Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa ; Contextos Multiculturais e Educação, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Sociologia da Educação e das Organizações Educativas e Teoria e Gestão do Currículo (enquanto integradoras de um leque de UC's Opcionais, escolhidas pelos mestrandos em função do seu projecto educativo).

Formação na área de docência Relativamente à área de docência, foram criadas as UC´s Técnicas e Tecnologias Artísticas e Oficina de Artes Integradas, que se articulam em grande medida com as Uc’s definidas para o domínio 14 em Educação Musical. Com estas UC’s pretende-se contribuir para compensar lacunas anteriores ou expandir o conhecimento de técnicas e tecnologias na área das artes visuais, que não tenham sido desenvolvidas anteriormente. Pretende-se, ainda, contribuir para uma visão integrada das artes e da aprendizagem, favorecendo assim o trabalho em equipas multidisciplinares tal como preconizado no n.º 10 do Artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 43/2007. A UC Oficinas de Artes Integradas é de facto uma unidade comum aos dois cursos e funciona com grupos de ambas as áreas.

Formação em didáctica específica No que respeita à área das didácticas foram criadas 5 UC’s de frequência obrigatória.
-No 1º semestre e sob a temática Os indivíduos e as diversidades Individuais: Processos de Criação e Experimentação Plástica; Metodologias de Apreciação e Interpretação em Artes Visuais.
-No 2º semestre e sob a temática Escola e Comunidade-grupos, públicos e organizações: Arte, Currículo e Integração; Educação Artístical, Culturas e Práticas.
-No 3º semestre: Arte, Pensamento e Educação.

O elenco das UC’s que dão corpo à componente de Didáctica da Educação Visual e Tecnológica mostram que as temáticas serão tratadas de forma globalizante, independentemente dos públicos a que o ensino é dirigido. Assim, em vez de se ter optado por separar a formação em UC’s orientadas para os 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico, criaram-se UC’s que permitem uma aproximação às diferentes problemáticas do ensino/aprendizagem das artes visuo-plásticas, de análise abrangente no que aos públicos diz respeito.

Formação Profissionalizante De acordo com as duas vertentes de prática profissional que correspondem à observação e colaboração em situações de educação e ensino e à prática de ensino supervisionada na sala de aula e na escola, correspondendo esta última ao estágio, objecto de relatório final. No caso concreto deste mestrado, a prática profissional abrange os 3 ciclos do Ensino Básico.

Neste sentido, e novamente tendo em conta as grandes temáticas orientadoras para cada um dos semestres, optou-se por organizar as práticas profissionais da seguinte forma:
- E.V.T. na Escola e em contextos especiais - Observação, colaboração e prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) e participação em projectos educativos em instituições vocacionadas para o apoio a públicos com necessidades educativas especiais (e.g. APPACDM; APPDA);
- E.V.T., Escola e Comunidade – Observação, colaboração e prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) e participação em projectos educativos na comunidade (e.g. Centros de Dia; Colectividades de Cultura e Recreio; Museus; ATL);
- Estágio - Prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) com elaboração de relatório final.

Assim, o plano curricular dos três semestres resulta de grandes temáticas. As UC’s do 1º semestre dão, assim, corpo a questões relacionadas com os processos de criação e experimentação plástica e as metodologias de ensino/aprendizagem nos diferentes domínios da experiência artística. A ESE de Setúbal tem fomentado uma formação assente no desenvolvimento de projectos educativos e é neste sentido que a relação escola/comunidade assume uma importância especial no 2º semestre do mestrado. No que respeita a formação em Educação Visual e Tecnológica, estes projectos constituem-se como pólos atractivos de diferentes áreas disciplinares e têm envolvido alunos, professores e encarregados de educação e a comunidade envolvente. A formação de professores de Educação Visual e Tecnológica na ESE de Setúbal, estimula e priveligia a prática investigativa e o conhecimento de trabalhos científicos nas áreas das aprendizagens e das metodologias em Educação Visual e Tecnológica, das políticas educativas e da organização curricular. O 3º semestre do mestrado vem assim dar continuidade a esta prática investigativa, através de um trabalho de investigação associado ao projecto educativo a desenvolver no estágio.

