Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

Relatório de Execução do Processo de Bolonha 2009-2010

Licenciatura em Comunicação Social

RESUMO

O presente Relatório pretende fornecer informações que permitam avaliar as mudanças concretizadas em termos curriculares e pedagógicos na Licenciatura em Comunicação Social, no âmbito da concretização dos objectivos do Processo de Bolonha, dando assim resposta ao disposto no art. 66º-A do Decreto-Lei nº107/2008 de 25 de Junho. Este relatório incide sobre as alterações introduzidas no ano lectivo de 2009/2010 no funcionamento do curso após a sua adequação ao Processo de Bolonha, nomeadamente no que se refere a questões de organização e funcionamento. Este ano não apresenta alterações significativas relativamente ao primeiro ano de implementação deste novo sistema. Contudo traduz alguma experiência adquirida por estudantes e docentes relativamente a um sistema que se quer baseado no desenvolvimento de competências e que exige uma adequação permanente dos métodos de ensino/aprendizagem ao desenvolvimento dessas competências.


PARTE A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS

O 1º ciclo do Curso de Comunicação Social está alicerçado em três áreas complementares tendo como base a área das Ciências da Comunicação, a que se seguem as Ciências Sociais e Humanas, Económicas e Empresariais e ainda de especialidades. Pretende-se dotar o futuro diplomado de competências teóricas e técnicas que possibilitem um bom desempenho em várias funções no âmbito da Comunicação social.

Centrado nos aspectos teóricos e instrumentais da Comunicação, o curso em Comunicação Social possibilita uma análise crítica e interventiva em diferentes domínios do desempenho da profissão, em lato senso. Para cumprir este propósito, o plano de estudos foi centrado num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. De acordo com as orientações de Bolonha aposta-se numa formatação de banda larga, com duas possibilidades de escolha, favorecedora de novas abordagens pedagógicas e científicas, de modo a integrar e antecipar a realidade profissional e os desafios que lhe são inerentes.

O detentor do grau de licenciatura reunirá competências para trabalhar em vários domínios da Comunicação entre os quais se destacam: assessoria de comunicação empresarial e institucional, jornalismo (impresso, radiofónico e televisivo), produção audiovisual e multimédia ou comunicação cultural.


PARTE B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO

O curso de Licenciatura em Comunicação Social, adaptado ao modelo de Bolonha, iniciou o seu funcionamento em 2006/2007 sendo o Diploma legal de aprovação o Despacho n.º 2150/2007 de 9 de Fevereiro (DR nº 29 - Série II).

O Plano de Estudos do 1º Ciclo do Curso de Comunicação Social, como já foi mencionado (cf. Parte A) centra-se num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. Se bem que o Curso tenha sido organizado de forma a responder às questões de desenvolvimento regional, neste momento pretende-se também que ele passe a integrar os conhecimentos que, nesta área científica, têm vindo a ser produzidos pela investigação mais recente. Em 2007 (de acordo com decisões tomadas nesta Instituição aquando da adequação dos Planos de Estudo do Curso às directivas do Processo de Bolonha) o Conselho Científico elaborou, discutiu e aprovou uma matriz curricular para todos os cursos que estabelece as bases da organização dos planos de estudos de todos os cursos aqui leccionados, designadamente os limites ao número de unidades curriculares (UC) e de créditos por unidade curricular. Assim, foi decidido que os Planos de Estudos não deveriam ter mais do que 12 unidades curriculares em cada ano escolar e que cada UC deveria situar-se entre os 4 e 6 créditos, já que cada unidade de crédito ECTS equivale a 27 horas de trabalho do aluno. Esta continua a ser a matriz a que se submetem as diversas Unidades Curriculares do actual Plano de estudos do Curso de Comunicação Social. Esse Plano é o que consta do Despacho n.º 9957-S/2007 de 29 de Maio (DR n.º 103 - Série II). Neste âmbito, reconhecemos o papel central que o novo conceito de Crédito assume nas transformações que se estão a desenvolver no Ensino Superior Europeu. De facto, ao centrar-se a creditação da formação no número de horas de trabalho que é pedida aos estudantes em cada Unidade Curricular, a gestão e desenvolvimento do currículo organiza-se em função dos processos de trabalho dos mesmos, considerados como os melhores meios de aquisição das competências definidas no âmbito de cada Unidade Curricular. Ao mesmo tempo, tornam-se visíveis e valorizam-se diferentes formas de trabalho, nomeadamente as que ocorrem fora das horas de contacto entre docentes e estudantes, que são frequentemente pouco consideradas como trabalho escolar. A visibilidade adquirida por estes outros processos de trabalho supõe a sua integração na função de enquadramento desenvolvida pelos professores, nomeadamente através dos regimes de tutoria. A explicitação dos processos de trabalho, a que estas novas disposições obrigam, reforça a necessidade de se assumir uma diversidade de meios para atingir os objectivos da formação, num sentido adequado às competências que se pretendem desenvolver e às características dos estudantes. A organização curricular baseada em unidades de crédito associadas ao tempo de trabalho dos estudantes e nas competências a adquirir, permite obter critérios comparáveis para efectivar os sistemas de mobilidade dos estudantes a nível europeu. Por iniciativa do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico, foi criado um grupo de trabalho que integrava membros destes dois órgãos de gestão, com a função de organizar e realizar um inquérito sobre os processos de trabalho e sobre a quantificação do trabalho dos estudantes. A primeira tarefa deste grupo foi a inventariação dos diferentes processos de trabalho utilizados nas diferentes áreas científicas assim como com a identificação de uma série de questões que, por serem comuns a cada docente e Unidades Curriculares, permitiriam uma reflexão mais alargada sobre a forma como o referido processo de inovação tem sido compreendido em toda a Instituição. Neste ano e nesta fase do trabalho (uma vez que um primeiro Relatório de Execução do Processo de Bolonha foi feito em Dezembro 2009) pretendeu-se identificar as grandes alterações que, a nível científico-pedagógico, teriam sido introduzidas no decorrer da actividade lectiva. Pretendeu-se também criar para todos os Coordenadores de Curso da Escola Superior de Educação e do Instituto Politécnico de Setúbal um instrumento que fosse capaz de identificar as grandes alterações que, naquelas áreas, tinham sido feitas nos anos lectivos em que os Cursos começaram a funcionar de acordo com as novas directivas de Bolonha. No ano de 2009 estabeleceu-se, pela primeira vez a nível de Instituição, através da unidade UNIQUA, criada no âmbito do IPS, que haveria ferramentas únicas para todas as Escolas e cursos. Um único inquérito foi fornecido aos docentes o que permitiu obter dados mais expressivos das mudanças e fazer uma leitura mais objectiva das mudanças realmente realizadas. A elaboração de tal Inquérito teve diversos obstáculos a ultrapassar (dificuldade de inquirir sobre o tempo despendido em diversas actividades de formação, independentemente de uma Unidade Curricular particular e tendo em conta as especificidades de cada Curso). Teve-se na altura um grande cuidado na elaboração das questões, de modo a evitar ambiguidades e subjectividades particularmente na avaliação dos tempos de trabalho dos estudantes. Por isso, nalguns casos, houve a necessidade de se proceder à decomposição de actividades nas suas diferentes componentes.

Na generalidade, foi possível elaborar as questões de uma forma adequada à medida dos tempos de trabalho, mas em algumas actividades essa formulação foi mais difícil de ser conseguida.

O funcionamento do curso conheceu algumas dificuldades. As mais evidentes foram, para docentes e estudantes, as que dizem respeito à operacionalização dos princípios pedagógico/científicos e organização do Plano de Estudos, às novas formas de conceber os programas e funcionamento das diversas Unidades Curriculares (UC) e novas formas de avaliação.


Parte B1 - Estrutura do curso

Centrado nos aspectos teóricos e instrumentais da comunicação, o curso de Comunicação Social possibilita uma análise crítica e reflexiva/interveniente em diferentes domínios do desempenho da profissão, em sentido lato. Para cumprir este propósito, o plano de estudos foi centrado num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. De acordo com as orientações de Bolonha, aposta-se numa formatação aberta à possibilidade de escolha, favorecedora de novas abordagens pedagógicas e científicas, de modo a integrar e antecipar a realidade profissional e os desafios que lhe são inerentes.

Na procura de soluções globais e articuladas que suportem as propostas de adequação / novos cursos apresentados por esta instituição, o Conselho Científico elaborou, discutiu e aprovou uma matriz curricular para todos os cursos que estabelece as bases da organização dos planos de estudos, designadamente os limites ao número de unidades curriculares (UC) e de créditos por unidade curricular. Assim, foi decidido que os planos de estudos não devem ter mais do que 12 unidades curriculares em cada ano escolar e, cada UC deve situar-se entre os 4 e 6 créditos, cada unidade de crédito (ECTS) equivalendo a 27 horas de trabalho do estudante.

