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    Tabela

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    Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

    Relatório de Execução do Processo de Bolonha 2009-2010

    Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico

    RESUMO

    O presente relatório pretende fornecer informações que permitam avaliar os processos concretizados em termos curriculares e pedagógicos no Mestrado em Ensino em Educação Musical no Ensino Básico, no âmbito da concretização dos objectivos do Processo de Bolonha, dando assim resposta ao disposto no art. 66º-A do D.L. nº107/2008 de 25 de Junho.
    Este relatório incide sobre o ano lectivo de 2008/09 e o funcionamento do ciclo adequado ao Processo de Bolonha, nomeadamente no que se refere a questões de organização e funcionamento.
    A estrutura geral do mestrado em Ensino em Educação Musical no Ensino Básico, através da sua repartição pelas componentes de formação educacional geral, formação na área de docência, formação em didáctica específica e iniciação à prática profissional, constitui um indicador que denota um sistema baseado no desenvolvimento de competências. Também a diversificação e adequação permanentes dos métodos e processos de ensino e aprendizagem promotores do desenvolvimento dessas competências, especificamente relacionadas com o perfil desejável do professor de Educação Musical nos três ciclos do Ensino Básico, visam corresponder aos objectivos e dinâmicas inerentes aos modelos de ensino e aprendizagem preconizados pelo Processo de Bolonha.
    Não obstante o elevado grau de satisfação manifestado pelos mestrandos relativamente ao curso frequentado (consultar Tabela 29 na secção final ANEXOS) e das várias considerações mencionadas ao longo do relatório, apresenta-se uma breve síntese de propostas de melhoria de carácter global.
    Em conformidade com as opiniões expressas pelos mestrandos, quer através e conversas informais quer nas respostas a questões abertas incluídas no questionário aplicado, sugere-se a possibilidade de:
    a) articular, numa perspectiva de maior coordenação, as intervenções de docentes que partilham a mesma UC;
    b) ajustar a carga horária atribuída a algumas UC, nomeadamente ampliar o nº de horas das UC Seminário de Investigação Educacional; Processos de Criação e Experimentação Musical e Oficina de Artes Integradas (consultar Tabela 22 na secção final ANEXOS);
    c) equacionar, nalgumas UC, a distribuição da carga horária pelas diferentes modalidades de trabalho nas suas componentes teórica, teórico-prática e prática, visando agilizar uma maior equidade face às competências visadas (consultar Tabelas 23a, 23b e 23c);
    d) incentivar os docentes a emitir e partilhar mais feedback e/ou outras formas de informação avaliativa e formativa aos estudantes relativamente às suas produções, não só no final mas também durante o processo de trabalho.

    PARTE A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS

    O curso de Mestrado em Ensino em Educação Musical no Ensino Básico, adaptado ao modelo de Bolonha, iniciou o seu funcionamento, em 2008, como ciclo de estudos conducente ao grau de mestre na especialidade de Ensino de Educação Musical no Ensino Básico (Despacho .º 12 595/2008 de 5 de Maio - DR nº 86 - Série II).
    O curso de Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico assume-se, assim, com a finalidade múltipla de:
    -Formar novos profissionais para o ensino da Educação Musical nos três ciclos do ensino básico;
    -Requalificar profissionais no activo para os três ciclos do ensino básico;
    -Qualificar academicamente profissionais de Educação Musical no activo e outros profissionais da música.
    O plano de estudos em vigor organiza-se em função de um referencial de competências previamente definido, que se estrutura em competências gerais, comuns a todos os estudantes desta escola, e em competências específicas, directamente relacionadas com o perfil específico de desempenho profissional do professor de Expressão e Educação Musical do Ensino Básico, e integra as dimensões enunciadas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário nas quatro dimensões que ele descreve:
    (1) Dimensão profissional, social e ética;
    (2) Dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem;
    (3) Dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade;
    (4) Dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida.