Tabela 1 - Distribuição de horas de trabalho

UCTipo de Aula Horas ContactoSemestreECTSHoras Totais
TTPLTCSOTEO
MEVT10013 - Arte, Currículo e Integração 10 15 20 15 15 5 - - 80s5135
MEVT20001 - Arte, Pensamento e Educação 15 20 10 - 15 4 - - 64s4108
MEVT10001 - As TIC em Contexto Educativo - 25 22 - - 1 - - 48s381
MEVT20003 - Carteira de Competências Profissionais - 4 - - - 10 - - 14s254
MEVT20004 - Contextos Multiculturais e Educação 30 15 - 10 5 8 - - 68s4108
MEVT10012 - Dimensões Sócio-históricas da Educação 20 40 - - 20 10 - - 90s5135
MEVT10006 - Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa 20 10 - - 7 8 - - 45s381
MEVT10007 - Educação Artística, Culturas e Práticas - 15 - 15 25 3 - - 58s4108
MEVT10003 - Educação Visual e Tecnológica, Escola e Comunidade - 10 9 30 20 5 15 - 89s7189
MEVT10008 - Educação Visual e Tecnológica na Escola e em Contextos Especiais - 10 9 30 20 5 15 - 89s7189
MEVT20002 - Estágio - 30 - - 30 10 20 - 90s20540
MEVT10009 - Fundamentos da Acção Pedagógica 20 40 - - 20 10 - - 90s5135
MEVT10005 - Metodologias de Observação e Interpretação em Artes Visuais 25 30 - 5 20 4 - - 84s5135
MEVT10004 - Oficina de Artes Integradas - 45 - - - 3 - - 48s381
MEVT10010 - Processos de Criação e Experimentação Plástica - 20 25 5 15 4 - - 69s5135
MEVT20005 - Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem 20 - - - 10 15 - - 45s4108
MEVT10002 - Seminário de Investigação Educacional 20 9 - 10 4 8 - - 51s381
MEVT20006 - Sociologia da Educação e das Organizações Educativas 25 18 - - 6 8 - - 57s4108
MEVT10011 - Técnicas e Tecnologias Artísticas 10 30 37 9 - 4 - - 90s5135
MEVT20007 - Teoria e Gestão do Currículo 25 30 - - - 5 - - 60s4108

Tabela 2 - Dados comparativos com cursos de referência

Área CientíficaUnidade Curricular
Didáctica Específica7
Formação na Área da Docência2
Iniciação à Prática Profissional5
Formação Educacional Geral14

Parte B2 - Caracterização dos estudantes à entrada

Tabela 3 - Proveniência dos estudantes por Concelho

CONCELHONúmero de Admitido (CNA)
200820072006
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Tabela 4 - Proveniência dos estudantes por Distrito

DISTRITONúmero de Admitido (CNA)
200820072006
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Parte B3 - Caracterização genérica dos estudantes

Tabela 5 - Estudantes inscritos

Ano Curricular200820072006
1º Ano00%00%00%
2º Ano00%00%00%
3º Ano00%00%00%
Total000

Gráfico 4 - Peso dos estudantes inscritos por ano curricular

Parte B4 - Caracterização da Mobilidade Internacional

Parte C - CARACTERIZAÇÃO DAS MUDANÇAS INTRODUZIDAS A NÍVEL DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS

Com a introdução das mudanças decorrentes do processo de Bolonha, não só os cursos adaptados mas também os novos cursos, e estes por excelência, adequaram-se às novas exigências. Algumas delas, não estando reguladas ou legisladas directamente, subentendem-se nos novos modelos e critérios definidos. É o caso dos programas das Unidades Curriculares e da forma como estes devem ser transmitidos aos estudantes. O modelo adoptado na Escola Superior de Educação de Setúbal, mais claro, completo e eficiente nas informações prestadas, tem vindo a ser progressivamente adoptado em todas as UC's existentes. Pela tabela 7 verifica-se uma tendência para a construção dos programas de uma forma detalhada e completa, com incidência no que se pretende que o estudante desenvolva e o percurso a efectuar para tal.
As abordagens pedagógicas, face a Bolonha, devem contemplar não só o contacto presencial entre estudante-docente como também o trabalho autónomo do estudante. Este trabalho autónomo e o seu acompanhamento é evidente na utilização significativamente elevada da comunicação electrónica, via e-mail, fóruns ou chat's, verificado na tabela 8. Destaca-se também a a taxa elevada e significativa de aplicação de orientação tutória, acima dos 80%.
Sendo um curso criado de raiz face ao modelo de Bolonha, não se registam mais dados relevantes da adequação deste processo, pela impossibilidade e inexistência de referências comparativas.