Neste âmbito, reconhecemos o papel central que o novo sistema de Créditos assume nas transformações que se estão a desenvolver no Ensino Superior Europeu. De facto, ao centrar-se a creditação da formação no número de horas de trabalho que é pedida aos estudantes em cada Unidade Curricular, a gestão e desenvolvimento do currículo vai organizar-se em função dos processos de trabalho, considerados como os meios de aquisição ou desenvolvimento das competências definidas no âmbito de cada Unidade Curricular. Ao mesmo tempo, tornam-se visíveis e valorizam-se diferentes formas de trabalho, nomeadamente as que ocorrem fora das horas de contacto entre professores e estudantes. A visibilidade adquirida por estes outros processos de trabalho supõe a sua integração na função de enquadramento desenvolvida pelos professores, nomeadamente através dos regimes de tutoria. A explicitação dos processos de trabalho, a que estas novas disposições obrigam, reforça a necessidade de se assumir uma diversidade de meios para atingir os objectivos da formação, num sentido adequado às competências que se pretendem desenvolver e às características dos estudantes. A organização curricular baseada em unidades de crédito associadas à quantidade de trabalho dos alunos e nas competências a adquirir permite lidar com critérios comparáveis para efectivar os sistemas de mobilidade dos estudantes a nível europeu.

A estrutura do Curso de Comunicação Social pode ser descrita da seguinte forma:

1. Formação geral

2. Formação específica

3. Formação Profissionalizante

4. Ramos profissionais:

Tratando-se de uma formação em ambiente de Ensino Politécnico, o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado prevê a realização de 180 créditos, distribuídos por 6 semestres, sendo que todas as UC’s são semestrais. Tendo em consideração o perfil de competências do Curso de Comunicação Social, existe uma proporcionalidade respeitante à Formação Geral, Específica e Profissionalizante, repartida em Unidades Curriculares teóricas, práticas e teórico/práticas. A estrutura do curso baseia-se em áreas de especialidade de modo a corresponder ao perfil de saída já identificado.

Qualquer uma das profissões conexas e directamente ou indirectamente ligadas a estes domínios não implica a obtenção de quaisquer documentos comprovativos e que funcionem como condição prévia para exercer a profissão em causa, nomeadamente através de "normas jurídicas específicas, práticas consolidadas ou requisitos profissionais excepcionais." A profissão de jornalista implica a posse de Carteira Profissional que é passada pelo Sindicato dos Jornalistas.

As principais actividades de formação constam de leituras e preparação de testes, preparação e elaboração de trabalhos escritos, apresentações de trabalhos, preparação de outros tipos de trabalhos (exposições, oficinas, dramatizações, actividades desportivas e artísticas, etc.), utilização de recursos electrónicos para pesquisas e comunicação, execução de objectos artísticos e tecnológicos e, finalmente, os Estágios. Face ao exposto, sintetizam-se agora as ideias principais que justificam a distribuição de créditos pela UC na Formação Geral, Específica e Profissionalizante.

No caso da área Formação Geral, e sendo partilhada pela maior parte dos cursos da ESE, definiram-se 5 ECTS por cada UC com o duplo objectivo de rentabilizar recursos humanos e materiais, bem como padronizar a oferta comum à Escola. Tem um maior peso no 1º ano (5 UC) e vai reduzindo a presença ao longo do curso. Nesta área encontra-se incluída uma Opção Geral, a definir anualmente pelo Conselho Científico da ESE/IPS. Na Formação Específica terá maior relevo a UC de Seminário de Investigação e de Projecto para a qual se atribuem 7 ECTS, dado que exige, da parte dos estudantes, um trabalho autónomo de pesquisa no meio, com uma articulação teórico-prática, e uma fundamentação incidindo sobre as problemáticas da comunicação envolvidas no Projecto (sejam técnicas ou teóricas).

Também aqui existe uma UC optativa, de uma bolsa de seis opções específicas do Curso.

No âmbito da Formação Profissionalizante contemplam-se 4 opções a distribuir entre o 3º e o 6 semestres. À UC de Estágio foram atribuídos 10 créditos ECTS por se tratar de uma forte aposta do curso na alternância entre a formação académica e o mundo profissional, enriquecedora das opções, experiências e currículos individuais. Trata-se de um Estágio a tempo inteiro numa empresa de Comunicação Social ou entidades institucionais e associativas com a vertente de Comunicação sobre o qual se exige um produto escrito com uma reflexão individual sobre a prática havida ao longo do Estágio. Do ponto de vista formal, a estrutura do Curso adequado a Bolonha introduziu também novas abordagens quer nos conteúdos, quer na organização do currículo do Curso de Comunicação Social. Assim, do ponto de vista metodológico, a actual organização do Curso tem também em conta as competências instrumentais, interpessoais e sistémicas definidas para as Unidades Curriculares, quer sejam Gerais, Específicas ou Profissionalizantes. Em cada semestre de cada ano lectivo pretende-se que os estudantes trabalhem no sentido de desenvolver competências que, nas Unidades Curriculares gerais, visarão a compreensão e a utilização de informação proveniente de uma diversidade de textos/fontes, de complexidade variável. Os estudantes devem também mobilizar diversas literacias na compreensão de fenómenos do mundo actual, utilizando sempre um discurso científico e realizando trabalhos que reflictam a sua capacidade de identificação, análise e interpretação adequadas aos temas abordados.

Nas Unidades Curriculares Específicas os estudantes trabalham de forma a compreender a necessidade de desenvolvimento pessoal e profissional numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida assim como identificam e conhecem bem as diversas vertentes de que se pode revestir a sua área de trabalho principal sem descurar a reflexão sobre as vantagens de uma formação polivalente.

Quanto aos dois Ramos - o de Comunicação Cultural e Jornalismo - estes apresentam idêntico número de créditos das Unidades Curriculares em cada Ramo. Desde sempre se previu a possibilidade de, caso os estudantes assim o queiram, frequentarem os dois Ramos, saindo depois com uma licenciatura com dupla saída (um deles realizado no sistema de Suplemento ao Diploma).

De uma forma sucinta esquematiza-se a estrutura do Curso que é a seguinte:

Comunicação Social - 1º Ciclo de estudos na área
180 créditos
Seis semestres
Dois Ramos: Comunicação Cultural e Jornalismo

De uma forma mais resumida e esquemática, a distribuição das Unidades Curriculares pelos diversos semestres é a seguinte:

Semestres

Distribuição de Unidades Curriculares
1º e 2º

UC de carácter geral:
Língua e Prática Textual
Artes Performativas
Educação para os Media e Gestão da Informação
Teorias do Jornalismo
Antropologia Cultural
História dos Media
Actualidade nos Media
Teoria da Imagem
Comunicação Empresarial
Contextos Profissionais
+
1 Unidade Curricular de Opção (escolha entre todas as ofertas da ESE/IPS)
+
1 UC da Carteira de Literacias (Tecnologias e Comunicação ou Língua EstrangeiraInglês (B1/B2) ou Francês (B1) ou Matemática, Cultura e Realidade ou Ciência, Tecnologia e Sociedade
+
Carteira de Competências (realização de 1 crédito)
3º e 4º
UC gerais:
História Contemporânea e Cidadania
Teoria e Modelos da Comunicação
Comunicação Interpessoal
Matemática para a Comunicação Social
Sociologia da Comunicação
+
1 Opção Específica (apenas 1 das seguintes UC):
Língua Estrangeira 2 ou Comunicação e Património Literário ou Género e Media ou Língua e Comunicação Profissional ou Técnicas de Som ou Animação de Públicos
+
2 UC obrigatórias para cada um dos Ramos:
Ramo Jornalismo:
Géneros Jornalísticos + Produção de Texto Jornalístico
Ramo Comunicação Cultural:
Indústrias Culturais + Marketing Cultural
+
2 UC Profissionalizantes (a escolher de entre as seguintes):
Temas Actuais em Ciência e Tecnologia
Evolução das Ideias em Ciência
Da Produção Científica à Comunicação Científica
Fotografia
Produção de Conteúdos Multimédia
Guionismo
Cinema e Televisão
Produção Audiovisual
Artes Gráficas
+
Carteira de Competências (realização de 2 créditos)
5º e 6º
UC gerais:
Economia, Gestão e Empreendedorismo
Ética e Deontologia Profissional
Discurso dos Media
Retórica e Argumentação
Seminário de Investigação e de Projecto
Estágio
+
2 UC obrigatórias para cada um dos Ramos:
Ramo Jornalismo:
Fotojornalismo + Jornalismo Radiofónico
Ramo Comunicação Cultural:
Produção e Promoção Cultural + Relações Públicas e Publicidade
+
2 UC Profissionalizantes (a escolher de entre as seguintes, diferentes das realizadas nos 3º e 4º semestres):
Temas Actuais em Ciência e Tecnologia
Evolução das Ideias em Ciência
Da Produção Científica à Comunicação Científica
Fotografia
Produção de Conteúdos Multimédia
Guionismo
Cinema e Televisão
Produção Audiovisual
Artes Gráficas
+
Carteira de Competências (realização de 2 créditos)

Duas Unidades Curriculares já referidas são agora objecto de análise nesta breve caracterização do Curso, a saber, a Carteira de Literacias e a UC Carteira de Competências assentes no sistema de apoio tutorial da ESE, denominado SISTESE.