    PARTE B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO

    O plano de estudos do mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico surge de forma articulada com as propostas de mestrado nos domínios 1, 3 e 4 apresentados pela ESE e em Ensino de Educação Visual e Tecnológico no Ensino Básico, de acordo com o número 10 do Artigo 16.º do decreto-lei 43/2007, onde se refere que, sempre que uma instituição assegure qualificação para mais de um domínio, a formação nas componentes de (1) formação educacional geral, (2) formação cultural, social e ética e (3) formação em metodologias de investigação educacional e em parte da Iniciação à prática profissional se destine simultaneamente a estudantes de diferentes domínios de habilitação para a docência, de modo a promover o cruzamento de conhecimentos e práticas de trabalho em colaboração, úteis no desempenho profissional posterior. Para além desta articulação, foram ainda previstos outros cruzamentos em unidades curriculares das restantes áreas de formação, tendo em conta que os dois cursos são de áreas artísticas.
    Como objectivos gerais de formação para todos estes públicos, pretende-se:
    -Formar professores de Educação Musical para os 3 ciclos do ensino básico com competência científica, artística e pedagógica;
    -Formar profissionais com competências comunicativas e relacionais capazes de trabalhar com diferentes públicos e em diferentes contextos;
    -Formar profissionais com espírito empreendedor e com capacidade de implementar e desenvolver projectos originais na escola e na comunidade; -Formar profissionais com competências de trabalho autónomo e de autoformação capazes de integrar equipas diversificadas de trabalho;
    -Formar profissionais com competências investigativas e de reflexão crítica, com vista à constante melhoria dos seus desempenhos e das suas práticas.

    Parte B1 - Estrutura do curso

    A organização deste ciclo de estudos em Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico decorre da aplicação da legislação em vigor. Os conteúdos da formação estão expressos no Decreto-Lei n.º 43/2007. No entanto, a organização específica e as linhas orientadoras que a suportam, foram estabelecidas de acordo com os princípios já aprovados e a experiência acumulada desta escola.

    As Unidades Curriculares (UC) que constituem o plano de estudos contemplam os conteúdos da formação expressos na legislação já referida, organizados genericamente em torno de temas/problemas orientadores(1) na aprendizagem das áreas científicas de formação educacional e de docência e preconizando o trabalho de projecto (2) na formação didáctica e profissionalizante. Esta ideia é compatível com a elaboração de projectos pedagógicos de intervenção, tal como é habitual nos cursos de formação de educadores e professores desta escola.

    (1)Problem-based learning, significa orientar o ensino no sentido de substituir o conhecimento livresco pelo conhecimento necessário para resolver problemas, ou seja, passar da compreensão do conhecimento comum para a capacidade de desenvolver conhecimento novo.

    (2)The project-organized concept, centra a perspectiva na síntese e avaliação, partindo da descrição e da análise. O conceito baseia-se num diálogo permanente entre os assuntos ensinados/trabalhados nas aulas e os problemas a gerir no trabalho de projecto.

    Neste plano de estudos foram tidas em conta as orientações legais bem como as recomendações do Conselho Científico,nomeadamente pela utilização do número mínimo de créditos exigidos, quer ao nível global (90 créditos), quer ao nível da maioria das componentes de formação. Considerou-se que a área de docência merecia um pequeno reforço, dada a necessidade de oferecer aos mestrandos não só uma actualização ao nível das novas tecnologias da música, como também um contacto com estilos de música diversificados, de forma a colmatar formações anteriores pouco ecléticas. Foi estipulado que a maioria dos créditos da formação profissionalizante deveria ser reservada para o 3º semestre, com vista ao estágio final e à elaboração do relatório, em que a matriz curricular resultou na acumulação de 22 ECTS para a Prática Profissional a decorrer no referido semestre.

    Para cada um dos semestres foi escolhido um tema aglutinador de formação e análise que colaborou na definição do elenco de unidades curriculares, bem como na sua principal orientação. Essas temáticas foram inspiradas pelas dimensões enunciadas no perfil geral de desempenho profissional de educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário: (a) dimensão profissional, social e ética, (b) dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, (c) dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade e (d) dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida. A formação cultural, social e ética, exigida também pelo Decreto-Lei n.º 43/2007, foi contemplada nas UC de Formação Educacional Geral, Didáctica Específica e Prática profissional, mas também na própria área de docência – Expressão e Educação Musical – já que constitui por natureza um território de formação cultural. No entanto, e partindo do pressuposto de que a dimensão profissional, social e ética não se deveria destacar como temática integradora, já que se desenvolveria ao longo do curso e essencialmente através das práticas profissionais, centrou-se a atenção nas 3 últimas dimensões, dando, globalmente, origem à seguinte organização temática:

    Formação educacional geral- Nos diferentes domínios das componentes de formação educacional geral, formação cultural, social e ética, formação em metodologias de investigação educacional constam do plano de estudos do mestrado as seguintes UC de formação educacional geral: Fundamentos da Acção Pedagógica; Dimensões Socio-históricas da Educação e As TIC em contexto educativo.