Tabela 6 - Resposta ao inquérito aos docentes

2006 / 2007
2007 / 2008
2008 / 2009
Respostas ao Inquérito
0
0
100%


Tabela 7 - Elementos que integram o programa da unidade curricular

 
Sim
Não
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Número de créditos (ECTS)
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
100%
Número total de horas
11
91,7%
1
8,3%
0
0,0%
12
Nº horas de contacto por tipo de trabalho
10
83,3%
1
8,3%
1
8,3%
12
Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho
10
83,3%
1
8,3%
1
8,3%
12
Aprendizagens esperadas
11
91,7%
0
0,0%
1
8,3%
12
Avaliação
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Bibliografia
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Competências a desenvolver
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Conteúdos
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Introdução
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Metodologia
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Objectivos
5
41,7%
3
25,0%
4
33,3%
12
Competências Formação geral/transversal
7
58,3%
3
25,0%
2
16,7%
12
Competências Formação específica
9
75,0%
1
8,3%
2
16,7%
12
Competências Formação profissionalizante
8
66,7%
1
8,3%
3
25,0%
12


Tabela 8 - Actividades utilizadas em 2008/2009 na Unidade Curricular

 
Sim
Não
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aulas expositivas dos conteúdos
7
58,3%
1
8,3%
4
33,3%
12
100%
Aulas expositivas interactivas (c/estudantes)
12
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
11
91,7%
1
8,3%
0
0,0%
12
Aulas expositivas c/ temas para debate
10
83,3%
0
0,0%
2
16,7%
12
Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
11
91,7%
0
0,0%
1
8,3%
12
Utiliz. 2008/09: Discussão orientada temas c/análise docs.
10
83,3%
1
8,3%
1
8,3%
12
Comunicação oral dos estudantes
11
91,7%
1
8,3%
0
0,0%
12
Exercícios de aplicação
5
41,7%
3
25,0%
4
33,3%
12
Resolução de problemas
5
41,7%
3
25,0%
4
33,3%
12
Trabalho de Projecto
8
66,7%
1
8,3%
3
25,0%
12
Trabalhos Práticos/Laborat/Const. Produtos
7
58,3%
2
16,7%
3
25,0%
12
Visitas de estudo
3
25,0%
5
41,7%
4
33,3%
12
Trabalho de campo
7
58,3%
2
16,7%
3
25,0%
12
Realiz. projectos de investigação/acção
6
50,0%
2
16,7%
4
33,3%
12
Orientação tutória
10
83,3%
0
0,0%
2
16,7%
12
Realização act. Estágio pelos estudantes
2
16,7%
7
58,3%
3
25,0%
12
Supervisão activ Estágio pelo docente
1
8,3%
7
58,3%
4
33,3%
12
Participação em Seminários /Conferências
0
0,0%
7
58,3%
5
41,7%
12
Comunic. c/prof/colegas - Correio Elect
10
83,3%
1
8,3%
1
8,3%
12
Interv fóruns discussão on-line/chats
6
50,0%
5
41,7%
1
8,3%
12
Pesquisa e recolha de informação on-line
11
91,7%
0
0,0%
1
8,3%
12
Prática simulada
3
25,0%
4
33,3%
5
41,7%
12
Estudos de Caso
4
33,3%
4
33,3%
4
33,3%
12


Tabela 9 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha

 
Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aulas expositivas dos conteúdos
1
8,3%
2
16,7%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
100,0%
Aulas expositivas interact c/estudantes
0
0,0%
3
25,0%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
0
0,0%
3
25,0%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
Aulas expositivas c/ temas para debate
0
0,0%
3
25,0%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
0
0,0%
3
25,0%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
Discussão orientada temas c/análise doc.
0
0,0%
2
16,7%
1
8,3%
0
0,0%
9
75,0%
12
Comunicação oral dos estudantes
0
0,0%
2
16,7%
0
0,0%
0
0,0%
10
83,3%
12
Exercícios de aplicação
0
0,0%
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Resolução de problemas
1
8,3%
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
10
83,3%
12
Trabalho de Projecto
0
0,0%
3
25,0%
0
0,0%
0
0,0%
9
75,0%
12
Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod
1
8,3%
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
10
83,3%
12
Visitas de estudo
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Trabalho de campo
0
0,0%
2
16,7%
0
0,0%
0
0,0%
10
83,3%
12
Realiz.projectos de investigação/acção
0
0,0%
2
16,7%
0
0,0%
0
0,0%
10
83,3%
12
Orientação tutória
0
0,0%
2
16,7%
0
0,0%
1
8,3%
9
75,0%
12
Realização activ Estágio pelos estudantes
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Supervisão activ Estágio pelo docente
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Participação em Seminários /Conferências
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
12
100,0%
12
Comunic c/prof/colegas-Correio Elec
0
0,0%
1
8,3%
0
0,0%
1
8,3%
10
83,3%
12
Interv fóruns discussão on-line/chats
0
0,0%
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Pesquisa/recolha de informação on-line
0
0,0%
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Prática simulada
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12
Estudos de caso
1
8,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
91,7%
12