A Carteira de Literacias tem como objectivo, como consta do documento legal, desenvolver capacidades que as(os) estudantes, de forma transversal, deverão utilizar no futuro profissional. A escolha de uma das UC que compõem está área deve ser feita pelas(os) estudantes, após orientação do(a) respectivo(a) tutor(a). No ano 2008 e 2009 as(os) estudantes tiveram como tutores, no Curso de Comunicação Social, um grupo diversificado de 11 docentes. Em 2009/2010 o número de tutores foi de nove. A distribuição dos estudantes pelas UC da Carteira de Literacias (que cada estudante deveria frequentar) foi realizada pela coordenação de Curso depois de todo um trabalho de coordenação com a vice-presidência do Conselho Directivo e com as outras coordenações de Curso da ESE. Este trabalho em equipa, realizado pela primeira vez em 2008 e continuado em 2009 foi fundamental para respeitar as preferências que os estudantes manifestaram junto da Coordenação de Curso, para distribuir equitativamente todos os estudantes pelas diversas UC e para os consciencializar para a necessidade de identificar áreas em que se sentem menos competentes e as formas de ultrapassar essas insuficiências.

A UC Carteira de Competências, de funcionamento ao longo dos três anos , conheceu alguns problemas no ano lectivo de 2008-2009, e em 2009-2010verifica-se que a maioria das estudantes acabou, com sucesso, esta UC mas apenas na época especial de Setembro e Dezembro. Na época normal apenas a terminaram 10 estudantes (num total de 41 inscrições) e na época de Setembro concluíram-na mais 11 estudantes e mais três em Dezembro. Ao observar as pautas finais e provisórias de avaliação dos dois anos, nesta UC, facilmente se conclui que o 3º ano teve mais sucesso do que o 1º. Em relação a este ano, mais de dois terços dos(as) estudantes não atingiram as metas que haviam sido definidas.

O funcionamento do SISTESE não é posto em causa pelas(os) estudantes mas verifica-se que é uma área que necessita de aperfeiçoamento para que sejam mais satisfatórios os níveis de concretização dos objectivos. A enorme oferta de UC Específicas e Profissionalizantes, a diversidade de Ramos e a distribuição das UC por semestre (nos anos lectivos anteriores responsáveis por horários de estudantes com diversas interrupções ao longo do dia) não criou quaisquer problemas na construção dos horários uma vez que, as Coordenações de Curso e o Conselho Directivo decidiram elaborar um conjunto de regras de frequência e distribuição das UC que permitiram organizar horários mais equilibrados e compactados (horários específicos e simultâneos para as Opções Gerais; horários simultâneos para várias Opções Específicas e para as Profissionalizantes; distribuição adequada das UC por semestres...).

Na tentativa de conhecer a opinião dos estudantes sobre esta matéria relativamente ao ano 2009-2010 foi elaborado um questionário, mas dado o pouco espaço de tempo, não foi possível obter dos estudantes um número de respostas significativo.

Dos poucos respondentes, alguns estudantes referem negativamente cargas horárias excessivas, horários de tutorias (sobre a hora do almoço) pouco apropriados, mas estes dados não são expressivos.

B1.1 Tabela 1 - Distribuição das horas de trabalho

UCTipo de Aula Horas ContactoSemestreECTSHoras Totais
TTPLTCSOTEO
CS10007 - Actualidade nos Media 40 20 - - - 9 - - 69S5135
CS20018 - Animação de Públicos 5 37 26 - - 6 - - 74S5135
CS10006 - Antropologia Cultural 40 25 - 15 - 8 - 15 103S5135
CS20021 - Artes Gráficas 15 15 15 - - 15 - - 60S5135
CS10009 - Artes Performativas - 39 9 - - 16 - - 64S5135
CS30004 - Carteira de Competências 6 9 - - - 12 - - 27S5135
CS20008 - Ciberculturas 40 20 - - - 9 - - 69S4108
CS20002 - Ciência e Teoria Política 35 40 - - - 8 - 2 85S4108
CS20026 - Cinema e Televisão 20 20 - 15 - 9 - - 64S5135
CS20014 - Comunicação e Património Literário 40 20 - - - 10 - - 70S5135
CS10005 - Comunicação Empresarial - 52 - - - 9 - - 61S5135
CS20007 - Comunicação Interpessoal 40 10 10 - - - - - 60S4108
CS10004 - Contextos Profissionais 10 20 - 15 - 15 - - 60S5135
CS20025 - Da Produção Científica à Comunicação Científica 10 60 - - - 10 - - 80S5135
CS30005 - Discurso dos Media - 55 - - - 5 - - 60S4108
CS30003 - Economia, Gestão e Empreendedorismo 30 30 - - - 10 - 2 72S5135
CS10003 - Educação para os Media e Gestão da Informação 10 30 - - - 20 - - 10s5135
CS10003 - Educação para os Media e Gestão da Informação 10 30 - - - 20 - - 50S5135
CS30007 - Estágio 30 10 - - - 20 - - 60S10270
CS30002 - Ética e Deontologia Profissional 40 26 - - - 9 - - 75S5135
CS20019 - Evolução das Ideias em Ciência 20 30 - - 12 8 - - 70S5135
CS20022 - Fotografia 10 15 15 - - 15 - - 55S5135
CSJ30011 - Fotojornalismo 10 25 30 10 - 15 - - 90S5135
CS20015 - Género e Media - - - - 40 - - - 40S5135
CSJ20011 - Géneros Jornalísticos - 40 - 10 5 15 - - 70S5135
CS20024 - Guionismo 20 25 15 15 - 9 - - 84S5135
CS20001 - História Contemporânea e Cidadania 30 25 - 5 - 7 - 4 71S5135
CS10001 - História dos Media 10 20 - - - 30 - - 60S5135
CSCC20009 - Indústrias Culturais 40 20 - - - - - - 60S5135
CSJ30010 - Jornalismo Radiofónico 15 15 30 - - - - - 60S5135
CS20016 - Língua e Comunicação Profissional 20 20 - - 10 10 - - 60S5135
CS10011 - Língua e Prática Textual 15 35 - - - - - - 50S5135
CS20013 - Língua Estrangeira 2 - 45 - - - 30 - - 75S5135
CS20028 - Língua Estrangeira 2 - Francês B1 - 45 - - - 30 - - 75S5135
CS20029 - Língua Estrangeira 2 - Inglês B1 45 - - - - 30 - - 75S5135
CS20030 - Língua Estrangeira 2 - Inglês B2 - 45 - - - 30 - - 75S5135
CS20006 - Linguagens do Audiovisual 20 25 - 15 - 9 - - 69S4108
CSCC20010 - Marketing Cultural - 52 - - - 9 - - 61S5135
CS20005 - Matemática para a Comunicação Social 23 35 - - - 10 - - 68S4108
CS20027 - Produção Audiovisual 20 25 15 15 - - - - 75S5135
CS20020 - Produção de Conteúdos Multimédia 10 - 45 - - 5 - - 60S5135
CSJ20012 - Produção do Texto Jornalístico 15 15 30 - - - - - 60S5135
CSCC30009 - Produção e Promoção Cultural - 52 - - - 9 - - 61S5135
CSCC30008 - Relações Públicas e Publicidade 19 - 45 - - - - - 64S5135
CS30006 - Retórica e Argumentação 30 10 - - - 20 - - 60S4108
CS30001 - Seminário de Investigação e Projeto de Comunicação 20 35 - - 10 10 - - 75S7189
CS20003 - Sociologia da Comunicação 30 35 - - - 8 - 2 75S5135
CS20017 - Técnicas de Som 15 15 30 - - - - - 60S5135
CS20023 - Temas Atuais em Ciência e Tecnologia 20 30 - - 12 8 - - 70S5135
CS10008 - Teoria da Imagem 45 20 - - 9 12 - - 86S5135
CS20004 - Teoria e Modelos da Comunicação 40 20 - - - 9 - - 69S5135
CS10010 - Teorias do Jornalismo 40 20 - - - - - - 60S5135

