Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

Relatório de Execução do Processo de Bolonha 2010-2011

Licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural

RESUMO

De acordo com o art.º 66-A do Decreto-lei nº 107 de 2008 foi elaborado um Relatório anual onde se reflectiu sobre a concretização do Processo de Bolonha relativamente ao curso de Licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural.

Este curso foi criado pelas Portarias nº 841/2004, de 16 de Julho (I Série-B), e nº 224/2005, de 24 de Fevereiro (I Série-B), e mais recentemente o seu plano de estudos foi revisto com a Portaria nº /2009. Conjugam-se no perfil de saída, tal como tem sido apresentado nessas portarias, as áreas de trabalho social e de animação sociocultural, opção que pretende situá-lo na encruzilhada entre as profissões da Animação Sociocultural e as profissões do Trabalho Social, mobilizando-se para tal a dupla marca de “animação” e de “intervenção” que está presente na designação já adoptada.

Esta opção justifica-se por dois tipos de razões, uma mais ligada ao campo da formação, a outra ao campo da profissão.

A nível europeu co-existem formações e inserções profissionais nos domínios da: (i) Pedagogia Social/ Ciências da Educação; (ii) do Trabalho Social / Serviço Social; (iii) e da Animação Sociocultural, sendo vulgar, no entanto, que um dado país não apresente um desse perfis de formação e/ou campo profissional ou que funções ou desempenhos profissionais de tipo relativamente idêntico tenham diferentes designações, consoante o país.

Em contrapartida, no contexto português têm co-existido esses três perfis de formação e de inserção profissional sendo a de animador sociocultural, em sentido restrito, a que tem apresentado carácter mais “politécnico” e aquela que até mais tarde se manteve associada a um nível de formação de bacharelato. A opção do curso de AIS na ESE de Setúbal foi, desde o início, a de lhe conferir um nível de licenciatura e de “juntar” as dimensões do Trabalho Social, na formação e no perfil profissional.

Relativamente ao campo da profissão, deverá ser salientado que as significativas transformações que actualmente ocorrem quer nas sociedades globais, quer nas funções sociais dos estados, têm vindo a ter profundos reflexos quer no perfil das instituições que “empregam” muitos dos profissionais da animação e do trabalho social, bem como no financiamento dos seus programas e projectos, nacionais e internacionais, quer ainda nas políticas de emprego, modalidades de gestão dos recursos humanos e estatutos profissionais (contratos, desempenhos, hierarquias funcionais, qualificações exigíveis, …) provocando uma modificação das funções tradicionalmente desempenhadas por estes profissionais.

São estas questões que justificam, a nosso ver, o perfil de saída deste curso de Animação e Intervenção Sociocultural, situando-o na encruzilhada entre as profissões da Animação Sociocultural e as profissões do Trabalho Social.

Pretende-se que os desempenhos profissionais dos seus diplomados possam articular uma formação prática com a capacidade de “ler” as estruturas e mudanças sociais, de fazer o diagnóstico das situações e construir soluções adequadas a / e com os grupos e indivíduos com quem interagem, quer apoiando-os no seu desenvolvimento, quer mediando-os no acesso aos serviços e programas/ politicas sociais.

Com efeito, a Animação Sociocultural é um campo de intervenção reconhecido internacionalmente e que a UNESCO em 1982 definia como “um conjunto de práticas sociais que têm por finalidade estimular a iniciativa e a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão integrados”. Perspectiva semelhante está presente em diversos autores, nomeadamente, Ander-Egg (2000), para quem a animação é um “conjunto de técnicas sociais que, baseadas numa pedagogia participativa, têm por finalidade promover práticas e actividades voluntárias que, com a participação activa das pessoas, se desenvolvem no seio de um grupo ou comunidade determinada e se manifestam nos diferentes campos das actividades socioculturais, visando o desenvolvimento da qualidade de vida”.

Paralelamente, uma das definições adoptadas internacionalmente para o Trabalho Social foi produzida pela Federação Internacional dos Trabalhadores Sociais (2000): “A profissão de trabalho social promove a mudança social, a resolução de problemas de relações humanas e o fortalecimento e promoção da liberdade da população para implementar o bem-estar. E isso faz apelo a duas perspectivas básicas, fundamentais:

- Intervenção social na e com a comunidade

- Educação para a cidadania.

PROPOSTAS DE ACÇÕES DE MELHORIA

De acordo com as orientações da Unidade para a Avaliação e a Qualidade do Instituto Politécnico de Setúbal (UNIQUA-IPS), e dada a ausência de informação mais actualizada, este Relatório mantém algumas das propostas já apresentadas há um ano, cuja pertinência se mantém. Contudo, acrescentamos outras, decorrentes sobretudo de uma reflexão da coordenação de curso, uma vez que não se têm aplicado outros métodos significativos de recolha de informação, apesar de o Conselho Pedagógico da ESE, em conjunto com a sua Direcção, terem promovido um inquérito junto dos estudantes, cujo número de respondentes foi diminuto, não permitindo assim tirar ilações significativas. Assim, pretende-se ccontinuaremos a trilhar um processo de mudança que permita:

- Proporcionar aos estudantes um melhor conhecimento do perfil de competências previstas no curso, bem como rever em algumas UC´s programas e metodologias de aprendizagem com vista a melhor se atingirem tais competências;

- Alargar a equipa docente a profissionais de terreno, que possam dar um contributo significativo em algumas UC do curso.

- Promover, em particular nalgumas UC´s, um maior equilíbrio entre aulas teóricas, práticas e teórico-práticas;

-Reforçar a adequação dos conteúdos das UC’s ao perfil de competências enunciado e às exigências dos desempenhos profissionais, do mercado de trabalho e do quadro deontológico;

- Articular as várias UC´s do plano de estudos com vista a evitar repetições / sobreposição de temas, garantindo antes uma complementaridade dos mesmos;

- Evitar uma desnecessária multiplicação de provas de avaliação/ trabalhos a desenvolver pelos estudantes e/ou uma sobreposição de provas de avaliação;

- Promover uma efectiva articulação de trabalho dos docentes nas UC´s em que existe co-docência;

- Analisar, em conjunto com outros órgãos de gestão da ESE, a adequação das modalidades de avaliação prosseguidas nas UC, bem como as ponderações atribuídas a diferentes elementos de avaliação.

