Licenciatura em Gestão da Distribuição e da Logística
Sérgio Palhais é antigo aluno do Instituto Politécnico de Setúbal.
Frequentou a Licenciatura em Gestão da Distribuição e da Logística
na
Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de
Setúbal (ESCE/IPS), entre 1999 e 2003.
Iniciou carreira na Sonae, como Gestor de Stock, integrou a
Empresa
Unimercator, como Responsável Logístico Nacional passando,
posteriormente, a Diretor de Operações da mesma empresa. De
seguida, foi convidado para integrar a Empresa Adicional Logistics
SA,
como Diretor de Unidade de Negócio. O passo seguinte foi assumir a
função de Gestor de Operações Internas na Empresa Luis Simões.
Atualmente, é Diretor de Operações na Empresa Rangel Distribuição
e
Logística SA.
A Licenciatura foi, para o seu percurso de vida, "a 'chave' que me
permitiu abrir a porta para a carreira profissional que hoje tenho,
que
me forneceu as competências para encarar e ultrapassar desafios,
contribuindo para a minha realização profissional" - explica o antigo
aluno.
1. Licenciou-
se no curso de Gestão da Distribuição e da Logística. Foi uma opção
tomada por vocação?
Honestamente não, a opção resultou da análise que efetuei às saídas
profissionais dos vários cursos disponíveis. Após o primeiro ano de
curso ficou claro para mim que esta era uma área com a qual tinha
afinidades, salientando que este fator motivacional foi bastante
importante, tanto para o sucesso académico como para o
profissional.
Uma opção pragmática acabou por resultar numa opção feliz.
2. O que o
levou a escolher a Escola Superior de Ciências Empresariais do
Instituto Politécnico de Setúbal?
Tratou-se de uma escolha ponderada tendo em conta alguns fatores,
nomeadamente a proximidade face à minha área de residência, as
acessibilidades, salientando a proximidade de uma linha ferroviária,
e
sobretudo o facto de oferecer cursos ainda recentes no mercado, tais
como o curso de Gestão da Distribuição e da Logística. Também
contribuiu a opinião de amigos que já estavam matriculados na
ESCE/IPS.
3. Quais os
momentos do curso que recorda com mais carinho?
Sempre que me lembro da minha passagem pela ESCE/IPS recordo,
especialmente, as amizades e a camaradagem que existia, quer
entre
alunos, quer entre alunos e professores. Aqui reservo o direito de
nomear dois colegas (Valter Amadinho e David Gomes) que
partilharam comigo os 4 anos académicos, assim como a Professora
Cristina Luis, que foi uma referência ao longo do meu percurso na
ESCE/IPS.
4. Como
caracteriza a preparação que a Licenciatura lhe conferiu?
Penso que o curso consegue preparar os alunos para encararem o
mercado de trabalho na área Logística com conhecimentos
suficientes
para iniciarem a carreira. Após a fase inicial dependerá de cada um
saber utilizar, da melhor forma, os conhecimentos adquiridos, e
adaptá- los à realidade profissional em que cada um está inserido.
5. Terminado
o curso, começou a trabalhar na Sonae como Gestor de Stock. Como
ocorreu esta integração no mercado de trabalho?
A minha integração no mercado de trabalho foi bastante positiva.
Consegui entrar, rapidamente, numa empresa muito exigente e
profissional que me permitiu construir os alicerces para prosseguir a
minha carreira. Mesmo hoje, passados 8 anos, esta empresa
continua
a ser uma referência importante no meu percurso profissional.
6. Como tem
sido o seu percurso profissional?
O meu percurso profissional, ao longo dos seus 8 anos de existência,
tem sido pautado pela seleção criteriosa de projetos que possam
acrescentar valor às minhas valências profissionais, permitindo-me
construir uma carreira sustentada e coerente com os meus objetivos
futuros.
No seguimento da experiência na Sonae, optei por integrar um
projeto
ligado à Logística Promocional, no grupo de Empresas Unimercator,
que me possibilitou evoluir bastante pessoal e profissionalmente.
Passados alguns anos aceitei o desafio de liderar uma unidade de
negócio na empresa Adicional Logistics SA, onde acrescentei às
minhas responsabilidades as áreas de gestão comercial e financeira,
assim como a internacionalização do negócio para Espanha.
O passo seguinte foi incorporar a Empresa Luis Simões,
desempenhando a função de Gestor de Operações Internas no
Centro
de Operações Logísticas do Carregado.
Por último, no início de 2011, integrei a Empresa Rangel Distribuição
e
Logística, onde desempenho a função de Diretor de Operações.
7. O que faz
um Diretor de Operações?
Na função de Diretor de Operações tenho a responsabilidade de
coordenar todas as operações efetuadas dentro da Plataforma do
Montijo, assim como definir e controlar todos os custos/receitas
associados às operações que se encontram sobre a minha
responsabilidade. Tal como em outras áreas temos que ter sempre o
nosso foco no correto nível de serviço que prestamos aos clientes e
no
menor custo possível para a empresa.
8. Na sua
opinião, qual o impacto das questões relacionadas com a
sustentabilidade na gestão logística, em particular no sector em que
está, devido à forte dependência do petróleo?
Penso que é muito difícil prever os impactos destas questões. De
qualquer forma, posso partilhar que já vamos sentindo, no mercado
logístico, alguns movimentos de concentração de empresas, assim
como o desaparecimento de pequenos operadores que não estão a
conseguir resistir ao rápido aumento dos custos operativos,
nomeadamente na área dos transportes.
9. Que
conselhos daria aos estudantes de Gestão da Distribuição e da
Logística que pretendam vingar no mercado de trabalho?
Digo algumas vezes que "cada um faz o seu destino, eu ando a lutar
pelo meu". Com isto quero dizer que para vingar em qualquer
mercado de trabalho temos que dar o nosso melhor todos os dias,
mostrar capacidade de assumir as grandes e pequenas decisões que
tomamos, termos um bom relacionamento com os diferentes níveis
hierárquicos, fornecedores e clientes, estarmos sempre focados e
alinhados com os objetivos da empresa que representamos. É do
conjunto destes fatores que vamos formando o nosso DNA
profissional
que irá construir o futuro de cada um.