    Foram também incluídas as seguintes UC (integradas num leque de UC's Opcionais, escolhidas pelos mestrandos em função do seu projecto educativo): Seminário de Investigação Educacional; Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa ; Contextos Multiculturais e Educação, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Sociologia da Educação e das Organizações Educativas e Teoria e Gestão do Currículo.

    Formação na área de docência Da área de docência constam as UC: Música, Técnicas e Tecnologias e Oficina de Artes, que se articulam em grande medida com as UC definidas para o domínio 16 em Educação Visual e Tecnológica. Com estas UC pretendeu-se contribuir para a compensação de lacunas antecedentes ou expandir o conhecimento de técnicas e tecnologias musicais, que não tenham sido desenvolvidas anteriormente. Pretendeu-se, ainda, contribuir para uma visão integrada das artes e da aprendizagem, favorecendo assim o trabalho em equipas multidisciplinares tal como preconizado no n.º 10 do Artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 43/2007. A UC Oficina de Artes Integradas é, de facto, uma unidade comum aos dois cursos e funcionou com grupos de ambas as áreas.

    Formação em didáctica específica-Na área das didácticas estão incluídas cinco UC de frequência obrigatória. No 1º semestre e sob a temática "Os indivíduos e as diversidades individuais": (a) Processos de Criação e Experimentação Musical e (b) Metodologias de Apreciação e Interpretação Musical. No 2º semestre e sob a temática "Escola e comunidade: grupos, públicos e organizações": (a) Música, Currículo e Integração e (b) Educação Musical, Culturas e Práticas. No 3º semestre e sob a temática "A prática investigativa":(a)Música, Pensamento e Educação.
    O elenco das UC que dão corpo à componente de Didáctica da Música mostram que as temáticas são tratadas de forma globalizante, independentemente dos públicos a que o ensino é dirigido. Assim, em vez de se ter optado por separar a formação em UC orientadas para os 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico, criaram-se UC que permitem uma aproximação às diferentes problemáticas do ensino/aprendizagem musical, de análise abrangente no que aos públicos diz respeito.

    Também aqui, as UC seguem os temas orientadores de cada semestre, sendo que as duas primeiras UC se centram nas aprendizagens e nos processos mentais envolvidos na experiência artística/musical, quer como compositores e criadores, quer como intérpretes e ouvintes. As UC do 2º semestre centram-se, em contrapartida, nas relações grupais e nas dinâmicas de gestão e organização das instituições, promovendo a análise e o desenvolvimento de projectos artísticos/musicais integradores e adaptados aos actores e aos públicos. Uma análise comparativa entre diferentes perspectivas de Educação Musical e de diferentes práticas musicais é também desenvolvida neste âmbito temático. Por fim, Música, Pensamento e Educação, que surge no 3º semestre, dá resposta ao tema de prática investigativa em Educação Musical.

    Formação Profissionalizante- Em conformidade com o Decreto-Lei n.º 43/2007 (Art. 14º n.º 4, alínea a) coexistem duas vertentes de prática profissional que correspondem à (a) observação e colaboração em situações de educação e ensino e à (b) prática de ensino supervisionada na sala de aula e na escola, correspondendo esta última ao estágio, objecto de relatório final. No caso concreto deste curso de mestrado a prática profissional abrange os 3 ciclos do Ensino Básico.

    Neste sentido, e novamente tendo em conta as grandes temáticas orientadoras para cada um dos semestres, optou-se por organizar as práticas profissionais da seguinte forma:
    - Música na Escola e em contextos especiais - Observação, colaboração e prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) e participação em projectos educativos em instituições vocacionadas para o apoio a públicos com necessidades educativas especiais (e.g. APPACDM; APPDA);
    - Música, Escola e Comunidade – Observação, colaboração e prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) e participação em projectos educativos na comunidade (e.g. Centros de Dia; Colectividades de Cultura e Recreio; Museus; ATL);
    - Estágio - Prática supervisionada num ciclo do Ensino Básico (1º, 2º ou 3º) com elaboração de relatório final.