Fonte: Despacho nº 9957-S/2007 de 29 de Maio (DR nº 103 - Série II)


B1.2 - Dados comparativos com cursos de referência

No que diz respeito aos cursos de referência no espaço europeu continuamos a ter como exemplares as experiências curriculares do Curso de Ciências da Comunicação da Universidade de Bolonha, se bem que não nos seja possível oferecer as quatro possibilidades de currículo ali existentes. Embora ao nível dos conteúdos não se identifique uma semelhança assinalável, é sobretudo na arrumação formal que a referida licenciatura serve de orientação (cf. http://www.unibo.it/Portale/default.htm). A Universidade Autónoma de Barcelona serve-nos de referência para as áreas de Formação Geral – transversal aos vários cursos da área e UC de Formação Específica e Profissionalizante O Curso está organizado em torno da obtenção de créditos distribuídos entre Obrigatórios, Optativos e de Livre Eleição (cf. http://www.uab.es) Na organização do actual Ciclo de Estudos foram incorporadas algumas sugestões que decorreram de um Relatório de Auto-Avaliação do Curso de Licenciatura Bi-etápica em Comunicação Social (2001) e de um Relatório de Avaliação Externa por parte da Comissão de Avaliação na área da Comunicação e Informação (2001-2002), presidida pelo Prof. Doutor José Manuel Paquete de Oliveira. Dessas indicações foi absolutamente impossível, por falta de verbas, renovar muito do equipamento da área de audiovisuais. O acesso à rede sem fios e à Plataforma Moodle são duas áreas em que se investiu muito no último ano, quer para pesquisa autónoma quer para pesquisa e produção de trabalhos para avaliação nas diversas UC, assim como para contacto a distância entre docentes e apoio a estudantes. A criação de regulamentos para certas UC (como Estágio ou Carteira de Competências) pode ser vista como uma mais-valia na organização e funcionamento do Curso. Para finalizar, muitas das actividades das diversas UC (independentemente das áreas a que pertencem), são realizadas com recurso permanente à Plataforma Moodle, local onde estão também todos os programas e Ficha de UC


Parte B2 - Estudantes à entrada

De acordo com os quadros abaixo, verifica-se que no ano lectivo em apreço foram preenchidas todas as vagas postas a concurso nacional de acesso (CNA) (44 vagas) com um acréscimo relativamente a 2008 de 4 vagas e 9 vagas do concurso de regimes especiais (CRE), tal como no ano de 2008. Verifica-se ainda um acréscimo percentual de candidatos de 1ª opção no CNA (de 53% em 2008 para 64% em 2009) e um acréscimo de estudantes colocados de 1ªopção (51% em 2008 para 62% em 2009). No total de colocados pelo regime especial (11) há menos 3 estudantes colocados que no ano 2008, havendo contudo mais um estudante colocado nos maiores de 23 anos. A percentagem de estudantes colocados através de Regimes especiais (CRE) diminuiu neste ano, passando de 29% em 2008 para 21% em 2009.

Verifica-se a mesma tendência que em anos anteriores de uma maioria de estudantes do sexo feminino (cerca de 72%).

A proveniência dos estudantes admitidos no CNA vem sobretudo de concelhos do Distrito de Setúbal (39 dos 44). Há um acentuado aumento de entradas de estudantes relativamente ao ano anterior nos concelhos de Setúbal e Barreiro. Houve uma diminuição acentuada de entradas de estudantes provenientes nomeadamente de Lisboa (de 6 no ano de 2008 para 1 em 2009).

No ano de 2009/2010 o número de estudantes inscritos no 1ºano é de 55, tendo aumentado relativamente ao ano de 2008/2009; no 2º ano há 93 inscritos e no 3ºano há 49 inscritos. Ou seja estão inscritos 197 estudantes, contra 168 no ano anterior.

Em 2009/2010 há um aumento total do número de estudantes efectivamente matriculados em relação ao ano anterior. No 1ºano (mais 8) que no ano transacto. No 2ºano o número de inscritos (93) reporta-se ao número de estudantes com UC de 2º ano em atraso. No 3ºano há 49 inscritos, sendo a diferença (24) do ano de 2008, resultante do que foi dito no Relatório anterior, dado que foi um ano de transição de regimes.

A média de candidatura do último candidato colocado na 1ªfase é de 135,3.

A media do último aluno colocado baixou ligeiramente relativamente a 2008, mas em contrapartida subiu significativamente a média das médias de candidatura dos candidatos colocados.

a) Tabela 2 - Vagas

Vagas
Concurso Nacional de Acesso (CNA)000
Concursos/Regimes Especiais (CRE)000
Total de Vagas000

b) Tabela 3 - Estudantes provenientes do Concurso Nacional de Acesso (CNA)

Indicadores200920082007
Candidatos CNA / Vagas CNA533%117%118%
Candidatos 1º opção CNA / Vagas CNA90%60%3%
Colocados CNA / Vagas CNA113%117%118%
Colocados 1º opção CNA / Colocados CNA80%51%2%

c) Tabela 4 - Estudantes provenientes de Concursos/Regimes Especiais (CRE)

Indicadores200920082007
Nº de colocados + 23 anos000
Nº de colocados CETs000
Nº de colocados Outros CRE111418
Total de colocados CRE111418
Colocados CE/ Total de Vagas20%27%33%

d) Ocupação total de vagas

Gráfico 1 - Notas de acesso

e) Proveniência dos estudantes admitidos

Tabela 5 - Proveniência dos estudantes por Concelho (CNA)

CONCELHONúmero de Admitido (CNA)
200920082007
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Tabela 6 - Proveniência dos estudantes por Distrito (CNA)

DISTRITONúmero de Admitido (CNA)
200920082007
Outros---

CNA - Cuncurso Nacional de Acesso

Parte B3 - Estudantes inscritos

No ano lectivo 2009/2010 encontram-se inscritos 55 estudantes no 1º ano (27,92%), 93 no 2º ano (47,21%) e 49 no 3º ano (24,87%).


a) Tabela 7 - Distribuição por anos curriculares

Ano Curricular200920082007
1º Ano5527,92%4728,31%4397,73%
2º Ano9347,21%4627,71%12,27%
3º Ano4924,87%7343,98%00%
Total19716644

b) Distribuição por género

Gráfico 2 - Distribuição dos estudantes inscritos por género

Parte B4 - Mobilidade e Internacionalização

Nos últimos três anos o Instituto Politécnico de Setúbal tem vindo a fazer um trabalho de coordenação da mobilidade estudantil entre as suas Unidades Orgânicas. Esse esforço foi levado a cabo através da centralização, num sector específico – o CIMOB – da maior parte das tarefas de organização dos processos de saída/entrada de estudantes que integram aqueles programas.

Algumas das acções realizadas pretendem reflectir sobre a importância da mobilidade e sobre as formas possíveis de a aumentar.

De diversos pontos de vista, a mobilidade promove o desenvolvimento de diversas competências que, nem sempre, os estudantes identificam como sendo fundamentais para o seu percurso pessoal, académico e, sobretudo, profissional. A melhoria nos métodos de estudo, o aumento da fluência numa outra língua que não a materna, a capacidade de identificação e resolução de inúmeros problemas que têm de resolver, assim como a vivência em meios académicos e familiares muito diversos daqueles que são os seus em contexto nacional são algumas das vantagens que se identificam como fundamentais para os estudantes que seguem um programa deste tipo.

Desde 2006/2007 o aumento da mobilidade tem sido uma das maiores apostas da Coordenação de Curso mas, como se verá adiante neste capítulo, nem sempre as condições reais têm sido as mais favoráveis ao desenvolvimento desta área.

Os dados internacionais apontam para que a mobilidade deva ser aumentada de forma a que, em 2020, ela atinja 20% dos diplomados em instituições de Ensino Superior europeias (Lovaina, 2009).

A nível interno, como consta do Programa Estratégico e Desenvolvimento do Instituto Politécnico de Setúbal (PEDIPS, 2007-2011), a aposta na saída/entrada de estudantes é inequívoca uma vez que ali se aponta para que se atinja, até 2011, um aumento de 2.5% de mobilidade. O mesmo se verifica no Orçamento de 2009 uma vez que as verbas canalizadas para esta área tiveram uma visibilidade acentuada. Neste momento o IPS procura definir regras de apoio à mobilidade que contemplará com mais verbas a(s) Unidade(s) Orgânica(s) que melhor desempenho mostrem na promoção da mobilidade estudantil e docente.