- Criar e implementar processos de apoio a estudantes que optam por regimes de avaliação não presencial.

- Reavaliar, com a participação alargada de docentes e estudantes, a estrutura curricular do curso, tentando melhorar a sua adequação aos desafios com que se confrontam os profissionais.

- Valorizar e divulgar os projectos que consubstanciam os estágios dos estudantes do curso.

- Criar um dispositivo de auscultação permanente dos estudantes que frequentam o curso que permita ter em conta a sua avaliação em futuros ajustamentos curriculares.

- Criar dispositivos de relação com os estudantes após o término do curso que permitam gerar informação sobre a sua inserção profissional e sobre as suas necessidades de formação pós graduada.

- Reforçar as dinâmicas de relação dos estudantes e professores do curso com as instituições da região que prosseguem objectivos na área da Animação Sociocultural.

- Estreitar relações de colaboração com cursos da mesma natureza noutras instituições de ensino superior, de forma a encontrar soluções para problemas comuns e reforçar estratégias de promoção nesta área.

- Reforçar elos com as associações de profissionais de Animação Sociocultural a fim de construir saber conjunto sobre as questões éticas e deontológicas e sobre as dinâmicas de inserção profissional e do mercado de emprego.

PARTE A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS

Os princípios dos Direitos Humanos e da Justiça Social são fundamentais e constituem um foco central, sempre presente, na formação, utilizando como suporte as teorias sobre o comportamento humano e os sistemas sociais e como metodologias de intervenção social as específicas para o trabalho em áreas e com pessoas em situação de risco de exclusão social bem como na promoção social e cultural dos indivíduos, dos grupos e das comunidades.

Neste sentido, são habitualmente reconhecidos como objectivos da Animação em Intervenção Social, os seguintes:

- Assistir e mobilizar indivíduos, famílias, grupos e comunidades para aumentar o seu bem-estar e a sua capacidade própria para solucionar os problemas com que se deparam;

- Facilitar a inclusão de grupos de pessoas marginalizadas, socialmente excluídas, vulneráveis ou em risco;

- Trabalhar pela protecção das pessoas que não estão em condições de o fazer por si próprias (crianças e jovens que necessitam de cuidados específicos, pessoas que sofrem de enfermidades ou perturbações mentais), dentro dos parâmetros da legislação e da ética.

- Fomentar o compromisso das comunidades com a defesa de princípios ou aspectos pertinentes internacionais, locais, nacionais e regionais;

Tendo em conta estas considerações, definiu-se um conjunto de competências a desenvolver na formação, que deu forma e conteúdo ao plano de estudos do curso e que são especificamente as seguintes: - Domina conhecimentos de várias áreas do saber que permitem a compreensão da complexidade dos contextos e processos que regem a vida das comunidades, grupos e indivíduos;

- Revela conhecimentos no âmbito das várias ciências sociais e humanas;

- Mobiliza estes conhecimentos na compreensão de problemáticas e contextos particulares no âmbito da Animação Sociocultural e do Trabalho / Intervenção Social;

- Conhece e compreende a genealogia dos processos históricos de consolidação do campo das instituições e das profissões nos domínios da Animação Sociocultural e da Intervenção Social e problematiza o seu desenvolvimento;

- Conhece os processos e situações historicamente vividas em Portugal;

- Conhece os processos vividos e os modelos desenvolvidos noutros países, nomeadamente da União Europeia;

- Conhece e problematiza as políticas de bem-estar social e a legislação que sustenta os processos de animação e intervenção sociocultural;

- Problematiza a diversidade dos seus desenvolvimentos possíveis no quadro das políticas nacionais e das Iniciativas Comunitárias;

- Conhece e mobiliza os fundamentos pedagógicos, psicológicos, sociológicos e antropológicos que estão na base dos processos de trabalho característicos da animação e da intervenção sociocultural;

- Utiliza procedimentos e técnicas de animação sociocultural para a intervenção, a mediação e a análise das realidades pessoal, familiar, comunitária ou de grupo;

- Domina técnicas concretas de animação sociocultural e comunitária (dinâmica de grupos, motivação, negociação, assertividade, etc.);

- Identifica e diagnostica os factores mais comuns de crise ou conflito no seio da família, grupo ou comunidade e desenvolve estratégias de mediação entre os seus elementos;

- Utiliza técnicas de detecção e prevenção de situações de exclusão e/ou descriminação que dificultem a inserção social e profissional de indivíduos e grupos;

- Concebe, utiliza e avalia instrumentos e/ou recursos e materiais de animação e intervenção sociocultural; - Utiliza e avalia o uso das novas tecnologias na animação e intervenção sociocultural;

- Conhece teorias e metodologias mobilizáveis na caracterização e diagnóstico de situações e contextos de animação e intervenção sociocultural;

- Identifica fontes de informação, recolhe e analisa dados de fontes e de tipos diferentes;

- Revela capacidades de questionamento dos contextos e dos saberes, nomeadamente no âmbito do estudo dos processos de animação sociocultural e intervenção comunitária;

- Articula e integra adequadamente informações teóricas de diferentes inserções disciplinares com dados de natureza empírica;

- Demonstra capacidade para trabalhar com e valorizar as pessoas, famílias, grupos, organizações e comunidades, as suas necessidades e circunstâncias;

- Procura conhecer os estádios evolutivos das populações, indivíduos e grupos com que trabalha;

- Cria relações empáticas, incita à participação e à acção, renovando o gosto pela vida e transmitindo o gosto pela luta e a perseverança nas situações complexas e difíceis;

- Manifesta confiança nas capacidades das pessoas para mudarem as situações e serem protagonistas da sua própria promoção social e cultural;

- Ajuda o indivíduo, grupo ou comunidade a expressar os seus pontos de vista, a identificar as suas próprias necessidades, a definir e propor um objectivo, a concretizar decisões e a avaliá-las;

