RESUMO
O presente Relatório pretende fornecer informações que permitam avaliar as mudanças concretizadas em termos curriculares e pedagógicos na Licenciatura em Comunicação Social, no âmbito da concretização dos objectivos do Processo de Bolonha, dando assim resposta ao disposto no art. 66º-A do Decreto-Lei nº107/2008 de 25 de Junho. Este relatório incide sobre as alterações introduzidas no ano lectivo de 2010/2011 no funcionamento do curso após a sua adequação ao Processo de Bolonha, nomeadamente no que se refere a questões de organização e funcionamento. No que diz respeito à estrutura do Curso não foi ainda introduzida qualquer alteração ao currículo definido aquando da adequação deste Curso ao Processo de Bolonha. Este Relatório sobre o trabalho realizado no ano letivo 2010/2011 traduz alguma experiência adquirida por estudantes e docentes relativamente a um sistema que se quer baseado no desenvolvimento de competências e que exige uma adequação permanente dos métodos de ensino/aprendizagem ao desenvolvimento dessas competências. Pela primeira vez e, de uma forma mais analítica mas também mais sistematizada, vão ser feitas análises e leituras de dados novos sobre a avaliação que as(os) estudantes fazem das Unidades Curriculares que têm de realizar ao longo do Curso.
O Relatório que se segue pretende atingir dois objetivos: em primeiro lugar responder aos requisitos legais - Artigo 66.º -A do Decreto-lei 107/2008 de 25 de Junho de 2008 - que exige que este procedimento de reflexão seja realizado anualmente, entre 2006/2007 até ao presente ano de 2010/2011; em segundo lugar, é um excelente exercício de reflexão sobre o que se faz, como se faz e como se pode melhorar a formação profissional nesta área da Comunicação Social (nos Ramos Jornalismo e Comunicação Cultural) ministrados nesta Instituição de Ensino Superior Público.
Ao propor a realização deste tipo de relatórios como parte integrante das funções da UNIQUA (Unidade para a Avaliação e a Qualidade), o Instituto Politécnico de Setúbal tem vindo a promover uma reflexão institucional sobre o trabalho realizado em cada Unidade Orgânica e em cada Curso em particular.
Antes de apresentar o Relatório relativo a o presente ano letivo não se pode esquecer o esforço que, ainda a melhorar, tem vindo a ser feito por todos os intervenientes no processo de redação dos relatórios. Aquela Unidade tem vindo a fomentar reuniões periódicas de trabalho conseguindo, sobretudo neste ano letivo, uma maior harmonização quer na forma de recolha dos dados a analisar quer na análise dos conteúdos a incluir em cada relatório.
Os dados e reflexões que são apresentados nas várias partes que compõem este Relatório de apreciação da adequação do Curso de Comunicação Social ao Processo de Bolonha devem ser entendidos não como uma obrigação burocrática, ou seja, apenas como uma forma de cumprir uma imposição emanada da tutela formal mas, antes e sobretudo, como uma forma de repensar o caminho que foi sendo percorrido, desde o ano letivo 2006/2007 até à atualidade.
Por outro lado, a apresentação pública (primeiro para o interior da Unidade Orgânica onde o Curso é ministrado, depois para o Instituto Politécnico em que esta Unidade se integra e depois a nível inter/nacional) deste tipo de documentos permite tornar mais transparente, mais rápida e mais legível toda a informação que sobre um Curso pode ser fornecida a quem sobre ele queira ter uma visão de conjunto.
PARTE A - CARACTERIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DESEJADAS
O 1º ciclo do Curso de Comunicação Social está alicerçado em três áreas complementares tendo como base a área das Ciências da Comunicação, a que se seguem as Ciências Sociais e Humanas, Económicas e Empresariais e ainda de especialidades. Pretende-se dotar o futuro diplomado de competências teóricas e técnicas que possibilitem um bom desempenho em várias funções no âmbito da Comunicação (quer nas áreas do Jornalismo quer na da Comunicação Cultural).
Centrado nos aspectos teóricos e instrumentais da Comunicação, o curso em Comunicação Social possibilita uma análise crítica e interventiva em diferentes domínios do desempenho da profissão, em lato senso. Para cumprir este propósito, o plano de estudos foi centrado num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. De acordo com as orientações de Bolonha aposta-se numa formatação de banda larga, com duas possibilidades de escolha, favorecedora de novas abordagens pedagógicas e científicas, de modo a integrar e antecipar a realidade profissional e os desafios que lhe são inerentes.
O detentor do grau de licenciatura reunirá competências para trabalhar em vários domínios da Comunicação entre os quais se destacam: assessoria de comunicação empresarial e institucional, jornalismo (impresso, radiofónico e televisivo), produção audiovisual e multimédia e comunicação cultural.
Como se referirá nas Conclusões deste relatório, a construção de um currículo para a criação de um 2º Ciclo de estudos nestas áreas está a ser feita neste ano letivo, sendo já uma realidade um primeiro esboço de uma proposta (presente ao Plenário e à Comissão Científica de Departamento das Ciências da Comunicação e da Linguagem e ao Plenário do Conselho Técnico-Científico da ESE).
PARTE B - CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DO CURSO
O curso de Licenciatura em Comunicação Social, adaptado ao modelo de Bolonha, iniciou o seu funcionamento em 2006/2007 sendo o Diploma legal de aprovação o Despacho n.º 2150/2007 de 9 de Fevereiro (DR nº 29 - Série II).
O Plano de Estudos do 1º Ciclo do Curso de Comunicação Social, como já foi mencionado (cf. Parte A) centra-se num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. Se bem que o Curso tenha sido organizado de forma a responder às questões de desenvolvimento regional, neste momento pretende-se também que ele passe a integrar os conhecimentos que, nesta área científica, têm vindo a ser produzidos pela investigação mais recente. Em 2007 (de acordo com decisões tomadas nesta Instituição aquando da adequação dos Planos de Estudo do Curso às directivas do Processo de Bolonha) o Conselho Científico elaborou, discutiu e aprovou uma matriz curricular para todos os cursos que estabelece as bases da organização dos planos de estudos de todos os cursos aqui leccionados, designadamente os limites ao número de unidades curriculares (UC) e de créditos por unidade curricular. Assim, foi decidido que os Planos de Estudos não deveriam ter mais do que 12 unidades curriculares em cada ano escolar e que cada UC deveria situar-se entre os 4 e 6 créditos, já que cada unidade de crédito ECTS equivale a 27 horas de trabalho do aluno. Esta continua a ser a matriz a que se submetem as diversas Unidades Curriculares do actual Plano de estudos do Curso de Comunicação Social. Esse Plano é o que consta do Despacho n.º 9957-S/2007 de 29 de Maio (DR n.º 103 - Série II). Neste âmbito, reconhecemos o papel central que o novo conceito de Crédito assume nas transformações que se estão a desenvolver no Ensino Superior Europeu. De facto, ao centrar-se a creditação da formação no número de horas de trabalho que é pedida aos estudantes em cada Unidade Curricular, a gestão e desenvolvimento do currículo organiza-se em função dos processos de trabalho dos mesmos, considerados como os melhores meios de aquisição das competências definidas no âmbito de cada Unidade Curricular. Ao mesmo tempo, tornam-se visíveis e valorizam-se diferentes formas de trabalho, nomeadamente as que ocorrem fora das horas de contacto entre docentes e estudantes, que são frequentemente pouco consideradas como trabalho escolar. A visibilidade adquirida por estes outros processos de trabalho supõe a sua integração na função de enquadramento desenvolvida pelos professores, nomeadamente através dos regimes de tutoria. A explicitação dos processos de trabalho, a que estas novas disposições obrigam, reforça a necessidade de se assumir uma diversidade de meios para atingir os objectivos da formação, num sentido adequado às competências que se pretendem desenvolver e às características dos estudantes. A organização curricular baseada em unidades de crédito associadas ao tempo de trabalho dos estudantes e nas competências a adquirir, permite obter critérios comparáveis para efectivar os sistemas de mobilidade dos estudantes a nível europeu. Por iniciativa do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico, foi criado um grupo de trabalho que integrava membros destes dois órgãos de gestão, com a função de organizar e realizar um inquérito sobre os processos de trabalho e sobre a quantificação do trabalho dos estudantes. A primeira tarefa deste grupo foi a inventariação dos diferentes processos de trabalho utilizados nas diferentes áreas científicas assim como com a identificação de uma série de questões que, por serem comuns a cada docente e Unidades Curriculares, permitiriam uma reflexão mais alargada sobre a forma como o referido processo de inovação tem sido compreendido em toda a Instituição. Neste ano e nesta fase do trabalho (uma vez que um primeiro Relatório de Execução do Processo de Bolonha foi feito em Dezembro 2009) pretendeu-se identificar as grandes alterações que, a nível científico-pedagógico, teriam sido introduzidas no decorrer da actividade lectiva. Pretendeu-se também criar para todos os Coordenadores de Curso da Escola Superior de Educação e do Instituto Politécnico de Setúbal um instrumento que fosse capaz de identificar as grandes alterações que, naquelas áreas, tinham sido feitas nos anos lectivos em que os Cursos começaram a funcionar de acordo com as novas directivas de Bolonha. No ano de 2009 estabeleceu-se, pela primeira vez a nível de Instituição, através da unidade UNIQUA, criada no âmbito do IPS, que haveria ferramentas únicas para todas as Escolas e cursos. Um único inquérito foi fornecido aos docentes o que permitiu obter dados mais expressivos das mudanças e fazer uma leitura mais objectiva das mudanças realmente realizadas. A elaboração de tal Inquérito teve diversos obstáculos a ultrapassar (dificuldade de inquirir sobre o tempo despendido em diversas actividades de formação, independentemente de uma Unidade Curricular particular e tendo em conta as especificidades de cada Curso). Teve-se na altura um grande cuidado na elaboração das questões, de modo a evitar ambiguidades e subjectividades particularmente na avaliação dos tempos de trabalho dos estudantes. Por isso, nalguns casos, houve a necessidade de se proceder à decomposição de actividades nas suas diferentes componentes.
Na generalidade, foi possível elaborar as questões de uma forma adequada à medida dos tempos de trabalho, mas em algumas actividades essa formulação foi mais difícil de ser conseguida.
O funcionamento do curso conheceu algumas dificuldades. As mais evidentes foram, para docentes e estudantes, as que dizem respeito à operacionalização dos princípios pedagógico/científicos e organização do Plano de Estudos, às novas formas de conceber os programas e funcionamento das diversas Unidades Curriculares (UC) e novas formas de avaliação.
Parte B1 - Estrutura do curso
Centrado nos aspectos teóricos e instrumentais da comunicação, o curso de Comunicação Social possibilita uma análise crítica e reflexiva/interveniente em diferentes domínios do desempenho da profissão, em sentido lato. Para cumprir este propósito, o plano de estudos foi centrado num conjunto de áreas disciplinares que possibilitam o cruzamento de perspectivas amplas, múltiplas e enriquecedoras da formação superior. De acordo com as orientações de Bolonha, aposta-se numa formatação aberta à possibilidade de escolha, favorecedora de novas abordagens pedagógicas e científicas, de modo a integrar e antecipar a realidade profissional e os desafios que lhe são inerentes.