Tabela 10 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha

 
Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Testes avaliação de conhecimentos
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
100,0%
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
100,0%
3
Desempenho activ práticas
0
0,0%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Relatórios activ exper/práticas
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Produções escritas
0
0,0%
2
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Relatórios de estágio
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Projectos de Investigação/Acção
0
0,0%
2
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Particip estudantes activ aulas
0
0,0%
2
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Apresentação oral de trabalhos
0
0,0%
2
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Produção materiais modelos objectos
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Auto-avaliação pelos estudantes
1
33,3%
2
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
Avaliação inter-pares
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3


Tabela 11 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha

 
Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Testes avaliação de conhecimentos
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
100,0%
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Desempenho activ práticas
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Relatórios activ exper/práticas
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Produções escritas
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Relatórios de estágio
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Projectos de Investigação/Acção
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Particip estudantes activ aulas
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Particip activ"a distância"
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Apresentação oral de trabalhos
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3
Produção materiais modelos objectos
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Auto-avaliação pelos estudantes
1
33,3%
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
33,3%
3
Avaliação inter-pares
1
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
66,7%
3


Parte D - ANÁLISE DOS RESULTADOS DO MODELO DE ENSINO

Verifica-se pela análise da tabela 12 a existência de uma taxa extremamente significativa de sucesso, na ordem dos 85%, conjugado com um rácio bastante diminuto de abandono escolar. Determinados valores atípicos, como os existentes na tabela 16, podem ser explicados pela existência de creditações decorridas após as inscrições lectivas, originando uma elevada taxa de mestrandos com equivalência curricular a determinadas UC's e deste modo alterar os rácios aqui existentes.
Os rácios existentes na tabela 17 denotam uma taxa de aprovação substancialmente elevada, como se pode comprovar pelos rácios mais baixos na ordem dos 93% de mestrandos aprovados, o que é consistente com um processo de aquisição de competências evolutivo, contínuo e ainda assim, extremamente exigente.

Tabela 12 - Indicadores de sucesso

Ano lectivoRácio (%)Anos do cursoMédia Global
1º ano 2º ano
2007/08 aprov/inscr 84.4 - -
aprov/aval 99.2 - -
aval/inscr 85.1 - -
2006/07 aprov/inscr - - -
aprov/aval - - -
aval/inscr - - -

Tabela 13 - Avaliações/Inscrições (valor mais alto)

UC
2008
Rácios ( % )
Aval./Inscr.
Arte Currículo e Integração100.0
Metodologias de Observação e Interpretação em Artes Visuais100.0
As TIC em Contexto Educativo95.83
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade95.83
Fundamentos da Acção Pedagógica95.83
Oficina de Artes Integradas95.83
Processos de Criação e Experimentação Plástica95.83
Técnicas e Tecnologias Artísticas95.83
Seminário de Investigação Educacional91.67
Dimensões Sócio-históricas da Educação83.33
Média Global do Curso85.07

Tabela 14 - Aprovações/Avaliações (valor mais alto)

UC
2008
Rácios ( % )
Aprov./Aval.
As TIC em Contexto Educativo100.0
Dimensões Sócio-históricas da Educação100.0
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade100.0
Educação Visual e Tecnológica na Escola e em Contextos Especiais100.0
Fundamentos da Acção Pedagógica100.0
Metodologias de Observação e Interpretação em Artes Visuais100.0
Oficina de Artes Integradas100.0
Processos de Criação e Experimentação Plástica100.0
Seminário de Investigação Educacional100.0
Técnicas e Tecnologias Artísticas100.0
Média Global do Curso99.18

Tabela 15 - Aprovações/Inscrições (valor mais alto)