- Cuida que o grupo, organização ou comunidade se mantenha fiel aos seus objectivos e procura garantir a união entre os seus membros Concebe, organiza e gere, individualmente e em equipa, pequenos projectos de animação sociocultural (de animação e tempo livre, de intervenção comunitária, de lazer, de inclusão social, …);

- Conhece o funcionamento, as modalidades de gestão e o enquadramento legal de instituições públicas e privadas de animação e intervenção sociocultural;

- Implementa programas e estratégias de intervenção sociocultural em diferentes campos de trabalho;

- Concebe e implementa projectos de animação de índole ocupacional ou formativa, de desenvolvimento pessoal ou comunitário e de inclusão ou integração, adequados aos indivíduos e/ou contextos;

- Incorpora os recursos sociais, institucionais, pessoais e materiais disponíveis para levar a cabo o trabalho num determinado âmbito de acção;

- Avalia programas e estratégias de animação e intervenção sociocultural em diferentes campos de trabalho;

- Desenha e implementa projectos de iniciação à investigação sobre os meios sociais e institucionais onde se realiza a sua intervenção;

- Conhece os diferentes métodos e técnicas de investigação e compreende as suas condições de utilização;

- Aplica adequadamente os conhecimentos metodológicos em processos de pesquisa;

- Analisa e interpreta criticamente os resultados de estudos com diferentes origens, compreendendo os processos metodológicos que os originaram;

- Compreende e mobiliza os valores e os conhecimentos relacionados com o dinamismo associativo e o empreendedorismo na construção de projectos de voluntariado, associativos ou empresariais adequados; - Revela conhecimentos sobre os procedimentos de criação de um programa de voluntariado, associação, cooperativa ou empresa e sobre os factores do seu desenvolvimento;

- Concebe um projecto integrando de forma adequada interesse colectivos, motivações pessoais e oportunidades relativamente ao mercado.

PARTE B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO

Parte B1 - Estrutura do curso

Tabela 1 - Distribuição das horas de trabalho

UCTipo de Aula Horas ContactoSemestreECTSHoras Totais
TTPLTCSOTEO
AIS20020 - Animação Bibliotecas e Espaços Museológicos 20 12 26 20 - 15 - - 60S5135
LAIS20020 - Animação de Bibliotecas e Espaços Museológicos 20 20 - 15 - 5 - - 60S5135
AIS20016 - Animação Desportiva 15 105 - - - 15 - - 60S5135
LAIS20016 - Animação Desportiva 20 20 - 15 - 5 - - 60S5135
LAIS20016 - Animação Desportiva 20 20 - 15 - 5 - - 60s5135
LAIS20018 - Animação, Promoção e Património Cultural 20 20 - 15 - 5 - - 60S5135
AIS20018 - Animação, Promoção e Património Cultural 30 17 - - - 8 - 25 60S5135
LAIS105 - Antropologia Cultural 26 15 - 15 - 4 - - 6025135
LAIS206 - Artes e Património - 40 - 15 - 5 - - 6015135
LAIS305 - Carteira de Competências - 9 - - 12 39 - - 60A5135
AIS20013 - Comunicação e Turismo 6 25 30 - 3 15 - - 60S5135
LAIS303 - Comunicação Empresarial e Marketing 41 15 - - - 4 - - 6015135
LAIS110 - Contextos Profissionais 10 25 - - 5 5 15 - 6025135
LAIS20012 - Culturas Populares 27 21 - 7 - 5 - - 60S5135
AIS20012 - Culturas Populares 30 25 10 15 - 10 - - 60S5135
LAIS20012 - Culturas Populares 27 21 - 7 - 5 - - 60s5135
LAIS209 - Design, Desenvolvimento e Avaliação de Projetos - 58 - 30 20 12 - - 120A10270
LAIS30001 - Economia, Gestão e Empreendedorismo 41 15 - - - 4 - - 60S5135
LAIS203 - Educação e Animação Ambiental 25 21 - 5 5 4 - - 6025135
AIS20011 - Espaço, Culturas e Desenvolvimento 30 30 - 10 - 7 - - 60S5135
LAIS20011 - Espaço, Culturas e Desenvolvimento 20 20 - 15 - 5 - - 60S5135
LAIS20030 - Formação de Formadores 10 37 - - 5 8 - - 60S5135
LAIS102 - História Contemporânea e Cidadania 37 15 - 4 - 4 - - 6015135
AIS20021 - Intervenção Social com Populações e Grupos de Risco 30 15 - 20 15 9 - - 60S5135
LAIS207 - Intervenção Social com Populações e Grupos de Risco 25 20 - - 10 5 - - 6025135
LAIS101 - Língua e Prática Textual 21 25 - - 10 4 - - 6015135
AIS20022 - Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativa 10 40 30 10 9 10 - - 60S5135
LAIS20022 - Metodologias e Projetos de Animação Socio-educativa 20 20 - 15 - 5 - - 60S5135
LAIS109 - Oficina de Animação Musical e Dramática - 40 - 15 - 5 - - 6025135
AIS20015 - Organização de Processos de RVCC 16 35 - 10 16 10 - - 60S5135
LAIS20019 - Organização e Produção de Eventos 12,5 12,5 - 15 - 5 - - 60S5135
AIS20019 - Organização e Produção de Eventos 20 12 26 20 - 15 - - 60S5135
LAIS204 - Pedagogia e Educação ao Longo da Vida 6 30 - 12 8 4 - - 6015135
LAIS301 - Políticas Sociais 20 20 - - 15 5 - - 6015135
AIS20014 - Produção de Conteúdos Multimédia 15 45 65 - - 10 - - 70S5135
LAIS20014 - Produção de Conteúdos Multimédia 10 45 - - - 15 - - 60S5135
LAIS304 - Projeto de Animação e Intervenção 60 40 - 40 - 30 150 - 320A30810
LAIS103 - Psicologia Social 20 25 - 10 - 5 - - 6015135
LAIS302 - Redes, Solidariedades e Coesão Social 20 20 - 5 10 5 - - 6015135
LAIS202 - Relações Interpessoais e Gestão de Grupos 15 30 - 10 - 5 - - 6015135
LAIS20017 - Roteiros e Percursos 20 20 - 15 - 5 - - 60s5135
AIS20017 - Roteiros e Percursos 20 12 26 20 - 15 - - 60S5135
LAIS201 - Saúde e Sociedade 20 20 - 5 10 5 - - 6025135
LAIS208 - Seminário de Investigação e de Projeto 20 26 - - 10 4 - - 6015135
LAIS205 - Sociologia da Juventude e Políticas da Cidade 26 20 - - 9 5 - - 6025135
LAIS104 - Sociologia Geral 20 25 - 10 - 10 - - 6525135
LAIS108 - TIC em Contextos Profissionais 18 45 - - - 7 - - 7025135
LAIS106 - Trabalho Social: Teorias e Práticas 20 25 - 10 - 5 - - 6015135