Na procura de soluções globais e articuladas que suportem as propostas de adequação / novos cursos apresentados por esta instituição, o Conselho Científico elaborou, discutiu e aprovou uma matriz curricular para todos os cursos que estabelece as bases da organização dos planos de estudos, designadamente os limites ao número de unidades curriculares (UC) e de créditos por unidade curricular. Assim, foi decidido que os planos de estudos não devem ter mais do que 12 unidades curriculares em cada ano escolar e, cada UC deve situar-se entre os 4 e 6 créditos, cada unidade de crédito (ECTS) equivalendo a 27 horas de trabalho do estudante.
Neste âmbito, reconhecemos o papel central que o novo sistema de Créditos assume nas transformações que se estão a desenvolver no Ensino Superior Europeu. De facto, ao centrar-se a creditação da formação no número de horas de trabalho que é pedida aos estudantes em cada Unidade Curricular, a gestão e desenvolvimento do currículo vai organizar-se em função dos processos de trabalho, considerados como os meios de aquisição ou desenvolvimento das competências definidas no âmbito de cada Unidade Curricular. Ao mesmo tempo, tornam-se visíveis e valorizam-se diferentes formas de trabalho, nomeadamente as que ocorrem fora das horas de contacto entre professores e estudantes. A visibilidade adquirida por estes outros processos de trabalho supõe a sua integração na função de enquadramento desenvolvida pelos professores, nomeadamente através dos regimes de tutoria. A explicitação dos processos de trabalho, a que estas novas disposições obrigam, reforça a necessidade de se assumir uma diversidade de meios para atingir os objectivos da formação, num sentido adequado às competências que se pretendem desenvolver e às características dos estudantes. A organização curricular baseada em unidades de crédito associadas à quantidade de trabalho dos alunos e nas competências a adquirir permite lidar com critérios comparáveis para efectivar os sistemas de mobilidade dos estudantes a nível europeu.
A estrutura do Curso de Comunicação Social pode ser descrita da seguinte forma:
1. Formação geral
2. Formação específica
3. Formação Profissionalizante
4. Ramos profissionais:
Tratando-se de uma formação em ambiente de Ensino Politécnico, o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado prevê a realização de 180 créditos, distribuídos por 6 semestres, sendo que todas as UC’s são semestrais. Tendo em consideração o perfil de competências do Curso de Comunicação Social, existe uma proporcionalidade respeitante à Formação Geral, Específica e Profissionalizante, repartida em Unidades Curriculares teóricas, práticas e teórico/práticas. A estrutura do curso baseia-se em áreas de especialidade de modo a corresponder ao perfil de saída já identificado.
Qualquer uma das profissões conexas e directamente ou indirectamente ligadas a estes domínios não implica a obtenção de quaisquer documentos comprovativos e que funcionem como condição prévia para exercer a profissão em causa, nomeadamente através de "normas jurídicas específicas, práticas consolidadas ou requisitos profissionais excepcionais." A profissão de jornalista implica a posse de Carteira Profissional que é passada pelo Sindicato dos Jornalistas.
As principais actividades de formação constam de leituras e preparação de testes, preparação e elaboração de trabalhos escritos, apresentações de trabalhos, preparação de outros tipos de trabalhos (exposições, oficinas, dramatizações, actividades desportivas e artísticas, etc.), utilização de recursos electrónicos para pesquisas e comunicação, execução de objectos artísticos e tecnológicos e, finalmente, os Estágios. Face ao exposto, sintetizam-se agora as ideias principais que justificam a distribuição de créditos pela UC na Formação Geral, Específica e Profissionalizante.
No caso da área Formação Geral, e sendo partilhada pela maior parte dos cursos da ESE, definiram-se 5 ECTS por cada UC com o duplo objectivo de rentabilizar recursos humanos e materiais, bem como padronizar a oferta comum à Escola. Tem um maior peso no 1º ano (5 UC) e vai reduzindo a presença ao longo do curso. Nesta área encontra-se incluída uma Opção Geral, a definir anualmente pelo Conselho Científico da ESE/IPS. Na Formação Específica terá maior relevo a UC de Seminário de Investigação e de Projecto para a qual se atribuem 7 ECTS, dado que exige, da parte dos estudantes, um trabalho autónomo de pesquisa no meio, com uma articulação teórico-prática, e uma fundamentação incidindo sobre as problemáticas da comunicação envolvidas no Projecto (sejam técnicas ou teóricas).
Também aqui existe uma UC optativa, de uma bolsa de seis opções específicas do Curso.
No âmbito da Formação Profissionalizante contemplam-se 4 opções a distribuir entre o 3º e o 6 semestres. À UC de Estágio foram atribuídos 10 créditos ECTS por se tratar de uma forte aposta do curso na alternância entre a formação académica e o mundo profissional, enriquecedora das opções, experiências e currículos individuais. Trata-se de um Estágio a tempo inteiro numa empresa de Comunicação Social ou entidades institucionais e associativas com a vertente de Comunicação sobre o qual se exige um produto escrito com uma reflexão individual sobre a prática havida ao longo do Estágio. Do ponto de vista formal, a estrutura do Curso adequado a Bolonha introduziu também novas abordagens quer nos conteúdos, quer na organização do currículo do Curso de Comunicação Social. Assim, do ponto de vista metodológico, a actual organização do Curso tem também em conta as competências instrumentais, interpessoais e sistémicas definidas para as Unidades Curriculares, quer sejam Gerais, Específicas ou Profissionalizantes. Em cada semestre de cada ano lectivo pretende-se que os estudantes trabalhem no sentido de desenvolver competências que, nas Unidades Curriculares gerais, visarão a compreensão e a utilização de informação proveniente de uma diversidade de textos/fontes, de complexidade variável. Os estudantes devem também mobilizar diversas literacias na compreensão de fenómenos do mundo actual, utilizando sempre um discurso científico e realizando trabalhos que reflictam a sua capacidade de identificação, análise e interpretação adequadas aos temas abordados.
Nas Unidades Curriculares Específicas os estudantes trabalham de forma a compreender a necessidade de desenvolvimento pessoal e profissional numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida assim como identificam e conhecem bem as diversas vertentes de que se pode revestir a sua área de trabalho principal sem descurar a reflexão sobre as vantagens de uma formação polivalente.
Quanto aos dois Ramos - o de Comunicação Cultural e Jornalismo - estes apresentam idêntico número de créditos das Unidades Curriculares em cada Ramo. Desde sempre se previu a possibilidade de, caso os estudantes assim o queiram, frequentarem os dois Ramos, saindo depois com uma licenciatura com dupla saída (um deles realizado no sistema de Suplemento ao Diploma).
De uma forma sucinta esquematiza-se a estrutura do Curso que é a seguinte:
| Comunicação Social - 1º Ciclo de estudos na área |
| 180 créditos |
| Seis semestres |
| Dois Ramos: Comunicação Cultural e Jornalismo |
De uma forma mais resumida e esquemática, a distribuição das Unidades Curriculares pelos diversos semestres é a seguinte:
Semestres
|
Distribuição de Unidades Curriculares |
| 1º e 2º
|
UC de carácter geral: Língua e Prática Textual Artes Performativas Educação para os Media e Gestão da Informação Teorias do Jornalismo Antropologia Cultural História dos Media Actualidade nos Media Teoria da Imagem Comunicação Empresarial Contextos Profissionais + 1 Unidade Curricular de Opção (escolha entre todas as ofertas da ESE/IPS) + 1 UC da Carteira de Literacias (Tecnologias e Comunicação ou Língua EstrangeiraInglês (B1/B2) ou Francês (B1) ou Matemática, Cultura e Realidade ou Ciência, Tecnologia e Sociedade + Carteira de Competências (realização de 1 crédito) |
| 3º e 4º |
UC gerais: História Contemporânea e Cidadania Teoria e Modelos da Comunicação Comunicação Interpessoal Matemática para a Comunicação Social Sociologia da Comunicação + 1 Opção Específica (apenas 1 das seguintes UC): Língua Estrangeira 2 ou Comunicação e Património Literário ou Género e Media ou Língua e Comunicação Profissional ou Técnicas de Som ou Animação de Públicos + 2 UC obrigatórias para cada um dos Ramos: Ramo Jornalismo: Géneros Jornalísticos + Produção de Texto Jornalístico Ramo Comunicação Cultural: Indústrias Culturais + Marketing Cultural + 2 UC Profissionalizantes (a escolher de entre as seguintes): Temas Actuais em Ciência e Tecnologia Evolução das Ideias em Ciência Da Produção Científica à Comunicação Científica Fotografia Produção de Conteúdos Multimédia Guionismo Cinema e Televisão Produção Audiovisual Artes Gráficas + Carteira de Competências (realização de 2 créditos) |
| 5º e 6º |
UC gerais: Economia, Gestão e Empreendedorismo Ética e Deontologia Profissional Discurso dos Media Retórica e Argumentação Seminário de Investigação e de Projecto Estágio + 2 UC obrigatórias para cada um dos Ramos: Ramo Jornalismo: Fotojornalismo + Jornalismo Radiofónico Ramo Comunicação Cultural: Produção e Promoção Cultural + Relações Públicas e Publicidade + 2 UC Profissionalizantes (a escolher de entre as seguintes, diferentes das realizadas nos 3º e 4º semestres): Temas Actuais em Ciência e Tecnologia Evolução das Ideias em Ciência Da Produção Científica à Comunicação Científica Fotografia Produção de Conteúdos Multimédia Guionismo Cinema e Televisão Produção Audiovisual Artes Gráficas + Carteira de Competências (realização de 2 créditos) |
Duas Unidades Curriculares já referidas são agora objecto de análise nesta breve caracterização do Curso, a saber, a Carteira de Literacias e a UC Carteira de Competências assentes no sistema de apoio tutorial da ESE, denominado SISTESE.
A Carteira de Literacias tem como objectivo, como consta do documento legal, desenvolver capacidades que as(os) estudantes, de forma transversal, deverão utilizar no futuro profissional. A escolha de uma das UC que compõem está área deve ser feita pelas(os) estudantes, após orientação do(a) respectivo(a) tutor(a). No ano 2008 e 2009 as(os) estudantes tiveram como tutores, no Curso de Comunicação Social, um grupo diversificado de 11 docentes. Em 2009/2010 o número de tutores foi de nove. A distribuição dos estudantes pelas UC da Carteira de Literacias (que cada estudante deveria frequentar) foi realizada pela coordenação de Curso depois de todo um trabalho de coordenação com a vice-presidência do Conselho Directivo e com as outras coordenações de Curso da ESE. Este trabalho em equipa, realizado pela primeira vez em 2008 e continuado em 2009 foi fundamental para respeitar as preferências que os estudantes manifestaram junto da Coordenação de Curso, para distribuir equitativamente todos os estudantes pelas diversas UC e para os consciencializar para a necessidade de identificar áreas em que se sentem menos competentes e as formas de ultrapassar essas insuficiências.
A UC Carteira de Competências, de funcionamento ao longo dos três anos , conheceu alguns problemas no ano lectivo de 2008-2009, e em 2009-2010verifica-se que a maioria das estudantes acabou, com sucesso, esta UC mas apenas na época especial de Setembro e Dezembro. Na época normal apenas a terminaram 10 estudantes (num total de 41 inscrições) e na época de Setembro concluíram-na mais 11 estudantes e mais três em Dezembro. Ao observar as pautas finais e provisórias de avaliação dos dois anos, nesta UC, facilmente se conclui que o 3º ano teve mais sucesso do que o 1º. Em relação a este ano, mais de dois terços dos(as) estudantes não atingiram as metas que haviam sido definidas.