    A selecção do ciclo do Ensino Básico para a realização dos diferentes momentos de prática profissional decorre de acordo com o seguinte procedimento: os estudantes identificam, no início do curso, o ciclo do Ensino Básico onde pretendem realizar o seu estágio final e, dessa forma, as práticas referentes ao primeiro e segundo semestres são realizadas nos outros dois ciclos. O estágio final inclui um pequeno projecto de investigação articulado com o projecto educativo a ser implementado.

    A Carteira de Competências Profissionais, com 2 créditos na Formação Profissionalizante, visa promover o desenvolvimento de diferentes competências, de forma autónoma, de acordo com os percursos individuais dos mestrandos.

    Neste contexto, o plano curricular desenvolvido no decurso dos três semestres assenta em grandes temáticas orientadoras concebidas e implementadas com base na experiência e práticas desenvolvidas pela ESE de Setúbal no âmbito da formação de professores de Educação Musical ao longo de mais de uma década.

    As UC do 1º semestre dão, assim, corpo a questões relacionadas com os processos musicais e as metodologias de ensino/aprendizagem nos diferentes domínios da experiência musical. São contempladas as diversidades individuais através de processos de reflexão e construção de conhecimento centrados nas aprendizagens musicais de públicos diferenciados, em contextos educativos com diferentes mosaicos sociais, culturais e étnicos, levando à compreensão da diversidade e de planos de ligação e de confluência. Também a prática investigativa e de pesquisa associada à formação tem proporcionado a identificação, recolha e construção de materiais pedagógicos orientados para diferentes idades e diferentes públicos.

    É,igualmente, com base na formação assente no desenvolvimento de projectos educativos, fomentados pela ESE de Setúbal, que a relação escola/comunidade assume uma importãncia especial no 2º semestre do mestrado. No que respeita à formação em Expressão e Educação Musical, estes projectos constituem-se como pólos atractivos de diferentes áreas curriculares e envolvem alunos, professores, comunidade educativa e a comunidade envolvente.

    Uma dinâmica de animação musical articulada com a formação no curso, confere significado às aprendizagens e às actividades desenvolvidas em ambiente académico e proporciona uma articulação assinalável de várias UC do curso. Esta dinâmica artística e cultural é peculiarmente promovida através da articulação das UC Música, Currículo e Integração, Oficina de Artes Integradas e Música na Escola e na Comunidade.

    A prática investigativa e o conhecimento de trabalhos científicos nas áreas das aprendizagens e das metodologias em Expressão e Educação Musical, das políticas educativas, da organização curricular enquadram o 3º semestre do mestrado. Neste âmbito, essa prática investigativa é efectivada através de um trabalho de investigação associado ao projecto educativo a desenvolver no estágio.

    a) Tabela1 - Distribuição das horas de trabalho

    UCTipo de Aula Horas ContactoSemestreECTSHoras Totais
    TTPLTCSOTEO
    MMUS10003 - As TIC em Contexto Educativo - 25 22 - - 1 - - 48s381
    MMUS20002 - Carteira de Competências Profissionais - 4 - - - 10 - - 14s254
    MMUS20004 - Contextos Multiculturais e Educação 30 15 - 10 5 8 - - 68s4108
    MMUS10009 - Dimensões Sócio-históricas da Educação 20 40 - - 20 10 - - 90s5135
    MMUS10013 - Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa 20 10 - - 7 8 - - 45s381
    MMUS10001 - Educação Musical, Culturas e Práticas - 15 - 15 25 3 - - 58s4108
    MMUS20001 - Estágio - 30 - - 30 10 20 - 90s22-
    MMUS20001 - Estágio - 30 - - 30 10 20 - 90s20-
    MMUS10005 - Fundamentos da Acção Pedagógica 20 40 - - 20 10 - - 90s5135
    MMUS10012 - Metodologias de Apreciação e Interpretação Musical 25 30 - 5 20 4 - - 84s5135
    MMUS10010 - Música, Currículo e Integração 10 15 20 15 15 5 - - 80s5135
    MMUS10008 - Música, Escola e Comunidade - 10 9 30 20 5 15 - 89s7189
    MMUS10011 - Música na Escola e em Contextos Especiais - 10 9 30 20 5 15 - 89s7189
    MMUS20003 - Música, Pensamento e Educação 15 20 10 - 15 4 - - 64s4108
    MMUS10007 - Música, Técnicas e Tecnologias 10 30 37 9 - 4 - - 90s5135
    MMUS10006 - Oficina de Artes Integradas - 45 - - - 3 - - 48s381
    MMUS10002 - Processos de Criação e Experimentação Musical - 20 25 5 15 4 - - 69s5135
    MMUS20005 - Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem 20 - - - 10 15 - - 45s4108
    MMUS10004 - Seminário de Investigação Educacional 20 9 - 10 4 8 - - 51s381
    MMUS20006 - Sociologia da Educação e das Organizações Educativas 25 18 - - 6 8 - - 57s4108
    MMUS20007 - Teoria e Gestão do Currículo 25 30 - - - 5 - - 60s4108