Fonte: Despacho n.º 11 336/2007 de 8 de Junho (DR nº 110 - Série II)

B1.2 - Dados comparativos com cursos de referência

Parte B2 - Estudantes à entrada

As vagas e modalidades de ingresso no curso bem como a caracterização básica dos estudantes à entrada do mesmo são apresentadas nos quadros 1 a 5 e no gráfico 1, incluídos nesta secção do Relatório. Os dados e quadros aqui apresentados são um output automático do sistema informático do IPS, “elaborados” com base nos dados administrativos presentes nos registos de matrícula e de ingresso dos estudantes.

- O número de candidatos e de colocados através do concurso nacional de acesso (CNA) tem sido sempre superior ao número de vagas, sendo também percentualmente expressiva a percentagem de candidatos e de colocados em 1ª opção (Quadros 2 e 3).

- O número candidatos colocados via concursos/ regimes especiais têm-se situado, nos anos em análise, em cerca de uma dezena (Quadro 3), verificando-se ainda um aumento, ligeiro mas contínuo, do número de entradas de estudantes por via do Concurso de Maiores de 23 anos.

- Embora se tenha verificado uma redução da média das médias de candidatura dos estudantes colocados, a média do último candidato tem sido relativamente estável, apresentando uma oscilação muito ligeira nos 3 anos em análise (Gráfico 1).

- Os distritos de Setúbal e Lisboa são principal origem dos estudantes colocados, contribuindo com mais de 90% do contingente de ingresso via CNA (Quadro 5).

a) Tabela 2 - Vagas

Vagas2010/20112009/20102008/2009
Concurso Nacional de Acesso (CNA)404035
Concursos Locais de Acesso/Regimes Especiais(CLA)699
Total de Vagas464944

b) Tabela 3 - Estudantes provenientes do Concurso Nacional de Acesso (CNA)

Indicadores2010/20112009/20102008/2009
Candidatos CNA/Vagas CNA398% 468% 123%
Candidatos 1ºOpção CNA/Vagas CNA95% 60% 77%
Colocados CNA/Vagas CNA133% 90% 117%
Colocados 1º opção CNA / Colocados CNA72%67%66%

Gráfico 1 - Notas de acesso

c) Tabela 4 - Estudantes provenientes de Concursos Locais de Acesso / Regimes Especiais (CLA)

Indicadores2010/20112009/20102008/2009
Nº de Colocados Maiores de 23 anos000
Nº de Colocados CETs000
Nº de Colocados Titulares de Curso Superior100
Nº de Colocados Mudança de Curso111
Nº de Colocados Transferências111
Nº de Colocados Reingresso210
Nº de Colocados Outros CLA9108
Total de colocados CLA141310
Colocados CLA/ Total de Vagas25%26%18%

d) Ocupação total de vagas

Indicadores2010/20112009/20102008/2009
Total de Colocados CNA533641
Total de Colocados CLA141310
Total de Colocados674951
Total de Colocados/ Total de Vagas118%98%89%

e) Proveniência dos estudantes admitidos

Tabela 5 - Proveniência dos estudantes por Concelho (CNA)

CONCELHONúmero de Admitidos
2010/20112009/20102008/2009
Almada835
Barreiro442
Moita925
Montijo322
Palmela353
Seixal791
Setúbal141010
Sines200
Outros61417
Total564945

Tabela 6 - Proveniência dos estudantes por Distrito (CNA)

DISTRITONúmero de Admitidos
2010/20112009/20102008/2009
Aveiro200
Setúbal523934
Outros21011
Total564945

Parte B3 - Estudantes inscritos

A distribuição dos estudantes inscritos por ano curricular e por género é apresentada nos Quadro 6 e Gráfico 2, seguintes.

O primeiro permite-nos, de certo modo, expressar a existência de uma baixa taxa de insucesso, ou melhor, de retenção no curso pois, entre 2007 e 2009, os estudantes passaram sucessivamente de 36 (1ºano) para 35 (2º ano) e 38 (3º ano). Alguns dados mais sistemáticos e ajustados à abordagem desta problemática são apresentados mais adiante na parte D deste Relatório.

Faz-se entretanto notar que, a distribuição percentual apresentada no Quadro 6, é fortemente influenciada pelos alunos que frequentavam o curso de AIS já em 2006/07 e que não surgem contabilizados nos 2º e 3º anos em 2007 mas que explicam o grande número (80) de estudantes que frequenta o 3º ano em 2008.

A distribuição segundo o género (Gráfico 1) mostra-se a marca de forte feminização do curso, sempre superior a 80%, e que se tem vindo a acentuar

a) Tabela 7 - Distribuição por anos curriculares

Ano Curricular2010/20112009/20102008/2009
1º Ano5544%4539,82%4333,86%
2º Ano3528%3530,97%3124,41%
3º Ano3528%3329,2%5341,73%
Total125113127

b) Distribuição por género

Gráfico 2 - Distribuição dos estudantes inscritos por género

Parte B4 - Mobilidade e Internacionalização

A contribuição do curso de AIS para a mobilidade e internacionalização dos estudantes da ESE é relativamente baixa, rondando pouco mais de 2 a 3% dos inscritos, mas tem vindo a diversificar-se nos países de destino, que passaram a incluir, para além de Espanha e França (3 estudantes), também o Brasil (2 estudantes) em 2010/11.