O funcionamento do SISTESE não é posto em causa pelas(os) estudantes mas verifica-se que é uma área que necessita de aperfeiçoamento para que sejam mais satisfatórios os níveis de concretização dos objectivos. A enorme oferta de UC Específicas e Profissionalizantes, a diversidade de Ramos e a distribuição das UC por semestre (nos anos lectivos anteriores responsáveis por horários de estudantes com diversas interrupções ao longo do dia) não criou quaisquer problemas na construção dos horários uma vez que, as Coordenações de Curso e o Conselho Directivo decidiram elaborar um conjunto de regras de frequência e distribuição das UC que permitiram organizar horários mais equilibrados e compactados (horários específicos e simultâneos para as Opções Gerais; horários simultâneos para várias Opções Específicas e para as Profissionalizantes; distribuição adequada das UC por semestres...).
Na tentativa de conhecer a opinião dos estudantes sobre esta matéria relativamente ao ano 2009-2010 foi elaborado um questionário, mas dado o pouco espaço de tempo, não foi possível obter dos estudantes um número de respostas significativo.
Dos poucos respondentes, alguns estudantes referem negativamente cargas horárias excessivas, horários de tutorias (sobre a hora do almoço) pouco apropriados, mas estes dados não são expressivos.
Tabela 1 - Distribuição das horas de trabalho
| UC | Tipo de Aula | Horas Contacto | Semestre | ECTS | Horas Totais | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| T | TP | L | TC | S | OT | E | O | |||||
| CS20018 - Animação de Públicos | 5 | 37 | 26 | - | - | 6 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100005 - Antropologia Cultural | 26 | 15 | - | 15 | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20021 - Artes Gráficas | 15 | 15 | 15 | - | - | 15 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100002 - Artes Performativas | 21 | 25 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100007 - Atualidade nos Media | 36 | 20 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS30030 - Carteira de Competências | - | 9 | - | - | 12 | 39 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS200017 - Ciberculturas | 26 | 15 | - | - | - | 7 | - | - | 48 | 2 | 4 | 108 |
| CS200018 - Ciência e Teoria Política | 30 | 11 | - | - | - | 7 | - | - | 48 | 2 | 4 | 108 |
| CS20026 - Cinema e Televisão | 20 | 20 | - | 15 | - | 9 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS30028 - Cinema e Televisão | 20 | 26 | - | 10 | - | 4 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS20014 - Comunicação e Património Literário | 40 | 20 | - | 10 | - | 10 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100009 - Comunicação Empresarial | 15 | 30 | - | - | 3 | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS30026 - Comunicação nos Media Sociais | 15 | 15 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS100010 - Contextos Profissionais | - | 15 | - | 35 | 6 | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20025 - Da Produção Científica à Comunicação Científica | 10 | 60 | - | - | 6 | 10 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS30024 - Discurso dos Media | 20 | 21 | - | - | - | 7 | - | - | 48 | s | 4 | 108 |
| CS30022 - Economia, Gestão e Empreendedorismo | 41 | 15 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS100003 - Educação para os Media e Gestão da Informação | 40 | 16 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS30029 - Estágio | - | 10 | - | 60 | - | 10 | 40 | - | 120 | s | 10 | 270 |
| CS30023 - Ética e Deontologia Profissional | 41 | 15 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS20019 - Evolução das Ideias em Ciência | 20 | 30 | - | - | 12 | 8 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20022 - Fotografia | 10 | 15 | 15 | - | - | 15 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20015 - Género e Media | 10 | - | - | - | 40 | 15 | 10 | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS200020 - Géneros Jornalísticos | 5 | 36 | - | 10 | 5 | 4 | - | - | 60 | 1 | 5 | 135 |
| CS20024 - Guionismo | 20 | 25 | 15 | 15 | - | 9 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS200011 - História Contemporânea e Cidadania | 37 | - | - | 4 | - | 4 | - | - | 60 | 1 | 5 | 135 |
| CS100006 - História dos Media | 21 | 10 | - | 25 | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS200019 - Indústrias Culturais | 30 | 26 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | 2 | 5 | 135 |
| CS200021 - Língua e Comunicação Profissional | 10 | 36 | - | - | 10 | 4 | - | - | 60 | 1 | 5 | 135 |
| CS20016 - Língua e Comunicação Profissional | 20 | 20 | - | - | 10 | 10 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100001 - Lingua e Prática Textual | 21 | 25 | - | - | 10 | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20013 - Língua Estrangeira 2 | - | 45 | - | - | - | 30 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20028 - Língua Estrangeira 2 - Francês B1 | - | 45 | - | - | - | 30 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20029 - Língua Estrangeira 2 - Inglês B1 | 45 | - | - | - | - | 30 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20030 - Língua Estrangeira 2 - Inglês B2 | - | 45 | - | - | - | 30 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20031 - Língua Estrangeira 2 - Inglês C1 | 45 | - | - | - | - | 15 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS200016 - Linguagens do Audiovisual | 23 | 18 | - | - | - | 7 | - | - | 48 | 2 | 4 | 108 |
| CS30027 - Marketing Cultural | 30 | 26 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | s | 5 | 135 |
| CS200014 - Matemática para a Comunicação Social | 19 | 22 | - | - | - | 7 | - | - | 48 | 1 | 4 | 108 |
| CS20027 - Produção Audiovisual | 20 | 25 | 15 | 15 | - | 15 | - | - | 70 | S | 5 | 135 |
| CS20020 - Produção de Conteúdos Multimédia | 10 | - | 45 | - | - | 5 | - | - | 70 | S | 5 | 135 |
| CS200013 - Retórica e Argumentação | 26 | 30 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | 1 | 5 | 135 |
| CS30025 - Seminário de Investigação e Projeto de Comunicação | 20 | 30 | - | - | 17 | 5 | - | - | 72 | s | 6 | 162 |
| CS200015 - Sociologia da Comunicação | 16 | 20 | - | - | 5 | 7 | - | - | 48 | 2 | 4 | 108 |
| CS20017 - Técnicas de Som | 15 | 15 | 30 | - | - | 15 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS20023 - Temas Atuais em Ciência e Tecnologia | 20 | 30 | - | - | 12 | 8 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS100008 - Teoria da Imagem | 26 | 20 | - | - | 10 | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
| CS200012 - Teoria e Modelos da Comunicação | 41 | 15 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | 1 | 5 | 135 |
| CS100004 - Teorias do Jornalismo | 36 | 20 | - | - | - | 4 | - | - | 60 | S | 5 | 135 |
Fonte: Despacho nº 9957-S/2007 de 29 de Maio (DR nº 103 - Série II)
B1.2 - Dados comparativos com cursos de referência
Parte B2 - Estudantes à entrada
De acordo com os quadros abaixo, verifica-se que no ano lectivo em apreço foram preenchidas todas as vagas postas a concurso nacional de acesso (CNA) (44 vagas) com um acréscimo relativamente a 2008 de 4 vagas e 9 vagas do concurso de regimes especiais (CRE), tal como no ano de 2008. Verifica-se ainda um acréscimo percentual de candidatos de 1ª opção no CNA (de 53% em 2008 para 64% em 2009) e um acréscimo de estudantes colocados de 1ªopção (51% em 2008 para 62% em 2009). No total de colocados pelo regime especial (11) há menos 3 estudantes colocados que no ano 2008, havendo contudo mais um estudante colocado nos maiores de 23 anos. A percentagem de estudantes colocados através de Regimes especiais (CRE) diminuiu neste ano, passando de 29% em 2008 para 21% em 2009.
Verifica-se a mesma tendência que em anos anteriores de uma maioria de estudantes do sexo feminino (cerca de 72%).
A proveniência dos estudantes admitidos no CNA vem sobretudo de concelhos do Distrito de Setúbal (39 dos 44). Há um acentuado aumento de entradas de estudantes relativamente ao ano anterior nos concelhos de Setúbal e Barreiro. Houve uma diminuição acentuada de entradas de estudantes provenientes nomeadamente de Lisboa (de 6 no ano de 2008 para 1 em 2009).
No ano de 2009/2010 o número de estudantes inscritos no 1ºano é de 55, tendo aumentado relativamente ao ano de 2008/2009; no 2º ano há 93 inscritos e no 3ºano há 49 inscritos. Ou seja estão inscritos 197 estudantes, contra 168 no ano anterior.
Em 2009/2010 há um aumento total do número de estudantes efectivamente matriculados em relação ao ano anterior. No 1ºano (mais 8) que no ano transacto. No 2ºano o número de inscritos (93) reporta-se ao número de estudantes com UC de 2º ano em atraso. No 3ºano há 49 inscritos, sendo a diferença (24) do ano de 2008, resultante do que foi dito no Relatório anterior, dado que foi um ano de transição de regimes.
A média de candidatura do último candidato colocado na 1ªfase é de 135,3.
A media do último aluno colocado baixou ligeiramente relativamente a 2008, mas em contrapartida subiu significativamente a média das médias de candidatura dos candidatos colocados.
a) Tabela 2 - Vagas
| Vagas | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 |
|---|---|---|---|
| Concurso Nacional de Acesso (CNA) | 40 | 40 | 35 |
| Concursos Locais de Acesso/Regimes Especiais(CLA) | 10 | 10 | 12 |
| Total de Vagas | 50 | 50 | 47 |
b) Tabela 3 - Estudantes provenientes do Concurso Nacional de Acesso (CNA)
| Indicadores | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 |
|---|---|---|---|
| Candidatos CNA/Vagas CNA | 573% | 533% | 117% |
| Candidatos 1ºOpção CNA/Vagas CNA | 80% | 105% | 57% |
| Colocados CNA/Vagas CNA | 120% | 113% | 117% |
| Colocados 1º opção CNA / Colocados CNA | 67% | 93% | 49% |
Gráfico 1 - Notas de acesso
c) Tabela 4 - Estudantes provenientes de Concursos Locais de Acesso / Regimes Especiais (CLA)
| Indicadores | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 |
|---|---|---|---|
| Nº de Colocados Maiores de 23 anos | 0 | 0 | 0 |
| Nº de Colocados CETs | 0 | 0 | 0 |
| Nº de Colocados Titulares de Curso Superior | 1 | 0 | 1 |
| Nº de Colocados Mudança de Curso | 2 | 2 | 2 |
| Nº de Colocados Transferências | 0 | 1 | 1 |
| Nº de Colocados Reingresso | 6 | 1 | 3 |
| Nº de Colocados Outros CLA | 5 | 7 | 7 |
| Total de colocados CLA | 14 | 11 | 14 |
| Colocados CLA/ Total de Vagas | 25% | 20% | 27% |
d) Ocupação total de vagas
| Indicadores | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 |
|---|---|---|---|
| Total de Colocados CNA | 48 | 45 | 41 |
| Total de Colocados CLA | 14 | 11 | 14 |
| Total de Colocados | 62 | 56 | 55 |
| Total de Colocados/ Total de Vagas | 111% | 104% | 106% |
e) Proveniência dos estudantes admitidos
Tabela 5 - Proveniência dos estudantes por Concelho (CNA)
| CONCELHO | Número de Admitidos | ||
|---|---|---|---|
| 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 | |
| Lisboa | 2 | 2 | 2 |
| Sintra | 2 | 0 | 5 |
| Almada | 7 | 2 | 3 |
| Barreiro | 8 | 12 | 4 |
| Montijo | 3 | 3 | 1 |
| Palmela | 3 | 2 | 1 |
| Seixal | 9 | 3 | 7 |
| Setúbal | 14 | 16 | 11 |
| Outros | 9 | 13 | 15 |
| Total | 57 | 52 | 49 |
Tabela 6 - Proveniência dos estudantes por Distrito (CNA)
| DISTRITO | Número de Admitidos | ||
|---|---|---|---|
| 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 | |
| Lisboa | 6 | 3 | 12 |
| Setúbal | 48 | 45 | 30 |
| Outros | 3 | 4 | 7 |
| Total | 57 | 52 | 49 |
Parte B3 - Estudantes inscritos
No ano lectivo 2009/2010 encontram-se inscritos 55 estudantes no 1º ano (27,92%), 93 no 2º ano (47,21%) e 49 no 3º ano (24,87%).
a) Tabela 7 - Distribuição por anos curriculares
| Ano Curricular | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º Ano | 51 | 36,96% | 54 | 38,3% | 51 | 30,36% |
| 2º Ano | 46 | 33,33% | 41 | 29,08% | 41 | 24,4% |
| 3º Ano | 41 | 29,71% | 46 | 32,62% | 76 | 45,24% |
| Total | 138 | 141 | 168 | |||
b) Distribuição por género
Gráfico 2 - Distribuição dos estudantes inscritos por género
Parte B4 - Mobilidade e Internacionalização
Nos últimos três anos o Instituto Politécnico de Setúbal tem vindo a fazer um trabalho de coordenação da mobilidade estudantil entre as suas Unidades Orgânicas. Esse esforço foi levado a cabo através da centralização, num sector específico – o CIMOB – da maior parte das tarefas de organização dos processos de saída/entrada de estudantes que integram aqueles programas.
