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Efeitos da Poluição Atmosférica no Sistema Respiratório

Artigo em Acta de Conferência Internacional

Autores: T. Ferreira
N. Batista
Rita Cerdeira
Claudia Louro
Luís Coelho
João Garcia
Célia Gouveia
Palavras Chave: Ciências tecnológicas
Ano: 2006
Conferência: XXII Congresso de Pneumologia, IV Congresso Luso-Brasileiro
Local: Estoril, Portugal
Data: 7 a 10 de Dezembro de 2006
Contacto: teresaferreira@netcabo.pt
Resumo: As crianças, sendo uma população sensível, encontram-se mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica que os adultos, por diversas razões, desde o tempo que passam no exterior, à anatomia e fisiologia do aparelho respiratório que ainda se encontra em desenvolvimento. As crianças apresentam taxas de ventilação superiores aos adultos e a baixa estatura das crianças aumenta ainda a sua exposição às emissões de tráfego. Todos estes factores contribuem para o desencadeamento de episódios de dificuldade respiratória com maior frequência, mesmo na presença de concentrações de poluentes menores. O objectivo deste estudo é compreender os efeitos da poluição atmosférica na saúde das crianças atendidas no serviço de urgência do Hospital do Barreiro (SU), com queixas do foro respiratório de etiologia não infecciosa. Realizou-se um tratamento estatístico dos dados relacionados com as crianças, (número de observações, sintomatologia, idade, sexo e área de residência), dos dados meteorológicos (temperatura e humidade) e dados da concentração de poluentes (Monóxido de Carbono (CO), Dióxido de azoto (NO2), Dióxido de Enxofre (SO2), Matéria Partículada (PM) e Ozono (O3)). Do conjunto de 1238 crianças observadas no SU, 31% apresentavam tosse, 41% dificuldade respiratória e 28% asma. A maioria das crianças tinha idade inferior a 2 anos. Apesar de geralmente as crianças recorrerem ao SU mais frequentemente no Inverno, ao considerar as classes de idade, constata-se um maior número de crianças observadas no SU com idades compreendidas entre 6 e 10 anos, no Verão. Uma possível razão é o facto destas crianças despenderem mais tempo no exterior devido às boas condições meteorológicas. Os resultados estatísticos mostraram uma correlação positiva entre o número de crianças atendidas e o CO, que é um poluente proveniente, maioritariamente, do tráfego e das lareiras. Verificou-se ainda que a concentração de CO aumenta no Inverno, assim como o número de crianças atendidas no SU. Como esperado, a humidade tem uma correlação positiva e a temperatura negativa. Os métodos estatísticos utilizados não permitiram resultados conclusivos sobre outros poluentes, contudo novos métodos estão a ser utilizados, esperando-se melhores resultados no futuro próximo.
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