B4.1 Tabela 8 - Mobilidade

Ano lectivoEstudantes de Entrada (incoming)Estudantes de Saída (outgoing)Graduados envolvidos em Programas Internacionais
2010/1105----
2009/1003----

B4.2 Tabela 9 - Internacionalização

2010/20112009/20102008/2009
Estudantes Estrangeiros334
Docentes Estrangeiros000
Graduados Estrangeiros 021

B4.3 - Parcerias internacionais

PARTE C - CARACTERIZAÇÃO DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS

Também para este capítulo relativo à “caracterização das abordagens pedagógicas”, de acordo com as orientações da Unidade para a Avaliação e a Qualidade do Instituto Politécnico de Setúbal (UNIQUA-IPS), e dada a ausência de informação mais actualizada, este Relatório reproduz integralmente, nos Quadros 9 a 12 e no texto, a informação pública já apresentada nos últimos dois anos, em anteriores Relatórios.

a) Tabela 10 - Elementos que integram o programa da unidade curricular

Sim
Não
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aprendizagens esperadas
39
92,9%
2
4,8%
1
2,4%
42
100%
Avaliação
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Bibliografia
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Competências a desenvolver
40
95,2%
0
0,0%
2
4,8%
42
Conteúdos
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Introdução
41
97,6%
0
0,0%
1
2,4%
42
Metodologia
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Número de créditos (ECTS)
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Nº horas de contacto por tipo de trabalho
41
97,6%
1
2,4%
0
0,0%
42
Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho
33
78,6%
1
2,4%
8
19,0%
42
Número total de horas
42
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
42
Objectivos
32
76,2%
8
19,0%
2
4,8%
42
Competências Formação específica
33
78,6%
4
9,5%
5
11,9%
42
Competências Formação geral/transversal
33
78,6%
6
14,3%
3
7,1%
42
Competências Formação profissionalizante
23
54,8%
13
31,0%
6
14,3%
42


Sobre os elementos que integram os Programas das unidades curriculares, 6 das 16 questões postas aos docentes foram respondidas a 100% (todos os docentes responderam), existindo outras 3 questões em que apenas um ou dois professores não responderam.

As questões onde se verificaram mais respostas respeitam a aspectos formais, organizativos das UC´s (nº horas, nº ECTS, nº horas de contacto, explicação dos processos de avaliação, Bibliografia, conteúdos, Introdução, Metodologia).

As questões onde se verificam menos respostas dos docentes correspondem a aspectos de organização do trabalho dos estudantes (nº de horas de trabalho autónomo dos alunos), de indefinição dos objectivos da UC ou de competências do curso (transversais, específicas e em particular profissionalizantes

Actividades utilizadas em 2008/2009 na Unidade Curricular

A análise dos resultados leva-nos a concluir que os resultados mais significativos se referem a actividades lectivas mais formais (aulas expositivas), embora com participação dos estudantes e referindo-se a assuntos que promovam o debate e utilizando meios audiovisuais, enquanto as aulas de cariz mais prático (Estágios, Projectos de Investigação-Acção, Estudos de Caso, Trabalho de Campo, Visitas de Estudo) não são tão significativas para uma parte dos docentes.

Aspecto inovador é o da orientação tutória, referindo a quase totalidade dos docentes adoptá-lo.

b) Tabela 11 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Aulas expositivas c/ exemplos da realidade
0
0,0%
25
59,5%
0
0,0%
0
0,0%
17
40,5%
42
100%
Aulas expositivas c/ temas para debate
1
2,4%
26
61,9%
0
0,0%
0
0,0%
15
35,7%
42
Aulas expositivas c/ meios audiovisuais
0
0,0%
27
64,3%
0
0,0%
0
0,0%
15
35,7%
42
Aulas expositivas dos conteúdos
4
9,5%
18
42,9%
0
0,0%
0
0,0%
20
47,6%
42
Aulas expositivas interact c/estudantes
0
0,0%
26
61,9%
0
0,0%
0
0,0%
16
38,1%
42
Comunic c/prof/colegas-Correio Elec
0
0,0%
26
61,9%
0
0,0%
1
2,4%
15
35,7%
42
Comunicação oral dos estudantes
0
0,0%
28
66,7%
0
0,0%
0
0,0%
14
33,3%
42
Discussão orientada temas c/análise doc.
1
2,4%
27
64,3%
0
0,0%
0
0,0%
14
33,3%
42
Estudos de caso
11
26,2%
6
14,3%
0
0,0%
0
0,0%
25
59,5%
42
Exercícios de aplicação
3
7,1%
17
40,5%
0
0,0%
0
0,0%
22
52,4%
42
Interv fóruns discussão on-line/chats
9
21,4%
5
11,9%
1
2,4%
2
4,8%
25
59,5%
42
Orientação tutória
0
0,0%
20
47,6%
0
0,0%
5
11,9%
17
40,5%
42
Participação em Seminários /Conferências
6
14,3%
15
35,7%
0
0,0%
3
7,1%
18
42,9%
42
Pesquisa/recolha de informação on-line
0
0,0%
26
61,9%
0
0,0%
0
0,0%
16
38,1%
42
Prática simulada
13
31,0%
2
4,8%
1
2,4%
0
0,0%
26
61,9%
42
Realização activ Estágio pelos estudantes
13
31,0%
2
4,8%
0
0,0%
0
0,0%
27
64,3%
42
Realiz.projectos de investigação/acção
7
16,7%
13
31,0%
0
0,0%
0
0,0%
22
52,4%
42
Resolução de problemas
7
16,7%
11
26,2%
0
0,0%
0
0,0%
24
57,1%
42
Supervisão activ Estágio pelo docente
12
28,6%
2
4,8%
1
2,4%
0
0,0%
27
64,3%
42
Trabalho de campo
5
11,9%
17
40,5%
0
0,0%
2
4,8%
18
42,9%
42
Trabalho de Projecto
5
11,9%
18
42,9%
0
0,0%
0
0,0%
19
45,2%
42
Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod
7
16,7%
14
33,3%
0
0,0%
0
0,0%
21
50,0%
42
Visitas de estudo
4
9,5%
17
40,5%
0
0,0%
3
7,1%
18
42,9%
42


Verifica-se que a grande maioria dos docentes refere que não alterou as suas práticas pelo facto da adesão a Bolonha, continuando a usar as mesmas actividades, o que não induz a que tais práticas, utilizadas mesmo anteriormente, sejam menos correctas.