Algumas das acções realizadas pretendem reflectir sobre a importância da mobilidade e sobre as formas possíveis de a aumentar.
De diversos pontos de vista, a mobilidade promove o desenvolvimento de diversas competências que, nem sempre, os estudantes identificam como sendo fundamentais para o seu percurso pessoal, académico e, sobretudo, profissional. A melhoria nos métodos de estudo, o aumento da fluência numa outra língua que não a materna, a capacidade de identificação e resolução de inúmeros problemas que têm de resolver, assim como a vivência em meios académicos e familiares muito diversos daqueles que são os seus em contexto nacional são algumas das vantagens que se identificam como fundamentais para os estudantes que seguem um programa deste tipo.
Desde 2006/2007 o aumento da mobilidade tem sido uma das maiores apostas da Coordenação de Curso mas, como se verá adiante neste capítulo, nem sempre as condições reais têm sido as mais favoráveis ao desenvolvimento desta área.
Os dados internacionais apontam para que a mobilidade deva ser aumentada de forma a que, em 2020, ela atinja 20% dos diplomados em instituições de Ensino Superior europeias (Lovaina, 2009).
A nível interno, como consta do Programa Estratégico e Desenvolvimento do Instituto Politécnico de Setúbal (PEDIPS, 2007-2011), a aposta na saída/entrada de estudantes é inequívoca uma vez que ali se aponta para que se atinja, até 2011, um aumento de 2.5% de mobilidade. O mesmo se verifica no Orçamento de 2009 uma vez que as verbas canalizadas para esta área tiveram uma visibilidade acentuada. Neste momento o IPS procura definir regras de apoio à mobilidade que contemplará com mais verbas a(s) Unidade(s) Orgânica(s) que melhor desempenho mostrem na promoção da mobilidade estudantil e docente.
Antes de apresentar e reflectir sobre os dados da mobilidade relativos ao período a que respeita este Relatório (e para que aqueles melhor se percebam) há que apresentar um conjunto de questões que se colocam e que ajudam a explicar o processo e os resultados da mobilidade estudantil. Apesar das bolsas e do apoio que o IPS tem vindo a prestar, nem sempre os estudantes vêem algum esforço de participação em projectos de mobilidade como um dado facilitador da sua futura inserção no mercado de trabalho.
Ao longo dos últimos anos tem tido preocupação do IPS o apoio a iniciativas de procura de novos Acordos Bilaterais de mobilidade mas, no ano de 2009 e, por diversos motivos, não foi possível aumentar o número de instituições estrangeiras/parceiras para promoção de saídas de estudantes. Uma das explicações é o facto de que, internamente, foi necessário atender a muitas urgências que se prendem com a concretização de todos os dados sobre o Processo de Bolonha e este não foi desenvolvido por ser difícil aplicar uma série de aspectos científico-pedagógicos e organizativos novos que não se compadecem com o tempo que é necessário despender para criar laços com cursos afins na área, no estrangeiro, assim como com a definição de perfis de saída semelhantes.
Um dos factores que se tem identificado como um obstáculo à realização de mais processos de mobilidade, no caso nacional e no que se refere à atracção de estudantes estrangeiros que pretendam realizar um período de formação no país, é o domínio da língua portuguesa que, mesmo para países mais próximos da mesma raiz latina, se afigura como algo que dificulta a total inclusão no IPS. Uma das soluções que já foi ensaiada (com enorme êxito) por uma das Unidades Orgânicas foi a da criação de turmas ditas internacionais em que docentes e estudantes usam a língua inglesa como base de trabalho.
Realizar um Guia da Mobilidade acessível em linha e traduzir os Programas das Unidades Curriculares não é suficiente para que se verifique um aumento das entradas na ESE. O ideal seria que se organizasse um Módulo Internacional (englobando diversas UC de diversos Cursos envolvidos) em que docentes e estudantes pudessem (a exemplo do que se faz já em inúmeras instituições de ensino superior no nosso país) utilizar uma língua de trabalho da União Europeia como forma de comunicação verbal. Contribuir para que tal se realize, é um dos escopos da actual Coordenação de Curso de Comunicação Social.
Em 2009, mais uma vez, a colaboração entre a Coordenação de Curso e a representação do programa CIMOB na ESE foi estreita uma vez que, esta última, esteve a cargo de uma das docentes do Departamento de Comunicação e docente no Curso em causa.
Neste Curso há uma atitude favorável de apoio à mobilidade até porque a insistência no desenvolvimento de competências é um dos objectivos do Curso e da Unidade Curricular específica com essa mesma designação.
A tarefa de reconhecimento de competências desenvolvidas com as entradas/saídas de estudantes tem sido facilitada quer pela existência do CIMOB e a Coordenação, em cada Unidade Orgânica, de um docente e quer pela existência de um Regulamento da Mobilidade para o IPS (RMI-IPS), disponível em linha e que pode ser consultado por qualquer dos intervenientes no referido processo.
A Coordenação do Curso de Comunicação Social considera que, além dos mecanismos já existentes, seria interessante que se criasse um Regulamento Pedagógico da Mobilidade uma vez que, dessa forma, seria possível agir sempre da mesma maneira quando esteja em causa o reconhecimento académico das mesmas UC’s em anos diferentes, mesmo que realizadas em instituições diversas.
No ano de 2009, no IPS, saíram 38 estudantes em processo de mobilidade, número que sofreu um decréscimo no presente ano lectivo de 2009/2010 em que apenas sairam 32 estudantes do IPS, sendo 5 estudantes da ESE.
De 12 saídas de estudantes de Comunicação Social em 2007/2008 passou-se para apenas 1 em 2008/2009 e nenhuma no ano lectivo de 2009/2010. Apesar destes números muito aquém do desejável, este foi o segundo Curso que maior número de estudantes da ESE enviou para mobilidade no estrangeiro (o primeiro é o Curso de Animação e Intervenção Sócio-Cultural).
Quanto ao número de estudantes estrangeiros de Comunicação social, ao abrigo deste Programa, estiveram na ESE, 3 em 2007/2008, três em 2008/2009 e número igual em 2009/2010, oriundos das universidades de Barcelona e Bilbao.
Dos sete Acordos Bilaterais que existem entre a ESE e instituições de Ensino Superior estrangeiras para onde/de onde se enviam/se recebem estudantes, apenas quatro foram usadas desde 2007/2008 e dois novos acordos foram celebrados desde essa data.
A participação de estudantes de Comunicação Social nas actividades da Semana da Mobilidade, realizada anualmente no IPS, tem o apoio de inúmeros estudantes do referido Curso mais enquanto forma de obter créditos para a Unidade Curricular de Carteira de Competências do que como forma de intervenção activa nas questões da organização, divulgação e participação na mobilidade.
Para aumentar o número de estudantes abrangidos pelo Programa de Mobilidade do IPS, sobretudo no campo das saídas, a Coordenação de Curso pretende implementar diversas medidas, ao longo do ano lectivo de 2009/2010, a saber:
B4.1 Tabela 8 - Mobilidade
| Ano lectivo | Estudantes de Entrada (incoming) | Estudantes de Saída (outgoing) | Graduados envolvidos em Programas Internacionais |
|---|---|---|---|
| 2010/11 | 0 | 11 | ---- |
B4.2 Tabela 9 - Internacionalização
| 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 | |
|---|---|---|---|
| Estudantes Estrangeiros | 5 | 9 | 8 |
| Docentes Estrangeiros | 0 | 0 | 0 |
| Graduados Estrangeiros | 1 | 3 | 1 |
B4.3 - Parcerias internacionais
PARTE C - CARACTERIZAÇÃO DAS ABORDAGENS PEDAGÓGICAS
a) Tabela 10 - Elementos que integram o programa da unidade curricular
Sim |
Não |
Ñ Resp |
Total |
|||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Aprendizagens esperadas | 45 |
95,7% |
0 |
0,0% |
2 |
4,3% |
47 |
100% |
| Avaliação | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Bibliografia | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Competências a desenvolver | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Conteúdos | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Introdução | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Metodologia | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Número de créditos (ECTS) | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Nº horas de contacto por tipo de trabalho | 43 |
91,5% |
1 |
2,1% |
3 |
6,4% |
47 |
|
| Nº horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho | 39 |
83,0% |
5 |
10,6% |
3 |
6,4% |
47 |
|
| Número total de horas | 47 |
100,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
47 |
|
| Objectivos | 35 |
74,5% |
7 |
14,9% |
5 |
10,6% |
47 |
|
| Competências Formação específica | 36 |
76,6% |
6 |
12,8% |
5 |
10,6% |
47 |
|
| Competências Formação geral/transversal | 38 |
80,9% |
8 |
17,0% |
1 |
2,1% |
47 |
|
| Competências Formação profissionalizante | 28 |
59,6% |
11 |
23,4% |
8 |
17,0% |
47 |
|
Em relação à identificação dos elementos que integram agora os Programas das UC verifica-se que houve poucas mudanças em relação aos dados que estavam presentes nos Programas das disciplinas anteriores ao Processo de Bolonha. Este aspecto que, numa primeira leitura, pode parecer negativo não o é uma vez que, nesta Instituição, antes e depois de Bolonha todos os programas das UC costumavam integrar já uma série de dados que em muitos locais só após Bolonha começaram a integrar os referidos Programas.
Na esmagadora maioria dos programas (já existiam e continuam a ser enumerados) os seguintes dados: Metodologia, Introdução explicativa dos objectivos e fins da UC, conteúdos, competências a desenvolver, Bibliografia, avaliação, assim como o número total de horas e o número de créditos.
Alguns dados apenas foram introduzidos nos programas após o processo de Bolonha. Estão neste grupo: as competências de formação profissionalizante, as competências de formação específica, as competências de formação transversal, o número de horas de trabalho autónomo por tipo de trabalho e o número de horas de contacto por tipo de trabalho.