UC
2008
Rácios ( % )
Aprov./Inscr.
Metodologias de Observação e Interpretação em Artes Visuais100.0
Arte Currículo e Integração95.83
As TIC em Contexto Educativo95.83
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade95.83
Fundamentos da Acção Pedagógica95.83
Oficina de Artes Integradas95.83
Processos de Criação e Experimentação Plástica95.83
Técnicas e Tecnologias Artísticas95.83
Seminário de Investigação Educacional91.67
Dimensões Sócio-históricas da Educação83.33
Média Global do Curso 84.38

Tabela 16 - Avaliações/Inscrições (valor mais baixo)

UC
2008
Rácios ( % )
Aval./Inscr.
Educação Visual e Tecnológica na Escola e em Contextos Especiais12.5
Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa58.33
Dimensões Sócio-históricas da Educação83.33
Seminário de Investigação Educacional91.67
As TIC em Contexto Educativo95.83
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade95.83
Fundamentos da Acção Pedagógica95.83
Oficina de Artes Integradas95.83
Processos de Criação e Experimentação Plástica95.83
Técnicas e Tecnologias Artísticas95.83
Média Global do Curso85.07

Tabela 17 - Aprovações/Avaliações (valor mais baixo)

UC
2008
Rácios ( % )
Aprov./Aval.
Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa92.86
Arte Currículo e Integração95.83
As TIC em Contexto Educativo100.0
Dimensões Sócio-históricas da Educação100.0
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade100.0
Educação Visual e Tecnológica na Escola e em Contextos Especiais100.0
Fundamentos da Acção Pedagógica100.0
Metodologias de Observação e Interpretação em Artes Visuais100.0
Oficina de Artes Integradas100.0
Processos de Criação e Experimentação Plástica100.0
Média Global do Curso99.18

Tabela 18 - Aprovações/Inscrições (valor mais baixo)

UC
2008
Rácios ( % )
Aprov./Inscr.
Educação Visual e Tecnológica na Escola e em Contextos Especiais12.5
Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa54.17
Dimensões Sócio-históricas da Educação83.33
Seminário de Investigação Educacional91.67
Arte Currículo e Integração95.83
As TIC em Contexto Educativo95.83
Educação Visual e Tecnológica Escola e Comunidade95.83
Fundamentos da Acção Pedagógica95.83
Oficina de Artes Integradas95.83
Processos de Criação e Experimentação Plástica95.83
Média Global do Curso 84.38

Tabela 19 - Indicadores globais (Pós Bolonha)

Ano lectivoConclusõesDesistências
2008/0900

Parte E - MEDIDAS EM CURSO E/OU PLANEADAS PARA O ANO LECTIVO SEGUINTE, DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR

Identifica-se a necessidade de rever as horas de contacto e processos de trabalho nas Unidades Curriculares de Técnicas e Tecnologias Artísticas e Educação Visual e Tecnológica, Escola e Comunidade, pela manifesta desadequação para a aquisição das competências visadas.
Nalgumas UC's, a componente prática do trabalho deve ser ponderada em relação à carga atribuída às componentes teórico e teórico-práticas, com vista a uma maior equidade.
O modelo de acompanhamento tutorial deve ser avaliado, bem como a sua aplicação em todas as UC's, por forma a uniformizar e adequar a tutoria, permitindo também definir as formas mais eficientes de aplicação.

Parte F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES

Em virtude da totalidade dos mestrandos a frequentar o curso se encontrarem inseridos profissionalmente em escolas do 2º Ciclo do Ensino Básico, não se implementaram, no ano lectivo a que se refere o presente relatório, acções de apoio ao desenvolvimento de competências extracurriculares por não se afigurarem relevantes para o público alvo.

Parte G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE

Não existem dados por duas ordens de razões: (i) o curso ainda se encontra a decorrer, não tendo ainda existido uma finalização do ciclo de estudos e (ii) todos os mestrandos se encontram a exercer a profissão docente, sendo na sua maioria, professores do quadro.

Parte Final - CONCLUSÕES

São muitas as limitações deste relatório, nomeadamente as que advêm do constrangimento relativo ao tempo disponível para a concepção de uma estratégia de avaliação alargada a todos os cursos; para a construção e validação de instrumentos de recolha de dados e delineamento do procedimento metodológico que permitisse uma abordagem compreensiva e qualitativa, apoiada por dados de carácter quantitativo.
Este breve relatório pode constituir um pequeno primeiro passo para, o mais brevemente possível, docentes e estudantes, em conjunto, reflectirem sobre o vivido e avaliar práticas.