    Fonte: Despacho n.º 12 595/2008 de 5 de Maio (DR nº 86 - Série II)

    Parte B2 - Estudantes à entrada

    a) Tabela 2 - Estudantes admitidos

    Indicadores200920082007
    Total de Colocados5153---

    b) Proveniência dos estudantes admitidos

    Tabela 3 - Proveniência dos estudantes por Concelho

    CONCELHONúmero de Admitido
    200920082007
    Almada32-
    Cascais21-
    Beja2--
    Santana22-
    Palmela4--
    Lisboa84-
    Funchal99-
    Moita21-
    Seixal73-
    Santa Cruz89-
    Câmara de Lobos22-
    Setúbal1412-
    Machico22-
    Outros10--

    Tabela 4 - Proveniência dos estudantes por Distrito

    CONCELHONúmero de Admitido
    200920082007
    Lisboa137-
    Funchal2526-
    Santarém1--
    Beja2--
    Faro1--
    Setúbal3218-
    Portalegre11-
    Outros---

    Parte B3 - Estudantes inscritos

    a) Tabela 5 - Distribuição por anos curriculares

    Ano Curricular200920082007
    1º Ano00%00%00%
    2º Ano12100%00%00%
    Total1200

    b) Gráfico 1 - Distribuição por género

    Parte B4 - Mobilidade e Internacionalização

    B4.1 Tabela 6 - Mobilidade

    Não existem dados disponíveis! Não foi possível encontrar dados que satisfaçam os criterios especificados. Reformule os criterios

    B4.2 Tabela 7 - Internacionalização

    200920082007
    Estudantes Estrangeiros000
    Docentes Estrangeiros---------
    Diplomados Estrangeiros000

    B4.3 - Parcerias internacionais

    PARTE C - CARACTERIZAÇÃO DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS

    Com a introdução das mudanças decorrentes do processo de Bolonha, não só os cursos adaptados mas também os novos cursos, e estes por excelência, adequaram-se às novas exigências. Algumas delas, não estando reguladas ou legisladas directamente, subentendem-se nos novos modelos e critérios definidos. É o caso dos programas das Unidades Curriculares e da forma como estes devem ser concebidos e apresentado aos estudantes. O modelo adoptado na Escola Superior de Educação de Setúbal, mais claro, completo e eficiente nas informações prestadas, tem vindo a ser progressivamente adoptado nas UC's em funcionamento. Pela Tabela 7 verifica-se que a maior parte dos programas integra a totalidade das componentes estruturais previstas no modelo adaptado. No entanto, os programas de algumas UC não incluem a referência, por exemplo, a nº de horas de contacto por tipo de trabalho; nº de horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho e aprendizagens esperadas, competências de formação profissionalizante e competências de formação geral/transversal. No entanto, e como se pode observar na Tabela 20, na secção final ANEXOS, 93% dos mestrandos referem ter conhecimento das competências a desenvolver nas UC frequentadas.
    As abordagens pedagógicas, no contexto do Processo de Bolonha, contemplam e valorizam não só o contacto presencial entre estudante-docente como também o trabalho autónomo do estudante. Esta componente de trabalho autónomo e o seu acompanhamento é evidente na utilização significativamente elevada da comunicação electrónica entre estudantes e docentes, via e-mail; fóruns ou chat's; na pesquisa e recolha de informação on-line e ainda na orientação tutória como nos mostra a Tabela 8. Na componente presencial as actividades mais utilizadas são trabalhos práticos e de tipo laboratorial, construção e criação de produtos; comunicação oral dos estudantes; aulas expositivas interactivas com participação dos estudantes e aulas expositivas quer com exemplos da realidade quer com temas para debate (consultar Tabela 8).
    Pelo facto de ser um curso criado de raiz no enquadramento do modelo de Bolonha, não se registam mais dados relevantes da adequação deste processo, pela impossibilidade e inexistência de referências comparativas.