Antes de apresentar e reflectir sobre os dados da mobilidade relativos ao período a que respeita este Relatório (e para que aqueles melhor se percebam) há que apresentar um conjunto de questões que se colocam e que ajudam a explicar o processo e os resultados da mobilidade estudantil. Apesar das bolsas e do apoio que o IPS tem vindo a prestar, nem sempre os estudantes vêem algum esforço de participação em projectos de mobilidade como um dado facilitador da sua futura inserção no mercado de trabalho.

Ao longo dos últimos anos tem tido preocupação do IPS o apoio a iniciativas de procura de novos Acordos Bilaterais de mobilidade mas, no ano de 2009 e, por diversos motivos, não foi possível aumentar o número de instituições estrangeiras/parceiras para promoção de saídas de estudantes. Uma das explicações é o facto de que, internamente, foi necessário atender a muitas urgências que se prendem com a concretização de todos os dados sobre o Processo de Bolonha e este não foi desenvolvido por ser difícil aplicar uma série de aspectos científico-pedagógicos e organizativos novos que não se compadecem com o tempo que é necessário despender para criar laços com cursos afins na área, no estrangeiro, assim como com a definição de perfis de saída semelhantes.

Um dos factores que se tem identificado como um obstáculo à realização de mais processos de mobilidade, no caso nacional e no que se refere à atracção de estudantes estrangeiros que pretendam realizar um período de formação no país, é o domínio da língua portuguesa que, mesmo para países mais próximos da mesma raiz latina, se afigura como algo que dificulta a total inclusão no IPS. Uma das soluções que já foi ensaiada (com enorme êxito) por uma das Unidades Orgânicas foi a da criação de turmas ditas internacionais em que docentes e estudantes usam a língua inglesa como base de trabalho.

Realizar um Guia da Mobilidade acessível em linha e traduzir os Programas das Unidades Curriculares não é suficiente para que se verifique um aumento das entradas na ESE. O ideal seria que se organizasse um Módulo Internacional (englobando diversas UC de diversos Cursos envolvidos) em que docentes e estudantes pudessem (a exemplo do que se faz já em inúmeras instituições de ensino superior no nosso país) utilizar uma língua de trabalho da União Europeia como forma de comunicação verbal. Contribuir para que tal se realize, é um dos escopos da actual Coordenação de Curso de Comunicação Social.

Em 2009, mais uma vez, a colaboração entre a Coordenação de Curso e a representação do programa CIMOB na ESE foi estreita uma vez que, esta última, esteve a cargo de uma das docentes do Departamento de Comunicação e docente no Curso em causa.

Neste Curso há uma atitude favorável de apoio à mobilidade até porque a insistência no desenvolvimento de competências é um dos objectivos do Curso e da Unidade Curricular específica com essa mesma designação.

A tarefa de reconhecimento de competências desenvolvidas com as entradas/saídas de estudantes tem sido facilitada quer pela existência do CIMOB e a Coordenação, em cada Unidade Orgânica, de um docente e quer pela existência de um Regulamento da Mobilidade para o IPS (RMI-IPS), disponível em linha e que pode ser consultado por qualquer dos intervenientes no referido processo.

A Coordenação do Curso de Comunicação Social considera que, além dos mecanismos já existentes, seria interessante que se criasse um Regulamento Pedagógico da Mobilidade uma vez que, dessa forma, seria possível agir sempre da mesma maneira quando esteja em causa o reconhecimento académico das mesmas UC’s em anos diferentes, mesmo que realizadas em instituições diversas.

No ano de 2009, no IPS, saíram 38 estudantes em processo de mobilidade, número que sofreu um decréscimo no presente ano lectivo de 2009/2010 em que apenas sairam 32 estudantes do IPS, sendo 5 estudantes da ESE.

De 12 saídas de estudantes de Comunicação Social em 2007/2008 passou-se para apenas 1 em 2008/2009 e nenhuma no ano lectivo de 2009/2010. Apesar destes números muito aquém do desejável, este foi o segundo Curso que maior número de estudantes da ESE enviou para mobilidade no estrangeiro (o primeiro é o Curso de Animação e Intervenção Sócio-Cultural).

Quanto ao número de estudantes estrangeiros de Comunicação social, ao abrigo deste Programa, estiveram na ESE, 3 em 2007/2008, três em 2008/2009 e número igual em 2009/2010, oriundos das universidades de Barcelona e Bilbao.

Dos sete Acordos Bilaterais que existem entre a ESE e instituições de Ensino Superior estrangeiras para onde/de onde se enviam/se recebem estudantes, apenas quatro foram usadas desde 2007/2008 e dois novos acordos foram celebrados desde essa data.

A participação de estudantes de Comunicação Social nas actividades da Semana da Mobilidade, realizada anualmente no IPS, tem o apoio de inúmeros estudantes do referido Curso mais enquanto forma de obter créditos para a Unidade Curricular de Carteira de Competências do que como forma de intervenção activa nas questões da organização, divulgação e participação na mobilidade.

Para aumentar o número de estudantes abrangidos pelo Programa de Mobilidade do IPS, sobretudo no campo das saídas, a Coordenação de Curso pretende implementar diversas medidas, ao longo do ano lectivo de 2009/2010, a saber:


B4.1 Tabela 8 - Mobilidade

Não existem dados disponíveis! Não foi possível encontrar dados que satisfaçam os criterios especificados. Reformule os criterios

B4.2 Tabela 9 - Internacionalização

200920082007
Estudantes Estrangeiros9811
Docentes Estrangeiros---------
Diplomados Estrangeiros311

B4.3 - Parcerias internacionais

PARTE C - CARACTERIZAÇÃO DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS

a) Tabela 10 - Elementos que integram o programa da unidade curricular

Sim
Não
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aprendizagens esperadas
45
95,7%
0
0,0%
2
4,3%
47
100%
Avaliação
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Bibliografia
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Competências a desenvolver
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Conteúdos
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Introdução
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Metodologia
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Número de créditos (ECTS)
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Nº horas de contacto por tipo de trabalho
43
91,5%
1
2,1%
3
6,4%
47
Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho
39
83,0%
5
10,6%
3
6,4%
47
Número total de horas
47
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
47
Objectivos
35
74,5%
7
14,9%
5
10,6%
47
Competências Formação específica
36
76,6%
6
12,8%
5
10,6%
47
Competências Formação geral/transversal
38
80,9%
8
17,0%
1
2,1%
47
Competências Formação profissionalizante
28
59,6%
11
23,4%
8
17,0%
47


Em relação à identificação dos elementos que integram agora os Programas das UC verifica-se que houve poucas mudanças em relação aos dados que estavam presentes nos Programas das disciplinas anteriores ao Processo de Bolonha. Este aspecto que, numa primeira leitura, pode parecer negativo não o é uma vez que, nesta Instituição, antes e depois de Bolonha todos os programas das UC costumavam integrar já uma série de dados que em muitos locais só após Bolonha começaram a integrar os referidos Programas.

Na esmagadora maioria dos programas (já existiam e continuam a ser enumerados) os seguintes dados: Metodologia, Introdução explicativa dos objectivos e fins da UC, conteúdos, competências a desenvolver, Bibliografia, avaliação, assim como o número total de horas e o número de créditos.