Embora não seja visível nesta tabela, há que referir que o maior problema na adequação das Uc aos requisitos do Processo de Bolonha se prende, como veremos mais adiante, com o aumento da redução de número de horas presenciais por motivos que nada têm de pedagógico-científicos sendo sobretudo justificados por questões de ordem burocrático-administrativa.
Na maior parte dos casos, as(os) estudantes e as(os) docentes são obrigados(as) a gerir com muito mais volume de trabalho extra-aula presencial o que antes do processo de adequação era feito em contexto de sala de aula.
b) Tabela 11 - Mudanças na utilização das actividades relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Aulas expositivas c/ exemplos da realidade | 1 |
2,1% |
30 |
63,8% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
16 |
34,0% |
47 |
100% |
| Aulas expositivas c/ temas para debate | 2 |
4,3% |
28 |
59,6% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
17 |
36,2% |
47 |
|
| Aulas expositivas c/ meios audiovisuais | 1 |
2,1% |
30 |
63,8% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
16 |
34,0% |
47 |
|
| Aulas expositivas dos conteúdos | 7 |
14,9% |
23 |
48,9% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
17 |
36,2% |
47 |
|
| Aulas expositivas interact c/estudantes | 3 |
6,4% |
26 |
55,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
18 |
38,3% |
47 |
|
| Comunic c/prof/colegas-Correio Elec | 0 |
0,0% |
31 |
66,0% |
0 |
0,0% |
1 |
2,1% |
15 |
31,9% |
47 |
|
| Comunicação oral dos estudantes | 1 |
2,1% |
29 |
61,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
17 |
36,2% |
47 |
|
| Discussão orientada temas c/análise doc. | 3 |
6,4% |
25 |
53,2% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
19 |
40,4% |
47 |
|
| Estudos de caso | 13 |
27,7% |
10 |
21,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
24 |
51,1% |
47 |
|
| Exercícios de aplicação | 5 |
10,6% |
19 |
40,4% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
23 |
48,9% |
47 |
|
| Interv fóruns discussão on-line/chats | 14 |
29,8% |
10 |
21,3% |
0 |
0,0% |
2 |
4,3% |
21 |
44,7% |
47 |
|
| Orientação tutória | 3 |
6,4% |
20 |
42,6% |
0 |
0,0% |
4 |
8,5% |
20 |
42,6% |
47 |
|
| Participação em Seminários /Conferências | 6 |
12,8% |
16 |
34,0% |
0 |
0,0% |
4 |
8,5% |
21 |
44,7% |
47 |
|
| Pesquisa/recolha de informação on-line | 1 |
2,1% |
29 |
61,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
17 |
36,2% |
47 |
|
| Prática simulada | 15 |
31,9% |
6 |
12,8% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
26 |
55,3% |
47 |
|
| Realização activ Estágio pelos estudantes | 14 |
29,8% |
5 |
10,6% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
28 |
59,6% |
47 |
|
| Realiz.projectos de investigação/acção | 13 |
27,7% |
10 |
21,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
24 |
51,1% |
47 |
|
| Resolução de problemas | 9 |
19,1% |
15 |
31,9% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
23 |
48,9% |
47 |
|
| Supervisão activ Estágio pelo docente | 14 |
29,8% |
5 |
10,6% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
28 |
59,6% |
47 |
|
| Trabalho de campo | 8 |
17,0% |
15 |
31,9% |
0 |
0,0% |
2 |
4,3% |
22 |
46,8% |
47 |
|
| Trabalho de Projecto | 11 |
23,4% |
12 |
25,5% |
1 |
2,1% |
0 |
0,0% |
23 |
48,9% |
47 |
|
| Trabalhos Práticos/Laborat/Const/Prod | 9 |
19,1% |
18 |
38,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
20 |
42,6% |
47 |
|
| Visitas de estudo | 8 |
17,0% |
14 |
29,8% |
1 |
2,1% |
3 |
6,4% |
21 |
44,7% |
47 |
|
A lista de actividades utilizadas 20010/2011, em cada uma das Unidades Curriculares é muito diversificada sendo referidas as seguintes (por ordem crescente de % de utilização): aulas expositivas com recurso a meios audiovisuais; comunicação estudantes/professores/colegas através de correio electrónico, aulas expositivas com exemplos da realidade, comunicações orais dos estudantes, aulas expositivas interactivas (com estudantes), pesquisa e recolha de informação on-line, discussão orientada sobre temas com recurso a documentação vária, aulas expositivas com temas para debate, aulas expositivas dos conteúdos, exercícios de aplicação e trabalhos práticos.
Comparando as actividades realizadas antes e após a introdução do processo de Bolonha verifica-se que os docentes identificam um conjunto que já utilizavam e que continuaram a usar. Estão neste grupo a pesquisa/recolha de informação on-line, a comunicação entre docentes e entre estes e estudantes através de correio electrónico, a participação em seminários e conferências, a orientação tutorial individual, o trabalho de campo, as visitas de estudo, os trabalhos práticos quer laboratoriais quer de produção de documentos, a resolução de problemas, exercícios de aplicação, a comunicação oral com estudantes, a discussão orientada de temas com análise documental, as aulas expositivas com recurso a meios audiovisuais, as aulas expositivas com ligação a temas para debate e com exemplos da realidade, as aulas expositivas com interacção com estudantes e as aulas expositivas de conteúdos teóricos.
Também foram diversos os docentes que passaram a usar algumas actividades em aulas que antes nunca tinham usado. Neste grupo estão: estudos de caso, prática simulada, intervenção em fóruns de discussão on-line e chats, a supervisão de actividades de Estágio por parte do docente, a realização de projectos de investigação-acção e trabalho de campo e de projecto.
Visitas de estudo e trabalho de projecto, mencionadas como actividades abandonadas depois de Bolonha, nos relatórios de 2007/2008 e seguintes são agora novamente usadas como forma de inserir as(os) estudantes no meio profissional. Este foi a atividade que maior incremento teve neste ano.
Observando todo o tipo de atividades que é desenvolvido em sala de aula constata-se que a maior parte das aprendizagens realizadas pelos estudantes são feitas a partir de trabalho autónomo, orientado e de simulação de situações reais de contacto com o meio profissional.
c) Tabela 12 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação individual relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Apresentação oral de trabalhos | 1 |
3,3% |
27 |
90,0% |
1 |
3,3% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
30 |
100% |
| Auto-avaliação pelos estudantes | 11 |
36,7% |
11 |
36,7% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
7 |
23,3% |
30 |
|
| Avaliação inter-pares | 13 |
43,3% |
5 |
16,7% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
11 |
36,7% |
30 |
|
| Desempenho activ práticas | 6 |
20,0% |
21 |
70,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
3 |
10,0% |
30 |
|
| Particip estudantes activ aulas | 0 |
0,0% |
28 |
93,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
6,7% |
30 |
|
| Produção materiais modelos objectos | 9 |
30,0% |
17 |
56,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
4 |
13,3% |
30 |
|
| Produções escritas | 3 |
10,0% |
24 |
80,0% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
2 |
6,7% |
30 |
|
| Projectos de Investigação/Acção | 13 |
43,3% |
7 |
23,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
10 |
33,3% |
30 |
|
| Relatórios activ exper/práticas | 10 |
33,3% |
14 |
46,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
6 |
20,0% |
30 |
|
| Relatórios de estágio | 14 |
46,7% |
4 |
13,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
40,0% |
30 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos | 7 |
23,3% |
20 |
66,7% |
1 |
3,3% |
0 |
0,0% |
2 |
6,7% |
30 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação | 12 |
40,0% |
12 |
40,0% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
5 |
16,7% |
30 |
|
Como elementos/forma de avaliação individual a maioria dos docentes continuou a usar muitos dos instrumentos que já usava antes do processo de Bolonha. Neste grupo incluem-se: a produção de materiais, modelos ou objectos; a apresentação oral de trabalhos, a participação (contabilizada) dos estudantes nas actividades das aulas, os projectos de investigação-acção, relatórios de Estágio, produções escritas individuais realizada em sala de aula, relatórios de actividades experimentais/práticas, desempenho das actividades práticas, avaliação inter-pares, auto-avaliação realizada pelos estudantes assim como testes de avaliação de conhecimentos.
Um dos dados que mais se têm vindo a constatar na avaliação é o recurso, por parte de estudantes, a plágio de trabalhos disponíveis sobretudo em suporte informático.
Nos casos identificados, a coordenação de Curso tem feito todos os esforços para, em colaboração com as(os) docentes, aplicar sanções a estudantes prevaricadores. Na sequência desta questão foi já feito um levantamento de todo o dispositivo legal que pode suportar propostas mais drásticas de repressão de tal procedimento. O tema foi já objeto de discussão em sede própria – o Conselho Pedagógico – de forma a que, a nível de Escola e depois a nível de Unidade Orgânica, se possam aferir critérios conducentes à erradicação de tais atitudes.
No presente ano letivo, um grupo de docentes do Conselho Técnico-Científico analisou, apenas a título de exemplo, todos os Programas de todas as Uc ministradas neste 1º semestre e concluiu que, apesar de muitos docentes referirem e recorrerem a diversos instrumentos e métodos de avaliação, o teste final – como forma de avaliação privilegiada – tem vindo a ganhar mais terreno. A justificação, embora empírica, para esta opção prende-se com o facto de, nos últimos anos, as Turmas se terem tornado mais numerosas o que impede um acompanhamento individual docente/estudante mais forte.
d) Tabela 13 - Mudanças na utilização dos elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha
Nunca usei |
ContUsar |
DeixUsar |
PassUsar |
Ñ Resp |
Total |
|||||||
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
F |
f(%) |
|
| Apresentação oral de trabalhos | 1 |
3,3% |
27 |
90,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
2 |
6,7% |
30 |
100% |
| Auto-avaliação pelos estudantes | 11 |
36,7% |
12 |
40,0% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
6 |
20,0% |
30 |
|
| Avaliação inter-pares | 12 |
40,0% |
7 |
23,3% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
10 |
33,3% |
30 |
|
| Desempenho activ práticas | 6 |
20,0% |
19 |
63,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
5 |
16,7% |
30 |
|
| Particip estudantes activ aulas | 1 |
3,3% |
28 |
93,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
30 |
|
| Particip activ"a distância" | 9 |
30,0% |
11 |
36,7% |
0 |
0,0% |
3 |
10,0% |
7 |
23,3% |
30 |
|
| Produções escritas | 5 |
16,7% |
19 |
63,3% |
0 |
0,0% |
1 |
3,3% |
5 |
16,7% |
30 |
|
| Projectos de Investigação/Acção | 12 |
40,0% |
8 |
26,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
10 |
33,3% |
30 |
|
| Relatórios activ exper/práticas | 8 |
26,7% |
13 |
43,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
9 |
30,0% |
30 |
|
| Relatórios de estágio | 14 |
46,7% |
4 |
13,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
12 |
40,0% |
30 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos | 11 |
36,7% |
10 |
33,3% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
9 |
30,0% |
30 |
|
| Testes avaliação de conhecimentos e s/ aplicação | 13 |
43,3% |
9 |
30,0% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
8 |
26,7% |
30 |
|
| Produção materiais modelos objectos | 7 |
23,3% |
20 |
66,7% |
0 |
0,0% |
0 |
0,0% |
3 |
10,0% |
30 |
|
No que se refere às mudanças identificadas na utilização de elementos de avaliação em grupo relativamente à situação anterior a Bolonha verifica-se que a maioria dos docentes continuou a ter em conta a participação dos estudantes nas actividades em sala de aula, a apresentação oral de trabalhos, a produção de materiais e modelos ou objectos, as produções escritas em grupo, o desempenho de grupo nas actividades práticas e os relatórios de Estágio.