De entre as práticas que passaram a ser utilizadas, a de maior relevância é a da Orientação tutória, embora mesmo esta corresponda a resultados médios, visto que uma parte significativa dos docentes já a utilizava.

Também é de referir que uma parte dos docentes não responde às questões apresentadas neste grupo.

c) Tabela 12 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
0
0,0%
22
95,7%
0
0,0%
0
0,0%
1
4,3%
23
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
6
26,1%
10
43,5%
1
4,3%
1
4,3%
5
21,7%
23
Avaliação inter-pares
7
30,4%
8
34,8%
1
4,3%
1
4,3%
6
26,1%
23
Desempenho activ práticas
4
17,4%
14
60,9%
0
0,0%
0
0,0%
5
21,7%
23
Particip estudantes activ aulas
0
0,0%
23
100,0%
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
23
Produção materiais modelos objectos
6
26,1%
10
43,5%
0
0,0%
0
0,0%
7
30,4%
23
Produções escritas
1
4,3%
21
91,3%
0
0,0%
1
4,3%
0
0,0%
23
Projectos de Investigação/Acção
8
34,8%
8
34,8%
0
0,0%
0
0,0%
7
30,4%
23
Relatórios activ exper/práticas
8
34,8%
11
47,8%
0
0,0%
0
0,0%
4
17,4%
23
Relatórios de estágio
12
52,2%
2
8,7%
0
0,0%
0
0,0%
9
39,1%
23
Testes avaliação de conhecimentos
5
21,7%
10
43,5%
2
8,7%
0
0,0%
6
26,1%
23
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
6
26,1%
7
30,4%
0
0,0%
2
8,7%
8
34,8%
23


Também neste aspecto, pelo que referem os docentes inquiridos, o número dos que alteraram os elementos de avaliação, relativamente ao período pré- Bolonha, é residual.

Já significativo é o número de docentes que, neste ponto, não respondem às questões levantadas no questionário.

Também significativo é o número de docentes que não utiliza a avaliação inter-pares e a auto-avaliação pelos estudantes.

Os dados relativos a Relatórios de Estágio são compreensíveis visto que, sendo produzidos Relatórios de Estágios no âmbito do curso, estes só existem nas UC´s específicas de Estágio e não está previsto que sejam alargados às demais UC´s do plano de estudos.

d) Tabela 13 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha

Nunca usei
ContUsar
DeixUsar
PassUsar
Ñ Resp
Total
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
F
f(%)
Apresentação oral de trabalhos
0
0,0%
20
87,0%
0
0,0%
0
0,0%
3
13,0%
23
100%
Auto-avaliação pelos estudantes
5
21,7%
10
43,5%
1
4,3%
1
4,3%
6
26,1%
23
Avaliação inter-pares
5
21,7%
10
43,5%
1
4,3%
1
4,3%
6
26,1%
23
Desempenho activ práticas
3
13,0%
15
65,2%
0
0,0%
0
0,0%
5
21,7%
23
Particip estudantes activ aulas
0
0,0%
21
91,3%
0
0,0%
0
0,0%
2
8,7%
23
Particip activ"a distância"
4
17,4%
7
30,4%
0
0,0%
2
8,7%
10
43,5%
23
Produções escritas
3
13,0%
16
69,6%
0
0,0%
1
4,3%
3
13,0%
23
Projectos de Investigação/Acção
6
26,1%
8
34,8%
0
0,0%
0
0,0%
9
39,1%
23
Relatórios activ exper/práticas
8
34,8%
9
39,1%
0
0,0%
0
0,0%
6
26,1%
23
Relatórios de estágio
11
47,8%
1
4,3%
0
0,0%
0
0,0%
11
47,8%
23
Testes avaliação de conhecimentos
9
39,1%
3
13,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
47,8%
23
Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação
9
39,1%
3
13,0%
0
0,0%
0
0,0%
11
47,8%
23
Produção materiais modelos objectos
4
17,4%
12
52,2%
0
0,0%
0
0,0%
7
30,4%
23


Neste ponto também é evidente que não se verificaram mudanças significativas nas formas e elementos de avaliação após a “adesão” a Bolonha.

Significativa é a adopção de apresentação oral de trabalhos em grupo, em produções escritas (trabalhos de grupo), desempenho de actividades práticas em grupo e a participação dos estudantes em grupo em actividades nas aulas.

PARTE D - ANÁLISE GLOBAL DOS RESULTADOS

Os resultados escolares, nomeadamente as taxas de sucesso por UC’s e ano curricular, e as taxas de retenção e de abandono escolar são apresentadas nos quadros 13 a 18 e no gráfico 1, incluídos nesta secção do Relatório. Refira-se ainda que, para uma informação mais fina relativamente ao sucesso escolar, foram calculadas as seguintes taxas: nº de estudantes avaliados sobre nº de inscritos (Av/In), nº de aprovados sobre nº de inscritos (Ap/In) e nº de aprovados sobre nº de avaliados (Ap/Av). Os dados e quadros aqui apresentados são um output automático do sistema informático do IPS, “elaborados” com base nos dados administrativos presentes nos registos de resultados escolares nas diferentes UC’s e anos curriculares que os estudantes frequentam.