Alguns dados apenas forma introduzidos nos programas após o processo de Bolonha. Estão neste grupo: as competências de formação profissionalizante, as competências de formação específica, as competências de formação transversal, o número de horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho e o número de horas de contacto por tipo de trabalho.


b) Tabela 11 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
1
2,1%
30
63,8%
0
0,0%
0
0,0%
16
34,0%
47
100%
Aulas expositivas c/ temas para debate
2
4,3%
28
59,6%
0
0,0%
0
0,0%
17
36,2%
47
Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
1
2,1%
30
63,8%
0
0,0%
0
0,0%
16
34,0%
47
Aulas expositivas dos conteúdos
7
14,9%
23
48,9%
0
0,0%
0
0,0%
17
36,2%
47
Aulas expositivas interact c/estudantes
3
6,4%
26
55,3%
0
0,0%
0
0,0%
18
38,3%
47
Comunic c/prof/colegas-Correio Elec
0
0,0%
31
66,0%
0
0,0%
1
2,1%
15
31,9%
47
Comunicação oral dos estudantes
1
2,1%
29
61,7%
0
0,0%
0
0,0%
17
36,2%
47
Discussão orientada temas c/análise doc.
3
6,4%
25
53,2%
0
0,0%
0
0,0%
19
40,4%
47
Estudos de caso
13
27,7%
10
21,3%
0
0,0%
0
0,0%
24
51,1%
47
Exercícios de aplicação
5
10,6%
19
40,4%
0
0,0%
0
0,0%
23
48,9%
47
Interv fóruns discussão on-line/chats
14
29,8%
10
21,3%
0
0,0%
2
4,3%
21
44,7%
47
Orientação tutória
3
6,4%
20
42,6%
0
0,0%
4
8,5%
20
42,6%
47
Participação em Seminários /Conferências
6
12,8%
16
34,0%
0
0,0%
4
8,5%
21
44,7%
47
Pesquisa/recolha de informação on-line
1
2,1%
29
61,7%
0
0,0%
0
0,0%
17
36,2%
47
Prática simulada
15
31,9%
6
12,8%
0
0,0%
0
0,0%
26
55,3%
47
Realização activ Estágio pelos estudantes
14
29,8%
5
10,6%
0
0,0%
0
0,0%
28
59,6%
47
Realiz.projectos de investigação/acção
13
27,7%
10
21,3%
0
0,0%
0
0,0%
24
51,1%
47
Resolução de problemas
9
19,1%
15
31,9%
0
0,0%
0
0,0%
23
48,9%
47
Supervisão activ Estágio pelo docente
14
29,8%
5
10,6%
0
0,0%
0
0,0%
28
59,6%
47
Trabalho de campo
8
17,0%
15
31,9%
0
0,0%
2
4,3%
22
46,8%
47
Trabalho de Projecto
11
23,4%
12
25,5%
1
2,1%
0
0,0%
23
48,9%
47
Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod
9
19,1%
18
38,3%
0
0,0%
0
0,0%
20
42,6%
47
Visitas de estudo
8
17,0%
14
29,8%
1
2,1%
3
6,4%
21
44,7%
47


A lista de actividades utilizadas em 2008/2009 e em 2009-2010, em cada uma das Unidades Curriculares é muito diversificada sendo referidas as seguintes (por ordem de % de utilização): aulas expositivas com recurso a meios audiovisuais; comunicação estudantes/professores/colegas através de correio electrónico, aulas expositivas com exemplos da realidade, comunicações orais dos estudantes, aulas expositivas interactivas (com estudantes), pesquisa e recolha de informação on-line, discussão orientada sobre temas com recurso a documentação vária, aulas expositivas com temas para debate, aulas expositivas dos conteúdos, exercícios de aplicação e trabalhos práticos.

Comparando as actividades realizadas antes e após a introdução do processo de Bolonha verifica-se que os docentes identificam um conjunto que já utilizavam e que continuaram a usar. Estão neste grupo a pesquisa/recolha de informação on-line, a comunicação entre docentes e entre estes e estudantes através de correio electrónico, a participação em seminários e conferências, a orientação tutorial individual, o trabalho de campo, as visitas de estudo, os trabalhos práticos quer laboratoriais quer de produção de documentos, a resolução de problemas, exercícios de aplicação, a comunicação oral com estudantes, a discussão orientada de temas com análise documental, as aulas expositivas com recurso a meios audiovisuais, as aulas expositivas com ligação a temas para debate e com exemplos da realidade, as aulas expositivas com interacção com estudantes e as aulas expositivas de conteúdos teóricos.

Também foram diversos os docentes que passaram a usar algumas actividades em aulas que antes nunca tinham usado. Neste grupo estão: estudos de caso, prática simulada, intervenção em fóruns de discussão on-line e chats, a supervisão de actividades de Estágio por parte do docente, a realização de projectos de investigação-acção e trabalho de campo e de projecto.

Visitas de estudo e trabalho de projecto são mencionadas como actividades abandonadas depois de Bolonha.


c) Tabela 12 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
1
3,3%
27
90,0%
1
3,3%
0
0,0%
1
3,3%
30
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
11
36,7%
11
36,7%
0
0,0%
1
3,3%
7
23,3%
30
Avaliação inter-pares
13
43,3%
5
16,7%
0
0,0%
1
3,3%
11
36,7%
30
Desempenho activ práticas
6
20,0%
21
70,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
10,0%
30
Particip estudantes activ aulas
0
0,0%
28
93,3%
0
0,0%
0
0,0%
2
6,7%
30
Produção materiais modelos objectos
9
30,0%
17
56,7%
0
0,0%
0
0,0%
4
13,3%
30
Produções escritas
3
10,0%
24
80,0%
0
0,0%
1
3,3%
2
6,7%
30
Projectos de Investigação/Acção
13
43,3%
7
23,3%
0
0,0%
0
0,0%
10
33,3%
30
Relatórios activ exper/práticas
10
33,3%
14
46,7%
0
0,0%
0
0,0%
6
20,0%
30
Relatórios de estágio
14
46,7%
4
13,3%
0
0,0%
0
0,0%
12
40,0%
30
Testes avaliação de conhecimentos
7
23,3%
20
66,7%
1
3,3%
0
0,0%
2
6,7%
30
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
12
40,0%
12
40,0%
0
0,0%
1
3,3%
5
16,7%
30


Como elementos/forma de avaliação individual a maioria dos docentes continuou a usar muitos dos instrumentos que já usava antes do processo de Bolonha. Neste grupo incluem-se: a produção de materiais, modelos ou objectos; a apresentação oral de trabalhos, a participação (contabilizada) dos estudantes nas actividades das aulas, os projectos de investigação-acção, relatórios de Estágio, produções escritas individuais realizada em sala de aula, relatórios de actividades experimentais/práticas, desempenho das actividades práticas, avaliação inter-pares, auto-avaliação realizada pelos estudantes assim como testes de avaliação de conhecimentos.

Um docente refere ter deixado de usar testes de avaliação de conhecimentos e outro as apresentações orais realizadas pelos estudantes em sala de aula.

Um docente refere ter passado a usar auto-avaliação dos estudantes e avaliação inter-pares.


d) Tabela 13 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
1
3,3%
27
90,0%
0
0,0%
0
0,0%
2
6,7%
30
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
11
36,7%
12
40,0%
0
0,0%
1
3,3%
6
20,0%
30
Avaliação inter-pares
12
40,0%
7
23,3%
0
0,0%
1
3,3%
10
33,3%
30
Desempenho activ práticas
6
20,0%
19
63,3%
0
0,0%
0
0,0%
5
16,7%
30
Particip estudantes activ aulas
1
3,3%
28
93,3%
0
0,0%
0
0,0%
1
3,3%
30
Particip activ"a distância"
9
30,0%
11
36,7%
0
0,0%
3
10,0%
7
23,3%
30
Produções escritas
5
16,7%
19
63,3%
0
0,0%
1
3,3%
5
16,7%
30
Projectos de Investigação/Acção
12
40,0%
8
26,7%
0
0,0%
0
0,0%
10
33,3%
30
Relatórios activ exper/práticas
8
26,7%
13
43,3%
0
0,0%
0
0,0%
9
30,0%
30
Relatórios de estágio
14
46,7%
4
13,3%
0
0,0%
0
0,0%
12
40,0%
30
Testes avaliação de conhecimentos
11
36,7%
10
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
9
30,0%
30
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
13
43,3%
9
30,0%
0
0,0%
0
0,0%
8
26,7%
30
Produção materiais modelos objectos
7
23,3%
20
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
3
10,0%
30


No que se refere às mudanças identificadas na utilização de elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha verifica-se que a maioria dos docentes continuou a ter em conta a participação dos estudantes nas actividades em sala de aula, a apresentação oral de trabalhos, a produção de materiais e modelos ou objectos, as produções escritas em grupo, o desempenho de grupo nas actividades práticas e os relatórios de Estágio.

Três docentes referem ter passado a usar as actividades realizadas a distância e, um para cada caso, referem o uso de avaliação inter-pares e a auto-avaliação realizada pelos estudantes do grupo.


PARTE D - ANÁLISE GLOBAL DOS RESULTADOS

Relativamente ao ano de 2007/2008 e ao ano 2008/2009, há uma taxa superior de aprovações para o total de estudantes inscritos no 1ºano. No 2ºano, a taxa de aprovação é ligeiramente inferior ao ano anterior mas mais elevada que em 2007/2008. No 3º ano a taxa de aprovação é acima dos dois anos anteriores.

Os resultados obtidos em 2009/2010 mostram uma percentagem de sucesso de 87,67% no 1ºano, superior ao ano anterior em que apercentagem foi de 85, 56%, havendo uma variação entre as UC de 100% a 69,09%.