Alguns docentes referem ter passado a usar as actividades realizadas a distância. Neste caso está, com uma frequência quase diária, a UC de Comunicação e Turismo e a de Comunicação Empresarial.
Optar por estas formas de relação pedagógica tem imensos benefícios mas, em alguns casos, alterou profundamente a relação estabelecida entre docentes/estudantes. Muitas vezes as(os) docentes têm solicitações de apoio ao longo das 24 h do dia, tendo necessidade de estabelecer regras de contacto mais formais.
Por outro lado, o contacto docentes/estudantes e destes entre si melhorou com a utilização da Plataforma Moodle em todas as suas potencialidades. Muitas vezes, o recurso a um endereço eletrónico de Turma/Ano/Curso tem sido excelente se bem que, muito frequentemente, as(os) docentes tenham tido necessidade de estabelecer regras de utilização coletivas destas formas de comunicação (por exemplo, se o problema é levantado por um/a estudante mas se esse tema é um problema para todoa a turma, então basta que as/os estudantes se organizem e coloquem a questão apenas uma vez ao docente).
PARTE D - ANÁLISE GLOBAL DOS RESULTADOS
Relativamente aos anos de 2009/2010 e 2010/2011 há uma taxa superior de aprovações neste segundo ano letivo para o total de estudantes inscritos no 1ºano. A Uc com menor sucesso é Ciência, Tecnologia e Sociedade, uma das componentes da Carteira de Literacias. No 2ºano, a taxa de aprovação é ligeiramente inferior também em relação a 2009/2010, sendo que uma das UC com mais insucesso é Da Produção Científica à Comunicação Científica. No 3º ano a taxa de aprovação é semelhante à dos dois anos anteriores.
Tal como vem acontecendo em anos anteriores, uma área em que se verifica uma grande discrepância entre o rácio de aprovados e inscritos é na Unidade Curricular de Ciência, Tecnologia e Sociedade (da Carteira de Literacias). Esta questão faz-nos reflectir sobre os critérios subjacentes à escolha das referidas Unidades Curriculares pelos estudantes.
Quanto ao que é a avaliação das(os) docentes do Curso de Comunicação Social do processo de aplicação da adequação a Bolonha há que referir que foram ainda as seguintes as áreas positivas e negativas identificadas neste ano tal como o haviam sido em anos anteriores deste processo:
Houve outras UC que eram módulos de disciplinas e que se autonomizaram e, nem sempre o desenvolvimento da UC nova foi facilitado pois houve que mudar diversos procedimentos.
Apesar de não haver agora UC que funcionem em estrutura modular, há algumas que, leccionadas por dois ou mais docentes diferentes, ainda não conseguiram ultrapassar aquela realidade.
A actividade dos docentes ficou sobrecarregada pois o que têm de fazer, extra sessões presenciais, como é o caso das tutorias e do acompanhamento da Carteira de Competências, exige um muito maior espaço de trabalho e de acompanhamento individual das(os) estudantes sem qualquer visibilidade institucional. A passagem a escrito de todas as actividades realizadas é também um exemplo do aumento da sobrecarga de trabalho desenvolvido.
A avaliação das(os) estudantes, assente em parâmetros que não incluem apenas os testes ou exames (como aliás já se fazia nesta Instituição) e realizada em épocas específicas que não seguem as normas anteriormente existentes para o efeito, foi objecto de uma maior discussão entre as(os) docentes do Curso. A redacção e aprovação de um novo Regulamento de Frequência e Avaliação (feitas pelo Conselho Pedagógico) foi fundamental para obviar a que mais problemas tivessem surgido nesta fase de adequação.
Muitas(os) estudantes queixam-se ainda de que, em relação a muitas UC, nem sempre o calendário de avaliações (quer finais quer intercalares) definido pelo Conselho Pedagógico foi respeitado pelos(as) docentes.
Parte D1 - Resultados Académicos
a) Indicadores de sucesso global por ano lectivo, por ano curricular e por UC/Módulo
Tabela 14 - 1º Ano
| Disciplinas | Área Científica | 2010/ 2011 | 2009/ 2010 | 2008/ 2009 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | ||
| Ciência, Tecnologia e Sociedade | Ciências da Natureza | 11 | 63.64 | 36.36 | 57.14 | 13 | 53.85 | 38.46 | 71.43 | 13 | 76.92 | 46.15 | 60.0 |
| Contextos Profissionais | Ciências da Comunicação | 55 | 92.73 | 85.45 | 92.16 | 59 | 84.75 | 74.58 | 88.0 | 50 | 84.0 | 64.0 | 76.19 |
| Teorias do Jornalismo | Ciências da Comunicação | 54 | 88.89 | 66.67 | 75.0 | 60 | 83.33 | 76.67 | 92.0 | 50 | 84.0 | 72.0 | 85.71 |
| História dos Media | Ciências da Comunicação | 51 | 96.08 | 96.08 | 100.0 | 53 | 88.68 | 83.02 | 93.62 | 48 | 91.67 | 87.5 | 95.45 |
| Teoria da Imagem | Ciências da Comunicação | 55 | 90.91 | 90.91 | 100.0 | 59 | 83.05 | 77.97 | 93.88 | 81 | 93.83 | 76.54 | 81.58 |
| Actualidade nos Media | Ciências da Comunicação | 52 | 88.46 | 88.46 | 100.0 | 54 | 100.0 | 70.37 | 70.37 | 50 | 100.0 | 78.0 | 78.0 |
| Língua Estrangeira - Francês B1 | Línguas e Literatura | 8 | 75.0 | 75.0 | 100.0 | 18 | 100.0 | 77.78 | 77.78 | 7 | 71.43 | 71.43 | 100.0 |
| Comunicação Empresarial | Ciências da Comunicação | 58 | 84.48 | 72.41 | 85.71 | 58 | 86.21 | 68.97 | 80.0 | 59 | 88.14 | 74.58 | 84.62 |
| Tecnologias e Comunicação | Tecnologias de Informação e Comunicação | 15 | 86.67 | 86.67 | 100.0 | 8 | 62.5 | 50.0 | 80.0 | 13 | 84.62 | 61.54 | 72.73 |
| Língua e Prática Textual | Línguas e Literatura | 51 | 94.12 | 94.12 | 100.0 | 51 | 90.2 | 88.24 | 97.83 | 52 | 84.62 | 80.77 | 95.45 |
| Língua Estrangeira - Inglês B2 | Línguas e Literatura | 3 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 3 | 66.67 | 66.67 | 100.0 | 1 | 0.0 | 0.0 | 0.0 |
| Língua Estrangeira - Inglês B1 | Línguas e Literatura | 11 | 81.82 | 81.82 | 100.0 | 9 | 77.78 | 66.67 | 85.71 | 14 | 57.14 | 57.14 | 100.0 |
| Matemática, Cultura e Realidade | Matemática | 11 | 90.91 | 63.64 | 70.0 | 8 | 87.5 | 75.0 | 85.71 | 9 | 77.78 | 77.78 | 100.0 |
| Artes Performativas | Ciências da Comunicação | 48 | 100.0 | 89.58 | 89.58 | 50 | 100.0 | 88.0 | 88.0 | 49 | 100.0 | 87.76 | 87.76 |
| Educação para os Media e Gestão da Informação | Ciências da Comunicação | 52 | 96.15 | 90.38 | 94.0 | 54 | 87.04 | 83.33 | 95.74 | 50 | 88.0 | 80.0 | 90.91 |
| Antropologia Cultural | Ciências Sociais | 57 | 82.46 | 80.7 | 97.87 | 56 | 73.21 | 66.07 | 90.24 | 53 | 73.58 | 67.92 | 92.31 |
| 1º ano | 647 | 89.8 | 83.15 | 92.6 | 665 | 86.32 | 76.24 | 88.33 | 649 | 87.52 | 74.88 | 85.56 | |
Tabela 15 - 2º Ano
| Disciplinas | Área Científica | 2010/ 2011 | 2009/ 2010 | 2008/ 2009 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | ||
| Comunicação e Património Literário | Línguas e Literatura | 7 | 85.71 | 85.71 | 100.0 | 6 | 66.67 | 66.67 | 100.0 | 5 | 100.0 | 100.0 | 100.0 |
| Língua Estrangeira 2 - Inglês B2 | Línguas e Literatura | 3 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 3 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | --- | --- | --- | --- |
| Temas Atuais em Ciência e Tecnologia | Matemática | 5 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 6 | 66.67 | 66.67 | 100.0 | 13 | 76.92 | 61.54 | 80.0 |
| Marketing Cultural | Ciências da Comunicação | 13 | 92.31 | 92.31 | 100.0 | 11 | 81.82 | 72.73 | 88.89 | 47 | 93.62 | 91.49 | 97.73 |
| Artes Gráficas | Ciências da Comunicação | 10 | 60.0 | 60.0 | 100.0 | 8 | 100.0 | 37.5 | 37.5 | 14 | 100.0 | 78.57 | 78.57 |
| Teoria e Modelos da Comunicação | Ciências da Comunicação | 46 | 100.0 | 78.26 | 78.26 | 49 | 100.0 | 85.71 | 85.71 | 54 | 75.93 | 61.11 | 80.49 |
| Produção de Conteúdos Multimédia | Tecnologias de Informação e Comunicação | 14 | 85.71 | 85.71 | 100.0 | 9 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 9 | 88.89 | 77.78 | 87.5 |
| Língua e Comunicação Profissional | Línguas e Literatura | 16 | 93.75 | 87.5 | 93.33 | 8 | 50.0 | 37.5 | 75.0 | 12 | 100.0 | 91.67 | 91.67 |
| Indústrias Culturais | Ciências da Comunicação | 14 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 13 | 84.62 | 76.92 | 90.91 | 49 | 91.84 | 89.8 | 97.78 |
| Ciberculturas | Ciências da Comunicação | 44 | 86.36 | 77.27 | 89.47 | 45 | 100.0 | 86.67 | 86.67 | 45 | 82.22 | 71.11 | 86.49 |
| Sociologia da Comunicação | Ciências Sociais | 56 | 89.29 | 76.79 | 86.0 | 47 | 100.0 | 68.09 | 68.09 | 46 | 86.96 | 65.22 | 75.0 |
| Da Produção Científica à Comunicação Científica | Ciências da Natureza | 14 | 35.71 | 7.14 | 20.0 | 10 | 70.0 | 60.0 | 85.71 | 8 | 75.0 | 75.0 | 100.0 |
| Temas Atuais em Ciência e Tecnologia | Ciências da Natureza | 5 | 0.0 | 0.0 | 0.0 | 6 | 66.67 | 66.67 | 100.0 | 13 | 76.92 | 61.54 | 80.0 |
| Linguagens do Audiovisual | Ciências da Comunicação | 43 | 90.7 | 83.72 | 92.31 | 39 | 89.74 | 89.74 | 100.0 | 39 | 92.31 | 89.74 | 97.22 |
| Da Produção Científica à Comunicação Científica | Matemática | 14 | 35.71 | 7.14 | 20.0 | 10 | 70.0 | 60.0 | 85.71 | 8 | 75.0 | 75.0 | 100.0 |