    PARTE D - ANÁLISE GLOBAL DOS RESULTADOS

    Verifica-se, pela análise da tabela 12, a existência de uma taxa extremamente significativa de sucesso, na ordem dos 85%, conjugado com um registo bastante diminuto de abandono escolar como se pode confirmar cruzando com a informação na Tabela 19.
    Determinados valores atípicos patentes nas tabela 16, 17 e 18 podem ser explicados pela existência de processos de creditação em decurso após as inscrições lectivas. Neste sentido, os valores referentes a algumas UC em que os mestrandos obtiveram equivalência curricular originaram a alteração dos rácios gerais apresentados.
    Os valores constantes na tabela 17 denotam uma taxa de aprovação expressivamente elevada, na ordem dos 99,8%, revelador de sucesso na aposta empreendida num processo de aquisição de competências gradual, contínuo e ainda assim, extremamente exigente.

    Parte D1 - Resultados Académicos

    a) Indicadores de sucesso global por ano lectivo, por ano curricular e por UC/Módulo

    Tabela 8 - 1º Ano

    2009 2008 2007
    Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
    Processos de Criação e Experimentação Musical 2487.575.085.71 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Fundamentos da Acção Pedagógica 2483.3383.33100.0 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Música, Currículo e Integração 2487.583.3395.24 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Educação Musical, Culturas e Práticas 29100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
    Dinâmicas de Organização e Gestão Educativa 2339.1339.13100.0 2774.0774.07100.0 --- --- --- ---
    Música na Escola e em Contextos Especiais 2313.0413.04100.0 260.00.00.0 --- --- --- ---
    Dimensões Sócio-históricas da Educação 2576.076.0100.0 2996.5596.55100.0 --- --- --- ---
    Seminário de Investigação Educacional 2450.045.8391.67 2770.3770.37100.0 --- --- --- ---
    Música, Escola e Comunidade 2450.050.0100.0 2770.3766.6794.74 --- --- --- ---
    As TIC em Contexto Educativo 2483.3383.33100.0 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Educação Musical, Culturas e Práticas 25100.0100.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
    Metodologias de Apreciação e Interpretação Musical 2487.575.085.71 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Música, Técnicas e Tecnologias 2487.583.3395.24 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Oficina de Artes Integradas 2483.3383.33100.0 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    1º ano 34174.1971.5596.44 65186.4886.3399.82 --- --- --- ---

    Tabela 9 - 2º Ano

    2009 2008
    Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
    Música, Pensamento e Educação 25100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Carteira de Competências Profissionais 25100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Carteira de Competências Profissionais 29100.0100.0100.0 --- --- --- ---
    Estágio 29100.096.5596.55 --- --- --- ---
    Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem 10.00.00.0 --- --- --- ---
    Música, Pensamento e Educação 29100.096.5596.55 --- --- --- ---
    Estágio 25100.096.096.0 --- --- --- ---
    2º ano 16399.3997.5598.15 --- --- --- ---

    Tabela 10 - Global

    2009 2008
    Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
    Global 50482.3479.9697.11 65386.2286.0699.82

    b) Tabela 11 - Retenções e abandono escolar

    20092008
    Retenção no 1º ano--------
    Abandono Escolar2117,21%8075,47%

    c) Tabela 12 - Indicadores de eficácia global:

    Indicadores20092008
    Total de Diplomados00
    Diplomados em < N anos/Total de Diplomados (1) 0 0
    Diplomados em N anos/Total de Diplomados 0 0
    Diplomados em N + 1 anos/Total de Diplomados 0 0
    Diplomados em N + 2 anos/Total de Diplomados 0 0
    Diplomados em > N + 2 anos/Total de Diplomados 0 0
    (1)Estudantes que concluiram a licenciatura em menos que N anos, derivado de processos de equivalência.