No 2º ano, a percentagem de sucesso (86,5%) é inferior à do ano transacto (89,59%, com uma variação entre 30,0% e 100%.

No 3ºano a percentagem de sucesso (95,3%) subiu relativamente ao ano transacto (93,7%) e a variação oscilou entre os 100% e 71,4%. Globalmente e para os 3 anos a percentagemde aprovações para os inscritos em 2009 foi de 89,3%, sensivelmente amesma que em 2008 (89,34%) e superior ao ano de 2007.

Nos valores mais baixos relativos ao rácio entre aprovados e inscritos verifica-se um alto nível de desistência nas Unidades Curriculares Língua Estrangeira Inglês B2 (da Carteira de Literacias). A Unidade Curricular de Matemática para a Comunicação Social (que no ano anterior ocupava um lugar muito baixo), deixa de figurar nesta lista. Outra área em que se verifica uma grande discrepância entre o rácio de aprovados e inscritos é a das Opções gerais e na Unidade Curricular de Ciência, Tecnologia e Sociedade (da Carteira de Literacias). Esta questão faz-nos reflectir sobre os critérios subjacentes à escolha das referidas Unidades Curriculares pelos estudantes.

Quanto ao que é a avaliação das(os) docentes do Curso de Comunicação Social do processo de aplicação da adequação a Bolonha há que referir que foram ainda as seguintes as áreas positivas e negativas identificadas:

Houve outras UC que eram módulos de disciplinas e que se autonomizaram e, nem sempre o desenvolvimento da UC nova foi facilitado pois houve que mudar diversos procedimentos.

Apesar de não haver agora UC que funcionem em estrutura modular, há algumas que, leccionadas por dois ou mais docentes diferentes, ainda não conseguiram ultrapassar aquela realidade.

A actividade dos docentes ficou sobrecarregada pois o que têm de fazer, extra sessões presenciais, como é o caso das tutorias e do acompanhamento da Carteira de Competências, exige um muito maior espaço de trabalho e de acompanhamento individual das(os) estudantes sem qualquer visibilidade institucional. A passagem a escrito de todas as actividades realizadas é também um exemplo do aumento da sobrecarga de trabalho desenvolvido.

A avaliação das(os) estudantes, assente em parâmetros que não incluem apenas os testes ou exames (como aliás já se fazia nesta Instituição) e realizada em épocas específicas que não seguem as normas anteriormente existentes para o efeito, foi objecto de uma maior discussão entre as(os) docentes do Curso. A redacção e aprovação de um novo Regulamento de Frequência e Avaliação (feitas pelo Conselho Pedagógico) foi fundamental para obviar a que mais problemas tivessem surgido nesta fase de adequação.

Muitas(os) estudantes queixam-se ainda de que, em relação a muitas UC, nem sempre o calendário de avaliações (quer finais quer intercalares) definido pelo Conselho Pedagógico foi respeitado pelos(as) docentes.

A estes problemas relativos á adequação do processo de Bolonha há que acrescentar um outro, ou seja, durante este tempo foi também mudada a coordenação de Curso o que não facilitou a aplicação do novo Currículo.


Parte D1 - Resultados Académicos

a) Indicadores de sucesso global por ano lectivo, por ano curricular e por UC/Módulo

Tabela 14 - 1º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Tecnologias e Comunicação 862.550.080.0 1384.6261.5472.73 1172.7372.73100.0
Comunicação Empresarial 5886.2168.9780.0 5988.1474.5884.62 53100.056.656.6
Produção de Conteúdos para a Web 1090.090.0100.0 580.080.0100.0 12100.075.075.0
Língua Estrangeira - Francês B1 18100.077.7877.78 771.4371.43100.0 8100.062.562.5
Teorias do Jornalismo 6083.3376.6792.0 5084.072.085.71 4586.6782.2294.87
Pedagogia e Educação ao Longo da Vida 3100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Matemática, Cultura e Realidade 887.575.085.71 977.7877.78100.0 580.060.075.0
História dos Media 5388.6883.0293.62 4891.6787.595.45 53100.077.3677.36
Educação para os Media e Gestão da Informação 5487.0483.3395.74 5088.080.090.91 46100.086.9686.96
Intervenção Social com Populações e Grupos de Risco 1376.9261.5480.0 --- --- --- --- 4100.0100.0100.0
Geografia 580.080.0100.0 9100.088.8988.89 7100.071.4371.43
Contextos Profissionais 5984.7574.5888.0 5084.064.076.19 4584.4482.2297.37
Teoria da Imagem 5983.0577.9793.88 8193.8376.5481.58 7860.2655.1391.49
Língua Gestual Portuguesa 5100.080.080.0 6100.083.3383.33 10100.0100.0100.0
Língua e Prática Textual 5190.288.2497.83 5284.6280.7795.45 8091.2588.7597.26
Língua Estrangeira - Inglês B1 977.7866.6785.71 1457.1457.14100.0 1450.042.8685.71
Língua Estrangeira - Inglês B2 366.6766.67100.0 10.00.00.0 --- --- --- ---
Antropologia Cultural 5673.2166.0790.24 5373.5867.9292.31 5570.9169.0997.44
Artes Performativas 50100.088.088.0 49100.087.7687.76 45100.088.8988.89
Traumatologia e Primeiros Socorros 4100.0100.0100.0 --- --- --- --- 1100.0100.0100.0
Ciência, Tecnologia e Sociedade 1353.8538.4671.43 1376.9246.1560.0 9100.088.8988.89
Actualidade nos Media 54100.070.3770.37 50100.078.078.0 54100.090.7490.74
Desporto de Recreação e Terceira Idade 333.3333.33100.0 3100.0100.0100.0 2100.050.050.0
Artes e Património 988.8988.89100.0 14100.057.1457.14 2100.0100.0100.0
1º ano 66586.3276.2488.33 64987.5274.8885.56 64887.8176.3986.99

Tabela 15 - 2º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Teoria e Modelos da Comunicação 49100.085.7185.71 5475.9361.1180.49 53100.064.1564.15
Língua e Comunicação Profissional 850.037.575.0 12100.091.6791.67 23100.095.6595.65
Língua Estrangeira 2 - Inglês B1 250.050.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Indústrias Culturais 1384.6276.9290.91 4991.8489.897.78 5596.3649.0950.94
Matemática para a Comunicação Social 4479.5568.1885.71 4673.9167.3991.18 1323.0815.3866.67
Produção de Conteúdos Multimédia 9100.0100.0100.0 988.8977.7887.5 12100.066.6766.67
Géneros Jornalísticos 29100.096.5596.55 3183.8780.6596.15 4787.2365.9675.61
Ciência e Teoria Política 4187.882.9394.44 4090.082.591.67 4686.9684.7897.5
Fotografia 10100.030.030.0 12100.091.6791.67 11100.090.9190.91
Cinema e Televisão 1266.6766.67100.0 1888.8966.6775.0 3688.8969.4478.13
Língua Estrangeira 2 - Francês B1 1100.00.00.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Língua Estrangeira 2 - Inglês B2 3100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Sociologia da Comunicação 47100.068.0968.09 4686.9665.2275.0 3892.1168.4274.29
Comunicação e Património Literário 666.6766.67100.0 5100.0100.0100.0 1100.0100.0100.0
Técnicas de Som 19100.084.2184.21 17100.088.2488.24 11100.072.7372.73
Animação de Públicos 2100.0100.0100.0 666.6766.67100.0 --- --- --- ---
Da Produção Científica à Comunicação Científica 1070.060.085.71 875.075.0100.0 11100.081.8281.82
Artes Gráficas 8100.037.537.5 14100.078.5778.57 1994.7484.2188.89
Marketing Cultural 1181.8272.7388.89 4793.6291.4997.73 5556.3652.7393.55
Comunicação Interpessoal 4090.087.597.22 4390.786.0594.87 3997.4476.9278.95
Evolução das Ideias em Ciência 757.1428.5750.0 560.060.0100.0 988.8977.7887.5
Produção Audiovisual 1586.6786.67100.0 1593.3380.085.71 23100.091.391.3
Produção do Texto Jornalístico 29100.096.5596.55 3187.187.1100.0 4969.3965.3194.12
Ciberculturas 45100.086.6786.67 4582.2271.1186.49 3694.4472.2276.47
Temas Atuais em Ciência e Tecnologia 666.6766.67100.0 1376.9261.5480.0 1788.2464.7173.33
História Contemporânea e Cidadania 4390.788.3797.44 4097.580.082.05 7100.042.8642.86
Linguagens do Audiovisual 3989.7489.74100.0 3992.3189.7497.22 37100.091.8991.89
Guionismo 1190.9163.6470.0 955.5644.4480.0 14100.092.8692.86
2º ano 55990.779.2587.38 65487.1678.1389.65 66288.3770.0979.32