Os dados apresentados permitem-nos verificar que:

- A taxa de estudantes inscritos nas diferentes UC’s que realiza provas de avaliação (Av/In) tem oscilado, entre 2007 e 2009, em torno dos 90% (Quadro 16)

- As taxas de aprovação dos estudantes avaliados nas várias UC’s (Ap/Av) aumentaram desde 2007 para valores superiores a 90% o que permite uma taxa de aprovação nas diferentes UC’s do curso superior a 80% (Quadro 16).

- Não se verificam diferenças significativas nos valores acima apresentados relativamente às taxas globais (Quadro 16) e por ano curricular (Quadros 13 a 15).

Parte D1 - Resultados Académicos

a) Indicadores de sucesso global por ano lectivo, por ano curricular e por UC/Módulo

Tabela 14 - 1º Ano

Disciplinas Área Científica 2010/ 2011 2009/ 2010 2008/ 2009
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Relações Interpessoais e Gestão de GruposCiências Sociais 5094.094.0100.0 4388.3781.492.11 4393.0293.02100.0
Estudos AmbientaisCiências Sociais 6086.6773.3384.62 5176.4764.7184.62 4893.7570.8375.56
Contextos ProfissionaisCiências Sociais 5882.7672.4187.5 45100.060.060.0 4584.4480.094.74
Psicologia SocialCiências Sociais 4987.7687.76100.0 4383.7283.72100.0 4593.3393.33100.0
Ciência, Tecnologia e SociedadeCiências da Natureza 1080.070.087.5 862.550.080.0 1090.070.077.78
Sociologia GeralCiências Sociais 5884.4877.5991.84 4479.5556.8271.43 4490.9186.3695.0
Modelos e Metodologias de Animação IPedagogia 5292.3188.4695.83 4571.1171.11100.0 4686.9680.4392.5
Língua e Prática TextualLínguas e Literatura 5194.1286.2791.67 4686.9680.4392.5 4593.3386.6792.86
Estudos AmbientaisCiências da Natureza 6086.6773.3384.62 5176.4764.7184.62 4893.7570.8375.56
Língua Estrangeira - Francês B1Línguas e Literatura 580.080.0100.0 7100.0100.0100.0 7100.0100.0100.0
Trabalho Social: teorias e práticasCiências Sociais 6083.3381.6798.0 4985.7171.4383.33 4983.6771.4385.37
Tecnologias e ComunicaçãoTecnologias de Informação e Comunicação 1492.8685.7192.31 1485.7185.71100.0 12100.083.3383.33
Língua Estrangeira - Inglês B2Línguas e Literatura 771.4357.1480.0 10.00.00.0 785.7185.71100.0
Língua Estrangeira - Inglês B1Línguas e Literatura 683.3383.33100.0 714.2914.29100.0 540.040.0100.0
Matemática, Cultura e RealidadeMatemática 11100.081.8281.82 887.587.5100.0 475.075.0100.0
Antropologia CulturalCiências Sociais 5383.0281.1397.73 4379.0779.07100.0 4682.6182.61100.0
1º ano 64988.1481.9793.01 53982.3771.887.16 54389.6982.6992.2

Tabela 15 - 2º Ano

Disciplinas Área Científica 2010/ 2011 2009/ 2010 2008/ 2009
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Intervenção Social com Populações e Grupos de RiscoCiências Sociais 1080.080.0100.0 1693.7587.593.33 1478.5764.2981.82
Roteiros e PercursosCiências Sociais 2100.0100.0100.0 785.7171.4383.33 1100.0100.0100.0
Espaço, Culturas e DesenvolvimentoCiências Sociais 683.3383.33100.0 4100.050.050.0 540.040.0100.0
História Contemporânea e CidadaniaCiências Sociais 4182.9358.5470.59 3794.5983.7888.57 4092.587.594.59
Projecto de Animação e Intervenção ICiências Sociais 3987.1879.4991.18 3675.075.0100.0 3083.3383.33100.0
Saúde e SociedadeCiências Sociais 3582.8682.86100.0 3494.1294.12100.0 3187.187.1100.0
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosArtes 366.6766.67100.0 4100.075.075.0 6100.0100.0100.0
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaMatemática 850.050.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Sociologia da Cultura e InterculturalidadeCiências Sociais 3984.6271.7984.85 3992.3187.1894.44 3894.7481.5886.11
Comunicação e TurismoTecnologias de Informação e Comunicação 1275.058.3377.78 966.6744.4466.67 450.050.0100.0
Organização e Produção de EventosCiências Sociais 6100.0100.0100.0 9100.0100.0100.0 1794.1294.12100.0
Pedagogia e Educação ao Longo da VidaPedagogia 3781.0872.9790.0 3786.4986.49100.0 3281.2578.1396.15
Artes e PatrimónioArtes 3984.6271.7984.85 3697.2283.3385.71 3897.3784.2186.49
Produção de Conteúdos MultimédiaTecnologias de Informação e Comunicação 250.050.0100.0 2100.0100.0100.0 887.587.5100.0
Seminário de Investigação e de ProjectoMatemática 3597.1480.082.35 3694.4494.44100.0 3494.1288.2493.75
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaPedagogia 850.050.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Intervenção Social com Populações e Grupos de RiscoPedagogia 1080.080.0100.0 1693.7587.593.33 1478.5764.2981.82
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosPedagogia 366.6766.67100.0 4100.075.075.0 6100.0100.0100.0
TIC em contextos profissionaisTecnologias de Informação e Comunicação 3479.4176.4796.3 3791.8991.89100.0 3488.2488.24100.0
Modelos e Metodologias de Animação IIPedagogia 3293.7584.3890.0 34100.0100.0100.0 3396.9790.9193.75
Animação DesportivaCiências do desporto 18100.088.8988.89 1794.1294.12100.0 16100.0100.0100.0
Saúde e SociedadeCiências da Natureza 3582.8682.86100.0 3494.1294.12100.0 3187.187.1100.0
Comunicação e TurismoArtes 1275.058.3377.78 966.6744.4466.67 450.050.0100.0
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosLínguas e Literatura 366.6766.67100.0 4100.075.075.0 6100.0100.0100.0
Comunicação e TurismoLínguas e Literatura 1275.058.3377.78 966.6744.4466.67 450.050.0100.0
Seminário de Investigação e de ProjectoCiências Sociais 3597.1480.082.35 3694.4494.44100.0 3494.1288.2493.75
Animação, Promoção e Património CulturalPedagogia 988.8988.89100.0 2100.0100.0100.0 --- --- --- ---
Roteiros e PercursosArtes 2100.0100.0100.0 785.7171.4383.33 1100.0100.0100.0
Culturas PopularesArtes 2100.0100.0100.0 6100.0100.0100.0 16100.0100.0100.0
Oficina de Animação Musical e DramáticaArtes 34100.082.3582.35 35100.094.2994.29 33100.087.8887.88
Culturas PopularesLínguas e Literatura 2100.0100.0100.0 6100.0100.0100.0 16100.0100.0100.0
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaCiências da Natureza 850.050.0100.0 --- --- --- --- --- --- --- ---
Animação, Promoção e Património CulturalArtes 988.8988.89100.0 2100.0100.0100.0 --- --- --- ---
2º ano 44386.4676.0787.99 43792.4587.8795.05 43091.1685.8194.13