    Parte D2 - Outros Indicadores Relevantes

    Parte D3 - Percepção dos estudantes sobre o processo de Ensino/Aprendizagem

    PARTE E - MEDIDAS DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR

    Atendendo à informação expressa na Tabela 7, um das aspectos a considerar é a integração de algumas componentes, como: Nº de horas de contacto por tipo de trabalho; Nº de horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho; competências Formação Profissionalizante. em falta nos programas de algumas UC.
    Identifica-se também a oportunidade de rever o Nº de horas de contacto, considerado insuficiente, nas UC: Seminário de Investigação Educacional; Processos de Criação e Experimentação Musical e Oficina de Artes Integradas (consultar Tabela 22 na secção final ANEXOS).
    A distribuição e articulação entre as várias componentes de trabalho (teórica; teórico-prática e prática) é considerada suficiente na maioria das UC. Contudo, e mediante os dados inerentes às tabelas 23a, 23b e 23c na secção final ANEXOS, destacam-se pontualmente casos a ponderar. Nomeadamente nas UC Fundamentos da Acção Pedagógica e Dimensões Socio-Históricas da Educação o peso atribuído à componente teórica é considerado excessivo. Na UC Seminário de Investigação Educacional, em conformidade com a insuficiente carga horária já mencionada, os mestrandos consideram também insuficiente o peso atribuído às três componentes de trabalho: teórica; teórico-prática e prática.

    PARTE F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES

    Em virtude da totalidade dos mestrandos a frequentar o curso se encontrarem inseridos profissionalmente em escolas do 2º Ciclo do Ensino Básico, não se implementaram, no ano lectivo a que se refere o presente relatório, acções de apoio ao desenvolvimento de competências extracurriculares por não se afigurarem relevantes para o público alvo.

    PARTE G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE

    Não existem dados consequentes já que os mestrandos que se encontram a frequentar este ciclo de estudos exercem laboralmente a profissão docente, sendo, na sua maioria, professores de quadro.

    PARTE FINAL - CONCLUSÕES E PROPOSTAS DE MELHORIA

    Para além das explicitações, destaques e sugestões já mencionadas anteriormente, apresentam-se ainda algumas considerações finais de carácter geral advenientes da análise das respostas dos mestrandos ao questionário individual aplicado e cujo tratamento estatístico se encontra na secção final ANEXOS.
    Nas Tabelas 21a e 21b, na secção final ANEXOS, podemos observar que os mestrandos, nas suas respostas, consideram globalmente bastante significativo o contributo das competências quer específicas quer transversais na aquisição das competências globais visadas no curso.
    O acompanhamento tutorial desenvolvido entre docentes e estudantes foi considerado adequado por 77,6% dos mestrandos inquiridos, denotando uma satisfação considerável nos processos e dinâmicas de acompanhamento e apoio neste contexto (consultar Tabela 24).
    Inequivocamente, os mestrandos partilham a opinião de que a quase totalidade das UC frequentadas estão bem integradas no ano curricular em que são leccionadas, mediante o plano de estudos do curso (consultar Tabela 25).
    Relativamente ao planeamento, organização e implementação das aulas, 9% dos mestrandos responderem que estão adequados em todas as UC, e 63,6% na maioria das UC, e 27,2% apenas em algumas UC. Neste sentido, salienta-se a necessidade de indagar e aprofundar junto dos mestrandos quais os aspectos a melhorar (consultar Tabela 26). A mesma sugestão é também extensível à adequação do modelo de avaliação preconizado nas UC frequentadas (consultar Tabela 27), não obstante o considerável grau de adequação considerado pelos mestrandos.
    A bibliografia e o material de apoio disponibilizado pelos docentes foi considerado adequado como se pode verificar expressivamente nas respostas obtidas juntos dos mestrandos, 45,45% faz corresponder essa adequação a todas as UC e os restantes 54,55% à maioria das UC (consultar Tabela 28).
    A Tabela 29 expressa o elevado grau de satifação manifestado pelos mestrandos relativamente ao curso frequentado, distribuindo-se a totalidade das respostas entre o Muito Satisfeito (18,18%) e o Bastante Satisfeito (81,82%).