Tabela 16 - 3º Ano

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Discurso dos Media 3591.4391.43100.0 3683.3380.5696.67 4182.9382.93100.0
Produção de Conteúdos Multimédia 10100.0100.0100.0 8100.0100.0100.0 20100.070.070.0
Carteira de Competências 4185.3785.37100.0 6377.7877.78100.0 8762.0759.7796.3
Fotografia 11100.0100.0100.0 3193.5590.3296.55 7100.085.7185.71
Cinema e Televisão 2100.0100.0100.0 1392.3192.31100.0 2100.0100.0100.0
Produção e Promoção Cultural 23100.095.6595.65 1593.3386.6792.86 4197.5692.6895.0
Da Produção Científica à Comunicação Científica 6100.0100.0100.0 666.6750.075.0 --- --- --- ---
Seminário de Investigação e Projeto de Comunicação 35100.0100.0100.0 4595.5693.3397.67 45100.060.060.0
Estágio 36100.094.4494.44 4290.4890.48100.0 8782.7682.76100.0
Artes Gráficas 11100.081.8281.82 15100.086.6786.67 580.080.0100.0
Relações Públicas e Publicidade 24100.0100.0100.0 2391.386.9695.24 41100.075.6175.61
Fotojornalismo 21100.071.4371.43 24100.062.562.5 1952.6352.63100.0
Evolução das Ideias em Ciência 580.040.050.0 475.050.066.67 --- --- --- ---
Produção Audiovisual 875.075.0100.0 1384.6284.62100.0 17100.088.2488.24
Temas Atuais em Ciência e Tecnologia 8100.0100.0100.0 580.080.0100.0 1100.0100.0100.0
Ética e Deontologia Profissional 36100.091.6791.67 4495.4588.6492.86 43100.062.7962.79
Retórica e Argumentação 35100.094.2994.29 3697.2288.8991.43 41100.082.9382.93
Guionismo 1291.6791.67100.0 1989.4784.2194.12 6100.016.6716.67
Economia, Gestão e Empreendedorismo 3491.1891.18100.0 3694.4488.8994.12 714.290.00.0
Jornalismo Radiofónico 16100.0100.0100.0 2095.090.094.74 1794.1270.5975.0
3º ano 40996.0991.6995.42 49890.7685.1493.81 52786.1572.1183.7

Tabela 17 - Global

2009 2008 2007
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Global 163390.2681.1489.89 180188.2878.989.37 183787.5372.8983.27

b) Tabela 18 - Retenções e abandono escolar

200920082007
Retenção no 1º ano47,41%59,8%12,17%
Abandono Escolar85,37%2614,86%10133,22%

Como se pode ver no quadro, no ano de 2009/2010 a percentagem de retenções no 1ºano diminuiu de 9,8 para 7,41, tendo aumentado a percentagem de abandono escolar (em 2008/2009 foi 15,43% e em 2009/2010 foi 21,48%).


c) Tabela 19 - Indicadores de eficácia global

Indicadores200920082007
Total de Diplomados6000
Diplomados em < N anos/Total de Diplomados (1) 0%-0 0 0
Diplomados em N anos/Total de Diplomados 100%-60 0 0
Diplomados em N + 1 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
Diplomados em N + 2 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
Diplomados em > N + 2 anos/Total de Diplomados 0%-0 0 0
(1)Estudantes que concluiram a licenciatura em menos que N anos, derivado de processos de equivalência.

Não houve qualquer estudante a terminar o curso em menos de 3 anos. No ano de 2009, saíram 73 diplomados, correspondendo a 100%.


Parte D2 - Outros Indicadores Relevantes

Parte D3 - Percepção dos estudantes sobre o processo de Ensino/Aprendizagem

D3.1 - Percepção sobre o curso

D3.2 - Percepção sobre as UCs/Módulos

PARTE E - MEDIDAS DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR

Neste grupo identificam-se algumas medidas urgentes a serem tidas em conta. Aponta-se a necessidade de um maior seguimento das (poucas) desistências que se têm verificado, sobretudo nos 1ºs anos do Curso. Neste sentido foi já desenvolvido, no âmbito da Unidade Curricular de projecto de Comunicação, uma folha de recolha de dados que, após a identificação da desistência (mesmo que sem informação oficial), se proceda à enumeração das causas que levam os estudantes a esta atitude. Neste ano lectivo já foi aplicada a referida ficha e conclui-se que: em três casos identificados, um se deveu a falta de condições financeiras para prosseguir; outro por falta de compatibilidade entre horário laboral e horário escolar e falta de facilidades da entidade empregadora face ao estatuto de trabalhador-estudante e um último em que a Embaixada de um PALOP não conseguiu, de forma atempada, a organização do processo de atribuição de bolsa à estudante em causa.

Tem sido feito um maior esforço no sentido do acompanhamento de estudantes entrados pelo sistema de maiores de 23 anos, acompanhamento das entradas do primeiro ano identificando dificuldades, ansiedade, gestão de horários de trabalho e estudo.

Tem havido mais rigor na escolha da Carteira de Literacias (do que sabem menos para o que sabem mais) valorizando mais o processo/progresso e considerando menos importante o ponto de chegada e valorizando o percurso de aprendizagem realizado por cada estudante. A colaboração com o Conselho Directivo tem sido fundamental nesta área uma vez que todo o processo foi gerido também com/entre todas as coordenações de Curso.

A articulação de períodos de Estágio de todos os Cursos melhorou a forma de trabalhar nas UC quer nas obrigatórias quer nas de Opção.

Como medida positiva relevam-se os critérios definidos para a distribuição das UC por semestre uma vez que se conseguiu melhorar o número de presenças nas actividades presenciais assim como a organização dos horários dos estudantes, permitindo-lhes dispor de mais tempo (ou melhor organizado) para toda a actividade autónoma que têm de desenvolver.

O reforço da equipa de tutores do Curso tem de ser pensado uma vez que a UC de Carteira de Competências é aquela em que os estudantes se sentem mais inseguros e que pode apresentar maiores discrepâncias de funcionamento entre tutores oriundos de diversas áreas científicas.

Manter a orientação tutorial com as características que lhe foram dadas neste ano é uma prioridade para que os estudantes reconheçam a importância que, no desenvolvimento de todo o tipo de competências, pode ter aquela estrutura de apoio.

Sensibilizar os docentes para a necessidade de uma maior cooperação em diversas UC que podem utilizar alguns produtos de avaliação comuns é uma tarefa que também tem de ser levada a cabo, podendo essa articulação ser levada à harmonização de alguns conteúdos de UC diferentes.

Finalmente a manutenção de constantes reuniões temáticas entre coordenação de curso e estudantes revelou-se uma forma simples mas extremamente eficaz de, em tempo útil e de forma célere, resolver muitas e diversas questões do quotidiano estudantil (seja resolvendo problemas de compreensão da estrutura do Curso, dos critérios de escolha de Carteira de Literacias, de atribuição de tutorias, de uniformização de documentos de registo de actividades/relatórios da carteira de Competências, de sessões para apreciação do Regulamento de Frequência e Avaliação, de Certificação de Competências em regime de RVC, entre outras).


PARTE F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES

A UC Carteira de Competências, que faz parte do plano de estudos do Curso de Comunicação Social assim como do de todos os cursos adaptados a Bolonha. A sua forma de funcionamento, conteúdos, identificação de competências sistémicas, gerais do Instituto Politécnico, gerais da Escola Superior de Educação assim como específicas de cada Curso (ver ponto B1), tem como finalidade a aquisição de competências extra-curriculares, a desenvolver em contextos não-formais e informais (actividades de âmbito profissional, científico, social, etc.), ao longo dos três anos da licenciatura, permitindo adquirir 5 créditos no âmbito do plano de estudos.

Esta UC tem sido aquela em que, quanto melhor é entendido o seu alcance pelos tutores e estudantes, mais rica se tem verificado na realização dos princípios subjacentes ao processo de mudança em curso.


PARTE G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE

PARTE FINAL - CONCLUSÕES E PROPOSTAS DE MELHORIA

No ano lectivo 2009 há ainda várias tarefas a desenvolver que se prendem com a adequação do Curso de Comunicação Social ao processo de Bolonha. Apenas a título de exemplo foram listadas as seguintes:

Estas são as conclusões que o grupo de trabalho do Curso de Comunicação Social decidiu apresentar para inclusão no Relatório Anual de Execução do Processo de Bolonha da ESE.

ANEXOS