| Cinema e Televisão | Ciências da Comunicação | 17 | 88.24 | 88.24 | 100.0 | 12 | 66.67 | 66.67 | 100.0 | 18 | 88.89 | 66.67 | 75.0 |
| Guionismo | Ciências da Comunicação | 15 | 86.67 | 73.33 | 84.62 | 11 | 90.91 | 63.64 | 70.0 | 9 | 55.56 | 44.44 | 80.0 |
| Técnicas de Som | Ciências da Comunicação | 22 | 100.0 | 90.91 | 90.91 | 19 | 100.0 | 84.21 | 84.21 | 17 | 100.0 | 88.24 | 88.24 |
| Ciência e Teoria Política | Ciências Sociais | 45 | 88.89 | 82.22 | 92.5 | 41 | 87.8 | 82.93 | 94.44 | 40 | 90.0 | 82.5 | 91.67 |
| Produção Audiovisual | Ciências da Comunicação | 14 | 92.86 | 85.71 | 92.31 | 15 | 86.67 | 86.67 | 100.0 | 15 | 93.33 | 80.0 | 85.71 |
| Matemática para a Comunicação Social | Matemática | 52 | 76.92 | 71.15 | 92.5 | 44 | 79.55 | 68.18 | 85.71 | 46 | 73.91 | 67.39 | 91.18 |
| Produção do Texto Jornalístico | Ciências da Comunicação | 31 | 83.87 | 74.19 | 88.46 | 29 | 100.0 | 96.55 | 96.55 | 31 | 87.1 | 87.1 | 100.0 |
| Géneros Jornalísticos | Ciências da Comunicação | 30 | 100.0 | 83.33 | 83.33 | 29 | 100.0 | 96.55 | 96.55 | 31 | 83.87 | 80.65 | 96.15 |
| Comunicação Interpessoal | Ciências da Comunicação | 46 | 89.13 | 89.13 | 100.0 | 40 | 90.0 | 87.5 | 97.22 | 43 | 90.7 | 86.05 | 94.87 |
| Língua Estrangeira 2 - Inglês B1 | Línguas e Literatura | 1 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 2 | 50.0 | 50.0 | 100.0 | --- | --- | --- | --- |
| Língua Estrangeira 2 - Francês B1 | Línguas e Literatura | 2 | 50.0 | 50.0 | 100.0 | 1 | 100.0 | 0.0 | 0.0 | --- | --- | --- | --- |
| Evolução das Ideias em Ciência | Matemática | 10 | 90.0 | 80.0 | 88.89 | 7 | 57.14 | 28.57 | 50.0 | 5 | 60.0 | 60.0 | 100.0 |
| História Contemporânea e Cidadania | Ciências Sociais | 40 | 92.5 | 65.0 | 70.27 | 43 | 90.7 | 88.37 | 97.44 | 40 | 97.5 | 80.0 | 82.05 |
| Evolução das Ideias em Ciência | Ciências da Natureza | 10 | 90.0 | 80.0 | 88.89 | 7 | 57.14 | 28.57 | 50.0 | 5 | 60.0 | 60.0 | 100.0 |
| Fotografia | Ciências da Comunicação | 13 | 100.0 | 76.92 | 76.92 | 10 | 100.0 | 30.0 | 30.0 | 12 | 100.0 | 91.67 | 91.67 |
| 2º ano | 623 | 87.8 | 77.69 | 88.48 | 559 | 90.7 | 79.25 | 87.38 | 654 | 87.16 | 78.13 | 89.65 | |
Tabela 16 - 3º Ano
| Disciplinas | Área Científica | 2010/ 2011 | 2009/ 2010 | 2008/ 2009 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | ||
| Ética e Deontologia Profissional | Ciências da Comunicação | 35 | 82.86 | 80.0 | 96.55 | 36 | 100.0 | 91.67 | 91.67 | 44 | 95.45 | 88.64 | 92.86 |
| Seminário de Investigação e Projeto de Comunicação | Ciências da Comunicação | 35 | 82.86 | 77.14 | 93.1 | 35 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 45 | 95.56 | 93.33 | 97.67 |
| Temas Atuais em Ciência e Tecnologia | Matemática | 10 | 90.0 | 90.0 | 100.0 | 8 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 5 | 80.0 | 80.0 | 100.0 |
| Artes Gráficas | Ciências da Comunicação | 15 | 93.33 | 93.33 | 100.0 | 11 | 100.0 | 81.82 | 81.82 | 15 | 100.0 | 86.67 | 86.67 |
| Produção de Conteúdos Multimédia | Tecnologias de Informação e Comunicação | 7 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 10 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 8 | 100.0 | 100.0 | 100.0 |
| Economia, Gestão e Empreendedorismo | Ciências Sociais | 35 | 85.71 | 85.71 | 100.0 | 34 | 91.18 | 91.18 | 100.0 | 36 | 94.44 | 88.89 | 94.12 |
| Relações Públicas e Publicidade | Ciências da Comunicação | 8 | 50.0 | 50.0 | 100.0 | 24 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 23 | 91.3 | 86.96 | 95.24 |
| Discurso dos Media | Ciências da Comunicação | 38 | 78.95 | 78.95 | 100.0 | 35 | 91.43 | 91.43 | 100.0 | 36 | 83.33 | 80.56 | 96.67 |
| Da Produção Científica à Comunicação Científica | Ciências da Natureza | 7 | 71.43 | 71.43 | 100.0 | 6 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 6 | 66.67 | 50.0 | 75.0 |
| Temas Atuais em Ciência e Tecnologia | Ciências da Natureza | 10 | 90.0 | 90.0 | 100.0 | 8 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 5 | 80.0 | 80.0 | 100.0 |
| Jornalismo Radiofónico | Ciências da Comunicação | 28 | 100.0 | 75.0 | 75.0 | 16 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 20 | 95.0 | 90.0 | 94.74 |
| Da Produção Científica à Comunicação Científica | Matemática | 7 | 71.43 | 71.43 | 100.0 | 6 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 6 | 66.67 | 50.0 | 75.0 |
| Cinema e Televisão | Ciências da Comunicação | 7 | 57.14 | 42.86 | 75.0 | 2 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 13 | 92.31 | 92.31 | 100.0 |
| Guionismo | Ciências da Comunicação | 6 | 66.67 | 50.0 | 75.0 | 12 | 91.67 | 91.67 | 100.0 | 19 | 89.47 | 84.21 | 94.12 |
| Seminário de Investigação e Projeto de Comunicação | Ciências Sociais | 35 | 82.86 | 77.14 | 93.1 | 35 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 45 | 95.56 | 93.33 | 97.67 |
| Fotojornalismo | Ciências da Comunicação | 33 | 75.76 | 75.76 | 100.0 | 21 | 100.0 | 71.43 | 71.43 | 24 | 100.0 | 62.5 | 62.5 |
| Produção Audiovisual | Ciências da Comunicação | 11 | 45.45 | 36.36 | 80.0 | 8 | 75.0 | 75.0 | 100.0 | 13 | 84.62 | 84.62 | 100.0 |
| Produção e Promoção Cultural | Ciências da Comunicação | 8 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 23 | 100.0 | 95.65 | 95.65 | 15 | 93.33 | 86.67 | 92.86 |
| Retórica e Argumentação | Ciências da Comunicação | 36 | 86.11 | 86.11 | 100.0 | 35 | 100.0 | 94.29 | 94.29 | 36 | 97.22 | 88.89 | 91.43 |
| Evolução das Ideias em Ciência | Matemática | 4 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 5 | 80.0 | 40.0 | 50.0 | 4 | 75.0 | 50.0 | 66.67 |
| Evolução das Ideias em Ciência | Ciências da Natureza | 4 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 5 | 80.0 | 40.0 | 50.0 | 4 | 75.0 | 50.0 | 66.67 |
| Estágio | Ciências da Comunicação | 35 | 97.14 | 97.14 | 100.0 | 36 | 100.0 | 94.44 | 94.44 | 42 | 90.48 | 90.48 | 100.0 |
| Carteira de Competências | Ciências da Comunicação | 38 | 78.95 | 78.95 | 100.0 | 41 | 85.37 | 85.37 | 100.0 | 63 | 77.78 | 77.78 | 100.0 |
| Fotografia | Ciências da Comunicação | 7 | 100.0 | 71.43 | 71.43 | 11 | 100.0 | 100.0 | 100.0 | 31 | 93.55 | 90.32 | 96.55 |
| 3º ano | 403 | 83.62 | 79.9 | 95.55 | 409 | 96.09 | 91.69 | 95.42 | 498 | 90.76 | 85.14 | 93.81 | |
Tabela 17 - Global
| 2010/ 2011 | 2009/ 2010 | 2008/ 2009 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | Inscrições | Av/In | Ap/In | Ap/Av | |
| Global | 1673 | 87.57 | 80.33 | 91.74 | 1633 | 90.26 | 81.14 | 89.89 | 1801 | 88.28 | 78.9 | 89.37 |
b)Tabela 18 - Retenções e abandono escolar
| 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Retenção no 1º ano | 2 | 3,7% | 4 | 7,84% | 5 | 9,62% |
| Abandono Escolar | 4 | 2,9% | 13 | 9,22% | 19 | 11,31% |
As retenções continuam a ser esporádicas se bem que, em algumas UC, o sucesso escolar seja apenas próximo dos 50%.
Quanto ao abandono escolar, ele está contabilizado de forma a incluir as mudanças de instituição (por exemplo, dos 3 estudantes colocados no Curso, em 1ª fase, mas que não se chegaram a inscrever, sabemos que forma colocados, em 2ª fase, em Curso que haviam escolhido noutras instituições de Ensino Superior Público).
Apesar de tudo, esse número aumentou ligeiramente entre 2009/2010 e este ano letivo.
c)Tabela 19 - Indicadores de eficácia global
| Indicadores | 2010/2011 | 2009/2010 | 2008/2009 |
|---|---|---|---|
| Total de Graduados | 31 | 37 | 55 |
| Graduados em < N anos/Total de Graduados (1) | 0%-0 | 5%-2 | 0%-0 |
| Graduados em N anos/Total de Graduados | 87%-27 | 78%-29 | 42%-23 |
| Graduados em N + 1 anos/Total de Graduados | 6%-2 | 11%-4 | 51%-28 |
| Graduados em N + 2 anos/Total de Graduados | 6%-2 | 0%-0 | 5%-3 |
| Graduados em > N + 2 anos/Total de Graduados | 0%-0 | 5%-2 | 2%-1 |
(1)Estudantes que concluiram o curso em menos que N anos, derivado de processos de equivalência.
Não houve qualquer estudante a terminar o curso em menos de 3 anos. No ano de 2009, saíram 73 diplomados, correspondendo a 100%.
Estes dados mostram que, em 20010/2011 o número de estudantes graduados foi inferior ao do ano anterior mas a razão é apenas devido ao facto de, no ano anterior, haver ainda muitos estudantes que estiveram a finalizar o Curso tendo de respeitar as normas de equivalência que os abrangeram no processo de mudança e adequação ao Processo de Bolonha.
Parte D2 - Outros Indicadores Relevantes
Nesta área é importante referir que a maioria dos estudantes tem manifestado, em inquéritos produzidos no âmbito da Unidade Curricular de seminário de Investigação e Projeto de Comunicação, a vontade de continuar os seus estudos para um segundo Ciclo, nesta Instituição, em áreas de aprofundamento dos Ramos em que estão inseridos. Com os anos verifica-se que, se antes havia uma maior escolha do ramo de Jornalismo e que, só depois de muito instados, as/os estudantes escolhiam Comunicação Cultural, neste momento tem sido mais fácil colocar as/os estudantes neste Ramo e não no de Jornalismo.