Tabela 16 - 3º Ano

Disciplinas Área Científica 2010/ 2011 2009/ 2010 2008/ 2009
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Intervenção Social com Populações e Grupos de RiscoCiências Sociais 1181.8281.82100.0 887.587.5100.0 5100.0100.0100.0
Roteiros e PercursosCiências Sociais 683.3383.33100.0 4100.0100.0100.0 580.080.0100.0
Espaço, Culturas e DesenvolvimentoCiências Sociais 475.075.0100.0 5100.0100.0100.0 333.3333.33100.0
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosArtes 3100.066.6766.67 --- --- --- --- --- --- --- ---
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaMatemática 366.6766.67100.0 8100.0100.0100.0 21100.0100.0100.0
Economia, Gestão e EmpreendedorismoCiências Sociais 3491.1891.18100.0 2986.2186.21100.0 22100.0100.0100.0
Comunicação e TurismoTecnologias de Informação e Comunicação 6100.083.3383.33 250.050.0100.0 3100.066.6766.67
Redes, Solidariedades e Coesão SocialCiências Sociais 3585.7177.1490.0 2889.2989.29100.0 2588.088.0100.0
Organização e Produção de EventosCiências Sociais 4100.075.075.0 475.075.0100.0 --- --- --- ---
Produção de Conteúdos MultimédiaTecnologias de Informação e Comunicação 4100.0100.0100.0 10.00.00.0 1100.0100.0100.0
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaPedagogia 366.6766.67100.0 8100.0100.0100.0 21100.0100.0100.0
Intervenção Social com Populações e Grupos de RiscoPedagogia 1181.8281.82100.0 887.587.5100.0 5100.0100.0100.0
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosPedagogia 3100.066.6766.67 --- --- --- --- --- --- --- ---
Projecto de Animação e Intervenção IICiências Sociais 3080.070.087.5 2989.6689.66100.0 2386.9682.6195.0
Animação DesportivaCiências do desporto 13100.092.3192.31 1275.075.0100.0 9100.0100.0100.0
Comunicação e TurismoArtes 6100.083.3383.33 250.050.0100.0 3100.066.6766.67
Animação Bibliotecas e Espaços MuseológicosLínguas e Literatura 3100.066.6766.67 --- --- --- --- --- --- --- ---
Comunicação e TurismoLínguas e Literatura 6100.083.3383.33 250.050.0100.0 3100.066.6766.67
Sociologia da Juventude e Políticas da CidadeCiências Sociais 3580.068.5785.71 2989.6689.66100.0 2596.092.095.83
Políticas SociaisCiências Sociais 3585.7174.2986.67 3086.6786.67100.0 2495.8391.6795.65
Carteira de CompetênciasCiências Sociais 3562.8662.86100.0 3290.6384.3893.1 5288.4684.6295.65
Animação, Promoção e Património CulturalPedagogia 683.3383.33100.0 475.075.0100.0 --- --- --- ---
Roteiros e PercursosArtes 683.3383.33100.0 4100.0100.0100.0 580.080.0100.0
Culturas PopularesArtes 7100.0100.0100.0 9100.0100.0100.0 8100.0100.0100.0
Comunicação Empresarial e MarketingCiências da Comunicação 3585.7182.8696.67 2892.8689.2996.15 5298.0896.1598.04
Culturas PopularesLínguas e Literatura 7100.0100.0100.0 9100.0100.0100.0 8100.0100.0100.0
Design, Desenvolvimento e Avaliação de ProjectosCiências Sociais 3585.7182.8696.67 2993.189.6696.3 5196.0896.08100.0
Metodologias e Projectos de Animação Sócio-educativaCiências da Natureza 366.6766.67100.0 8100.0100.0100.0 21100.0100.0100.0
Animação, Promoção e Património CulturalArtes 683.3383.33100.0 475.075.0100.0 --- --- --- ---
3º ano 34183.8778.0193.01 29189.087.6398.46 32993.9291.7997.73

Tabela 17 - Global

2010/ 2011 2009/ 2010 2008/ 2009
Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av Inscrições Av/In Ap/In Ap/Av
Global 143386.679.291.46 126787.3780.9892.68 130291.2486.0294.28

b)Tabela 18 - Retenções e abandono escolar

2010/20112009/20102008/2009
Retenção no 1º ano24,44%--------
Abandono Escolar97,2%43,54%107,87%

c)Tabela 19 - Indicadores de eficácia global

Indicadores2010/20112009/20102008/2009
Total de Graduados183046
Graduados em < N anos/Total de Graduados (1) 0%-0 0%-0 0%-0
Graduados em N anos/Total de Graduados 94%-17 87%-26 43%-20
Graduados em N + 1 anos/Total de Graduados 0%-0 7%-2 54%-25
Graduados em N + 2 anos/Total de Graduados 6%-1 7%-2 2%-1
Graduados em > N + 2 anos/Total de Graduados 0%-0 0%-0 0%-0

(1)Estudantes que concluiram o curso em menos que N anos, derivado de processos de equivalência.