Em relação às UC e à sua importância no Curso, muitos são os estudantes, como veremos na Parte 3D deste relatório, que têm vido a manifestar a opinião sobre a (des)vantagem de (ex)inclusão de algumas Uc no currículo a que estão sujeitos.
Em geral as Uc de cultura geral ou de áreas científicas específicas são as que mais animosidade suscitam na avaliação dos estudantes. Depois de uma análise atenta, serei obrigada a discordar desta apreciação uma vez que ela faz parte de uma cultura quase nacional de desvalorização do conhecimento científico (para leigos) e o mesmo se sentindo, por exemplo, em relação a áreas ditas artísticas. Esta desvalorização formativa e curricular acaba de ser assumida, a nível superior, nas reformas dos currículos que, no ensino básico, serão levadas a cabo ainda neste ano letivo.
Parte D3 - Percepção dos estudantes sobre o processo de Ensino/Aprendizagem
D3.1 - Percepção sobre o curso
D3.2 - Percepção sobre as UCs/Módulos
Nesta área as(os) estudantes vêm criticando sobretudo o facto de terem pouco tempo de frequência em Estágios. Com as reorganizações exigidas pelo processo de Bolonha (no número de horas/UC) e com as determinações que, a nível nacional, foram definidas para o que se considera serem estágios curriculares e profissionais, pagos e gratuitos, foram alteradas muitas das normas que, antes deste processo, norteavam estes períodos de contacto com as realidades profissionais. De um tempo de estágio que se podia prolongar por um período de seis meses passou-se para pouco mais de um mês. Por outro lado, quando as/os estagiários podiam, caso a entidade o entendesse, exercer trabalho real não remunerado, passou-se para um período em que o trabalho remunerado em estágio só pode acontecer mediante certas condições.
Estas alteração das condições de Estágio (que, na maior parte dos casos, a Coordenação de Curso não subscreve) têm sido também mal vistas (embora por razões ideológicas diferentes das da Coordenação de Curso) quer pelas/os empresas/empregadores quer pelas/os docentes, que têm tido dificuldade em interiorizar estas novas realidades. Esta não aceitação das normas é transmitida aos estudantes que se manifestam, por um lado, a favor da manutenção de mais tempo dos Estágios; por outro, aceitando que esses tempos possam ser não remunerados. Esta contradição que é sobretudo política mas que se manifesta na organização dos Curso tem gerado conflitos até com as empresas que tradicionalmente ofereciam estágios uma vez que, dizem só aceitar estudantes se o período for superior a 3/6 meses, o que vai contra o que está estipulado para um período de observação das realidades profissionais.
Outra questão que as/os estudantes colocam com muita frequência é a da continuidade dos Ciclos de Estudos sendo que há uma maioria de 70% que estaria disponível para frequentar um 2º Ciclo, na mesma Instituição. A ESSE tem já um grupo de trabalho a estudar estas possibilidades. Pretende-se propor a criação de um 2º ciclo de estudos que congregue, num primeiro ano, todas as vertentes profissionalizantes dos Curso aqui ministrados em 1º Ciclo e que, num segundo ano, aborde com mais especificidade áreas que, nos últimos anos, têm sido objeto de enorme desenvolvimento e investigação quer na área do Jornalismo quer na da Comunicação Cultural.
Neste momento tem sido feita uma maior opção por entregar as Opções Profissionalizantes quer a docentes com investigação realizada nas áreas definidas quer através da contratação de profissionais oriundos dessas áreas. A abertura de concursos para docentes especialistas é uma das formas que se prevê possa trazer a necessária renovação/especialização no Curso.
Estas questões têm sido colocadas aos estudantes que, quer em reuniões sobre funcionamento do Curso quer em reuniões de tutoria e de trabalho na Carteira de Competências têm estado de acordo quanto ao rumo a seguir.
A maioria dos estudantes do 3º ano tem-se vindo a pronunciar sobre a UC Carteira de Competências, uma das novidades introduzidas aquando da adequação do Curso a Bolonha. Ao olharmos para a taxa de finalização da Uc verificaremos que uma grande percentagem de estudantes a deixa para o final do Curso, alguns só a realizando mesmo em época dita de recurso.
Acontece que, quando questionados sobre a sua (não)importância, há uma unanimidade absoluta em relação à sua manutenção em possíveis futuras revisões curriculares. Esta apenas aparente contradição é explicada, pelos estudantes, pelo facto de não se aperceberem do potencial desta Uc quando entram no Curso, no 1º ano e pelo facto de ela vir a fazer mais sentido, sobretudo à medida que se aproximam do final do 2º e 3º anos do Curso.
Todos reconhecem a importância da UC ao nível do desenvolvimento de competências não passíveis de desenvolver noutras UC: o facto de cada um/a poder identificar lacunas na sua formação, identificar formas de as ultrapassar e, nisso ser apoiado, de forma individualizada pelo/a tutor(a) é descrito como extremamente importante.
PARTE E - MEDIDAS DE APOIO AO SUCESSO ESCOLAR
Neste grupo identificam-se algumas medidas urgentes a serem tidas em conta. Aponta-se a necessidade de um maior seguimento das (poucas) desistências que se têm verificado, sobretudo nos 1ºs anos do Curso. Neste sentido foi já desenvolvido, no âmbito da Unidade Curricular de projecto de Comunicação, uma folha de recolha de dados que, após a identificação da desistência (mesmo que sem informação oficial), se proceda à enumeração das causas que levam os estudantes a esta atitude. Neste ano lectivo já foi aplicada a referida ficha e conclui-se que: num dos casos identificados, se deveu a falta de condições financeiras para prosseguir; outro por falta de compatibilidade entre horário laboral e horário escolar e falta de facilidades da entidade empregadora face ao estatuto de trabalhador-estudante. Este caso foi entretanto resolvido de forma infeliz (pois o estudante ficou desempregado)
Tem sido feito um maior esforço no sentido do acompanhamento de estudantes entrados pelo sistema de maiores de 23 anos, acompanhamento das entradas do primeiro ano identificando dificuldades, ansiedade, gestão de horários de trabalho e estudo.
Tem havido mais rigor na escolha da Carteira de Literacias (do que sabem menos para o que sabem mais) valorizando mais o processo/progresso e considerando menos importante o ponto de chegada e valorizando o percurso de aprendizagem realizado por cada estudante. A colaboração com o Conselho Directivo tem sido fundamental nesta área uma vez que todo o processo foi gerido também com/entre todas as coordenações de Curso.
A articulação de períodos de Estágio de todos os Cursos melhorou a forma de trabalhar nas UC quer nas obrigatórias quer nas de Opção.
Como medida positiva relevam-se os critérios definidos para a distribuição das UC por semestre uma vez que se conseguiu melhorar o número de presenças nas actividades presenciais assim como a organização dos horários dos estudantes, permitindo-lhes dispor de mais tempo (ou melhor organizado) para toda a actividade autónoma que têm de desenvolver.
O reforço da equipa de tutores do Curso tem de ser pensado uma vez que a UC de Carteira de Competências é aquela em que os estudantes se sentem mais inseguros e que pode apresentar maiores discrepâncias de funcionamento entre tutores oriundos de diversas áreas científicas.
Manter a orientação tutorial com as características que lhe foram dadas neste ano é uma prioridade para que os estudantes reconheçam a importância que, no desenvolvimento de todo o tipo de competências, pode ter aquela estrutura de apoio.
Sensibilizar os docentes para a necessidade de uma maior cooperação em diversas UC que podem utilizar alguns produtos de avaliação comuns é uma tarefa que também tem de ser levada a cabo, podendo essa articulação ser levada à harmonização de alguns conteúdos de UC diferentes.
Finalmente a manutenção de constantes reuniões temáticas entre coordenação de curso e estudantes revelou-se uma forma simples mas extremamente eficaz de, em tempo útil e de forma célere, resolver muitas e diversas questões do quotidiano estudantil (seja resolvendo problemas de compreensão da estrutura do Curso, dos critérios de escolha de Carteira de Literacias, de atribuição de tutorias, de uniformização de documentos de registo de actividades/relatórios da carteira de Competências, de sessões para apreciação do Regulamento de Frequência e Avaliação, de Certificação de Competências em regime de RVC, entre outras).
PARTE F - ACÇÕES DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EXTRACURRICULARES
A UC Carteira de Competências, que faz parte do plano de estudos do Curso de Comunicação Social assim como do de todos os cursos adaptados a Bolonha. A sua forma de funcionamento, conteúdos, identificação de competências sistémicas, gerais do Instituto Politécnico, gerais da Escola Superior de Educação assim como específicas de cada Curso (ver ponto B1), tem como finalidade a aquisição de competências extra-curriculares, a desenvolver em contextos não-formais e informais (actividades de âmbito profissional, científico, social, etc.), ao longo dos três anos da licenciatura, permitindo adquirir 5 créditos no âmbito do plano de estudos.
Esta UC tem sido, como já referido, aquela em que, quanto melhor é entendido o seu alcance pelos tutores e estudantes, mais rica se tem verificado na realização dos princípios subjacentes ao processo de mudança em curso.
PARTE G - INSERÇÃO NA VIDA ACTIVA E EMPREGABILIDADE
Esta tem sido a parte que a Coordenação de Curso tem tido mais dificuldade em gerir e que tem de melhorar em anos futuros. Neste ano, foi feito um levantamento informal junto de cada estudante que acabou a sua formação no ano letivo anterior e junto de duas estudantes – Raquel Gradim e Margarida Cardoso - que, ao longo do 1º semestre de 2011 (a partir dos contactos pessoais nas redes socais) conseguiram identificar a situação profissional de mais de metade dos colegas de Turma que acabou o Curso em 2009/2010.
Desta apreciação conclui-se que, cerca de 60% dos estudantes estão colocados. Acontece que, quando analisamos os locais de trabalho, por Ramos do Curso, o número de estudantes a trabalhar na área de Comunicação Cultural é superior ao do número que consegue colocação na área de Jornalismo.
Por outro lado, neste número há que dizer que alguns que já eram trabalhadores-estudantes antes deste 1º Ciclo de formação, continuam a exercer a actividade que antes desempenhavam. Em dois casos porém, as estudantes conseguiram ascender a um lugar compatível com a formação que obtiveram. Também a maioria das estudantes que está agora no mercado de trabalho tem contratos precários, na maioria dos casos.
Quanto à percentagem de estudantes cujo paradeiro não conseguimos identificar, temos de melhorar o dispositivo de contacto após a formação inicial. Alguns nem sequer frequentam as referidas redes socais.
PARTE FINAL - CONCLUSÕES E PROPOSTAS DE MELHORIA
No ano lectivo 2010/2011 há ainda várias tarefas a desenvolver que se prendem com a adequação do Curso de Comunicação Social ao processo de Bolonha. Apenas a título de exemplo foram listadas as seguintes:
Estas são as conclusões que o grupo de trabalho do Curso de Comunicação Social decidiu apresentar para inclusão no Relatório Anual de Execução do Processo de Bolonha da ESE.
ANEXOS
a) Inquéritos Pedagógicos
b) Inquéritos de Curso
c) Inquéritos aos Docentes